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Glenda DiMuro On October - 13 - 2008

Aproveitando o feriadinho em plena segunda-feira vou usar do artíficio “copiar+colar” e postar aqui mais um texto do Brasil com Z. Fala gastronomia Espanhola.

A Espanha, assim como o Brasil, possui inúmeras particularidades com relação ao que se come e em qual região se come. Existem pratos tradicionais que em todo o país, como a “paella”, as “tortillas” e o “gazpacho”. Mas também existem as preferências regionais e como vivo no sul, meus relatos vão ver baseados no que vejo por aqui. Vejo muito e como bem menos, depois explico o porquê.

Dizem os entendidos que a gastronomia espanhola está idealizada na chamada “dieta mediterranea”, que nada mais é que uma alimentação a base de frutas, legumes, verduras, frutas secas, pão (muito pão), cereais, um maior consumo de peixes e aves que de carnes vermelhas , o uso do azeite de oliva como principal gordura e a ingestão de vinho (em quantidades moderadas). Na prática, não vejo que em Sevilla se cumpra essa dieta. A comida aqui é bastante gordurosa, a bata frita é acompanhamento de quase todos os pratos e o porco é a principal carne consumida.

A curiosidade é que aqui o horário de almoço é entre as duas e as quatro da tarde. O café da manhã pode ser tomado até meio-dia mais ou menos e nele é servido as maravilhosas “tostadas” (pão quentinho, quase torrado, cortado ao meio) e depois tu escolhes o que queres passar: manteiga, azeite, molho de tomate ou patê, acompanhados de “jamón” ou “jamón york” (presunto).

O porco é super aproveitado. Os espanhóis utilizam tudo, ou quase tudo, do animal para fazer desde embutidos até o famoso “jamón pata negra”, que no Brasil acho que conhecemos como “copa”. Sevilla não é uma cidade litorânea e acredito que por isso os peixes aqui não sejam tão abundantes, mas mesmo assim se come bastante. Eu, que como boa gaúcha e carnívora que sou, adoro um churrasco. Aqui, me contento com alguns “solomillos” no restaurante argentino algumas vezes ao ano. A carne vermelha, tal como conhecemos no Brasil, é vendida em supermercados e custa mais que os olhos da cara. No dia-a-dia, podemos comprar carne de rês em açougues normais, a um preço relativamente acessível, mas nem comparado ao do porco e com uma cor que nem de longe lembra aquele vermelho vivo. Os vegetarianos que me desculpem, mas para quem estava acostumada a comer esse tipo de carne todos os dias é difícil se acostumar, mas a gente tenta!

Como regra geral, aqui se come muita batata (frita principalmente), tudo é regado em azeite de oliva (perfeito), os pratos na maioria das vezes não são muito temperados nem picantes e o alho e a cebola são os condimentos preferidos e se come pão e os famosos “picos” (espécie de biscoito salgado) durante as refeições (eles utilizam como faca para juntar a comida). Não há uma grande variedade de frutas e as bananas são horríveis (colam no céu da boca). As saladas sim são maravilhosas, quase sempre feitas com alface tipo McDonald (digo isso porque é diferente do tipo que tem no Brasil), tomate, cebola e atum, muito atum.

Os pratos tradicionais mais conhecidos são: a “paella”, que tem como base arroz e logo, de acordo com o tipo, se pode misturar frutos do mar, porco, verduras, e a mais conhecida é a Valenciana; a “tortilla de patata”, feita de batatas, ovos e farinha; os famosos e gordurosos “pescaítos fritos” que são uma variedade de frutos do mar à milanesa; o “gazpacho”, que pode ser tomado quente ou frio como aqui no sul, que é feito de várias maneiras mas sempre leva alho, pão, azeite, vinagre e tomate, tudo triturado e servido como sopa, ou como suco. Enfim, a lista de pratos é grande e sugiro que tem tiver mais interesse ou quiser algumas receitas visite este site.

As sobremesas deixam a desejar. “Natillas, flan, arroz con leche”. Sou de Pelotas, a terra do doce, então fica difícil me agradar. Acho tudo sem gosto, ou melhor, com gosto de nata e pouco saboroso. Os sorvetes quando vendidos em sorveterias são bem mais caros que o normal (se comparamos com a Itália, por exemplo) e as bolas são pequenas. Uma desilusão boa para emagrecer! No inverno os churros com chocolate são o ponto alto. Diferente dos recheados que comemos no Brasil, mas igual de gordos. Isso sim eu gosto!

