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Glenda DiMuro On July - 6 - 2011

Depois de duas semanas lendo sobre o porquê dos meus companheiros do Brasil com Z  não quererem mais voltar a viver no Brasil, decidi escrever meu texto. Em 2009 já havíamos feito uma ronda sobre “voltar ou não voltar” entre os colaboradores deste blog coletivo de expatriad@s que vivem nos mais diversos cantos do mundo… os tempos eram outros, o pessoal também, mas quem quiser conferir pode clicar aqui. Inclusive eu dei minha opinião sobre a volta e decidir escrever de novo não porque tenha mudado de ideia, mas sim porque ampliei um pouco meu pensamento.

Não vou enumerar aqui a quantidade de problemas, principalmente sociais, ambientais e econômicos que existem no Brasil, uma porque depois dessa série de posts não vale a pena repetir, outra, porque todo mundo está careca de saber que no nosso país falta segurança, falta educação e saúde pública, falta tolerância, falta tanta coisa e sobra outras mais, como desigualdades, exclusões, injustiças.

Não sei quando volto ao Brasil pelo simples fato de que não sei se quero voltar ao Brasil. Gosto muito da vida que levo atualmente. A principal lição de vida que aprendi nestes 6 anos de Sevilha é que não é pobre o que menos tem, mas o que menos necessita. Aqui aprendi que não preciso de luxos para viver feliz, que com pouco dinheiro no bolso posso me divertir, ter uma vida cultural relativamente agitada e ainda viajar de vez em quando. Aprendi que a felicidade não se encontra em shopping e que autoestima não está diretamente relacionada com chapinha e unhas bem feitas. E não que no Brasil eu tivesse um padrão de vida alto ou fosse uma patricinha de carteirinha, mas depois de viver 6 anos em uma casa com móveis alugados, nossa percepção de vida muda muito.

Futilidades à parte, aqui aprendi que se trabalha para viver e não se vive para trabalhar. Isso significa realmente aproveitar a vida. A grande maioria do pessoal aqui do sul trabalha o justo e necessário para poder garantir um lazer a nível máximo, um happy hour no final do dia, uma escapada no final de semana e umas férias de verão de um mês. Horas extras, 60 horas de trabalho semanais, um final de semana em casa atolado de prazos esgotados? Óbvio que isso acontece, mas não é regra e nem o cotidiano dos sevillanos. Conheço funcionários públicos que pedem redução de salário para poder ficar uma hora a mais com os filhos em casa.

Aprendi a deixar o carro na garagem (leia-se estacionado na rua) e usar o transporte público. Voltei a aprender a andar de bicicleta. De onde eu moro eu chego a qualquer parte da cidade em menos de 40 minutos de pedalada (e Sevilla não é uma cidade pequena, tem quase 800 mil habitantes fora a zona metropolitana). Não tem preço poder ir e vir respirando ar fresco (ok, nem sempre, afinal, estamos numa zona urbana) e de quebra fazer exercícios.

Aprendi a ser tolerante, a respeitar mais as diferenças, a descobrir a diversidade de raças, culturas, estilos de vida e pensamento muito diferentes dos nossos, brasileiros, muitas vezes machistas, egoístas e hipócritas (como também já foi citado nos posts dos meus colegas de Brasil com Z). Aprendi que viver no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo e comer no mesmo restaurante da faxineira da piscina é uma coisa absolutamente normal,  pois a tal diferença de “classes” é estupidamente menor. Aprendi a conviver com famílias com dois pais, duas mães e até duas mães e um pai, a não falar mal de uma mulher escabelada na padaria, a não ficar horrorizada com um «modelito» fora do «normal». Aprendi que o normal pode ser qualquer coisa, que cada pessoa é um mundo e que cada um de nós cuida do seu próprio mundo pessoal, sem precisar de aparências ou máscaras. E ao mesmo tempo aprendi que todos devemos cuidar do nosso mundo coletivo, que a força do ser em conjunto é muito importante e que, melhor de tudo, dá resultados.

Aprendi que as diferenças nem sempre geram integração, que podem causar desigualdades por estes lados também. Que imigrante é uma classe de pessoa que tem que correr atrás do prejuízo, que tem que lutar muito para conseguir se estabelecer e que, por questões que fogem as suas capacidades, nem sempre consegue o seu lugar ao sol. Aprendi que o ser humano, não importa a sua nacionalidade, está longe de ser perfeito, e apesar de tanta tolerância e igualdade por um lado, pode ser bastante preconceituoso e injusto por outro.

Então, depois de conviver com tantos outros valores e realidades, muitas vezes penso que não tenho vontade de voltar a morar no Brasil. Quem, depois de aprender a cruzar uma rua pela faixa de segurança sem nem precisar olhar para os lados ou se acostumar a voltar para casa a pé às 3 da manhã, desfrutando do cheiro das flores de laranjeira e do silêncio da madrugada sem precisar olhar para trás, pensa um dia em regressar à sua pátria amada? Quem depois de dar risada (ou se irritar, no meu caso) com as crianças de uniforme do colégio jogando bola em plena praça central, de se habituar a pegar a sua bicicleta e fazer um piquenique no parque público ou de ver uma roda de velhinhos e velhinhas tomando cerveja (sem álcool) felizes e cheirosos no mesmo bar que a garotada de 20 anos pode cogitar a hipótese de não viver mais essas coisas, aparentemente tão banais, mas que no Brasil parece que há muito tempo não existe?

Claro, nem tudo são rosas… Não sou casada com espanhol, não tenho meu diploma de arquiteta homologado para assinar projetos na Espanha (se bem que na atual situação econômica, «projetos» é coisa rara por aqui), vivo com um visto de estudante que não me dá direito à nacionalidade, não tenho direito à saúde pública (apenas atendimento de emergência) e pelo menos nos próximos anos não vejo nenhum futuro profissional na minha área (nem eu, nem 20% da população ativa do país, nem a maioria absoluta dos jovens recém-formados). Não tenho filhos espanhóis e em teoria, nada me prende aqui. Mais cedo ou mais tarde (cada vez mais é mais cedo, já que estou no segundo ano do doutorado) vou ter que tomar a fatídica decisão: volto ou não volto ao Brasil? Qualidade de vida acessível a um bolso pouco cheio ou um bom trabalho (ou um trabalho qualquer)?)?

Meu consolo é que este mundo é enorme, como já dizia o poeta, «grande demais para nascer e morrer no mesmo lugar». Confesso que não sei se tenho o mesmo ânimo para recomeçar tudo de novo em um país novo, mas quem disse que se eu voltasse ao Brasil eu não teria que recomeçar do zero? E entre recomeçar com qualidade de vida e recomeçar rodeada de violência, desigualdades e injustiças, só fico na dúvida porque neste último caso também estaria rodeada de muito amor, amigos e família (únicos motivos reais que me fazem pensar em voltar a viver no Brasil).

Enfim, todo mundo deveria ter a oportunidade de sair da sua bolha, ver o mundo com outros olhos, aprender novos valores e, quem sabe, voltar e conseguir lutar por um lugar melhor. O Brasil é um país com duas caras, lindo e horrível ao mesmo tempo. Sei que sou uma privilegiada por estar onde estou e que muita gente se tivesse condições já estava com as malas prontas e a passagem comprada para se mandar… e a gente aqui falando em voltar. Adoraria poder voltar e tentar fazer do meu Brasil um lugar melhor para se viver, mas ao mesmo tempo me sinto muito ingênua em pensar que isso poderia ser possível. Ninguém tem a resposta e não sou a única em duvidar do “desenvolvimento” do Brasil.

Queria viver entre os «meus», mas a cada dia que passa me sinto menos parte dos que ficaram. Já não penso em altos salários, altos cargos, muito dinheiro para ser feliz. Embora muita gente siga pensando ao contrário, dinheiro não é e nem nunca foi garantia de felicidade. Felicidade para mim é isso, poder levar a vida sem pausa, mas sem pressa, sem paradeiro se eu assim quiser. Posso não estar com os bolsos cheios, mas percebi que não necessito nada disso para ter uma vida confortável, alegre e divertida.

Tive que cruzar o oceano para perceber isso? Sim. Não poderia ter aprendido tudo isso no Brasil? Claro que sim, mas quem sabe a comparativa não existiria. Enquanto isso, continuo aproveitando esta grande oportunidade de fazer parte de outro mundo, que apesar de todos os problemas que existem como em um lugar qualquer, parece que é mais justo e respeitoso que o mundo onde nasci.

*****

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Categories: Cotidiano

Comments Closed

612 comentários

  1. Hélida says:

    Glenda,que bela reflexão,crua,mas bela. Pode soar pretensioso o que vou dizer agora: eu não precisei morar fora para perceber tudo isso que vc tão bem dimensionou. As viagens q fiz,embora por férias,já me fizeram perceber o quanto no BR o sentido de felicidade (especialmente para classe média) é mais superficial (nao quero generalizar,mas é um apego,realmente,a coisas mínimas).Se eu tivesse a experiência de morar fora,decerto a percepção seria mais chocante. Mas daí eu ainda permaneço aqui.E como dizia a música, felicidade é casualidade (? será?!).Beijo,té setembro!!!!

    • Luis says:

      Desculpe, me parece pretensioso sim, viver é diferente de conhecer.

    • Raphael says:

      Helida, desculpa mas vc nao sabe o que fala, e sim foi muito pretensioso o teu comentario depois de um lindo txt, que eu garanto que toca todos os que moram ou ja moraram fora do brasil!
      que particularmente concordo com a escritora em 100% dizendo que unico fator que me faz pensar em voltar sao os “meus”.

      • Mariana says:

        Ótimo texto, mas acredito que boa parte do que está escrito não se relaciona exclusivamente a morar fora do país, mas morar sozinho e longe do próprio núcleo. Seja fora do país, do estado ou da cidade.
        Está relacionado também a ter as próprias pretensões, ilusões e arrogâncias destruídas: afinal, ao sair do Brasil você é o vencedor que vai realizar algo grandioso e que almejava. Ao chegar ao destino escolhido, toda essa empáfia é esmagada e você tem que começar a mudar sua própria postura, e não esperar a mudança alheia.
        Ao retornar para o Brasil, eu percebi que a convivência era melhor do que eu imaginava e que o inferno não eram os outros. Eu mudei.

        • Nana says:

          Mas… concordo com a parte da segurança e da sensação de liberdade que ela dá. Falta bastante disso por aqui.

          • cristina says:

            comcordo Brasil não e um país seguro , sou extrangeira e não soporto mais o nordeste , falta de higiene, cultura, educação, segurança, isso e viver? não, ja vivi em outros paises europeos e e ahi que se vive, tem boa gastronomía, educação, emfim , Brasil e uma pena perdeu.

        • Fernanda says:

          Acho q morar fora é sim muito diferente do q morar sozinha! Eu sai de casa aos 17 anos e morei sozinha desde então… Trabalhei, estudei, tive empregos maravilhosos (pensando financeiramente e nos benefícios que ganhava)…. mas agora com 28 anos e a 1 ano morando fora do país (San Diego – California) realmente aprendi muitas coisas diferentes e vivencie os melhores momentos da minha vida! Sem sair do pais e dos vícios da nossa sociedade brasileira é muito difícil dizer que realmente sente e pode ter aprendido e vivenciado o que esse belo texto diz! Morro de saudades do Brasil e das pessoas que amo lá! Mas a felicidade que sinto aqui é indiscritível!

          • Daniela says:

            Tb moro nos EUA e amo esse pais . Desde q cheguei aqui tenho conhecido varias cidades e uma coisa q me chamou a tenção em minhas viajem de cidade para cidade foi q no meio do caminho na beira da estrada gerlmente eles tem fazendas e suas barraquinhas com frutas e verduras para vender resolvemos parar e comprar fresh frutas e notei q na barraquinha nao havia ninguem para receber o dinheiro so uma caixa onde vc coloca o seu dinheiro . Achei estranho e perguntei a meu marido( q é americano)…Pq nao tem ninguem aqui para receber o dinheiro e meu marido respondeu “É normal para fazer isso nas estradas aqui isso é baseado na honestidade das pessoas. Vc pega a sua fruta e verdura e colocar o dinheiro lá” e eu falei mas ninguem rouba o dinheiro? E ele respondeu”não” e eu sai de la realmente impressionada. Essa viajem q resolemos parar e comprar as frutas foi de Bowei para Ocean City em Maryland.

        • cynthia says:

          Concordo absolutamente com a Mariana, pra sentir o que a autora do texto sente nao precisamos sair do Brasil. Conheco varias pessoas que se sentem assim porque conquistaram o que sempre almeijaram, profissionalmente, financeiramente e emocionalmente (mesmo que aos trancos e barrancos) ali mesmo no Brasil, perto dos que amam. Achar que felicidade so se encontra na Europa, eu discordo categoricamente, principalmente em se tratando de Espanha… Nao sei aonde a autora achou tanta tolerancia assim, casos de racismo e intolerancia na Espanha sao publicados na midia todos os dias…

          • Adriana says:

            Concordo com vc. Eu fui para Irlanda, Londres, País de Gales. Fiquei tempo suficiente para ver gente mal educada por lá também, gente furando fila dos ônibus (quando tinha fila), gente tentando furar fila em coisas simples como no Burger King, fui agredida (eu e meu marido) por pessoas bêbadas, que é o que mais tem por lá. Me deram socos, chutes, puxaram meus cabelos até arrancar, bateram no meu marido até ele ficar todo ensanguentado e apesar das ruas lotadas, ninguem fez nada além de assistir. Polícia não se tem (afinal, é tão “seguro” que não precisa. Esta segurança resume-se no fato de tão ter pivetes pobres prontos para te roubar. Mas a violência gratuita existe e MUITO!). Fala-se em burocracia, tive que ficar “presa” à Irlanda sem poder voltar ao Brasil devido à demora da polícia irlandesa para liberar um simples documento. Um certificado de antecedentes criminais. Então ele pensou “vou pedir um passaporte britânico, já que meu pai era britânico”. Ao buscar informações, ficou sabendo que o processo poderia demorar 3 meses! Conversei com meninos que reclamam do quanto é dificil se relacionar com meninas de lá pois elas só estão interessadas em dinheiro. Já as brasileiras são mais abertas e simpáticas. Os meus amigos vem pro Brasil e se admiram de como as pessoas vivem felizes, abertas e receptivas, mesmo aquelas pobres que ralam na praia vendendo coisas no Sol quente. E dizem que eles não veem isso nos países deles. Ou seja, acho que na verdade todo mundo olha o lado bom das coisas ao estarem em terras estrangeiras. Há 2 semanas assisti um filme bem realista que se passa na Espanha. Se não me engano, o nome é Biutiful com Javier Bardem e meu marido falou: “esta é a realidade da Espanha que turista não vê. “Além disso, vi que o problema maior é que numa terra estrangeira, vc se torna igual ou “menor” do que os “locais”. Então vc aprende a ser esta pessoa “simples e humana” que a autora descreve. Não é que lá as coisas são mais simples e no Brasil mais superficiais. É simplesmente que quando vc vai para fora do Brasil, inevitavelmente vc reduz o nível social ao qual vc vive. Seu emprego é diferente, sua rede se amigos tbm. Tenho um amigo estrangeiro (londrino) que me falou sobre isso. Ele conheceu uma brasileira em Londres que era uma pessoa maravilhosa, simples, etc em Londres. Afinal, lá ela era “apenas mais uma”. Casaram, vieram morar no Rio. E no Rio o pai dela é um dos sócios do homem mais rico do Brasil. A menina mudou completamente. Não frequentava determinados locais, tinha preconceito com tudo, como se ela fosse superior às outras pessoas. Foi então quando ele se decepcionou ao ver o quao superficial ela era. Em londres eles frequentavam barzinhos simples, com os amigos dele, nunca estavam em áreas vips de boites, etc. Andavam de bicicleta, transporte publico. Já aqui, era carro com motorista, final de semana em angra, usando helicoptero, passeio de lancha etc.
            Vi que a cultura da bebedeira e do uso de drogas é algo assustador. As pessoas perguntam por cocaina como se estivessem perguntando por um chiclete. Varias pessoas que conheci cultivam maconha em casa e vendem o que produzem. Muitos, muitos, mujitos jovens que não trabalham há anos porque vivem às custas do governo. Alem de moradia recebem uma bolsa mensal, que muitas vezes gastam com bebida e nao com comida. As mulheres nas ruas eu não sabia se eram mulheres comuns, prostitutas ou travestis. As roupas e sapatos me assustavam! As atitudes vulgares tbm.
            Uma vez voltava pra casa e o motorista do ônibus anunciou: “Vamos fazer um outro percurso hoje de novo, pois há 4 dias adolescentes estão apedrejando ônibus no local tal. Então recebemos ordem da empresa de não passar por este local.” Gente, 4 dias os ônibus fazendo outro roteiro porque adolescente apedrejavam ônibus (sem motivo) e ninguém tomava uma providência. A menina que nos hospedou me falou: “Ah, Adriana. Isso não é nada. Ano passado nesta mesma época eles tocavam fogo nos carros que passavam, simplesmente por diversão, falta do que fazer. Pior que isso, pegaram um cachorro e colocaram uma bomba na boca e detonaram. O cachorro teve que ser sacrificado. Vendi meu carro por as taxas para ter um carro são tão absurdamente altas que não vale à pena. Além disso, já me roubaram uma, então nem quero outro. Uso bicicleta (num frio de matar!!!!!) para ir a todos os lugares. Acho que vou também cancelar minha televisão. Porque aqui temos que pagar uma taxa ao governo se tivermos TV em casa. Além disso, tenho que pagar a Sky para ter os canais. E quase não fico em casa… Ou seja, este é apenas um resumo de coisas que vi por lá e que me fizeram enxergar quem não existe lugar perfeito. Só existe pra quem quer assim pensar.

          • Marisa says:

            Moro no Reino Unido ha 14 anos…de tudo que li…concordo com Cynthia que no seu comentatio: “Achar que felicidade so se encontra na Europa, eu discordo categoricamente, principalmente em se tratando de Espanha… Nao sei aonde a autora achou tanta tolerancia assim, casos de racismo e intolerancia na Espanha sao publicados na midia todos os dias…”
            Eu ja’ fui varias vezes a Espanha (sul) e cheguei a ficar la’ por mais de 1 mes, sem interrupcao, porque meu ex-marido tinha negocios na regiao…os espanhois, em geral, sao bastante intolerantes!!…y otras cositas mas… nao e’ um lugar onde gostaria de morar, mas cada com suas experiencias e opinioes… Reino Unido tambem, muito longe de ser o que muita gente pensa…ultimamente estou cada vez mais triste e mais “desencantada” com esse lugar.

