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Glenda DiMuro On October - 5 - 2010

A Eve escreveu um post esses dias que me fez ficar pensando…

Quando estou longe, todo mundo me diz que mooooorre de saudades minhas. Agora que estou perto, ninguém está nem ai para mim (tá, estou exagerando um pouco).

Na minha primeira vinda ao Brasil, depois de quase um ano fora (em 2006) vim cheia de ilusões, pensando nas festas  com as amigas solteiras, nas tardes de bate papo e tudo mais. Foi uma grande desilusão. Todo mundo na correria, sem tempo, cuidando da sua própria vida.

Este ano mesmo, passo mais tempo em casa que outra coisa. E vi que ninguém estava tão a beira da morte como dizia.

Mas já não me importo. Sei que quando uma pessoa está longe, perde muita coisa. A vida segue para todos e seria egoísmo meu pensar que ao voltar, tudo seguiria como antes. Eu tenho grande parte de responsabilidade também, pois fico pensando que todo mundo tem que me procurar, como se eu fosse o centro das atenções – já que só apareço no pedaço uma vez ao ano, seria lógico, não? – e acabo não ligando para ninguém.

E como aquela história do email que ninguém mais responde. No início, quando é tudo novidade na nova vida no exterior, dá vontade de compartir as experiências… e dá-lhe email todos os dias. Algumas respostas… com o tempo a quantidade de notícias diminui consideravelmente e as respostas quase zeram…  Mas é assim mesmo, mais cedo ou mais tarde acontece com todo mundo que abandona os seus… e fica apenas quem deveria ficar na lista de contatos. E como disse a Eve, tenho mais gente desconhecida que lê o que eu escrevo que meus próprios amigos.

Mas como nem tudo é lamurio e chororô, quero mostrar para todo mundo duas fotos marcantes dos meus últimos dias! A primeira é a da mulherada, que antes se reunia para beber cerveja e falar de homens, rolos e afins, e agora é para falar de bebês, fraldas e maridos malandros! É isso ai, menos de um ano se passou e o panorama mudou com-ple-ta-men-te! Quatro bebês novos no pedaço! E viva o controle de natalidade!

Um dos bebês é a filha da minha amigona há quase 25 anos! Luiza, a mais cheirosa e fofa de todas e também minha afilhada! Este sábado foi o batizado e ela se comportou maravilhosamente bem.

E no final, acabo chegando a conclusão de que não importa a quantidade dos encontros, mas sim a qualidade. Se eu tiver que esperar mais alguns meses para viver momentos tão especiais quanto estes dois ao lado dessa gente amada, nem que seja uma vez por ano, eu espero.

Categories: Brasil

11 comentários

  1. karine smith says:

    Hahahaha
    Tenho essa mesma impressão,
    acabo encontrando com as amigas ou muito tarde da noite (o que a mudança de fuso faz com que eu desista) ou nos finais de semana, que normalmente só passo um… mas é vioda que segue…como a nossa seguiu e pra falar a verdade: Que bom!
    É sinal que as coisas estão dando certo pra td mundo!

    beijoca

  2. Anita says:

    A gente vai pro Brasil de ferias mas as pessoas estao e’ ralando ne ? Trabalhando, estudando, cuidando de filhos, limpando a casa… Nao vao tirar ferias junto com a gente.

  3. Eve says:

    Pois é, Glenda, acho que acontece com todo mundo. Melhor pra mim, que não estou sozinha do mesmo barco. heheheh Mas, o meu maior problema não é o fato de não entrarem em contato. É exigirem o meu. Se eu não ligo, é um chororô. Mas, se eu não ligar, mandar email ou sinal de fumaça, ninguém faz. 😉
    Todo mundo muda e segue sua vida…ou uma coisa de cada vez. rs
    Bjs!

  4. Vejo isso no Orkut. Pessoas que eu não via pessoalmente havia muitos anos de repente me mandam convites para serem meus amigos virtuais. Porém, quando reencontro tais pessoas no mundo real, parece que elas mal olham para minha cara, não têm tanto interesse me conversar comigo. A impressão que eu tenho é que muitas dessas pessoas querem sentir-se reintegradas a um passado mesmo sabendo que ele nunca mais voltará e paradoxalmente não têm interesse em voltar a serem amigas (se é que um dia já foram) de pessoas que acabaram de adicionar em sua lista de “amigos” do Orkut.
    Fazer o quê? É como acontece com o Second Life: muitos criam no mundo virtual um universo paralelo, diferente do real. Acabam refletindo na Internet aquilo que gostariam de ser na realidade, mesmo não podendo sê-lo.
    E chega de filosofar. O jeito é aproveitar as amizades REAIS e fortalecê-las ainda mais enquanto estiver no Brasil. “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão” (Provérbios 17:17).

  5. Fabiane says:

    Adorei teu blog Glenda!
    Quem me indicou ele foi a Adri lopes, é que voltei a morar em Madrid novamente e ela me comentou que acha teu blog muito tri!
    Nao sei te lembras de mim, mas a gente se conhece do tempo do recanto, sou irma da fer…
    Bom qdo viere a Madrid me avisa pois adoro rever os amigos…e sabes que a gente no inicio se sente meio saudosa no inicío né…
    bjs e qdo der vou acompanhar por aqui!

    • glenda.dimuro says:

      Oi Fabiane! Claro que lembro de ti! Quanto tempo! Pode deixar que eu aviso sim. Bem vinda de volta!

  6. Tatiana says:

    Pois é Glenda, estou ha 17 anos fora do Brasil e sigo com as minhas 2 grandes amigas la, mas fui criando novas nos paises que fui morando.
    As antigas foram se distanciando quando nao eram fortes o suficiente.
    O convivio e as afinidades é que nos aproxima,e acho que no final o que menos importa é a nacionalidade, pelo menos no meu caso foi assim.
    Adorei o post, tambem tinha lido la no da Eve, um tema bem interessante pra quem mora fora!!
    Beijocas!!

  7. Jose Cabrerizo says:

    Siempre te ha gustado ser el centro de atención, jejeje

  8. Mariá says:

    Nunca me mudei do país, mas já me mudei de cidade e sei mais ou menos como é. Não é legal.

    Mas na minha opinião, 8 é SEMPRE melhor que 80. Os outros 72 você pode achar em qualquer lugar, e quem sabe um desses novos não se torna um grande amigo? Aí serão 9. Ou 10. O importante é ficar rodeada pelas pessoas que realmente (se) importam. As outras, importaram talvez no passado, mas boas lembranças não morrem nunca, não é? 😀

  9. Darla Ribeiro says:

    Que bom saber que essa impressao de “abandono” é compartilhada por outras pessoas, pensei que era só comigo isso. Confesso que depois de um ano sem ir ao Brasil, bateu uma tristeza grande em saber o quanto minhas amizades tomaram outro rumo.

    Saludos desde de Tarifa – Cádiz.

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Glenda Dimuro