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Glenda DiMuro On September - 18 - 2008

PERFEITO! O que a minha grande amiga Eli (desde os 6 anos quando brincávamos de massa de modelar…) escreveu no seu blog é simplesmente perfeito. Disse tudo o que eu sempre quis dizer mas me faltavam palavras… abaixo o texto na íntegra.

“SAUDADE. Bendita palavra… coisas do êxodo, da distância e dos dias em que parece não fazer o menor sentido estar tão longe do lugar de onde somos. Ser de um lugar e ser nômade ao mesmo tempo, esse mundo que ficou pequeno com os anos e agora encontra tanta gente diferente num mesmo espaço convivendo. Às vezes passo o tempo pensando em quantas pessoas de nacionalidades distintas já pude conversar depois que saí do meu mundinho (passei das 30 e perdi a conta…), são muitas, muita gente que como eu está longe do seu ponto de origem, e o incrível é poder constatar que na verdade, partimos sedentos de mudanças, ganas de conhecer gente nova, viver coisas diferentes, e de forma mais ou menos consciente, todo o mundo acaba levando consigo tudo aquilo o que queria mudar. Quase sempre o primeiro impacto é gerado pela comparação pura e dura, tem casos em que o sujeito chega e se deslumbra, cai em uma rejeição total da origem; assim como em outros passa exatamente o contrário, o novo é uma porcaria, bom mesmo era lá; nesse exemplo, tenho uma amiga que diz que até a maionese hellman`s é melhor no seu país… cada um com sua distorção da realidade, e é bem verdade que o tempo faz com que as lembranças cobrem algo de fantasia, no desejo de viver uma nostalgia ideal. Tanta diferença junta é um prato cheio para a construção de guetos, para a marginação do imigrante, que muitas vezes é auto – marginação, na inocente tentativa de recriar um “microclima” cultural, totalmente fora do seu contexto original. Nessas andanças do ser humano, desde que o mundo é mundo e antes que o homem se chamasse assim, ainda não logramos conviver com a diferença; dentro ou fora das nossas fronteiras imaginadas, onde deveria residir o respeito habita o medo, sim porque continuo pensando que o medo é a única coisa que impede que nos permitamos conhecer o outro, medo a ser diferente ou, no fundo, medo a sentir-nos iguais”.

Eli Pires.

Categories: Cotidiano

3 comentários

  1. Maris says:

    oi! Passei por aqui…
    Bj

  2. paula vieira says:

    Que texto lindo! Emocionante!

  3. Glenda Dimuro says:

    Oi Marisneide…aparece mais vezes!

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Glenda Dimuro