        • Fneto says:

          Texto fantástico. Comentário sublime. Parabéns as duas.

      • Nana says:

        Luis, Raphael, Jonas, Angela e todos os outros que acham que é o fato de sair do país que nos transforma: leiam o comentário abaixo (de Mariana) e façam uma reflexão. Vocês saíram do ninho, da segurança familiar, de casa. Quem sai do país tem que se virar, como Mariana diz ” a empáfia é esmagada”. Isso pode ser aprendido no Brasil, sim. Quando decidimos tomar as rédeas da própria vida e cagar pra opinião alheia.

        • Ana says:

          Ola Glenda!

          Encontrei o seu blog por acaso e nao pude deixar de comentar, porque moro na Alemanha ha mais de 4 anos e nao vejo a hora de me mudar pro Brasil, inclusive meu marido, que e alemao.
          Eu concordo que o Brasil nao e seja um paraiso, principalmente se tratando de seguranca, mas tambem cheguei a conclusao que lugar ideal para viver, nao existe. E que nos podemos ser felizes (ou infelizes) em qualquer lugar do mundo. Isso vai depender somente de nos mesmos e das nossas prioridades. Pra mim, familia e o que existe de mais valioso e longe da minha familia, eu nao me sinto completa.
          Eu tive o privilegio de nascer em um lar cercado de muito amor, carinho e dedicacao, com pais maravilhos e uma irma que eu amo muito. Aprendi com meus pais que o unico fator que torna alguem melhor ou pior e o carater e e so isso que devamos valorizar nas pessoas. Por isso nao posso dizer que morar na Alemanha e conviver com mulheres que nao fazem a unha mudou a minha vida. Claro que eu mudei um pouco e absorvi algumas caracteristicas locais, como ser pontual, dar mais valor a luz do sol e esperar o sinal abrir para atravessar a rua (mesmo ela estando vazia), porem nada disso mudou os meus principios.
          Eu so conheco a Espanha como turista e tudo que ouco nos jornais sobre os problemas economicos e sociais, nao e suficiente para dar meu parecer, por isso falarei sobre a Alemanha, so sobre a Alemanha, porque tem muita gente que acha que morar na Europa, independente de onde, e a mesma coisa, mas nao e. Cada pais, europeu ou nao, tem seus pontos forte e pontos fracos.
          Bom, a Alemanha e um pais muito seguro, muito rico, limpo e organizado onde o transporte publico e muito bom, a saude e educacao publica sao exemplares e todos tem pelo menos um lugar para dormir e comida no prato. Soa como um lugar perfeito para se viver, tambem acho. Inclusive eu gosto muito de morar aqui.
          Mas sinceramente nao levo uma vida melhor que levava no Brasil, porque nasci em um lar de classe media alta em Joinville-SC e sempre tive acesso a educacao, saude e lazer de boa qualidade, por isso nao posso dizer que a minha vida mudou em termos quantitativos, mas mudou muito em termos qualitativos.
          Eu nao sou uma pessoa infeliz, muito pelo contrario, eu sou muito feliz, eu optei vir pra ca para ficar com o meu marido e ele e maravilhoso, mas sinto que falta alguma coisa (alem da minha familia, claro).
          Nao e trabalho, porque consegui um bom emprego, nao na minha area (sou formada em turismo), mas ganho bem e tenho um rotina normal de trabalho. Nao sao amigos, porque fiz bons amigos que eu adoro e tenho uma vida social normal. Falta de sol???!! Tambem! O inverno aqui e escuro, triste e longo e como ja foi comprovado cientificamente que o clima tem uma grande influencia sobre a vida das pessoas. Mas esse naturalmente nao e o maior problema, o maior problema, pra mim, e a falta de calor humano e alegria de viver. E essa diferenca e tao grande, que mesmo o meu marido que e alemao e viveu a vida inteira aqui na Alemanha percebe e prefere morar no Brasil.
          Aqui e muito comum ver pessoas que tem de tudo e simplesmente nao conseguem dar valor pra nada, acham tudo complicado e vivem reclamando da vida.
          Outra coisa que me incomoda um pouco e ver como as pessoas sao “classificadas” por aqui. Aqui so e considerado alemao aquele que nasce na Alemanha e tem origem alema. Por exemplo, eu tenho uma amiga que tem pais italianos, mas nasceu na Alemanha e sempre morou aqui, o maximo que ela vivenciou da Italia foram algumas ferias de verao na casa da avo e o idioma que ela aprendeu em casa com os pais. Ao meu ver, ela e alema, mas eu sou a unica que acha isso, porque para todos os outros e para si mesma, ela e italiana! Todos se referem a ela como “a italiana”, mesmo sem ela nunca ter morado na Italia! E ela nao e a unica, o mesmo acontece com os decendentes de turcos, arabes, espanhois, russos, chineses, brasileiros… Se voce nao tem sangue 100% alemao, voce nunca sera considerado alemao e muito menos vai se sentir alemao, mesmo sem nunca ter tirado o pe da Alemaha.
          Pior ainda e a situacao de uma outra amiga que o pai e de origem africana e a mae e alema! Fiquei chocada quando estavamos conversando sobre isso e ela me disse que nao tem patria, que nao sabe o que e! So sabe que nao e alema! Fiquei tao triste ao ouvir aquilo e fiquei imaginando como os meus futuros filhos seriam “classificados” se eu continuar aqui.
          Enfim, eu poderia listar varias coisas que ninguem ve ou sente ate se incorporar a cultura alema, e eu tenho certeza que todos que deixaram o Brasil podem igualmente apontar as melhores (e as piores) caracteristicas do pais em que vive.
          Eu nao sei dizer qual dos dois paises e melhor para se morar, so sei dizer que me sinto melhor no Brasil e meu marido tambem! E e por isso que vamos nos mudar para o la na metade do ano quem vem e vamos levar conosco os bons exemplos que a Alemanha tem a ensinar.
          Nos temos certeza que o Brasil e um pais que tem muito potencial, mas como melhora-lo, se todas as pessoas que tem consciencia do que precisa ser mudado deixarem o pais??????!!!!!!! Os paises europeus tem milhares de anos de historia enquanto o Brasil tem so 512 aninhos! Com certeza ainda tem muita coisa pra rolar por la e eu to pagando pra ver porque eu sou brasileira e nao desisto nunca!

          • Ale says:

            Ana, adorei teu comentario pq me identifiquei muito com ele. Moro no Canada ha quase 4 anos, meu marido eh Canadense, temos uma filha que nasceu aqui e mesmo com tudo o que ha de bom aqui nessa terra, morro de saudades do Brasil! Estamos pensando em voltar pro Brasil. E esse pensamento veio com ainda mais forca com a chegada da neve… ow, que pais frio e quando falo em frio, tem muitos sentidos. Que saudade do “calor” em muitos sentidos. Morei 1 ano na Nova Zelandia… lah eu era solteira, estudante, trabalhava tambem, mas tudo era festa. Muita coisa pra descobrir! Quando tu comeca a viver a “rotina normal” de uma cidada em um outro pais, depois de um tempo, comeca a sentir falta de coisas simples que faz parte de ti e que fizeram parte do teu passado, como a familia, amigos de infancia, piadas, cultura regional, comida, gargalhadas, musica, etc. Coisas que eu sorrio soh de pensar, coisas que me fizeram bem, que eu gostaria que a minha filha conhecesse e que fizesse parte dela tambem. Ateh meu marido, que eh Canadense, quer voltar pro Brasil… soh com uma pequena frase que ele descreve o pq de querer sair daqui: “I’m bored”. E no Brasil ele nunca disse isso.

    • Jonas says:

      Pessoal, não vamos criticar a Hélida, ela deu o ponto de vista dela, que não difere de muita gente que não saiu do país ainda…
      Mas Hélida, você pode ter suspeitas, mas sinceramente, se não saiu, você não sabe o que é. Por um simples motivo: Quando a gente descobre, a gente simplesmente sai!
      Voltar pra Brasil não quer dizer voltar atrás, quem uma vez sai, nunca mais será o mesmo!
      Quem dera todos pudessem um dia quebrar essa barreira, acho que o Brasil se tornaria um país melhor…

      • Glenda DiMuro says:

        Hélida querida. Tocou pra ti também, viu só? Setembro????

      • Angela says:

        Jonas está certíssimo: quem sai nunca mais será o mesmo e também gostaria que todos tivessem a oportunidade de sair do Brasil, perceber o quanto se ganha em qualidade de vida para, se um dia retornarem, quem sabe influenciarem nas mudancas que precisam ocorrer no nosso país de origem.

    • Eliane Costa says:

      Parabéns, Glenda, a mensagem do seu texto é tão verdadeira e consistente, que me encantou e estimulou a lhe deixar este comentário. Vivo fora do Brasil, por dez anos, e já consegui a cidadania, devido a minha qualificação e comprometimento com o trabalho, logo, encontrei meu lugar ao sol. Meus filhos já caminham com as próprias pernas, alta qualificacao acadêmica, com uma carreira profissional a todo vapor. Eles são frutos de meu casamento no Brasil. Sou divorciada por muitos anos, não sou casada aqui nem tenho nenhum parceiro. Aconteceu uma oportunidade profissional na minha vida, inicialmente temporaria, que se modificou para permanente e mudou tudo desde então. Escolhi viver com sossego, deixar o carro na calçada à noite, se decidir a não guardá-lo na garagem. Andar com pulseira, anel e brincos de ouro sem a preocupação de ser roubada. Admirar, como você mencionou, os carros parando naturalmente diante das faixas de pedestres, aguardando as pessoas atravessarem a rua. Não ouvir buzinas, ver os carros alinhados nas faixas e,dar a vez para aqueles que ligam a seta para mudar de faixa. Vivo admirando estes comportamentos naturais, que fazem parte do viver daqui, e deveria fazer parte da nossa vida no Brasil, mas infelizmente, isto inexiste por lá. Cada visita que faço, volto mais decepcionada. Muito triste, como voltar? Tenho meu filho mais velho, irmãos, irmãs e muitos amigos. Quando estou lá, às vezes me sinto como um peso, pois todo mundo corre, trabalha longas horas e, ainda tem de achar tempo para me ‘fazer sala’, providenciar jantares, encontros, dentro de uma agenda super cheia de compromissos. Assim, vou curtindo-os via Skype, que fica mais leve, por alguns minutos, naquele tempinho que sobra e, até se torna uma diversão. Meus pais já faleceram, o que torna menos penosa, minha vida em terras distantes. Mas, meu filho mais velho está lá e o mais novo aqui. Nós viemos juntos, mas ele retornou devido à namorada estando lá, passou no vestibular, se formou em 2010, e se casará este ano. O mais novo mora aqui, e não pretende voltar nunca mais, mas trata-se de uma outra história de vida. Ele veio muito novo, cresceu e tornou- se adulto por aqui. Li seu texto com muita admiração e respeito. Trata-se de uma mensagem que ajuda muito para se fazer uma reflexão em voltar ao Brasil. Grande abraço.

      • Sol Cadavez says:

        So quem nunca morou fora fala o que os acima disseram. Morar fora nao é passar férias e sim fazer parte do cotidiano e se tornar parte integrante desta sociedade.
        Moro na China e entre todas as faltas de educacao, por conta de anos de desinformacao, vivemos seguros, posso sair com IPAD, IPHONE, camera, laptop, ouro e etc… tendo a certeza de que chegarei com vida e com todos meus objetos em casa, com seguranca e a qualquer hora do dia ou da noite.
        Glenda e Eliane Costa, vcs traduziram exatamente o que eu e minha familia ( marido e duas filhas – 23 e 12 anos ) sentimos e pensamos. Trabalhamos, juntamos grana e estudamos onde nos aposentaremos, de preferencia em um pais que nos de seguranca e que nao nos obriguem a sustentar politicos corruptos.
        Ja morei em Portugal, Miami e Los Angeles e agora na China e mesmo com todas as diferencas culturais, sempre me senti segura e respeitada. Acho que todos deveriam ter ou criar a possibilidade de morar fora e responder por aquilo q conhecem e tirar suas proprias conclusoes.
        Glenda e Eliane, parabens, vcs escrevem muito bem e traduziram claramente o que todos que moram fora do brasil ( com letras minusculas mesmo ) vivenciam.

    • Juliana says:

      Helida não acho que e pretensão não, viva em “casa” ou no exterior… crescimento pessoal, emocional, profissional etc -na minha opiniao – depende de outros fatores e há muita gente que mora fora e ainda não abriu os olhos! Eu sou filha de imigrante europeu, nasci e vivi no Brasil a maior parte da minha vida (a importante parte, base de tudo que sou e serei) e tive a oportunidade (e sorte) de aprender em terra patria. Moro em Londres há 8 anos (também morei na Espanha/Burgos) e acho que (nos 30s) a gente vai aonde nosso trabalho ou relacionamento/família esta. Infelizmente nem sempre estão no mesmo lugar, então fazemos a escolha. Definitiva ou não, tem que fazer sentido aqui e agora. Belo texto Glenda.

      • Vinicius says:

        Concordo com você Juliana. Na verdade, pretensão é achar que vivendo em apenas um país fora da pátria (ou em vários da Europa) se conhece o mundo todo. Ou mesmo que se morando em uma cidade do Brasil, se conheça o Brasil inteiro.

        Glenda, não concordo com seu ponto de vista e alguns dos argumentos que você usou. Não sei se é coisa de brasileiro, mas quando pensamos em exterior pensamos em EUA, Europa e Austrália/NZ, o que não é nem metade do planeta. Esse “viver no exterior” já faz parte da nossa síndrome de classe média (alta), e fugir para um país desenvolvido talvez se compare a murar-se em um condomínio fechado aqui no Brasil. Quando falamos em horas trabalhadas x viver a vida, podemos citar países da Ásia (desenvolvidos ou não, Japão, Coréia do Sul e China) em que a segurança, o respeito e a organização são máximos, mas a maior parte da vida se passa apenas trabalhando e estudando. Não posso falar da África e de outros países da Ámerica, mas não podemos excluí-los da nossa percepção de exterior (nem mesmo o Paraguai).

        Além disso, quando vivemos no exterior vivemos como estrangeiros e isso altera muito nossa percepção real do ambiente e das pessoas locais, ainda mais se nosso grupo de convivência for de outros estrangeiros (não estou dizendo que este é o seu caso). Estamos mais abertos a descobrir coisas novas, a viajar para outras regiões, a ter novas formas de diversão. O equivalente aqui seria fazer viagens de fds para uma outra região do Brasil, conhecer a Amazônia e o Pantanal e fugir da balada e das festas (que às vezes é a única forma que vemos de diversão). Aprendi bastante sobre o Brasil quando comecei a andar com estrangeiros aqui, eles tem uma visão muito diferente da nossa já desgastada, bem mais “otimista”.

        Concordo, contudo, que podemos escolher um país como nosso, diferente da pátria que nos pariu. Ou pelo menos devíamos poder, já que existe visto :/. É, como se diz, questão de gosto e compartilhamento da mesma cultura.

        • Adriana says:

          Concordo perfeitamente! Convivo muito mais com estrangeiros que brasileiros aqui no Rio (afinal meu marido é irlandês e joga num time de rugby que só tem estrangeiros). E só depois disso passei a enxergar coisas que não via antes. Por exempplo, ir a uma favela era algo surreal para mim. Fora da minha realidade, algo que queria longe. Com o meu marido já visitei 3 favelas, não apenas como turistas, mas porque temos amigos lá. No exterior fazemos tudo isso. Assim como os estrangeiros fazem aqui. Mas vivendo aqui, nos sujeitamos a fazer? E as pessoas de classe média alta destes países, se sujeitam a visitar os suburbios de suas cidades? O que não concordo é quando vc fala de humanização, respeito, apesar de horas longas de trabalho. Nestes países citados falta muita humanização e respeito ao ser humano. No filme que citei em meu comentário anterior mostra isso. Inclusive quão desumanos os chineses são com o próprio povo. (Biutiful é o nome do filme)

    • Marly says:

      Glenda adorei o seu texto, me fez refletir muito concordo com tudo que esta escrito. Moro 8 anos na europa vivi em varios paises diferentes e me sinto privilegiada em poder viver aqui , agradeço todos os dias por ter tido essa oportunidade.Nada nen dinheiro me faria voltar ao Brasil!!

  2. João Paulo says:

    “voltar para casa a pé às 3 da manhã, desfrutando do cheiro das flores de laranjeira e do silêncio da madrugada sem precisar olhar para trás”

    Perfeito! Essa parte, para mim, não tem preço! É a primeira coisa que digo quando me perguntam sobre as diferenças entre morar aqui e morar no Brasil.

    • Netania Gomes says:

      Eu também!!

    • Flavia Gramigna de Nobrega says:

      Essa parte do texto sem dúvida faz a minha vontade de morar fora do Brasil ficar cada vez maior…tenho amigos morando na Europa e é exatamente esse o relato deles…simplesmente perfeito!!!

    • ANDRE says:

      Identifiquei completamente com o post, principalmente com este trecho.

    • wanderlea says:

      Andar livremente sem ter de olhar para os lados com medo(demais), liberdade nao tem preco…Por isso que eu nao troco o pais onde moro e “vivo” pelo meu pais amado

    • Marco says:

      Então, o Brasil não é igual, assim como os países ditos desenvolvidos não o são…
      Aqui onde moro no Brasil é tranquilo… ainda posso andar sem olhar para traz…
      Em Chicago é dito que certos bairros são intransitáveis… assim como certos bairros de São Paulo o são, e outros não…
      Agora, que tal trazer esta experiÊncia de vida, vivida nos países desenvolvidos e ajudar o Brasil a se tornar um lugar além de amado, bom de se viver para todos?

  3. Eu e minha esposa passamos cinco dias na Espanha e percebemos que realmente se trata de outro mundo. A qualidade de vida não se compara com a do Brasil de nossos dias. Porém, seria necessário passar por um longo e doloroso processo para que nos adaptássemos a um padrão de vida europeu, pois Sorocaba, nossa terra natal, e todo o contexto cultural brasileiro estão tão arraigados em nós que, apesar da violência urbana, das desigualdades sociais, das injustiças que nos revoltam diariamente e da corrupção da maioria de nossas autoridades e representantes legais, viver fora de nosso país, pelo menos por enquanto, está completamente fora de cogitação.
    Ainda não conheço o Rio Grande do Sul, embora tenha chegado bem perto (Florianópolis/SC, onde já estive quatro vezes), mas uma análise superficial desse Estado me faz perceber que a terra dos pampas ainda é um dos melhores lugares para se viver no Brasil. Não sei quanto a Pelotas ou a Porto Alegre, mas o padrão de vida dos gaúchos ainda parece estar acima da média nacional. Por isso, creio que voltar para casa pode até ter suas vantagens, ainda mais com a experiência que você e meu xará adquiriram aí nos últimos seis anos.
    Enfim, trata-se duma decisão que deve ser muito bem pensada e que depende uma série de fatores. Seja ela qual for (voltar para o Brasil ou permanecer na Espanha “ad infinitum”), coloquem-na nas mãos de Deus que Ele os ajudará no que for preciso.

