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Eleições 2014: voto no exterior

Postado por Glenda DiMuro em September - 8 - 2014 0 Comment

eleies-2014Faltam poucas semanas para as eleições presidenciais no Brasil. Quem mora no exterior há bastante tempo e já faltou a vários pleitos com certeza está familiarizado com o processo. Mas para os novatos, ou até mesmo quem está de viagem, podem surgir algumas dúvidas: o que fazer? Sou obrigado a votar? Quero muito votar, mas não sei como…

Como a gente já sabe, todo e qualquer brasileiro ou brasileira maior de 18 anos e menor de 70 é obrigado a votar. Se não comparecer a sua mesa eleitoral, pelo motivo que for, tem que justificar.

Para você que mora no exterior, o governo diz que o título deve ser transferido para seu novo país de residência. Se vale a pena ou não fazer todo o processo (explicado aqui) é uma escolha pessoal. Em primeiro lugar, a transferência de título deve ser solicitada até 150 dias antes das eleições, depois, nada feito. Segundo, você apenas vota para presidente. Em terceiro lugar, as mesas de votação se encontram em locais onde existem serviços diplomáticos do governo brasileiro e tenham mais de 30 eleitores inscritos. Ou seja, apenas nas capitais e cidades mais importantes. Se você não vive em uma cidade grande, considere ter que fazer uma viagenzinha a cada quatro anos.

Se você transferiu o título mas não pretende/pode ir votar, tem até 60 dias para formalizar a justificativa eleitoral, encaminhando requerimento ao juiz eleitoral, ou seguindo os passos de quem não transferiu o título. A regra é a mesma para quem está de viagem em dia de eleição.

Em qualquer caso, a justificativa eleitoral deve ser apresentada nos 30 dias contados da data do retorno ao Brasil. Ou seja, quando voltar de férias ao nosso país (ou de vez), você deve dar uma passadinha no Tribunal Regional Eleitoral da sua cidade, com seu título de eleitor em mãos e com algum documento que comprove a sua ausência (com uma cópia do passaporte com carimbo de entrada e saída do país visitado ou da passagem que comprove a data de saída e retorno é suficiente). Não é necessário pagar nenhuma multa.

Se por algum acaso você precisar estar “quite” com a Justiça Eleitoral antes de regressar ao Brasil (o caso mais comum é quando se perde o passaporte), poderá comparecer à sede da embaixada ou repartição consular mais próxima, portando documento oficial brasileiro de identificação com foto e o título de eleitor, e entregar o Formulário “Requerimento de Justificativa Eleitoral” preenchido, ou enviar, por via postal, o requerimento ao Cartório Eleitoral do Exterior, em Brasilia.

Aqui está a lista de Embaixadas e Consulados brasileiros no exterior. Mais informações no site do TSE

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Graduação na Espanha: mudanças no processo de admissão

Postado por Glenda DiMuro em June - 19 - 2014 4 Comments

Recentemente o Ministério da Educação espanhol publicou mudanças na lei de acesso de estrangeiros às universidades. Como eu sou a rainha das dicas e volta e meia alguém me enche de perguntas sobre o assunto, resolvi me atualizar. E aqui deixo o resultado das minhas pesquisas.

Antes, aquelas pessoas interessadas em cursar uma graduação na Espanha estavam obrigadas a fazer uma prova, conhecida como “selectividad”, promovida pela UNED (Universidad Nacional de Educación a Distancia). Segundo a nova lei, para os Estados membros da União Europeia ou países que tenham assinados acordos internacionais de reconhecimentos de títulos a nível de reciprocidade com a Espanha, desaparece a necessidade se superação desta prova única e se estabelece como requisito básico a posse do diploma acadêmico que dá acesso à universidade. A diferença é que a responsabilidade vai recair sobre cada universidade, que determinará, segundo distintos critérios de avaliação fixados pelo governo espanhol, o seu processo próprio de admissão dos estudantes. Ou seja, primeiro a pessoa interessada solicita uma vaga, depois, segundo cada universidade, será submetida a alguma prova, avaliação ou entrevista para que os seus méritos sejam avaliados, inclusive podem ser solicitadas provas específicas para os cursos mais concorridos (no caso de estrangeiros, a universidade pode solicitar provas de idiomas, por exemplo).