A Espanha é famosa também por suas “tapas”, que são pequenas porções de uma comida qualquer servida em um pratinho se sobremesa. É uma opção perfeita para quem não está com muita fome ou sem muito dinheiro no bolso. É ótima também quando se quer beber cerveja e não ficar bebum. Os espanhóis usam muito a expressão “salir de tapas” que nada mais é que ir de bar em bar tomando cerveja e comendo um pouco de tudo. Mas como em quase toda a Europa, aqui também os pratos são divididos em entradas, primeiro e segundo e logo a sobremesa. Eu adoro misturar tudo e quase sempre não dá. Mas em casa eu misturo, faço meu arroz com feijão preto e como meu bolo de cenoura com cobertura de chocolate bem doce. A comida espanhola é boa, mas nada melhor que a comida brasileira feita em casa!

Categories: Espanha, sevilla

9 comentários

  1. Ana says:

    Ai! Que delícia de post!
    Deu água na boca!

    • eu estou tentando aprender um pouco sobre o espanhoes mas eu quero os costumes tais coloque ai eu tenho uma tarefa a fazer fazam issso logo porfavor hoje mesmo estou esperando kkkkk ate parece que vão colocar pq deve fazer 40 anos que nao mechem mais ai

  2. José says:

    Oi Glenda, sou madrileño mas nascido em Sevilla, gostei muito do seu blog, achei bem interesante seu ponto de vista, aliás me serve para aprender a Lingua de Camoes ;o) Só discrepo em duas coisinhas no seu último post: 1)De verdade vc acha “horrivel” o Plátano de Canarias??(é a banana que se come em toda a Espanha). 2)”As sobremesas deixam a desejar. Natillas, flan, arroz con leche. Sou de Pelotas, a terra do doce, então fica difícil me agradar”…Vc experimentou o “Tocino de Cielo” típico de Sevilla?. Acho que mais doce do que esso nao tem nada na Espanha…rs. Mas é so uma opiniao. De novo parabens pelo seu blog e cumprimentos desde Madrid.

    • Renata says:

      José eu sou brasileira e já experimentei o tocino de cielo, não em Sevilla mas em uma doceria de Cádiz. Para mim é o melhor doce do mundo!

  3. Luisa says:

    Oi Glenda,

    Adoro experimentar comidas diferentes e jà anotei todos os pratos que vc sugeriu pra nao errar na proxima viagem à Espanha!

    A ultima vez que estive por ai, me apaixonei pelo “rabo de toro” e nao comia outra coisa! 🙂

    Bjs

  4. Glenda Dimuro says:

    José, sim nem os famosos plátanos de Canárias me agradam… e realmente o tocino de cielo é o doce mais doce de Sevilla! Parece o nosso quindim. Já comi alguns bons, é verdade. Mas nem sempre encontro em qualquer restaurante ou padaria… Escreves muito bem o português, melhor que muito brasileiro!

    Luisa, nunca provei o rabo de Toro porque nunca comeria carne de touro… sou “antitaurina”, não participo touradas e também não consigo comer o animal. Mas dizem que é muito bom! 🙂

  5. Mile says:

    Almejas a la marinera, calamares rellenos, pulpo gallego, albondigas en salsa, ensaladilla rusa, papa aliñá, salmorejo, los potajes, menudo, berza, se bem que essas duas ultimas comidas deixei de comer, sao muito gordurosas…enfim, sou uma apaixonada pela culinária espanhola.
    Realmente as bananas aqui nao tem muito sabor. Os doces idem, como os do Brasil aqui nao encontramos. E as tortas? Péssimas! A nossa carne tb acho melhor que a daqui. Eu só detesto esse horário de almoço daqui, acho muito tarde, às vezes como às 4 da tarde na casa da minha sogra, olha só se isso é horário de almoço!
    Bjoks

  6. Por mais que eu estude a respeito da culinária espanhola, sempre acabo encontrando algo novo. É uma pena que a variedade não seja tanta como no Brasil, que muitos chamam de “celeiro do mundo”, mas este é mais um artigo que será de grande utilidade para mim e minha esposa durante nossa passagem por aí. Obrigado e parabéns! \:D/

  7. pf vaiz isssoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo logooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

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Glenda Dimuro