    • Magda says:

      Adorei o post. Nasci no Rio Grande do Sul, moro nos EUA e me senti completamente compreendida e explicada neste texto! Ainda que o RS tenha boa qualidade de vida, a violencia nao nos deixa voltar… até mesmo as ferias no BR tem este duplo sabor: que bom rever a familia/amigos/comida/lugares e ao mesmo tempo medo/ansiedade. No que me diferencio da autora deste post? Quero muito ter oportunidade de viver na Europa e Asia… experimentar todos os lugares possiveis sempre que possivel!

      • RENATA says:

        Ir a ultima sessao de cinema e voltar para casa a pe…. Essa seguranca em andar a noite aqui em Londres! Que delicia.
        Total entendo sobre o duplo sabor de ir de ferias ao Brasil. Me sinto 100% assim!

    • Mclaudia says:

      “… mas o padrao de vida dos gauchos ainda parece estar a cima da media nacional.” Pelo que li, Glenda fala exatamente isso… Ela nao quer o padrao de vida nacional… Ela quer o padrao de vida que tem na Espanha… Moro ha 10anos nos EUA. Aqui nem tudo e mar de rosa… Mas me identifiquei totalmente com esse blog. Volto para passear, mas viver? Nunca mais…

  4. Angie says:

    Quem sabe, talvez se vocês voltarem você vai perceber novos ângulos positivos desse Brasil grandao! :-) Meu pai é alemao, foi para o Brasil com 24 anos e nunca mais sequer cogitou em morar na Europa novamente :-D
    Beijocas, Angie

    • Glenda DiMuro says:

      Oi Angie, pois é…eu sei que o Brasil tem muitas coisas positivas e que está cheio de europeus felizes da vida ai… normalmente eles estão em busca de umas coisas e nós, que viemos para cá, de outras. Talvez a vida na Alemanha seja muito diferente da vida da Espanha… talvez o poder aquisitivo de muitos europeus no Brasil seja tão alto que os problemas sociais e econômicos passem longe, que as “dores do mundo” tão cerca dos olhos não afetem o coração.

      • Mclaudia says:

        Glenda, voce tirou as palavras da minha boca.

        • soniathereza says:

          é isso mesmo”"”O Brasil é um país com duas caras, lindo e horrível ao mesmo tempo.”"” ” se vc tem a oportunidade de ficar , nao se apresse em voltar !!!! brasil nao tem muito o que melhorar nao!!!cresce cada dia….virou MODA!!! mas e a violencia a desigualdade cultural, a roubalheira dos govenantes…quem vai mudar este país??

      • nabor says:

        Eu sou europeu (da Áustria) e vivo bem feliz em São Paulo há muitos anos. Meu poder aquisitivo é de classe média e estou bem longe de não sentir os problemas sociais do país. Quero ressaltar que mesmo no Brasil é sim possível voltar pra casa as 3 da manhã a pé ou de bicicleta (o que eu faço). O medo e a ansiedade reside dentro de nos mesmos! Concordo que por aqui é mais difícil resistir ao que eu chamo de paranoia socializada mas isto não pode me impedir de fazer o que eu gosto. A sensação de liberdade na Europa aparentemente é maior sim. Mas isto é resultado de uma sociedade extremamente hierárquica e fechada com uma vida totalmente regulamentada pelo estado.
        O que eu acho faz a diferença no Brasil são as pessoas. Inclusive penso que os brasileiros sejam muito mais tolerantes que os europeus. Vai ser africano ou árabe na Europa para sentir o racismo e o preconceito. O Brasileiro recebe o estrangeiro de braços abertos e com bastante curiosidade.

        • Camila says:

          Concordo com tudo que vc falou Nabor.
          Me desculpe Glenda, mas tudo que vc diz ter aprendido na Espanha, eu aprendi morando aqui no Brasil mesmo.
          Quase tudo que vc diz gostar na Espanha existe no Brasil sim, talvez vc frequente os lugares errados! ;)
          Talvez pra vc tenha sido necessário mudar de país para aprender tais coisas, mas não pode atribuir isso ao país como um todo.

          • Rafa says:

            Eh Camila.. talvez vc PENSE que aprendeu tudo isso sem sair do pais. Mas nao, nunca vai ter idea de como realmente eh nao tendo morado fora. Voce pode imaginar, mas nunca vai saber como eh.. NAO EH IGUAL

        • Tatiana says:

          Andas de madrugada e São Paulo e se sente seguro? Você não está seguro, você é sortudo… risos…acorda que São Paulo não é Viena. Eu conheço Viena, linda cidade que toca MPB em todo canto..os vienenses me falavam da tristeza do inverno, das taxas de suicídio ….por isso entendo que muitos preferem o Brasil…. Mas não faz roleta russa com a sua vida – São Paulo é violenta, sim.

          • Renata says:

            Perfeito comentario Tatiana, to rindo, pois é bem por aí mesmo! Se Nabor for homen, ta explicado. Nao q “eles” estejam “salvos” a violencia, mas as mulheres correm mais perigo ainda… SP naaaaao é seguro Nabor, e isso naaaaao é paranóia, é realidade!

          • uschy says:

            Tatiana, essa cidade e Pais (austria) nao sao exemplo de nada de bom (exceto seguranca).
            Nao ha na europa pais tao racista como esse. desde a qualquer normal habitante até um qualquer policia.
            Sao gentinha sem valor que pensam ter algo mais que os de fora.
            Nem em sonhos se comparam ao Alemaes (que sao muito boa gente).
            Nao esquecer que o hitler era austriaco.
            Nao falo disto por houvir dizer, ms sim porque conheco bem bastantes paises europeus.
            Quanto a sevilha, sim é uma cidade maravilhosa, mas sem sombra de duvida tambem ha muitos assaltos.
            Como em muitas outras cidades de Espanha.
            Certamente nao se comparam ao brasil (que nao conheco) mas vejo que muito se fala em falta de seguranca.
            Se querem viver tranquilos sem olhar para tras a noite, a Alemanha é o pais ideal, muito civismo, respeito por todos e pessoas sempre prontas a ajudar.
            Conheco bem a alemanha e mais 19 paises europeus, mas nao vi nunca nenhum como a Alemanha.
            Tirando o frio tudo é de perfeicao.
            Sou Portugues e moro na cidade do Porto (norte de Portugal).
            Ainda assim com facilidade trocaria Portugal pelo sul de espanha.
            Talvez um dia, Quando isto aqui me cansar.
            …. E quanto a ti GLENDA, ADOREI TUDO QUE ESCREVESTE) Pereces ser uma daquelas pessoas que Vale a Pena ter como amiga, Gostei mesmo :)
            Um bom dia a todos

        • impostor says:

          sempre um país menos desenvolvido recebe de braços abertos as pessoas de países desenvolvidos. a nossa relaçao com os paraguaios é completamente diferente (por exemplo), a postura social, o acesso e a integraçao é diretamente ligada ao impacto com o meio que se interage, e um europeu nao precisa fazer muito esforco, basta soltar um sotaque e as portas se abrem… os brasileiros entre si disputam uma queda-de-braco apavorante de status, postura e papel social, é muito complexo, o Brasil nao consegue digerir o capitalismo de maneira saudavel (e sera que alguem consegue? nos moldes americanos?) nao se pode julgar uma patricinha de classe media brasileira de maneira tao fria… é todo um sistema que deve-se adequar, contexto e valores. eu ja vi muita gente odiando a europa justamente pelos motivos que a maioria adora. enfim, é relativissimo.

      • Eduardo Leiva says:

        Glenda, entendo perfeitamente o seu texto, tenho uma filha que mora na cidade de Manly proxima de Sidney (Australia) inclusive estou passando ferias de 50 dias com ela. Esta e a segunda vez que venho pra ca, a primeira em 2009 com uma viagem de urgencia, pois ela teve um AVC e nao conheci nada desse pais muito lindo/organizado, seguro com uma infinidade de vantagens em relacao ao nosso Brasil. Sempre trabalhei pensando/preocupando com a minha velhice fui fazendo minhas economias para garantir uma vida satisfatoria para mim e para minha familia e hoje tenho 62 anos (aposentado) recebendo 3 salarios apesar de ter contribuido sempre com o teto (injustica de Brasil), mas hoje estamos vivendo bem. A minha filha tem exatamente o mesmo pensamente que o seu, inclusive foi ela que me pediu para ler o seu texto, mas faco para voce a mesma pergunta que faco para ela: Vivendo dessa forma, trabalhando para viver, sera que voces terao trabalho e dinheiro para viver aos 50/60 anos de idade sem precisar dos parentes par isso? Alem disso penso que voce nao foi feliz ao mencionar essas palavras: “Queria Viver entre os “meus” mas a cada dia que passa me sinto menos parte dos que ficaram”, seus pais e parentes?

        • Tatiana says:

          Eduardo, se a sua filha envelhecer aqui na Austrália , como residente permanente ou cidadã, ela vai ter uma aposentadoria muito melhor que a sua, com muito mais benefícios e sem depender de ninguém …ela vai estar com a família por prazer , não por necessidade …. tenta se informar sobre os direitos dos australianos … aqui eu pago imposto com prazer, porque eu sei que há retorno…

        • Adner says:

          Moro em Perth, Australia, há 3 anos. Cheguei aqui com 32 anos, $1500 no bolso, ingles razoável no Brasil, péssimo aqui, vim de família classe média alta. Cheguei e fui limpar banheiro de boate gay durante a madrugada. Já lavei carro, trabalhei em construção, fui segurança de pub, bartender, etc. Hoje, o que eu pago de imposto por ano é mais do que eu ganhei de salário no meu primeiro ano de Australia. E vale a pena pagar imposto. Australia tem defeitos, mas não se compara à viver no Brasil. Amei o texto onde diz que aqui “fora” se aprende a dar valor a coisas mais importantes do que aparencia e posses. Sinto falta dos meus pais, irmãos e sobrinhos. Mas não volto tao cedo, nem pra fazer visita…

      • Ze oreia says:

        Eu acho que vc esta completamente enganada mas somente o tempo irá dizer. Minha interpretacao parte de que tudo depende do que uma pessoa quer da vida. Eu sempre tive “a mesma visao do mundo” mesmo antes de sair do Brasil e acho que o Brasil é um país que ainda esta sendo construido pelos brasileiros que la estao. Ja morei nos EUA p.ex., mas moro a 5 anos na Alemanha, e nao tem como comparar o Brasil com a Europa de nenhuma forma. A europa é um lugar decadente, o Brasil é o país do futuro. Essa eh a minha perspectiva.

        Os europeus vivem de um sistema que esta indo por agua abaixo já que viveram tomando sangue de canudo dos outros. Como vejo que vc nao tem filhos algumas preocupacoes sao tipicas de mulheres brasileiras de classe media-alta como a questao seguranca por exemplo. Isso já nao eh um fator de tanta importancia para os homens solteiros. Como baixou de classe na europa, a expectativa era tudo piorar contudo vc se sente bem no meio da sua nova identidade ae na espanha (meio que anonima já que la vc nao tem parentes…e pode se sentir “livre”). Além de que os pobres tem acesso as maravilhas materiais e culturais na europa (subsidiados para alcancar a todos). Esse eh um detalhe de politica pública que realmente acaba com a violencia. Vc esquece de contar uns detalhes, como os varios esteriótipos relacionados a mulher brasileira…que pode fazer de uma mulher que nao se cuida (pintar as unhas e arrumar os cabelos) ser bem quista por um europeu (justamente pela ideia das unhas e dos cabelos, com certeza os brasileiros nao sao vistos como intelectuais aqui).

        Resumindo, a dinamica do dinheiro na europa eh a mesma da no Brasil e no mundo inteiro. A diferenca eh que na europa vc dificilmente conseguira construir um patrimonio seja para vc ou seja para os seus filhos. No capitalismo “mais que maduro” da europa quem ta sentado no dinheiro nao vai sair de cima dele e os direitos a propriedade protegem esses interesses muito bem. Vc vai pagar aluguel ou hipoteca pro resto da vida, trabalhar para ter seu gordo mes de férias…para finalmente poder passar suas ferias no Brasil. Eu quero participar na construcao do país que eu nasci e deixar os meus rastros por lá. Esse decisao tomei aos 15 anos antes da primeira vez que sai do Brasil, achei que ia mudar mas quanto mais tempo fora mais eu quero voltar.

        Abrc

  5. Isabela says:

    faço das suas palavras as minhas, principalmente a parte que fala de como os espanhóis sabem aproveitar a vida (trabalham para viver e não vivem para trabalhar). já morei em sevilla e desde que voltei não consegui me acostumar à vida aqui. amo o meu brasil, mas sinto muita falta dessa coisa de aproveitar a vida sem luxo, voltar tranquilamente pra casa de madrugada e ir pra todos os lugares de bicicleta, sem depender de carro. parabéns por ter expressado tão bem essas sensações!

  6. Rita says:

    Oi Glenda, li e reli teu relato, e se parece um pouco com o que passei …afinal foram quase seis anos em BCN. Levei muito tempo para voltar, e hoje me arrependo de não ter voltado antes. A vida que levava em Barcelona era dura e crua, trabalhava como uma louca, vivia estressada, pois para me manter na posição na qual estava, tinha que provar todos os dias o porquê de uma “brasileira” ser chefe no escritório e não um catalão (apesar de falar fluentemente 4 idiomas e eles apenas o catalão) e de nada tinha de diferente da classe média daqui.
    Todos queriam casas, carros, roupas bonitas, jantar em restaurantes caros, etc…
    Acho que a experiência que eu tenho de Europa é completamente diferente da dos demais, pois todo esse charme das bicicletas, andar com segurança (fui assaltada duas vezes em Barcelona e nunca no Brasil), viajar de mochileiro, etc…fica reduzida à única vez que fui de férias com minha irmã, muito antes de pensar em morar lá.
    Moro em Curitiba há dois anos, cidade limpa, linda, organizada, tenho um padrão de vida dez mil vezes melhor do que tinha lá, sou respeitadíssima no âmbito profissional, coseguimos comprar um imóvel com os nossos salários (coisa que lá seria impossível) e tenho pequenas coisas que me fazem muito feliz e que antes eu não dava valor…como tomar café da manhã com meu marido, levar a minha filha no colégio, brincar com ela…ou seja, tempo para viver. Por isso, pra mim a Europa agora é um continente muito distante, onde talvez vá de férias, conhecer alguns países que não pude (pois trabalhava como uma escrava) quando vivia aí…
    E as únicas pessoas e coisas que sinto falta (em ordem de preferência): são da Eli, da Adela, do Eduardo, do Starbucks café, das rebajas da Zara e da champagneria. E nada mais…

    • Glenda DiMuro says:

      Hahaha..que bom Rita que BCN não acabou com teu senso de humor. Pois é, temos referências de vida muito distintas. A vida aqui em Sevilla é exatamente como contei até mais… o que pega mesmo é a questão profissional, já quem agora, nem num futuro próximo existe qualquer luz no final do túnel. Cada um é formado das experiências que carrega e se tu te encontrou ai mesmo em Curitiba, é perfeito! A vida que eu tenho hoje aqui é completamente diferente da que eu tinha no Brasil e, como eu disse, hoje só trocaria por questões profissionais.

      • maria dunn says:

        …” aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira” cecilia meirelhes

      • E..pois e…estou a 37 anos fora do Brasil,com experiencia de muitos paise, vividos e conhecidos, cada lugar tem seu pro e contra e a velha frase A GRAMA SE!PRE E NAIS VERDE DO OUTRO LADO….e verdade…..

    • loyola says:

      Caros e Carissimas, moro em londres a 24 anos, adoro essa cidade por varios aspectos, linda, muita cultura, moda, artes, teatro, musica enfim tudo que e’ cultura. Mas nao e’ so a falta de amigos e de uma vida com bens materiais que me fariam voltar mas sim a propria terra porque acho que tudo que aprendi na europa pode ser aproveitado no Brasil e sinto esse compromisso batendo em minha cabeca. E, em relacao a morar aqui na Europa e’ claro que os brasileiros sempre ficam deslumbrados quando chegam fresquinhos, arrumam novos namorados(as), tem uma vida onde podem se esplorar mentalmente e viver fantasias que sempre tiveram, mas no fim deppois de muito tempo percebemos que qualquer parte do mundo poderia nos fazer feliz…e porque nao o Brasil?

      • Leticia says:

        Concordo com você Loyola, morei 3 anos na Austrália, tive a oportunidade de ficar permanentemente, mas no meu caso sempre quis poder voltar ao Brasil. Voltei faz 1 ano e sou extremamente feliz. Hoje vivo a vida de uma forma diferente do que vivia antes, agora tenho alguns hábitos de morar fora – continuo fazendo minha unha (eu mesma), meu cabelo, arrumando minha casa e fazendo minhas viagens, agora pelo Brasil… Esse aprendizado mudou minha vida e vejo que na verdade a felicidade tem a ver com a sua percepção e a vida que você constrói para você e não onde você está. Também tem a ver com suas etapas de vida. Consegui contruir uma vida que mesmo morando em São Paulo, trabalho de casa, não pego trânsito e tenho qualidade de vida. Por outro lado faço projetos voluntários e quero fazer mais coisas para ajudar o Brasil, que com a vivência que tive, vejo que há coisas para serem mudadas aqui (como a consciência de não usarmos mais sacolas plásticas) e adoro fazer parte deste processo que está em PLENA ebulição!! Hoje gosto muito de poder ter contato com a alegria brasileira e com a vontade de fazer mais, que está se tornando cada vez maior aqui.
        Acredito que todas as vivências são importantes e morar fora é algo que realmente muda nossas vidas, mas para mim uma frase que um amigo me disse é a mais pura verdadec “Nada como morar fora em diversos lugares por um tempo, mas tendo a certeza que podemos sempre voltar!”

        • Cristiane says:

          Isso oque vc descobriu se chama maturidade. Morei quase 10 anos fora do pais e posso te dizer que oque vc sente se relaciona ao envelhecer/maturidade, nao no lugar que voce vive.

        • Diego says:

          Perfeito, Letícia!

          Compartilho da tua opinião em gênero, número e grau! Eu e minha noiva nunca moramos fora do Brasil. Somos do RS e moramos apenas 1 ano no CE. A diferença cultural entre a região sul e nordeste nos fez enxergar muitas coisas que foram relatadas aqui por pessoas que moraram em outros países.