Infelizmente, o Brasil não tem nenhum acordo de reciprocidade de reconhecimento de títulos com a Espanha. Então o primeiro passo para quem pretende começar uma graduação em uma universidade espanhola é que seu diploma brasileiro seja reconhecido como válido.

Isso quer dizer que antes de qualquer coisa é preciso dar entrada no pedido de convalidação do seu diploma de ensino médio ao diploma espanhol de “bachillerato” ou do seu ensino médio profissionalizante ao título espanhol equivalente.

E como se faz isso? Esse processo é feito junto ao Ministério de Educação espanhol, mas se você vive no Brasil pode pedir no Consulado Espanhol mais próximo da sua cidade, pelo correio ou até mesmo pela internet (os documentos originais são apresentados quando o processo é aprovado). Mais informações aqui.

Ao mesmo tempo você pode solicitar uma vaga em qualquer universidade pública ou privada, dentro dos prazos estabelecidos, seguir as instruções de cada universidade sobre o processo de seleção e depois, se for o caso, proceder com a matrícula. O lado bom é que as universidades poderão aceitar o seu pedido de matrícula mesmo antes da homologação definitiva do seu diploma, desde que seja apresentado o comprovante de que o processo já está em andamento. As universidades espanholas são obrigadas a dedicar de 1 a 3% de suas vagas a estudantes estrangeiros, mas essa porcentagem também é livre e depende de cada universidade ou curso.

Mas e quem está decidido a largar a universidade no Brasil e continuar seus estudos na Espanha? Neste caso, o processo de convalidação pode ser outro. Depois de escolher uma universidade, você pode solicitar uma convalidação parcial dos estudos realizados até então, lembrando que os prazos e as documentações exigidas também são estabelecidos por cada universidade. Vale a pena dizer que você deve ter cursado ao menos 30 créditos na universidade de origem (ou 5 disciplinas, dependendo da carga horária). Quem tem a última palavra sobre a homologação do seu anterior expediente acadêmico (ou seja, quem avalia se as disciplinas cursadas no Brasil são válidas ou não) é o reitor de cada universidade, seguindo critérios do Conselho do Governo.

Se você tem mais de 25 anos e não tem ensino médio, saiba que a Espanha tem provas específicas para maiores de 25 anos entrarem na universidade, bem como para maiores de 40 anos (neste último caso em alguns cursos específicos mediante comprovação de currículo profissional e entrevista).

Enfim, na prática a mudança na lei transfere as responsabilidades para cada Universidade e acaba com a prova única, que antes também era aplicada aos estrangeiros. Uma das intenções é facilitar o intercâmbio e atrair estudantes de outras nacionalidades, principalmente pelo fato de que estes pagam até quatro vezes mais que um espanhol pelo mesmo estudo (já que não têm direito às ajudas do governo).

Aconselho a todas as pessoas interessadas em fazer uma graduação na Espanha que leia o Boletin Oficial del Estado, que explica todas as normativas.

Boa sorte!

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Pensando e repensando: 8 anos de Coisa Parecida

Postado por Glenda DiMuro em April - 25 - 2014 11 Comments

Faz tempo que não me atrevo a escrever por aqui. Não sei ao certo, mas acho que meu momento de fama me fez pensar em muita coisa…

Quem me acompanha (nessas alturas, me acompanhava) sabe que eu tive um post midiático, com mais de 300 mil visitas ao total, que falava sobre as dificuldades de ter vontade de voltar a viver no Brasil. Recebi muitíssimas críticas, outras centenas de apoio, dezenas me escreveram e-mails pessoais contando suas vidas, dei entrevista, fui plagiada e até reconhecida no aeroporto de São Paulo (juro que é verdade). Confesso que tudo isso mexeu muito comigo. Ao final de contas, quase toda a população de Pelotas leu um único post meu, onde abri meu coração e minhas intimidades, e me julgou (para o bem e/ou para o mal) por isso. Desde então, comecei a pensar mais na repercussão do que eu escrevo. Até onde e a quem podem chegar as minhas palavras? Qual o limite entre a minha privacidade e os objetivos desse blog? Afinal de contas, quais eram mesmo os objetivos de manter neste espaço?

