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Glenda DiMuro On October - 30 - 2009

Ultimamente tenho tudo para acordar de mau humor. O condomínio onde moro está reformando toda a fachada, com direito a pintura geral e substituição do piso nas sacadas e impermeabilização das mesmas… ou seja, praticamente todo o dia acordo com o ruído de uma britadeira. Isso quando os pedreiros não esquecem o dedo no interfone (béeee – é ensurdecedora a campainha) às 8 da manhã para pedir para entrar pela minha sacada. Como se não bastasse, Dona Lola deu para miar pela manhã e pedir para subir ao terraço comunitário (eu moro no último andar e às vezes a deixavaela subir um pouquinho, mas depois de uma semana de visita aqui em casa, minha mãe (vó) estragou a minha gata com seus mimos).

Vejam bem, estou escrevendo a minha tese de doutorado e posso afirmar que não sou a pessoa mais apegada a horários fixos. Normalmente minhas horas de estudo são pela manhã e pela noite (o conceito de tarde aqui é relativo) e não costumo acordar antes das 9:30, hora que teoricamente deveria tocar meu despertador, já que sempre vou dormir bastante tarde e minhas 8 horas de sono são sagradas.

Então, quem aguenta? Eu moro de aluguel e convenhamos, não votei em reformar o edifício justo quando meus neurônios devem mais funcionar para terminar logo essa tese. Ai vem o lado legal da história. Eu moro do lado do Conservatório Superior de Música e da Escuela Superior de Arte Dramático. Não lembro se já comentei aqui no blog que às vezes parece que tem uma cantora de ópera na minha janela. Isso poderia ser a gota d`água nas minhas manhãs, mas o pessoal parece ser bom e ter um ótimo gosto musical. Já acordei ao som da trilha sonora do House e essa semana começou com “I believe in miracles” e “We are family“. Hoje parece que vai tocar todo o CD do Dirty Dancing, começando por aquela “So won’t you, please, (be my, be my baby) Be my little baby, (my one and only baby) Say you’ll be my darling…” Eu curto, principalmente quando as aulas são de música clássica ou de dança. As de teatro confesso que irritam um pouco, porque eles gritam muito e eu não consigo entender os diálogos (sorte que essa classe é mais tarde e já estou acordada faz tempo).

Quando me canso dos artistas, fecho a janela e pronto, nada de barulho. Pena que não posso dizer o mesmo com relação a essa maldita obra.

Categories: Cotidiano

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Glenda Dimuro