          Hoje nós fazemos o possível para aplicar no RS aquilo que a região nordeste tem de melhor. É difícil sim, mas só depende da gente!

      • Julio Mathias - NY.NY says:

        Falou Loyola, eu do lado de cá, 24 de NY. Vc fez suas minhas palavras.

      • maria dunn says:

        Ir, nao ir, voltar para o Brasil(com maiscula) ou nao voltar?continuar em Londres(com maiuscula tambem) ou nao continuar???? “Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira” cecilia meireles

    • Luis says:

      Acho que viví por tres anos em outra Bcn e vivo em outra Curitiba.

    • Alessia says:

      Curitiba pior cidade no Brasil. Gente fria e plastica que só vive de aparencia!
      Alem de ser uma cidade ultra mega cinzenta!
      Checa as estatisticas e veja como Esta muito mais perigosa.
      Mas afinal cada um tem uma experiencia Se é o lugar que vc Esta Feliz é o que conta.

    • Roberto says:

      Tu es o exemplo “grafico” do que a menina refere no texto.

    • Rosye says:

      Parabens Glenda por iniciar esse dialogo virtual que conta com tanta riqueza de detalhes de uma vivencia diaria fora do Brasil, mais especificamente em Sevilha e cumprimentos ainda a Rita que tao bem soube descrever a vida em Barcelona e Loyola e sua descrita dos dias e noite em Londres e sua riqueza cultural.

      Sem duvida tais palavras me motivam a dar um contributo a discussao tao bem fomentada sobre ficar em terras brasilianas ou viver em terras distantes do clima tao caliente e brasileiro.
      Tenho experiencia de viver em varios paises e suas distintas cidades fora do Brasil. No inicio da juventude pude conhecer a terra do Tio Sam, New York, San Francisco e Portland. Assim conheci pessoas do leste ao oeste de um país e naquele período pude observar a riqueza do povo e suas divergencias.

      New York com sua exuberância e extravagancia que somente um grande centro pode oferecer, desde teatros a museus e andar na quinta avenida parece-nos fornecer subsidios para um sentimento de grandeza e culpa. Grandeza pela riqueza nao qualificada e culpa pela pobreza que transcende o territorio determinado em um pais apenas, mas que vive em cada um de nos.
      Ja na vida profissional morei em cidades nos mais distintos paises como na Escocia, Inglaterra, França e Portugal. Outra experiencia rica de detalhes diferenciados a experiencia de ser uma brasileira.
      Diferenças sempre as vejo ate pela formaçao de um povo como a educação da trajetoria de formação das pessoas. Aprendizagem move gestos distingue o pensar em cidadania.

      Resultado: Para mim penso ser dificil ver que existe um lugar limpo e ter que andar em ruas as quais o motorista da frente joga uma lata pelo vidro, ou ver uma criança ser molestada em um grande centro e ser ameaçada fisicamente por tentar interferir…. assim o maior sentimento é ter sido educada em um ambiente que deveria ser o ideal e me figurar em um ambiente de que “vença o mais esperto”.
      Portanto qualquer lugar é um bom lugar, desde que voce veja seus valores que voce construi durante sua vida, sendo aplicados. Voce se identifica com seu lugar de vivencia. Quer seja ele no Brasil ou fora dele.
      Por isso que em minha trajetoria vejo pessoas que nao conseguem viver fora do Brasil e tem pessoas que nao conseguem sair do Brasil ou mesmo voltar para ele.
      Tudo depende de ponto de vista ou melhor o oculos de cada um possui um grau diferenciado para ver a cor e a beleza nas pessoas e nos lugares.
      Bjo e felicidades para tomar a melhor escolha!!

  7. nydia says:

    Glenda parabéns!!! gostaria que todos brasileiros tivessem a oportunidade de ler esse post. principalmente as patricinhas e pessoas que ainda acham que só magras, loiras, com cor de bronzeado e chapinha no cabelo podemos ser felizes.
    aprendi nesta vida que o melhor investimento do meu dinheiro é em viagens, pq só conhecendo outras culturas somos capazes de entender que nossa verdade não é a verdade do mundo. cada um sabe o que é melhor pra si. entender e compreender o pensamento do próximo é para poucos.
    infelizmente no Brasil vivemos para trabalhar. eu acho isso triste, muito triste. na empresa que trabalho (e olha que é a maior empresa brasileira!!!) só posso me ausentar 30 dias por ano, mesmo que eu queira ficar fora sem receber salário, não posso. tenho que trabalhar 8 horas por dia, não existe a possibilidade de trabalhar menos e ganhar menos. não quero fazer aqui reclamações sobre meu trabalho, mas sim, uma reflexão sobre essa questão. ainda somos muito arcaicos em vários aspectos, esse é um.
    moro no Rio de Janeiro, então nem preciso falar sobre a segurança né? em 5 anos, nunca fui assaltada, mas tb não dou oportunidade para o acaso. 3h da manhã caminhando pela rua sozinha?? nem a pau, Juvenal!
    entendo que a família seja, neste momento, o único motivo que te faça pensar em voltar pra cá, pq tb vivo longe da minha e é muito ruim, mas as vezes o peso do outro lado da balança compensa.
    bjo grande.

    • Glenda DiMuro says:

      Nydia! Obrigada pelo elogio! Eu queria mesmo é que tivesse uma ponte aérea sevilla-pelotas-sevilla! :)

    • David says:

      Pues mira,como a maioria dos espanhois! 30 dias de feria e 8 horas ou mais o dia
      40 horas semanais minimo

  8. Liana says:

    Que texto ótimo, Glenda! Adorei!
    Me vi em várias de suas frases, tambem aprendi muito do que disseste ai, acho que todo brasileiro que passa da fase de deslumbramento vive mesmo um pouco disso tudo ai que vc escreveu, o aprendizado, o respeito, o realizing da simplicidade. e sim, voltar ou nao voltar… ah, Brasil, meu karma.

  9. Eve says:

    Estava muito inspirada. Adorei!
    A gente aprende mesmo muita coisa. Quem tem os olhos e a cabeça aberta pra isso como vc, claro.

    Bjs!

  10. Anderson Sartori says:

    Oi Glenda,
    Estudei em Trento (Itália) quase 6 anos. Faz pouco mais de 2 semanas que voltei e te confesso não foi simples a tomada de decisão. Espero que o processo de readaptação não seja tão cruel.Tenho também o problema com os títulos de estudos italianos, o processo de relavidação é lento e não garante o reconhecimento do diploma , mas… espero ter tomado a melhor decisão…
    Boa sorte em tudo ai.

    • Glenda DiMuro says:

      Anderson, eu sempre digo que a decisão de “voltar” vai ser muito mais dura do que um dia foi a de “vir”… enfim, mas parte do ciclo. Eu reconheci meu título de mestre da UFGRS. Demorou uns 7 meses, mas pelo menos a resposta foi positiva! Boa sorte!

  11. Mile says:

    Brasil só pra férias! Amo morar na Espanha, amo a Andalucía e faço das tuas palavras as minhas, me senti bastante identificada. Aqui tb aprendi que nao é necessário ter rios de dinheiro pra ser feliz.
    Bjoks

  12. wilma says:

    Adorei o post, você conseguiu passar justamente as diferenças que fazem você preferir está aí por 6 anos. Essa de poder andar às 3 da madruga sentindo o aroma das flores é meu sonho de consumo, se bem que estou tão paranoica que será difícil eu acreditar nessa possibilidade, não confiaria.

    • Glenda DiMuro says:

      Depois de 6 anos, a paranóia vai embora! Aliás, depois de alguns meses você já não olha mais para trás!

      • Bea says:

        Glenda, isso é vdd!
        2 semanas atrás tivemos a visita de um amigo aqui em Mtl, Canadá e ele me disse pra mim e pro meu marido que já estamos “norte-americanizados” pois já adquirimos alguns costumes daqui e principalmente, andamos na rua sem estar assustados e sem olhar pros lados o tempo todo!
        Eu estava de mochila nas costas e andando e conversando com ele normalmente. Uma moça parou no sinal, atrás de mim. Ele, assustado, fez “cara de mal” pra moça. Ela viu, ficou sem graça e se afastou. Eu nem percebi nada. Qdo o sinal abriu e começamos a andar, ele contou o que tinha acontecido. Eu fiquei boba. Fiquei até sem graça, pensando na coitada da moça, que não fez nada de mal. Mas ele, que mora em SP, acostumado a seguir a “lei da selva” não pensou 2x, foi automático!!!
        Já estou aqui há 2 anos e minha paranóia já foi embora faz tempo!!
        Isso não tem preço!!

        Abs!!

  13. Muito pertinente seu Post…
    Eu sinceramente falando não me sinto preparado a voltar a morar no Brasil… Dizem que o processo de expatriação é complicado que o choque cultural pode ser traumático e talz..
    Me adaptei tão bem em Cingapura (Mesmo sendo uma cultura totalmente diferente).. Nos EUA a mesma coisa…
    Agora no caso de uma repatriação, acho que o choque cultural seria imenso… Isso sem falar que quando mudamos para um lugar desconhecido estamos muito mais receptivos as mudanças do que quando voltamos para casa..
    Quando morei na Alemanha em 2005-2006 e voltei para o Brasil, minha familia e amigos falavam que estava insuportável.. Depois de um tempo digamos que as comparações terminaram.. Mas tive a certeza que gostaria de ganhar o mundo…
    Na minha opinião uma das coisas mais complicadas do Brasil é a questão de falta de segurança.. Você sai de casa e não sabe se volta vivo para casa..
    Tenho que concordar que o Brasil é um país maravilhoso, com um povo único, uma natureza exuberante… O único problema é que para viver isso em plenitude você certamente terá que viver numa bolha.. E ter dinheiro para usufruir… Não é à toa que os expatriados extrangeiros amam o Brasil…

    Bjs

  14. LIne says:

    Adorei seu post, uma excelente reflexão!
    Eu também não sei se voltaria, no momento não tenho vontade nenhuma. Sinto muita falta dos meus, e ainda me sinto parte deles e da vida deles, mas quando morava no Brasil já morava sozinha há anos longe deles, então talvez por isso eu consiga administrar melhor a saudade.
    Em relação a recomeçar, penso da mesma forma, não sei se teria pique. Na verdade teria sim, porque a gente se ajeita de acordo com a necessidade do momento, mas se eu pudesse escolher, neste momento eu escolheria não precisar recomeçar nada, rs. Sick and tired of moving!
    Preciso desse tempo pra mim mesma, pra me estabelecer, me sentir segura, e principalmente descansar de todo o stress emocional que foi a minha mudança pra cá, fases cheias de altos e de muitos baixos.
    A única coisa ruim na Holanda é o inverno, se pudesse passaria os 6 meses de fio num lugar de clima mais ameno, rs.

    Beijos!

  15. Emília says:

    Infelizmente muita gente precisa virar minoria pra perceber diversidade.

    Moro em Los Angeles e tenho bons amigos americanos, brasileiros, coreanos, europeus, mexicanos e de vários outros países da America Latina e posso dizer com orgulho que já vivi a mesma diversidade de raças no Brasil, não de nacionalidades, mas de raças. Já fui em festa que eu era a única pessoa branca, por exemplo.

    Vejo muito brasileiro percebendo o valor do Brasil depois que vê os gringos falando maravilhas sobre nossa música e nossa cultura. Eu posso ficar feliz que já tinha percebido isso antes..

    Vejo muita gente colocando defeito no Brasil como uma afirmação pra ficar aqui, ou gente vendo defeito aqui pra se convencer de voltar, eu acredito que qualquer lugar tenha seus defeitos e suas qualidades e o que faz diferença é nossa atitude.

    Eu tinha carro no Brasil (não tenho aqui) e andava mais de ônibus ou bicicleta, vários dos meus amigos vivem com pouco mais de um salário mínimo e acho que tu não precisaria ter saído do Brasil pra respeitar um casal do mesmo sexo (oi?)

    Emilia Rodrigue(S instead of Z)

    • Glenda DiMuro says:

      Emi, muitas vezes as pessoas precisam sair de suas bolhas para entender de verdade o que é diversidade… e sim, sentir na própria pele o preconceito com as diferenças não somente para saber respeitá-las, mas para entender o que se sente quando se está do outro lado. Ser branca no meio de uns quantos negros num país racista (com os negros) como o Brasil não é o mesmo que ser branca no meio de muitos negros racistas com os brancos… não é mesmo? E isso não significar “perceber” a diversidade, mas sentir o que se sente quando se está do outro lado. Realmente, no Brasil eu não fazia parte de nenhuma minoria, nem sexual nem étnica, e por isso a minha experiência do outro lado foi aqui… essa é a minha realidade.

      Concordo que as nossas atitudes é o que nos fazem melhor pessoa. Não sei os motivos que os brasieiros usam para seguir nos EUA, país que acredito ser infinitamente diferente que qualquer país Europeu. Quem vive na Europa defende a “qualidade de vida” (conceito muito genérico e subjetivo, eu sei, mas resumindo, para mim é o atendimento das necessidades básicas como saúde, educação e principalmente segurança com um nivel digno e justo) que não se tem no Brasil (isso é fato) e talvez nem nos EUA. Não dá para negar… e isso nem sempre depende diretamente com as nossas atitudes, já que está relacionado tanto a sociedade em seu conjunto quanto ao contexto proporcionado pelo estado. Isso é real, qualidade de vida “urbana e pública” depende sim de políticas públicas… que no Brasil e muito menos na nossa querida Satolep não existem.

      Tu me conhece a tempo suficiente para saber que sempre respeitei a opção sexual de cada um, mas na Europa isso é vivido no dia a dia, sem as máscaras e preconceitos que se tem no Brasil. Conheço muita gente que teve que vir para a Europa para assumir a sua sexualidade… não me cabe julgar o porquê, mas tenho certeza que a sociedade aqui é muito mais aberta, vejo casais homossexuais felizes de mãos dadas sem ninguém ficar apontando… como eu disse, conheço familias com duas mães e um pai e não quis dizer que não respeitava isso antes, mas sim que aqui não existe tanta hipocrisia e as pessoas são aceitas e respeitadas como são. O texto estava em primeira pessoa, mas o contexto é de todo um conjunto…

      Algumas pessoas adquirem uma visão de conjunto antes de outras, isso é absolutamente normal. Outras precisam se afastar do problema para conseguir chegar mais perto da solução. Depois de tantos anos fora do Brasil, me dou conta de coisas que antes não me dava… tem gente que passa uma vida toda e não se dá…. cada um tem o seu tempo e como eu sempre digo, antes tarde do que nunca.

      A gente segue a conversa em dezembro…saudades!

      • Vania says:

        E desde quando a Espanha nao é racista??? Morei 3 anos em Madrid e lá quase nem existe negros e os que existem sao discriminados. As muitas pessoas que convivi em toda a Espanha sempre discrimiram os negros….isso tudo é demagogia no meu ponto de vista

        • Roberta says:

          Achei curioso tb ela não mencionar isso no texto dela. Falou tanto que o brasileiro é intolerante e preconceituoso, mas esqueceu de dizer que o espanhol é extremamente racista, aliás, muito, mas muito mais que o brasileiro. Posso falar isso, pois morei alguns anos na Espanha. Achei o texto bom, mas um pouco tendencioso. Só refletindo sobre as coisas boas da Espanha (país aliás que eu amo) e as ruins do Brasil. Achei um pouco injusto da parte da escritora

      • myriam says:

        Glenda,
        Seu texto veio a mim atraves de uma amiga tambem expatriada e passei um bom tempo lendo respostas e comentarios. Voce e uma pessoa sensivel e inteligente e sei que nao vai entender meu comentario como critica: viver na Europa reforca nas pessoas o preconceito que existe no Brasil de que viver nos EUA nao se compara a viver na Europa e pude ver que voce nao saiu incolume do processo. Eu sempre viajei muito – 2 a 3 vezes por ano e sempre me recusei a visitar os EUA. Ia sempre ou para Europa ou Asia. Vivi na Franca, Alemanha e Portugal em diferentes ocasioes por conta do trabalho do meu marido e com uma condicao economica excelente que me permitiu viajar muito e conhecer quase tudo de perto. Ha 10 anos atras o trabalho dele nos trouxe para os EEUU e nos, que como voce acreditavamos que bom mesmo e Europa, nao estavamos muito entusiasmados com a possibilidade; tanto que nem me dei ao trabalho de fazer mudanca. Vim pra ca com duas malas e planos de voltar o mais rapido possivel. O compromisso era de um ano e ao fim desse periodo tivemos que fazer a mea culpa e dar o braco a torcer (so nao abri mao ate hoje do preconceito que tenho com relacao a Miami). Nada se compara em termos de oportunidade ao que se tem nesse pais. Sem duvida a mentalidade das pessoas e diferente e nao se cultiva aqui o prazer de viver da mesma forma que se faz na Europa. Tenho amigos, jovens profissionais como voce que encontraram a receita ideal: trabalham aqui onde um profissional qualificado e competente SEMPRE consegue sucesso, ganham um dinheiro decente e vao se divertir e aproveitar as coisas boas da vida na Europa. Existem desigualdades? Claro! – e muitas! no entanto nao existe pais com maior mobilidade social do que aqui e tirando uma minoria, ninguem se acha credor da sociedade e no direito de “ser cuidado” em 100% dos aspectos da propria vida pelo governo. Esse sentimento de responsabilidade pessoal e um dos aspectos mais interessantes e unicos dessa cultura. Outro e o sentido de responsabilidade comunitaria: diferente da Europa onde existe nas pessoas um egoismo intrinseco – a mentalidade de nunca abrir mao dos “direitos” em funcao de um bem comum (vide Grecia) – a grande maioria das pessoas aqui acredita ser seu dever trabalhar e contribuir para o bem estar da comunidade em que vive. Pequenos exemplos: durante o desastre do Katrina minha vizinha que tinha uma casa para alugar vazia, ofereceu essa casa para abrigar 2 familias e cedeu a casa por quase um ano de graca. Outra vizinha recebe e treina com recursos proprios filhotes de Labrador (doados por criadores para esse fim) que depois de 1 ano vao ser doados para pessoas que necessitam (cegos, idosos e principalmente soldados desabilitados pela guerra). Meu bairro tem uma associacao organizada por um morador que trabalha de forma voluntaria sem ganhar nada e que tem entre outras coisas um grupo no yahoo. Ele organiza atraves do grupo – e todo mundo participa – coisas como plantar mais arvores na pracinha local, limpar o corrego que corta o bairro e auxilio aos moradores do tipo: outro dia o alarme de roubo da casa de um morador foi acionado e a familia estava fora. Eles contataram o grupo e alguem que morava mais proximo foi la verificar o que estava acontecendo. Enfim, como em toda sociedade aqui ha muito que se criticar mas acredite, muito mais que se admirar. Eu nunca digo nunca mas se depender de escolha eu nao volto a morar nem no Brasil nem na Europa. Hoje tenho 61 anos de idade e se pudesse voltar aos meus 20 viria viver minha vida aqui. Aqui a vida e boa!