Há exatos 8 anos (24/04/2006) eu escrevia a primeira linha do Coisa Parecida. Malucos ou Coisa Parecida, um blog criado por mim e pelo Paulo para mandar notícias sobre a vida do lado de cá aos nossos familiares e amigos. O nome era uma homenagem aos “Normais” Vani e Rui, citando uma frase célebre do filme de mesmo nome, quando o padre pergunta ao casal se eles eram malucos ou coisa parecida. Pois coisa parecida. E ao som da Rita Lee escrevi as primeiras linhas sem nenhum tipo de compromisso.

Paulo abandonou o barco logo no início, e eu, à medida que os “de casa” iam perdendo o interesse nas minhas novidades, fui dando uma nova cara ao blog. Como sempre gostei de compartilhar conhecimentos, achei que neste espaço eu poderia, a través da minha experiência, ajudar àquelas pessoas que queriam morar fora do Brasil, especialmente na Espanha.

E acabei escrevendo de tudo um pouco. Quem visita o blog pode encontrar um grande acervo que vai desde a história da Feria de Abril até textos sobre o ETA. Informações importantes sobre estudar na Espanha e homologar diplomas, mas também dá para ficar sabendo o que se come no café da manhã sevilhano e até algumas dicas de viagem. Já discuti desde topless à touradas, de preconceito com imigrantes até casamento homossexual.

Mas um dia comecei a ter a estranha sensação que já tinha escrito sobre tudo… depois de anos, já nada parecia novidade. Novidade do tipo digna de ser contada. Além disso, o fato de eu ter sido “visitada” por tanta gente me fez pensar que não podia escrever assim tão descompromissadamente. Passei a achar que o Coisa Parecida me deixava exposta demais, porque aqui as palavras ficam, não é como o Twitter ou o Facebook, onde ninguém lembra mais o que você postou esta manhã. Num blog fica tudo registrado e o Google te encontra e te delata.

Além quebrar a cabeça sobre a importância dos assuntos sobre os quais eu estava escrevendo, comecei a pensar em como estava fazendo. Textos frios ou sentimentalismo exagerado? Futilidade demais? Política de menos? Esse blog nunca teve um objetivo político, embora eu me considere uma pessoa bastante politizada. Tampouco foi criado para ser um blog de viagem, ainda que eu volta e meia poste algumas fotos das nossas escapadas. Não é um blog profissional e nem é um blog onde conto minhas maiores intimidades ou muitas coisas da minha vida cotidiana. Mas então é o quê? Afinal de contas, sobre o que quero escrever? Quem se interessa pelas coisas que eu escrevo? A quem eu (ou você) lhe indicaria? E principalmente, por que quero seguir escrevendo (melhor dito, quero seguir)?

E com tudo isso em mente, as ideias e as palavras deixaram de fluir com naturalidade. Entrei em uma profunda crise de identidade blogueira da qual ainda não consegui sair. E estou achando bastante complicado reverter a situação.

Me dá muita pena porque conheci muita gente e fiz grandes amizades a través deste blog. Ao mesmo tempo sei que “quem não é visto, não é lembrado” e que se este espaço precisa ser alimentado para seguir vivo (o analytics está ai para confirmar). Eu mesma já abandonei muita gente por deixar de “atualizar-se”. E nesse processo de repensar objetivos, isso pesa bastante. Um blog, por mais ultrapassado que muita gente possa achar, é uma ferramenta de comunicação que te permite encontrar e deixar que te encontrem. E gosto de ser encontrada.

E é precisamente ai que está o X da questão: o que eu quero que cada pessoa encontre, de agora em diante, quando chegue aqui? Ainda não sei… Acho que quando eu souber, volto a escrever.

Até a próxima.

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We`ll always have Paris…

Postado por Glenda DiMuro em November - 2 - 2013 6 Comments

Ando com saudades de Paris…

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Este é um pot-pourri (como não ser) de fotos das vezes que já visitei Paris (não são as “melhores” fotos, mas são as que eu mais gosto). Verão de 1998 (faltam fotos), primavera de 2007,  outono de 2010, inverno e verão de 2012. Paris é a minha preferida e acho que sempre será… não vejo a hora de voltar.

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Glenda Dimuro