  16. antonia says:

    Oi Glenda, essa realidade que voce vive em Sevilla è a mesma realidade em toda europa, quem sabe voce se anima num doutorado, existem muitas becas, principalmente na Alemanha com um bom ingles voce consegue e relativamente facil.
    Senao monta algo que voce possa fazer em casa e espere tempos melhores, que as crises passam, mas o Brasil nao vai mudar isso da violencia, nao volte nem por questoes profissionais, fique aqui mesmo, uma pergunta o Paulo trabalha legalmente? porque se ele trabalha legalmente voces podem ser pareja de hecho e pedir a nacionalidade, so se requerem dois anos de viver regularmente em Espanha. Espero que consiga, um beijo.

    • Glenda DiMuro says:

      Olá Antonia! Obrigada por se preocupar. Já me apresentei a diversas becas, mas estudo questões sociais da arquitetura e parece que isso não chama muito a atenção dos órgãos que financiam…preferem temas mais tecnológicos, eficiència energética, bioclimática e coisa e tal.Nós dois temos visto de estudante, Paulo trabalha para uma empresa no Brasil e faz trabalhos free de fotografia e design…nada de contrato. E já somos casados no Brasil! :) Sei que é dificil conseguir a residência nessa situação, mas vamos marcar hora numa ONG que ajuda imigrantes para conhecer as nossas possibilidades, e tem que ser antes de que mude o governo, porque eu acho que as leis de estrangeiros vão ficar cada vez mais duras com o PP no comando. Beijo!

      • David says:

        Esperemos que fiquen mais duras as leis de estrangeiros,nao para que nao fiquen na Espanha,que nao tenhan as mesmas garantias ca um espanhol

        • uschy says:

          David deves ser mais racista e miseravel do que um qualquer rato perdido nos esgotos.
          E tambem esqueces que a espanha nao tem garantias nem para um espanhol, pois esse pais está de rastos no que diz respeito a apoios ao desemprego e criacao dos mesmos.
          Por isso nao critiques quem procura uma vida melhor e olha bem para ti, pois nao vai tardar muito vais tar desempregado e a necessitar de imigrar seu raivoso.

        • maria dunn says:

          Ainda bem que nao somos amigos. Teu comentario foi o top nesta categoria a qual ele pertence.

      • Lilia says:

        Querida volte ao seu país. Com um DR nessa área vc certamente será muito mais útil aqui do que aí. (principalmente porque vc pode transformar positivamente a realidade de muitos brasileiros com sua experiência pessoal e profissional). Não sei se é o seu caso, mais acho que receber financiamento para estudar (caso tenha sido cnpq/capes) deveria ser um motivo de peso e uma questão de honra para aquele que desfruta, retornar o ‘investimento’ ao país. De toda forma, reparando que vc é uma pessoa que sente literalmente os problemas sociais que n´so temos no Brasil e que também se reflete na arquitetura e construção do espaço social faço votos para que você volte e mostre o que aprendeu. Saudadões.

  17. Cris says:

    Oi Glendinha, eu já sabia que tu tinhas essa opinião, porque já falamos sobre isso e até entendo algumas das tuas comparações, mas acho que deves cuidar pra não ficar arrogante.. A gente sabe que são dois mundos diferentes, mas acho que não devemos deixar de acreditar que as coisas vão melhorar, tanto aqui como aí, já que sempre tem o que ser melhorado, mesmo que sejam necessidades diferentes. Eu acho que tem muita coisa errada no Brasil, mas eu acredito que não devemos criticar se não temos uma solução melhor para um problema.. Devemos cobrar, mas não simplesmente criticar e cruzar os braços. E Glenda, fico feliz que tu tenhas aprendido várias coisas aí, como aceitar as diferenças, mas para isso não precisamos morar fora do Brasil.. sempre morei aqui e me considero uma pessoa livre desse tipo de preconceito.
    A respeito da segurança, quero te dar um exemplo de quando fomos pro Rio esses dias, fomos e voltamos a pé todos os dias a noite do hotel que ficamos até a Lapa e fizemos todos os passeios de ônibus e metrô, foi tudo muito seguro. Não estou dizendo que não exista insegurança e violência, mas acho que não é tanta quanto pintam aí fora..

    • Glenda DiMuro says:

      Preconceito e diferenças nem era o tema principal do texto…mas enfim… Eu não fiz comparações diretas, inclusive isso foi uma das coisas que eu salientei, que não precisava dizer o que o Brasil tem de bom e de ruim que todo mundo está careca de saber…isso não é criticar, é fazer uma descrição da realidade. Quis contar coisas que SIM existem por aqui e que, infelizmente, NÃO EXISTEM no Brasil… E não adianta dizer que o Rio é seguro, que é melhor do que pintam porque NÃO TEM COMPARAÇÃO!!!! Qualquer pessoa que mora, já morou, ou inclusive veio de visita a Europa sabe muito bem do que eu estou falando… os depoimentos ai são a prova. Não é arrogância, é constatação. Uma coisa que a gente se dá conta quando sai do Brasil é como o povo é conformado…que acha que nem tá tão ruim assim, que poderia ser muito pior. É verdade, poderia… Quando roubaram meu cachorro minha mãe disse que isso era NORMAL, que eu deveria ACEITAR que ai é Brasil e esse tipo de coisa acontece no Brasil!!!! Infelizmente, esse pensamento é a maioria…afinal de contas, se não se aceita a realidade, se viveria num pesadelo contínuo… Mas sim existe vida fora de tudo isso, e sim é uma vida muito mais agradável, digna, alegre e divertida, apesar dos pesares… Todo mundo que tivesse a oportunidade deveria olhar a sua realidade de fora, o panorama muda e muito.
      O preconceito a gente só perde de verdade qdo faz parte do outro lado, dos que sofrem…
      Eu sei é que na real vocês querem que eu volte, por isso ficam me cutucando…hohohoho…

      • Tatiana says:

        Glenda, amei o seu texto e agora seu comentário. Viemos para a Austrália de “mala e cuia” , como estudantes , em 2009… Filho com 1 ano e meio , inglês meia-boca (e a gente Aaacha que fala inglês no Brasil)… Ainda estamos no processo “de virar gente” (ainda não temos a residência).Nesses anos fomos bombardeados: ” porquê dois dentistas, com mestrado e doutorado se “sujeitam a se rebaixar desse tanto? (ele protetico, clean, entregar de pizza; eu auxiliar de dentista)” Você leu nossos pensamentos e deu a resposta certa. Muuuuito obrigada!

        • Maria Dunn says:

          So esta a um ano e meio. Espere passar 10 anos minha querida.Espere….
          Sou Maria Dunn e mesmo quando vivia no Brasil eu ja falava super bem o ingles.

    • Dirce Rezende says:

      Oi Cris, gostei de seu comentário, nasci de pais muitos mais muitos carentes mesmo, casei com meu marido que também tinha pais carentes, no entanto, temos 33 anos de casados.Esse país com s nos deu oportunidades de nos graduarmos, criarmos duas filhas maravilhosas que por vez estão graduadas, creio que nosso país tem de tudo, basta que se tenha coragem para não viver de futilidades, pois aqui tem cultura e chances para quem nela quer entrar, não digo e nem posso afirmar que países europeus estão em patamar melhor ou pior, pois são mais antigos, creio que chegaremos lá, basta que se queiramos chegar. Quando a experiência que a Glenda nos relatou não deixa de ter a grande importância da realidade vista e vivida por ela e por todos que lá estão, assumo que todos os jovem devem abraçar uma causa e ter a experiência de complementar estudos fora do nosso Brasil, tanto que minhas filhas fazem cursos fora, NY, por exemplo, isso é maravilhoso, porque sempre é bom ter conhecido e vivido em ares diferentes para melhor decidir, mas sempre as atento para perceberem que para chegaram lá , levaram muita bagagem cultural daqui, pois se não as tivessem não conseguiriam nem se movimentar dentro do nosso próprio país. País esse que apesar dos baixos e altos e de tantos políticos corruptos sem o minimo de escrúpulos, faço questão que seja sempre escrito com S, nosso país, o BRASIL, é para todos incondicionalmente.

  18. antonia says:

    Oi Glenda tambem acho que as leis vao endurecer mais e nao so na Espanha mas em toda Europa, espero sinceramente que essa gente da >ONG ajudem voce e o Paulo, sei o quanto è dificil conseguir a residencia, e claro eles nao ajudam em nada no cambio de visado. Mas tambem acho que se queremos podemos e sempre tem uma forma, em minha vida ja consegui muitos milagros e impossiveis voce tambem conseguira.Um beijo

  19. Oi Glenda,

    Vim comentar porque o que tu escreveu me afetou de certa forma, as pessoas já me disseram mil vezes “tens que sair do Brasil porque aqui não tem o que fazer, não anda.”, mas nenhuma dessas pessoas fez nada pra tentar ser útil e fazer algo bom aqui, por isso eu sempre digo que ÓBVIO, quero conhecer todos os lugares lindos do mundo, quando eu tiver dinheiro pra isso, que acredito que vai levar alguns anos, mas morar, morar pra mim é aqui.
    Acho que o conformismo existe, sim, por aqui, mas acho também que é conformismo o que mostras ao dizer que já que na Europa é tudo lindo, com cheiro de flores e pessoas felizes, não tem o que se fazer pra melhorar o Brasil.
    Pode ser inocência minha, mas, mesmo não pertencendo à classe social mais favorecida do Brasil, tendo dependido de ônibus, de bicicleta e de muuitas pernadas pra economizar dinheiro pra poder sair durante a minha vida toda, ainda assim acho que eu posso, e devo, não me conformar com as coisas que me incomodam aqui e fazer algo pra mudar isso, acho que tudo parte da gente. Eu trabalho com a educação e como tu sabes, a educação ao menos nas escolas públicas e estaduais é uma das piores coisas que temos no Brasil, e exatamente por isso eu quero ficar e tentar ajudar o máximo de pessoas que eu conseguir. Trabalhos voluntários tão aí pra isso, pra fazer o que o governo não faz.
    Eu já olhei pra fora da minha realidade nos estágios da faculdade, tendo que levar comida pros alunos da 5ª série conseguiram prestar atenção porque alguns caminhavam quase duas horas pra chegar na escola e não tinham tomado café da manhã. Também quando dei aula pra 7ª série e eles não acreditavam que eu tinha estudado na mesma escola de bairro que eles e que tava me formando numa faculdade, e que então eles podiam também, fazer o mesmo, se tentassem seguir. Com essas turmas eu vi que eu não to mais olhando a realidade de dentro, hoje eu olho ela de fora, sendo da classe mais favorecida, com nível superior. E te digo que foi incrível a sensação de mostrar pra eles que eles podem conseguir se formar no Ensino Médio, que eles podem, mesmo tendo estudado a vida toda numa escola pública, entrar numa universidade federal. Me deu mais vontade de ficar aqui, de ter o mínimo de condições de me manter pra poder ajudar algumas pessoas a chegarem a algum lugar.

    Mas tenho a plena consciência de que nem tudo são flores aqui no Brasil. E claro, quero muito conhecer a Europa, passear em Paris, conhecer tudo. Mas até eu ter o meu dinheiro pra isso vai demorar bastante. Enquanto isso, vou tentar fazer algo útil por aqui.

    Desculpa se desvirtuei um pouco o comentário, mas achei que era válida a opinião de uma brasileira de outra realidade.

    Beijocas,
    Val

    • Glenda DiMuro says:

      Val, eu nunca disse que as pessoas tinham que sair do Brasil porque ai não tem mais solução. Muito pelo contrario, eu disse que todo mundo que pudesse deveria sair do Brasil para ver as coisas de outra forma, para ampliar seus horizontes, para conhecer como se vive em outro lugar e poder se dar conta que existe muita coisa além… muita coisa boa e algumas coisas pior. Obvio que não precisa sair do Brasil para perceber todas as suas carências, mas a minha opinião é que depois que uma pessoa experimenta um estilo de vida completamente distinto, uma qualidade de vida muito melhor, um estado que atende grande parte das necessidades básicas da população, fica dificil ter vontade de voltar a viver no Brasil. O conteúdo do texto perguntava quem, em sã consciencia, depois de ver que outro mundo existe e nele os problemas sociais, ambientais e conômicos são tão diferentes e melhor tratados, quer voltar a ter que conviver com a violência, com o descaso das autoridades, com a falta de saúde pública… DUVIDO… prova disso é que todo mundo que já morou fora e provou dessa fruta, opinou da mesma forma. Eu digo e repito, adoraria poder voltar ao meu país e fazer dele um lugar melhor… e em nenhum momento eu disse que não faria… na verdade este é um dos grandes dilemas que tenho, trocar a qualidade de vida (que por mais que vocês achem que no Brasil isso existe, não se compara com o meu conceito de qualidade de vida, que se resume em tudo o que eu contei no texto) que tenho aqui por uma outra vida mais dura no Brasil, mas fazendo algo para mudar o mundo. Acho ótimo que já tenhas encontrado o teu lugar, isso deve ser muito gratificante… Eu, por enquanto, ainda estou tentando encontrar o meu…

      • RAF says:

        A verdade é a seguinte: só dá para entender o que você diz Glenda,
        as pessoas que moram no exterior e que viveram nos 2 países Brasil e o pais X.
        Quem nunca saiu do Brasil, jamais saberá do que vc está falando.
        Até pessoas que vivem ilegalmente na Europa entendem bem essa diferença.
        Tenho uma amiga que vive ilegalmente na França. Ela teve um filho lá!
        Ela foi atendida em um hospital particular, recebeu fraldas ao deixar o hospital,
        o registro da criança foi feito gratuitamente.
        E ela ainda tem direito a receber ajuda de custo do governo por ser mãe solteira e
        desafavorecida.
        Eu amo o meu Brasil, mas foi na Europa que eu pude assumir minha sexualidade
        poder ter um relacionamento sem ser julgado, sem ser agredido física e verbalmente,
        poder ser reconhecido pelo meu trabalho e nao pela minha opção sexual.
        As pessoas aqui sao muito diferentes do Brasil, sao frias, secas, as vezes podem ser racistas
        mas jamais vc vai ouvir te chamarem de viadinho, ou de baitola, por vc andar de mãos dadas com seu
        Companheiro.
        Jamais vc vai ser apontado como por exemplo: aaa conheço aquele viado do trabalho…
        Sou do Rio e jamais fui assaltado lá. Vc pode sim pegar onibus, metro, bicicleta, jumento.
        Mas vai estar sempre em estAdo de alerta.infelizmente no Rio se entra um negao no onibus
        E mal vestido a gente fica com medo. Essa é a mentalidade no Brasil, infelizmente…

        • Carita says:

          Raf, me fala qual hospital particular que é este na França, pk eu mora aki e aqui nao existe hospital particular e pra servir dos serviços publicos vc tem que ter a tal da securité social ou a mutuelle.
          Mas sobre o respeito sobre as pessoas realmente europa tem suas vantagens, mas sao racistas sim. Cada país tem seu racismo depende qual a imigraçao mais relevante dele.
          Mas uma coisa é certa Brasil é Brasil e europa é europa. E todos os países têm suas vantagens e desvantagens.

          • uschy says:

            Carita, em franca tem sim Hospital particular, Mas certamente Raf foi atendido num hospital Publico, mas como as condicoes hospitalares sao muito boas e no modo de tratar as pessoas, pode ter pensado que era particular.
            Qualquer pessoa tem direito a ser tratado em Franca, sem ter de possuir carte Vitale.
            A mutuele é para que sejas ressarcida da totalidade nos medicamentos e nao só numa percentagem, ou em internamentos poderes ter quarto privado e TV sem pagar nada do teu bolso.
            A franca é um bom pais a nivel se seguranca social.
            Racistas ha em todo lado, mas em alguns sitios nota-se mais. (talvez por falta de educacao se note mais)

      • Mob says:

        “O conteúdo do texto perguntava quem, em sã consciencia, depois de ver que outro mundo existe e nele os problemas sociais, ambientais e conômicos são tão diferentes e melhor tratados, quer voltar a ter que conviver com a violência, com o descaso das autoridades, com a falta de saúde pública… DUVIDO… prova disso é que todo mundo que já morou fora e provou dessa fruta, opinou da mesma forma”

        Pois conheço muitos que voltaram e estão mais do que satisfeitos (meu pai é um deles). E sim, são pessoas em sã consciência. Fale por você e pelos que partilham de sua decisão, não por todos os imigrantes. O Brasil é imenso, a Europa tem diferenças grandes de um lado a outro, portanto não se deve generalizar. Não existe “verdade absoluta”; existem opiniões, pontos de vista e experiências de vida.

    • Beth says:

      Valeria,

      Meus parabéns pelo seu trabalho e esforços. O Brasil precisa de mais gente como você. E não, nem tudo são flores no Brasil mas eu vou te contar um segredo (e pra quem ler isso):

      Aqui na Europa também nem tudo são flores e a vida de imigrante está cada vez mais difícil. Há tempos venho aconhselhando a quem me pergunta se vale a pena vir pra cá. E a rsposta é sempre nào – não vale mais a pena. Já valeu sim, mas no momento atual, acho que não (minha opinião, discordem à vontade).

  20. Sandra says:

    Glenda, acho que consegui captar o que vc quis dizer. Eu tb morei 2 anos em Portugal e sinto saudades daquela época. Fui contra a minha vontade, meu marido foi fazer um posdoc e fui de acompanhante. Sempre achei que meu lugar era no Brasil, que apesar dos pesares, é a minha terra. Mas é verdade, quem experimenta viver no exterior nunca mais tem a mesma impressão do Brasil, e fica se perguntando porque aqui as coisas não podem melhorar? Trabalho como voluntária com pessoas com problemas visuais há 15 anos, faço parte de uma associação a favor dos direitos dos cegos e tentamos lutar para que as políticas públicas incluam normas de acessibilidade. Em 10 anos de luta nunca conseguimos mudar nada no Plano Diretor, mas seguimos batalhando… quando morei em Lisboa visitei várias associações do mesmo tipo e as coisas eram tão diferentes… é qualidade de vida como vc mesmo falou, que aqui no Brasil não temos, mas acabamos nos acostumando.
    Não digo que voltaria a viver ai simplesmente pela minha familia, pelo resto, voltava de olhos vendados.

  21. Fernanda says:

    Oi Glenda! Nossa, me emocionei muito com as suas palavras. Penso exatamente as mesmas coisas, da mesma maneira, até uso as mesmas palavras e expressões… Morei um ano na Irlanda, também como estudante e voltei para organizar a minha vida e tentar voltar para a Europa. Felizmente acabei casando com um filho de espanhol e em agosto estamos indo tentar a vida aí. Ele ainda não morou fora, mas, como você disse e eu sempre insisti, acho que a experiência de morar fora deveria ser uma oportunidade aberta a todos. Não há engrandecimento maior para mim enquanto ser humano. Ter vivido na Irlanda por um ano atrapalhou um pouco os meus planos profissionais, mas a experiência que tive lá não tem preço no mundo que pague.
    Com a minha viagem iminente, também comecei um blog. Espero que possamos trocar informações!
    Beijos e boa sorte na vida ;)

  22. Fernanda says:

    Na verdade, você se importaria se eu indicasse o link para esse artigo no meu blog?

  23. alguém poderia me ajudar a decidir esta questao!?
    depois de todos depoimentos e comentarios que houvi, me veio ainda mais duvida TORNO/NO TORNO a meu pais.
    vivo na italia desde o inicio de 2000, tenho visitado meus parentes por 2 vezes neste periodo, tudo o que foi citado com respeito à segurança, à educaçao, à saude ao transito… a tudo que o brasil nao tem, me faz muito mal porque se trata apenas de um fator “cultura” uma coisa que nao se adiquire de um dia para o outro, infelizmente se trata de um processo muito longo.
    poderiamos nos todos BRASILEIRO/Z invertirmos de alguma forma neste processo que deve ser aplicado desde cedo nos primeiros dias de escola (para nossas crianças),levados para as empresas, mostrados nos grandes centros comerciais, devemos unirmos nossas esperiencias e mostrar para todo o nosso pais a diferença simples nao impossivel de se viver uma vida melhor tirar da cabeça de cada um que a roupa de marca, o ultimo aparelho eletro/eletronico o carrao, essas coisas nao sao fundamentais para o bem estar.
    sei la!!! sera possivel mudar uma toda geraçao? levar a baixissimas taxas a criminalidade, reduzir os gordissimos salarios dos nossos politicos sem falar em todas as regalias que eles usufluem. o meu brasil patria amada querida o quanto tem de ser mudado!!!!!!!!
    GRITO DE SOCORRO PARA O NOSSO BRASIL 8° ECONOMIA NO RANCK MUNDIAL

  24. Luiz Peter says:

    Olá Glendita, vou te refrescar a memória com uma tese de mestrado que tenho aqui impressa todinha. está escrito por ti um Proyecto fin de Máster na Universidad de Sevilla, Escuela Técnica Superior de Arquitectura, Máster en Ciudad y Arquitectura Sostenibles – Especialidad Investigación ‘LOS ECOSISTEMAS COMO LABORAÓRIOS – lA BÚSQUEDA DE MODOS DE VIVIR PARA UNA OPERATIVIDAD DE LA SOSTENIBILIDAD. 1.una aproximación a la investigación, 2.el estado de las ciudades y la condicón hombre&naturaleza, 3.cambio de paradigmas: de la visión mecanicista a la holística & ecologia, 4.los ecosistemas: naturales y sociales, 5.el vivir en comunidades, 6.desarrolo y evolución: creatividad, espontaneidad y complejidad, 7.conclusiones… será que precisarás traduzir prá que eu entenda tudo isso ou será que frustro o sonho que ainda poderia ter de poder ainda de ajudar a iniciar a melhorar o mundo? o tópico 7 inicia assim: O conceito abstrato de sustentabilidade no ãmbito social e urbano necessita ser redefinido para poder ser operativo em nossas cidades. Por meio desse trabalho se pode afirmar que os conceitos dos ecosistemas da natureza, suas características, formas de organização e de evolução são capazes de ser adaptados às organizações humanas e a teoria dos sistemas vivos facilita as bases de conexão entre as comunidades ecológicas e humanas (urbanas e sociais) pois ambos ecosistemas são vivos e apresentam muitas características comuns. Assim que, através da natureza, a prática da sustentabilidade urbana e social merece ser redesenhada. e por aí vai. Nesse momento em que colocasses um ponto de vista aflitivo, ou seja, “Porque é tão difícil TER VONTADE de voltar a viver no Brasil?” te dou sempre a maior força e tenho certeza que estás amadurecendo, quem diria hein a transformação daquela menina tímida, e chegarás a uma conclusão mas, nunca te esqueça do meu slogan permanente qual seja ‘A CAUSA DA NATUREZA É JUSTA”. cada dia que passa eu acredito mais nisso… por demasiado que seja os apelos da “buena vida” temos muitos que ajudar… não te seduz aos apelos capitalistas – são todos fantasiosos.

  25. Ernani says:

    Não li os outros textos, mas concordo com todos esse motivos que vc escreveu. Tem gente que acha ruim quando a gente reclama do Brasil e elogia a vida aqui fora. Oras, nós somos filhos do mundo antes de sermos brasileiros. E ser patriota não é o mesmo que ser prisioneiro. Não há problema em criticar o que é ruim e procurar condições melhores. Seria bacana, é claro, se pudessemos ajudar a arrumar a bagunça do nosso país. Mas, em último caso, nós estavamos incomodados e nos mudamos. Já não tá bom assim?
    bjos e boa sorte!!

  26. anlene says:

    Assino em baixo, em cima e dos dois lados. Mas depois de quase 10 anos por aqui, tenho pensado recorrentemente em voltar… bj

    • Glenda DiMuro says:

      Sério Anlene? Eu tô com vontade de ir para outro lado (mais norte ainda), mas dá tanta preguiça de começar de novo…

      • Beth says:

        É que você ainda tem muitas ilusões…depois de 10, 15 anos ou mais vivendo na Europa, a gente aprende que nem todos são iguais (nem mesmo aqui). SOME ARE MORE EQUAL THAN OTHERS.

        Eu tô bem cansada disso tudo aqui, mas optei por ficar por uma única razão: meu filho.

        • Glenda DiMuro says:

          Beth, tens razão. A integração dos imigrantes aqui na Espanha tb é bastante complicada. É estranho, mas faço parte de um time de imigrantes que não vieram buscar a vida… nem uma melhor vida do que no seu país de origem. Frequento a universidade e outras “rodas” da sociedade, tenho amigos espanhóis… Mas existem bairros onde só vivem estrangeiros e, quem mora lá, não frequenta os mesmos lugares que a maioria dos espanhóis, vivem no que podemos chamar de guetos. Costumo dizer que somos parte dos imigrantes da elite (dentro do possível), isso porque não sou equatoriana ou marroquina. Qualquer dia me inspiro e escrevo sobre isso… tem um submundo onde vivem os estrangeiros (latinos em sua imensa maioria e africanos) com o qual eu não me reconheço. Sempre digo que estrangeiro será sempre estrangeiro, não importa se tem dupla cidadania, se vive aqui há 10, 15 anos ou se tem filhos ou está casado. É assim e pronto. É na questão profissional é onde mais pesa a questão das nacionalidades… no meu dia a dia e círculos sociais, felizmente, consegui me inserir o suficiente. E em tempos de crise, essa ideia de que somos todos iguais se mostra mais falsa ainda… num país onde mais de 20% da população ativa está desempregada, quem dará trabalho para um imigrante??? Se o seu objetivo ao viver na Europa, mais precisamente na Espanha, for qualquer outro que sucesso profissional, eu ainda acho que vale a pena vir pra cá. Se for o contrário, fuja do velho mundo!!! E é isso que eu acho que pesa bastante na nossa decisão. Pense bem, se você tivesse um bom emprego, salário bom para ter uma vida tranquila, estaria dizendo que está cansada de lutar conta a corrente ou dar murro em ponta de faca?

        • Vivo muito bem na Europa desde ,mas como vove tambem perdi minhas ilusoes o ser humano e igual em qualquer lugar ,acho que se sente muito no Brasil pq o Brasil nao e um pais mas sim um continente que e 16 vezes maior que a France ,e tambem um pais muito jovem.Voltarei ao Brasil sim ,apos ter vivido 25 anos na Europa 20 na Franca e 5 no U.K,confesso que estou na expectativa,sei que vou ter muita raiva mas…meu marido e frances mas as vezes e mais brasileiro do que eu mesma sou!
          Unico problema do Brasil a grande violencia que mudara com um verdadeiro trabalho social.O brasil vive sua fase de juventude ,precisa quebrar a cara e amadurecer…
          obrigada ,espero nao ter me afastado do sujeito.

  27. Grazi says:

    Mudar o Brasil teria que em primeiro lugar fazer uma faxina nos políticos, afinal é de responsabilidade deles a situação em que se encontra o país.

    • CLEUDER says:

      SIM, VOCE TEM RAZAO MAS ELES SAO COLOCADOS LA PELO VOTO DE PESSOAS TALVEZ NAO PREPARADAS QUE SE ESTIVESSEM LA FARIAM O MESMO OU PIOR (AFINAO QUEM DE NOS NAO GOSTARIAMOS DE GANHARMOS MUITO FAZENDO TAO POUCO?)
      ISTO FAZ PARTE DA CULTURA TAMBéM
      SIM, é DIFICIL MUITO DIFICIL MAS NAO IMPOSSIVEL.

      MUITO OBRIGADO – GRAZIE MILLE – MUCHAS GRACIAS – MERCI BEAUCOUP – VIELEN DANK – THANK YOU VERY MUCH

  28. CLEUDER says:

    cleuder dias de morais says: July 8, 2011 at 23:39
    alguém poderia me ajudar a decidir esta questao!?
    depois de todos depoimentos e comentarios que houvi, me veio ainda mais duvida TORNO/NO TORNO a meu pais.
    vivo na italia desde o inicio de 2000, tenho visitado meus parentes por 2 vezes neste periodo, tudo o que foi citado com respeito à segurança, à educaçao, à saude ao transito… a tudo que o brasil nao tem, me faz muito mal porque se trata apenas de um fator “cultura” uma coisa que nao se adiquire de um dia para o outro, infelizmente se trata de um processo muito longo.
    poderiamos nos todos BRASILEIRO/Z invertirmos de alguma forma neste processo que deve ser aplicado desde cedo nos primeiros dias de escola (para nossas crianças),levados para as empresas, mostrados nos grandes centros comerciais, devemos unirmos nossas esperiencias e mostrar para todo o nosso pais a diferença simples nao impossivel de se viver uma vida melhor tirar da cabeça de cada um que a roupa de marca, o ultimo aparelho eletro/eletronico o carrao, essas coisas nao sao fundamentais para o bem estar.
    sei la!!! sera possivel mudar uma toda geraçao? levar a baixissimas taxas a criminalidade, reduzir os gordissimos salarios dos nossos politicos sem falar em todas as regalias que eles usufluem. o meu brasil patria amada querida o quanto tem de ser mudado!!!!!!!!
    GRITO DE SOCORRO PARA O NOSSO BRASIL 8° ECONOMIA NO RANCK MUNDIAL

  29. Bianca says:

    Glenda, parabéns pelo brilhante texto! Também sou gaúcha….e casada com um pelotense.
    Estou morando em Boston há um ano, e as coisas aqui são muito parecidas com as tuas descrições daí! Como é bom poder estacionar a bicicleta na rua e saber que ela continuará lá na hora de ir pra casa; como é bom poder atravessar uma praça à noite; como é bom não precisar ter grades nas casas; como é bom ter qualidade de vida, como é bom!
    Abraço, e parabéns novamente!

  30. Manuel says:

    Olá Glenda,

    adorei a sua reflexão, o meu caso é o contrario de vc, eu sou espanhol e moro em São Paulo. Acabei em São Paulo por essas quebradas da vida pois a minha intenção sempre foi ficar no Rio, mas não deu para ficar porque não tem trabalho na minha área, sou analista desenvolvedor de software, e acabei aqui.
    São Paulo é uma cidade que aos poucos está me consumindo, todo o que você disse no seu post “Qualquer um no Brasil” é muito mais nítido aqui, e adicione o classismo que acaba impregnando tudo, inclusive a você mesmo pois já me sorprendi com pensamentos que não eram meus.

    Você não tem vontade de voltar e eu estou pensando cada dia mais sério em sair, mas também não voltaria para a Espanha, que na minha área está ainda pior do que quando eu saí de lá, mas quero estar por perto da minha família :)

    Fale para os seus amigos espanhóis virem falar comigo quando sintam essa vontade de vir para o Brasil, eu dou um jeito neles :P

  31. Beth says:

    Estranho, eu jurava que já tinha comentado aqui antes. Ótimo texto, uma espécie de avaliação da vida de imigrante brasileiro na Europa. Mais cedo ou mais tarde realmente precisamos parar para pensar de onde viemos e para onde estamos indo.

    Meu único porém é esta frase (eu pensava exatamente como você há 17 anos atrás, quando cheguei aqui):

    Aprendi que viver no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo e comer no mesmo restaurante da faxineira da piscina é uma coisa absolutamente normal.

    Na Amsterdã em que vivo, isso já não acontece mais. Aqui os ricos e pobres não se misturam, nem nos bairros, nem nas escola, nem mesmo nos cafés da cidade. Estou falando sério (infelizmente). Moro num bairro com 80% de imigrantes. As escolas só tem crianças imigrantes (escolas pretas, como os holandeses apelidaram na mídia). Já no centro e em outros bairros mais privilegiados só moram holandeses (e europeus que trabalham ou estudam aqui). As escolas são brancas (maioria esmagadora das crianças holandesas e ainda por cima louras.

    Enfim, esta é uma grande ilusão que eu perdi ha anos. QUando vim pra cá e comparando o nível de desigualdade social que existia (e ainda existe) no nosso Brasil, eu pensava como você. Mas as diferenças de classe aqui na Holanda aumentaram enormemente. Eu como moro numa das principais cidades daqui, vi isso com meus próprios olhos.

    E sabe o que eu acho? O paraíso é uma questão pessoal…aqui, no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo. No final das contas, quem faz a sua felicidade é você mesmo.

    E boa sorte pra gente!

    • Jorge Virgilio says:

      Olha, sinceramente dizer que na Europa não existe consciência de classe e algo tão absurdo que não conheço nenhum europeu (e eu moro e estudo em Lyon, na França) que defenderia algo assim. Entendo o seu deslumbramento com a vida neste continente. Mas não passa disso, deslumbramento. Você parece esquecer que nossa sociedade é uma ramificação da sociedade europeia. Todos os problemas que existem aqui foram trazidos e implementados por europeus (Não são nativos). Todo tipo de desigualdade, corrupção, crime e etc por aqui são “made in Europe”. Peguemos o caso da homofobia. Os indígenas tinham problema com homossexuais? Não. Tinham marginais? Não. Tinham poluído o país e feito favelas? Não. Até meados do século XX a Europa era um continente cheio de favelas e com cidades cujo desenvolvimento social e econômico comparáveis com o Haiti hoje. O que criou essa Europa do Bem-Estar social foram os americanos com seu plano Marshal. Em especial, para impedir o avanço do comunismo. Você querer pegar um país recém criado que passou a maior parte de sua história como colônia (de europeus), cuja metade da população é descendente de escravos, e comparar com a metrópole, que só conseguiu se desenvolver às custas dos problemas que nós temos no Brasil. Com que dinheiro a França banca todos esse benefícios sociais a sua população? Ou a Espanha? É muito fácil dizer que “espanhóis é que sabem aproveitar a vida e não são capitalistas ordinários como os brasileiros”. Gostaria de ver os espanhóis se darem tantos luxos sem todas as riquezas levadas da América. E ainda assim, o castelo de areia está caindo. Agora que o comunismo foi vencido e os EUA não estão mais bem das pernas, a Europa do primeiro mundo começa a bambear. Por que? Porque os europeus não são esses super-homens e mulheres que é apregoado por alguns brasileiros. Durante a segunda metade do século XX, eles foram favorecidos pelas circunstâncias para atingir o padrão de ida que temos visto até o momento. Conforme a economia começa a ruir toda a desigualdade que vemos no Brasil começa a ressurgir aqui. Esse ano houve um número recorde de conversões para o catolicismo romano na Inglaterra, motivado pela união homoafetiva, aceita por muitos segmentos protestantes de lá. Africanos e islâmicos estão cada vez sendo mais e mais segregados na Europa, conforme a procura por qualquer tipo de emprego se torna mais e mais acirrada. E nós brasileiros, advinhe só, não estamos na linha de frente do canhão devido a persepção internacional de que o Brasil está se tornando mais e mais influente e todos sabemos que o estrangeiro é medido pelo respeito que as pessoas têm pelo seu país de origem. Como disse o presidente Kennedy, “não pergunte o que o seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país”. Muitas pessoas que têm a oporunidade, como eu, de estudar na Europa se acham o cúmulo da erudição e não conseguem apresentar uma única proposta para resolver nossos problemas aqui (a não ser ideias genéricas que todos conhecem, trocar os políticos, investir em educação e etc). Como será possível isso, se vocês, que se julgam tão politizados, simplesmente virão as costas e vão procurar um lugar na sombra? Pode-se mesmo esperar que uma população que viveu 400 anos como escrava aprenda de uma hora pra outra a ser autônoma? Pode-se pensar em melhorar a educação se as pessoas que têm a possibilidade de estudar cospem na sua bandeira e usam seu estudo para abandonar o país? É sempre mais fácil aproveitar-se do que outros criaram do que criar algo. Se a Europa feudal conseguiu se desenvolver, todo e qualquer lugar tem esperança. Poucos povos foram tão sujos, corruptos e ignorantes como os povos da Europa Ocidental até meados do século XIX (Não é a toa que tantos italianos e alemães fugiram daí).

      Vim da periferia. Nasci e morei a maior parte da minha vida na Baixada Fluminense. Tive que enfrentar muito metro e ônibus lotado no Rio de Janeiro pra chegar aqui pra alguém vir e lançar tantos esteriótipos sobre mim (Afinal de contas tudo o que você diz sobre os brasileiros se aplicariam diretamente a mim, especialmente se pensarmos de onde eu vim). Falta um monte de coisa aqui (eu sei, eu uso o SUS, eu frequentei a escola pública), mas certamente não será através de vãs reclamações que as superaremos. Querer uma vida melhor todos queremos, dificil é construir uma. Que cidadania é essa que você aprendeu aqui que lhe faz querer voltar as costas para os seus conterrâneos?

      Você defende a Espanha, a Europa de uma forma geral, mas se amanhã ou depois eles tiveram graves problemas, sabe o que você fará? Voltará pro Brasil. Ou irá pra outro lugar que lhe traga mais vantagens. Você quer viver na Europa enquanto puder usufruir dela, mas não morreria por ela. Não passaria fome por ela. Milhões de pessoas passam fome pelo Brasil e você aí em Sevilha se dá o direito de falar sobre o Brasil como se o conhece tão bem assim. O Brasil é bem mais que corrupção e desigualdade. E a nacionalidade é mais tem raízes mais profundas que os benefícios que ela lhe oferece.

      • André says:

        Finalmente alguém com uma opinião descente, alguém q com certeza enxerga além do que seu próprio universo.

        Boa sorte a todos! A final estamos todos no mesmo barco, seja no Brasil ou em qualquer paraíso fictício.

        []‘s

    • Rubens Detanico says:

      “E sabe o que eu acho? O paraíso é uma questão pessoal…aqui, no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo. No final das contas, quem faz a sua felicidade é você mesmo.” Exatamente, falou tudo!

      Eu já morei na Nova Zelãndia e posso te dizer o seguinte, mesmo com toda segurança que se tem lá, eu não trocaria a minha vida junto das pessoas que eu gosto por nada nesse mundo! Amo o RS, amo o Brasil, ninguem tem a energia que nós temos. Só acho o seguinte, não tá gostando faz alguma coisa pra mudar, é muito facil se mandar e ficar falando mal, eu admiro as pessoas que sabem os problemas e tentam mudar. Eu fico de cara com as pessoas que falam mal do Brasil quando estão no exterior. Obs: quem ama o Brasil, cuida. Quem foge é fraco.

      • Paulo says:

        “Brasil: Ame-o ou deixe-o.” Não é isso que diziam no tempo da ditadaura? Rapaz, ufanismo cego é tão ruim quanto as coisas que vocês aí criticam.

        Acho muito bacana que você e outros que comentaram tenham todo esse todo esse espírito patriótico (apesar de eu pessoalmente achar uma babaquice, afinal de contas, o fato de algém ser brasileiro, espanhol, islandês ou qualquer outra coisa é mero fruto do acaso e não devo lealdade a algo que nunca escolhi) e até respeito que você não queira trocar o Brasil por nada, mas daí a chamar alguém que busca uma vida melhor – e cada pessoa tem uma visão do que seria melhor para ela – de fraco é um preconceito digno de nacionalista de extrema direita. Cuidado com suas visões extremas.

        • jader says:

          Gostei do seu comentário Paulo.
          Digo outra coisa. Estamos todos no mesmo barco: o planeta Terra. Se eu soltar um pum aqui fulano lá na Nova Zelandia vai respirar o meu pum. Vou falar de forma mais elegante: As merdas em outros países (poluição da atmosfera, por exemplo) prejudicam todo o globo. Mas as coisas boas feitas em outros países também podem ser aproveitadas por todo o globo. O mal está no egoísmo humano, que sempre quer ter mais e mais que o outro. Por isso temos divisões territoriais políticas (os países). E não dividimos nem compartilhamos, nem somos solidários com quem precisa de apoio.
          Eu penso que se cada um fizer o seu trabalho bem feito e tendo em mente a relevância para a humanidade, já está de bom tamanho. Não importa em que parte do globo eu esteja. Espanhóis são melhores que os brasileiros? Brasileiros são melhores que os africanos? Não concordo. A Espanha pode estar em uma situação econômica-social melhor que o Brasil, que está melhor que a África. Mas isso diz respeito ao país Espanha, não aos espanhóis (seres humanos). Dor, fome, miséria, doença, violência, são coisas ruins para todos. Não é porque o doente enfermo é chinês que não vou socorrê-lo. Eu não deveria repartir minha comida com outro brasileiro que está com a barriga cheia, mas sim com a criança africana que come dia sim, diaS não. Mas é o que eu faço. Primeiro reparto minha riquesa com aqueles mais próximos (mesmo que não estejam tão necessitados). Mas depois também não posso cobrar que o americano não quer diminuir a emissão de gases na atmosfera pra ajudar o mundo. Eu faço egoísmo aqui, eles fazem de lá. Cada um pensa em si primeiro. Eu penso que deve-se procurar fazer tudo com relevância universal. Fora isso, se permita viver em um lugar que você quiser. Seja um lugar tranquilo, seja um lugar difícil.

  32. Beth says:

    Pronto, já linkei este post lá no meu blog. Esta discussão dá muito pano pra mangas (e eu pra variar peguei o bonde andando, rsrsrs).

  33. Rose Ferreira says:

    Glenda, achei seu blog por acaso, pois estou com a cabeça em plena erupção. Tenho 2 filho Victor e Stephanie no qual Victor é o mais velho com 17 anos. Estavamos preparando os papeis de nossos filhos para fazerem o ensino médio no Canada, quando um amigo nosso que mora em Sevilla nos disse “por que não Sevilla”? Pensamos e falamos com nossos filhos. Ficaram extremamente entusiasmados. O Victor o mais velho com 17 anos foi aconselhado a fazer o 1 ano de Bacharelado (seria o nosso 2 ano do ensino médio). são dois anos de bacharelado preparatório fazer uma universidade. Resumindo a historia, agora este casal de amigos acham que agente deveria pensar melhor se eles devem ir ou não, especialmente por causa do Victor, porque dizem que a escola é muito puxada por se tratar de uma escola bi-lingue (colégio Claret ou a Europe International School). Esta Eruope Int’l School a principio disse que n teria vaga para o Victor, mas uns outros amigos nossos que conhecem alguem que falou com a escola etc… Agora a escola disse que tem vaga tbm para ele, mas que estavam extremamente preocupados por ele estar numa idade que se ele não for bem na escola ele pode a vir a ter problemas de auto-estima e que a probabilidade de ele conseguir entrar numa universidade espanhola seria muito dificil por ele não ter o espanhol fluente. O Colégio Clarit, vou ter uma posição amanhã se tem vaga. Minha pergunta é: os colégios são tão puxados ao ponto de quererem somente adolescentes superdotados? Meu filho não é nenhum nota 10 em tudo, um adolescente normal com matérias que gosta tira-se notas excelentes, matérias que não gosta tira notas para passar. Estou ciente que as escolas começam ãs 9hs e vão até mais ou menos 5 hs da tarde. Vc brasileira o que pensa de um adolescente estudar na Espanha, vc acha que esta experiência de ter que REALMENTE estudar é importante para um amadurecimento, especialmente falando de Sevilla. Como toda mãe quero a felicidade deles e não gostaria que eles se sentissem que não são capazes. Sei que Brasil tem seus problemas, concordo muito com o que vc escreveu, mas o fato ocorrido na escola Int’l precisou ter (alguem) para derrepente ter vaga, mas não querem se comprometer com a adaptaçao dele, enquanto o outro até o momento está sendo mais receptivo. Vc conhece estas escolas? Que tal dar sua opinião nessa minha batalha. Esqueci se dizer que eles não iriam para casa de ninguem, eu estaria montando um apartamento para eles, na qual eu ficaria pelo menos 2 meses direto com eles (para se adaptarem) e está indo uma pessoa de total confiança para ficar com eles e daí eu iria em média a cada 30 dias passar o tempo que fosse necessário. Vai ser uma loucura, mas a familia toda iria se intercalar. Aguardo um retorno seu e quem sabe agente não vai se conhecer pessoalmente. Obrigada desde de já
    Rose

    • Glenda DiMuro says:

      Olá Rose! Acho que a decisão de morar fora e estudar em outro país depende, principalmente, da vontade de cada um. Se seus filhos já demonstraram o interesse, é 90% do caminho andado. Vivo há 6 anos em Sevilla e nunca escutei que os colégios fossem mais puxados que outros… Também já conheci alguns brasileiros que trouxeram seus filhos para estudar aqui e todo mundo se adaptou muito bem. Espanhol é uma lingua relativamente fácil de aprender para nós brasileiros, e tenho certeza que em menos de 3 meses, se seus filhos frequentarem o colégio, vão estar ententendo tudo e falando praticamente tudo. Essa história de ser “fluente” para entrar na UNiversidade não tem nada a ver… o processo de seleção é de acordo com as notas obtidas na escola e nunca ouvi falar de prova oral… O processo de adaptação não depende única e exclusivamente da escola e eu, se fosse diretora, nunca assumiria esta responsabilidade. Em geral o povo é receptivo, mas é claro, a adaptação é um processo que envolve tantas variáveis que é impossível definir antes de tentar se vai dar certo ou não (vai depender e muito das atitudes dos seus próprios filhos, se serão abertos, como enfrentarão os possiveis problemas na chegada…) Enfim, não sei se respondi às suas perguntas. QUalquer outra dúvida me escreve um email: glenda.dimuro@gmail.com Abraço e boa sorte!

  34. Texto senscional!
    Nao precisa dizer muito depois de ler um texto como esse.
    Direto, detalhado, explicativo.
    Sentimentos postos em palavras!
    Adorei.

    Dany

    http://www.feriadopessoal.wordpress.com

  35. Glenda, ler seu texto emocionou-me. Emocionou-me por saber que pode ser verdade ter uma vida “de verdade”. Emocionou-me porque você responde a todos os meus questionamentos interiores sobre qualidade de vida, mostrando que essa vida existe sim e que há pessoas que vivenciam isso. Emocionou-me por saber que uma utopia minha é realidade num outro canto do mundo. Emocionou-me porque poderei ler seu texto todas as vezes que eu me sentir oprimida e “violentada” pela rotina, pela hipocrisia, pela síndrome de status que existe por aqui. Emocionou-me por perceber tanta vida e tanta emoção na sua vivência e por saber que alguém que sabe a realidade que existe por aqui e que não se acostumou com a rotina daí, a ponto de criticá-la, pode vivenciar, de verdade, o que tantos oprimidos por aqui sonham. Obrigada pelas palavras e pela oportunidade de sorver um pouco da vida que está escassa por aqui. Um grande beijo,

    Ps: o seu site é lindo e muito interessante, há alguns meses acompanho seus relatos…

  36. Lucelia says:

    Ola Glenda,
    acabei de ler o seu post e achei +10. Estou me organizando para ir a Europa e adoraria ficar de vez. Faz muito tempo que já não curto o nosso Brasil, simplesmente pelo fato de achar aqui (moro em Curitiba)um lugar frio (sentimentalmente) e muito perigoso. Ja fui assaltada 5 vezes, sendo que 2 vezes dentro de casa. Por mais que digam que aqui parece primeiro mundo, na pratica isso não funciona.
    Depois que li seu texto, fiquei mais certa do que quero e mais animada pra batalhar por isso.
    Obrigada por compartilhar!

  37. Carina says:

    Oi, Glenda.
    Moro em Paris e ja me mudei (inclusive de cidade) umas 9 vezes nesses ultimos 3 anos em que estive aqui na França. Mestrado em comércio internacional. Estou com preguiça de escrever agora, mas gostei bastante de iniciativa de tentar entender e explicar as razões pelas quais você mesma não quer voltar. A questão em si, dentro da gente, é dificil de abordar, porque cada aspecto tem varios lados. Não abordar cada um é motivo de criticas fortes. Concordo plenamente com o lado “enriquecedor” de partir e de tansitar. Tenho, enfim, minhas proprias reflexões.
    Hoje em dia, escrevo também, mas não num blog porque me sinto muito exposta. Acho que gente que não me conhece pessoalmente ou a minha historia não deveria ficar apontando o dedo pra mim sob a proteção da tela. Escrevo uma newsletter que envio à minha familia e a um grupo restrito de pessoas que acho que vão ler e que guardo no meu coração. Pouco a pouco, eu sinto que eles podem entender essas coisas sem que eu tenha que explicar diretamente. Gostaria de poder lhe enviar uma copia, enfim, se você quiser ler. Te desejo uma boa travessia!

  38. Tainá says:

    Oiii adoreiii seu texto, é praticamente tudo o q eu sempre digo por aqui no Brasil, mas tem muita gent q ñ me entende rs. De uma coisa eu to certa, ñ é aqui q quero viver :), tomei essa decisão há um tempão. E ainda nem fui p outro país rsrsrs. Mas pretendo conhecer o mais rápido possível os EUA e a Europa. rsrsrs…e depois os outros lugares do mundo, mas isso depois q tiver um emprego fixo, pq ñ tenho r$ p esse luxo agora hahaha…

  39. Glenda *–*
    Prazer imenso estar lhe escrevendo daqui do Brasil(Apesar do lado negativo, infelizmente)…

    Ler seu post me MARAVILHOU intensamente!!
    Sou Lenice, uma garota de 16 anos que não viajou a nenhum lugar mas, que já sabe o valor de tantas coisas.

    Muito bom saber que você conseguiu aprender tudo isso, atos que na verdade um ser humano deveria saber. Realmente o Brasil esta me da um dasanimo total. Acordar cedo e saber que eu tenho que estudar para concorrer com trocentas pessoas no vestibular… Depois fazer uma faculdade dificilimaa, e concorrer com praticamente toda a população brasileira, para ver quem garante seu trabalho e seu dinheiro para sustentar a família é desesperador, uma catástrofe completa!!!

    Os seus sentimentos, fizeram me emocionar!! Isso me fortalece, em saber que ainda poço prover de algo tão bom: Felicidade plena em um lugar maravilhoso… Onde a diferença (em relação a tudo) é pouca, em saber que uma trabalhadora doméstica pode dividir o condomínio-edifício com um médico,disputas e mais disputas, diferença de status em seu colégio, em minha vida, me entristece!!Em saber PRINCIPALMENTE que… Você não terá uma vida bandida, onde não se tem tempo para nada além do estresse, correria, estudo e trabalho… Onde ver os raios do sol em um lugar delicioso é um absurdo…

    E respondendo a uma de suas perguntas no texto: Exclamo que você opte pela felicidade e uma vida boa e gostosa de se viver… Logo que se ai a diferença não é tanta se pode viver divinamente!!

    Para que concorrências absurdas, e um trabalho excelente… se vc não estiver feliz… Isso é vida?

    AMEI sua fotoos!! Amo fotografia e falar do mesmo com o maior prazer… Elas me trazem, liberdade, felicidade, alegria, tranquilidade dentre outras coisas. O site é muito lindo e o Layout também.

    Querida, seja feliz e felizzz… aproveite esse momento divinasso de sua vida!! Amei saber que poço atravessar essa fronteira e ter um mundo de calma e paz me esperando…. Opte pela melhor pção.

    Beijos imensos,
    Lenice S.
    Ps: Quero voltar mais vezes e ler todos os outros posts mencionados!!

  40. Lucia says:

    nem td sao flores em lugar nehum do mundo, e morar na europa nao é assim um mar de rosas. moro na europa ha 19 anos, e se DEUS QUISER, ANO QUE VEM IREI DEFINITIVAMENTE MORAR NO BRASIL. com todas a diferenças .bjs

  41. joca says:

    Que texto bonito. Gosto de lembrar do velho Sócrates, quando lhe perguntaram de onde ele era ele respondeu: “Sou do mundo”.

  42. Pedro says:

    Bom dia Glenda e a todos.
    Eu poderia escrever um livro documentando o tanto que eu aprendi vivendo fora do Brasil. No começo morei 7 anos em San Francisco (USA) e depois parti para a Suiça onde estou desde 1996 (15 anos). A propria vida nos proporciona sim diversas maneiras de se obter conhecimento. Para ums mais facil, para outros mais dificil. O que eu li no sue texto me lembra muito de quando parti para San Francisco. Hoje em dia (depois de 22 anos) me passa sempre na cabeça, “sera que ainda tenho que aprender ainda mais?”.

    Eu acredito que quem realmente sente cheiro de flores eh quem trabalha em jardinagem. A realidade nos alcança…

    Tenho uma vida muito boa (Analista de Finanças), porem ja lavei prato (realmente lavador de prato) em San Francisco e na Suiça.

    Glenda, para definir: eu acredito que na realidade a sua faze de aprendisagem so vai começar quando voce arrumar um trabalho e ter que brigar por ele. Nunca tive a oportunidade de ficar so estudando e tenho dificuldade em entender como voce ver a realidade e o futuro…

    De qualquer forma gostei muito de poder compartilhar os seus pensamentos. O que mais importa eh que voce siga acreditando em voce e no que faz.
    Grande abraço,
    Pedro

    • Glenda DiMuro says:

      Olá Pedro! Obrigada por compartilhar seus pensamentos. Só um esclarecimento: eu trabalho como pesquisadora, e isso é um trabalho muito digno e que contribui para o desenvolvimento não só pessoal, já que a educação é a base de tudo nessa vida. Mas já trabalhei de garçonete e também como arquiteta durante 4 anos aqui na Espanha. Não costumo fazer muitos planos a longo plazo, vivo a minha realidade da melhor forma possível e tenho sonhos que pretendo alcançar. E me sinto muito feliz por sentir cheiro de flores, até mesmo quando seja só na minha imaginação.

      • Mob says:

        Ué, mas no Brasil também podemos sentir cheiro de flores! Damas-da-noite, camélias, jasmim, copos-de-leite, margaridas… Na rua onde eu morava tinha todas elas e mais um pouco. Tudo bem real, não era minha imaginação não! Ah sim, e os passarinhos… Eles cantam o ano inteiro, pois não tem um inverno rigoroso para calá-los. ;-)

        Poesia por poesia, faço a minha também (Aliás, lembrei daquela que diz “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”).

  43. hipócritas says:

    O QUE ODEIO NO BRASILEIRO É ESSA FALSIDADE.. QUANDO O BRASIL ESTÁ RUIM VAI PARA OUTRO LADO, QUANDO A EUROPA ESTÁ MAL O BRASIL É O MELHOR DO MUNDO !!!

    A EUROPA NÃO É FLOR QUE SE CHEIRE, VIVO HÁ 9 ANOS, E TIRANDO TODO O PRECONCEITO, RACISMO, XENOFOBIA E DEMAIS COISAS EU SINCERAMENTE SÓ IMAGINO PESSOAS QUE REALMENTE MORAVAM EM FAVELAS PARA FALAR MAL DO BRASIL QUANDO ESTÁ FORA !!!

    CANSADO DE VER BRASILEIRINHOS A FALAREM MAL DO BRASIL, E SÓ A ESCÓRIA BRASILEIRA QUE PARA NA EUROPA, GENTE INTELIGENTE NÃO IMIGRA, SAI DO BRASIL PARA ESTUDAR, AMPLIAR CONHECIMENTOS.

    INFELIZMENTE HÁ UMA PORÇÃO DE BABA OVOS HOJE SE FERRANDO, PASSANDO MAL EM ESTAR DESEMPREGADO ENQUANTO ISSO MUITOS EUROPEUS QUE DÃO COM O PÉ DA BUNDA DOS BRASILEIROS, ESTÃO INDO PARA O BRASIL MANSINHOS PARA TRABALHAREM !!!

    ACORDEM POVINHO ….

    SEJAM NACIONALISTAS E VALORIZEM A TERRINHA ONDE VOSSOS PAIS PISARAM, PORQUE SE NÃO FOSSE O BRASIL, NEM VOCÊS EXISTIRAM !!!!

    • babi says:

      Voce deve ter comentado no blog errado, nao e possivel. Voce leu o que ela escreveu? Nao pode ter lido. E ainda diz que mora na Europa. Por que??? Volte para o Brasil! Alias, nao volte, porque desejo o melhor para o meu pais de origem. Gente radical e bitolada nao e legal em lugar nenhum…

    • Paulo says:

      “A EUROPA NÃO É FLOR QUE SE CHEIRE, VIVO HÁ 9 ANOS”

      “SEJAM NACIONALISTAS E VALORIZEM A TERRINHA ONDE VOSSOS PAIS PISARAM, PORQUE SE NÃO FOSSE O BRASIL, NEM VOCÊS EXISTIRAM !!!!”

      Ao menos o seu nome é sincero: Hipócrita.

      E até onde eu sei se não fossem os meus PAIS, eu não existiria. O Brasil nada teve a ver com isso.

  44. Lane says:

    Glenda, realmente tudo o que vc escreveu è muito bonito, e gera um entusiamo da vida aqui na Europa. Acredito que todo o seu otimismo seja pelo fato de vc estar a pouco tempo, e como vc mesmo disse nao tem vinculos com o pais ( Esposo, filhos..)e existe uma grande diferença. Muitas pessoas acham que ter um marido Europeu, filhos, a vida aqui se torna bem mais fàcil…Isso nao è verdade.
    Quando um Brasileiro decide morar no exterior por motivos de estudos, jà chega cheio de expectativas, pois sabe que veio com um objetivo. Mesmo que goste da vida aqui, vai atè o momento que està bem, curtindo a cidade, e tudo que um pais Europeu pode oferecer. Mas, quando toda essa fase passa, e as pessoas começam a ver as dificuldades que o pais, sabe que pode voltar. Porque ali no Brasil tem sua familia e està voltando para a pàtria.
    Como existe caso de pessoas que vem apenas para granar grana que no Brasil passaria uma vida, e adora estar aqui. pois sabe que è apenas uma passagem, uma experiencia, mas o pensamento è sempre de construir algo no Brasil. Entao aqui trabalha, ganha dinheiro, faz cursos, curte a vida, faz viagens maravilhosas, mas quando a fase do deslumbramento passa, a ficha cai!
    Sai do Brasil hà 2 anos atràs,onde gerenciava um banco, tinha amigos maravilhosos ( Tenho ainda), minha familia e lazer. Logico que a questao segurança sempre foi um problema do Brasil, mas estava sempre atenta, com medo, mas tudo bem!!
    Quando tomei a decisao de morar aqui, achei que seria a melhor decisao da minha vida, estava vindo para um pais Europeu, vinha com uma bagagem profissional e cheia de expectativas.
    Sou casada com um Europeu e tenho minha casa propria…Quando estamos inseridos num contexto familiar do pais onde moramos, nos damos conta de como è realmente a situaçao, nua e crua!
    Os Europeus sao frios, detestam estrangeiros, eles dizem que nao gostam somente dos Africanos ou Marroquinos, mas eles nao suportam nenhum tipo. Digo isso com extrema sabedoria, pois vivo no meio deles. Aqui fazemos amizades e muitas vezes nos orgulhamos, tenho amigas Italinas, espanholas….Gente, alooooooo, aqui ninguèm è amigo de ninguèm, eles sorriem para vc e quando vc dar as costas eles te julgam….
    Quando vc diz que aqui eles trabalham para viver, realmente concordo, pois aqui se trabalha somente para comer e pagar as contas, nao sobra quase nada para luxos, porque aqui pagamos atè para respirar. Tem saude publica, tem simmmm, mas sabe que pagamos para usa-la, nao è de graça. Aqui eles cobram atè a ambulancia para te pegar em casa. Depois chega a fatura na sua casa.
    A unica coisa realmente boa è andar tranquila pelas ruas, mas isso depende de onde vc mora, pois nas grandes cidades isso nao è mais possivel…Enfim, o que eu posso dizer, è que a melhor maneira de conhecer o pais que vc està vivendo, è se inserir no mundo deles, conhecer o que fica atràs dos bastidores, pois tenho certeza que se muitos tivessem a oportunidade de conhecer, começariam a enxergar um monte de problemas, nao iguais ao do Brasil, mas que pesaria muito na hora de tomar a decisao de voltar. E talvez enxergariam bem mais desvantagens do que vantagens de morar aqui, mas isso somente com o tempo, quando o deslubramento das coisas boas que tem aqui passarem. infelizmente no meu caso, consegui enxergar cedo demais. Gostaria de ter demorado um pouco mais, assim ficaria muitos anos encantada com o velho mundo….
    Lembrando que sou muito bem casada, super feliz com meu marido, e ele è o unico motivo pelo qual ainda estou aqui!
    Posso dizer pela minha experiencia aqui, se alguèm queiser vim para estudar venha, nem pense duas vezes, serà uma experiencia enriquecedora, fora a bagagem cultural e profissional. Se o motivo for ganhar dinheiro, isso è coisa do passado. Com esse crise muitos Europeus estao frequentando a cruz vermelha para comer, pois muitos perderam seus empregos, e nao tem o que comer em casa. E aqui nao existe, onde come um come dois!! Isso è coisa de Brasileiro!
    Se a opçao for passar uma temporada, para crescer como pessoa, morar fora e aprender nova cultura, venham!! Garanto que voces vao conhecer lugares lindos, viajar bastante ( Precisa ter grana para isso), alguns locais lindos nao precisa de grana, somente de uma bicicleta..Mas, depois voltem para o pais de vcs, para o amor da familia…Para o seu pais que te acolhe tao bem, que com todos os problemas sempre foi um povo unido e guerreiro!
    E posso garantir que morando no exterior, vcs vao enxergar que tinham uma vida linda e maravilhosa, por mais simples que fosse no Brasil, e que è o melhor pais do mundo para se viver. E existe qualidade de vida sim, pois a qualidade de vida depende de vc, como vc quer viver…E garanto que nao existe maior qualidade de vida do que estar com a familia, aqueles almoços de domingo, assistir Tv, conhecer teus vizinhos, pegar o carro ou onibus so com o dinheiro da passagem, e ir a praia dar um monte de risadas com os amigos. :)

    • Glenda DiMuro says:

      Olá Lane! Bom, eu vivo aqui há seis anos e embora não seja nem 1/3 da minha vida, eu acho bastante tempo. Felizmente, minha experiência com os espanhóis é outra… pode ser que eu não tenha que enfrentar uma familia espanhola (sogra, cunhadas, etc) e só tenho (muito) bons amigos escolhidos por mim, e isso me faz ter uma visão diferente da coisa. Familia a gente tem que aguentar, e realmente, minhas amigas brasileiras casadas com espanhóis sofrem bastante. Tudo também depende do seu contexto… a grande maioria dos meus amigos são “americanistas” como eu costumo dizer, gente do bem, sem aquelas tradições racistas e preconceituosas, que trabalham com questões sociais, com cooperação internacional… Eu aqui não me relaciono com ninguém por obrigação, como acontece no caso de você ter uma familia espanhola. Acho que é por isso que não posso reclamar de nada nesse aspecto. Se não me trata bem risco da lista. Acaso no Brasil também não existe preconceito?
      Em seis anos se uma pessoa ainda não se inseriu na realidade, acho que já nem se insere mais! Nenhum lugar do mundo é o paraíso, mas eu tenho uma vida muito linda aqui, que só abandonarei por questões profissionais. Adoro o Brasil, mas o mundo é muito grande para considerar-lo como o melhor país para se viver.

  45. hipócritas says:

    ISSO LANE DISSE TUDO …. SÓ QUEM É FILHO DE ESTRANGEIROS QUE FORAM PARA O BRASIL É QUE TEM A OPINIÃO QUE É EUROPA É MARAVILHOSA E BRASIL É HORRÍVEL

    EU SIMPLESMENTE AMO O BRASIL, E SÓ QUEM SAI DO BRASIL E VAI PARA OUTRO LUGAR É QUE SABER QUE O BRASIL NÃO TEM IGUAL !!!! RACISMO NO BRASIL SÃO GERADOS PELOS SKIN HEAD´S E DESCENDENTES DE OUTROS PAÍSES QUE LÁ SE INFILTRARAM TIPO A ALEMANHA …O SUL É CHEIO DESSES MARGINAIS.. ASSIM COMO A EUROPA TODA …

    BEM VINDA AO BRASIL LANE

    • Glenda DiMuro says:

      Paises q la se infriltraram? Tsc tsc… Se todo mundo no Brasil, exceto os indios, tem alguma coisaa de sangue europeu ou africano! Tenho que discordar…
      nao precisa ser “skin” pra ser racista no Brasil, infelizmente.

  46. Lane says:

    Glenda, vc falou tudooo! Que bom q essa experiencia para vc esteja sendo enriquecedora. Nao existe nada melhor na vida do que escolher onde morar, e quando nao estar feliz, mudar de lugar outra vez. Escolher os amigos e as pessoas que queremos por perto, isso nao tem preço. Com certeza viver em outro pais, aprender coisas novas, fazer somente aquilo que gosta, ter por perto somente pessoas do bem, cria todo um cenario para se viver bem. Se vc conseguiu encontrar seu equilibrio aqui, sua forma de viver bem, isso è o que importa. Afinal, a felicidade è algo que conquistamos, nao existe uma regra, e nem uma receita unica, mas è uma questao de escolhas e atitudes que fazem a diferença.
    Hoje acredito que existem pessoas que nasceram para conhecer novos mundos, novas culturas, e outras que nasceram para estar sempre no seu aconchego. Essa sou eu!!
    Boa sorte pra vc!
    PS: Aproveitando a oportunidade, gostaria que vc comentasse um outro discurso no blog. Como foi a adaptaçao com o clima na Europa. O que as pessoas sentiram com a mudança de clima. Talvez isso possa ajudar muita gente que està pensando em morar fora, ou para os recèm chegados como eu….
    Cada estaçao do ano sao sintomas diferentes de coisas que nunca senti no Brasil, e talvez isso tranquilizasse as pessoas que faz parte do clima, apesar de que cada pessoas possui um organismo diferente e reage diferente.
    Boa Sorte!!

    • Glenda DiMuro says:

      Lane, eu sou do sul do Brasil e, portanto, estou acostumada com inverno e verão. Mas é uma boa sugestão de tema para um próximo post!

  47. Cristina says:

    Até chorei com esse post…muito bom!
    Isso também pelo fato de que ando numa dúvida cruel: voltar ou não?
    Eu nunca quiz, em dez anos, sair da Holanda e voltar ao Brasil mas sinto que a xenofobia tá crescendo demais na Holanda e Europa e dessa forma ficar seria masoquismo tendo em conta o fato de que o Brasil além de minha pátria, é imeeeenso e tá provado que é o país do futuro, apesar de não ter se tornado, ainda, um paraíso para se viver. Mas lá não tenho que ouvir ninguém dizer ou insinuar que sou uma estrangeira tomando trabalho de alguém ou que vim me beneficiar da economia deles. E ainda teria o sol, família, minha lingua-mãe, e nada de regras e leis que até tornam um país organizado e rico, mas escraviza, deprime e tira até a alegria de viver.
    ps: Lane disse tudo que eu poderia dizer sobre viver na Europa e minha situação é quase a mesma que a dela, só vivo a mais tempo e ainda tenho um filho, o que torna a decisão de voltar mais complicada.

  48. Renata says:

    oi glenda

    achei seu blog por acaso.. gostei bastante do que escreveu. A minha estoria eu vivo ha 5 anos na australia e nos primeiros tres anos amava muito aqui, pois no geral os australianos sao bem receptivos a estrangeiros, e a lei nos protege tb, enfim na minha humilde opiniao acho que tentar a vida na australia e uma boa opcao pra qq um pois se tem emprego com bons salarios e oportunidades, muita qualidade de vida e a receptividade do povo por aqui. Mas no entanto nesses ultimos dois anos ando com sentimento imenso de solidao e vazio pois sinto muitas saudades de conviver com a minha familia. again amo meu trabalho aqui e vida que levo, e isso pesa muito na decisao de voltar ao brasil e comecar do zero novamente.. porem a vida vai passando e aqui sinto que to perdendo esses momentos preciosos da vida ao lado dos meus familiares.. ficar ou voltar de vez? complicado ainda nao decidi..

    bj e boa sorte na espanha!
    renata

    • Glenda DiMuro says:

      Pois é Renata, às vezes também fico pensando que estou perdendo momentos junto a minha família. É o preço alto que se paga… Não se pode ter tudo nessa vida…

  49. Ótimo texto, parabens Glenda. Conheci seu blog por acaso :)

    Estou a 4 anos na Irlanda, encontrei muita similaridade, muito questionamento em comum mas estou entre voce e a Rita. Tenho um cargo de lideranca em uma multinacional americana e tenho trabalhado além das 40 horas semanais.

    Mas é fato também que um de nossos valores aqui faz todo sentido: Work hard, play hard. Vivo infinitamente melhor que no Brasil, e isso nao tem relacao nenhuma com ter um imóvel, ter um carro, pois moro de aluguel e vou trabalhar de bicicleta.

    Aliás, vou trabalhar de bicicleta e as vezes encontro meu chefe, diretor, pedalando pro trabalho também. Nao existe status ligado a bem material (carro do ano, roupa de marca, etc).

    Nao vou repetir tudo o que falou, pois concordo e é o que vivo aqui. E respondendo sua pergunta, que já me fizeram várias vezes:
    “Voce pensa em voltar pro Brasil ou vai morar na Irlanda pra sempre?”
    A resposta é: Nem um nem outro. Nao pretendo morar na Irlanda pra sempre, mas isso nao está diretamente relacionado a voltar para o Brasil.
    O mundo é grande demais pra se limitar a 2 destinos. Já vivi 20 e poucos anos no Brasil, 4 anos na Irlanda. Porque nao alguns outros anos em outro lugar? :)

  50. Paulo E. Apgáua Baumgratz says:

    “Ask not what your country can do for you, ask what you can do for your country” John F. Kennedy. Findo estudos na França e retornarei ao nosso país simplesmente por ser brasileiro e, como tal, acredito que lá terei maior chance de colaborar para um Brasil menos imperfeito. Esse fardo é nosso. Não conseguiria jamais fechar os olhos para nossa terra!

  51. Júlio says:

    Compartilho do seu pensamento, principalmente depois de ter retornado das férias no Brasil. Que bela reflexão!

  52. Lili says:

    Olá Glenda!
    Maravilhoso texto! Uma crítica sincera, ponderada, sensível.
    Cheguei na tua página via facebook (um amigo meu “gostou” e eu cliquei pra ler); sou brasileira, professora de francês língua estrangeira, vivo no Canada há quase 6 meses, em Montréal mais precisamente… Estou organizando tudo pra imigrar definitivamente, porque minha alma achou seu lugar e sua paz… minha vida é aqui.
    Fiquei comovida com teu relato, partilho das mesmas impressões: sei que serei sempre uma imigrante, terei que correr atrás afim de ter meu lugar ao sol… mas, estou pronta pra recomeçar. Aqui, posso fazê-lo sem medo nem vergonha: meus 36 anos são considerados e respeitados pela experiência de vida que representam… sou jovem e estou no ponto pra redirecionar minha profissão, decisão comum e vivamente incentivada nesta sociedade. Eu quis sair do Brasil… foi uma decisão consciente uma vez que minhas prioridades se delinearam de outra forma: sinto uma necessidade vital de segurança, de paz, de liberdade… Aqui, posso ser simples e viver dignamente… pego metrô e ônibus todos os dias (sempre pontuais); volto pra casa à pé, de madrugada, sozinha, sem olhar pra trás; muitas opções culturais são ofertadas gratuitamente, bibliotecas, videotecas, espetáculos de rua… enfim… é só escolher; os carros param quando você coloca o pé na faixa de segurança; uma pessoa no ônibus ou na rua entendeu que você está perdido (às vezes você nem precisa perguntar, basta ter aquela expressão de desorientado no rosto) e te oferece ajuda (e mesmo te acompanha até onde você precisa ir); senhorinhas e senhorinhos (com ou sem seus cachorros) batem papo com você no parque, andam lentamente (com ou sem suas bengalas), e têm seu tempo devidamente respeitado; de maneira geral, agentes de segurança têm aspecto severo, rígido, mas são extremamente gentis e honestos se você necessitar de auxílio… Posso enumerar uma imensa lista de qualidades, mas creio que o essencial para as relações quotidianas, valores como respeito e tolerância, são a base fundamental desta sociedade. É evidente que nem todas as pessoas agem da mesma forma cordial, mas é uma atitude incomum. E, ainda que eu considere as outras dificuldades, elas são menos difíceis de superar aqui do que em meu país natal.
    Enfim, lendo tuas reflexões, combinando-as com as minhas, e com as de tantas outras pessoas que tenho encontrado, observo que quando certos valores humanos e sociais tornam-se prioridade, e você pode encontrá-los e desfrutá-los além das fronteiras do Brasil, fica mesmo difícil querer voltar para lá…

  53. moises says:

    Para todos aqueles que falam que preferem a europa ou qualquer outro pais por todos esses motivos bobos descritos acima eu digo, voces tem mesmo que ficar por lá, vao mesmo e nunca mais volte para nosso pais, pois pessoas como voces nao merecem ser chamados de brasileiro, tenho certeza que pessoas como voces nao vao somar nada para o Brasil.

    • Glenda DiMuro says:

      Olá Moises! Já ouviu falar em livre arbítrio? Que que tem a ver preferir viver em outro lugar com deixar de se considerar brasileiro? Eu hein… cada uma!

      • Leila says:

        doido, doido, muito doido esse cara ai!
        Fugiu das aulas de interpretacao de textos!!!

      • moises says:

        Na verdade não tinha lido o texto direito, e retiro as minhas palavras e admito que foram grosseiras para uma conversa que vinha num nível muito bom. Mas a verdade que fico muito p!!! da vida quando vejo texto na internet fazendo comparação do Brasil com outros países para dizer que o Brasil é menos melhor ou algo do tipo, ai foi por instinto, respondi sem pensar muito. O teu trabalho esta muito bom, porem não posso concordar com a sua opinião, mas ai é como você disse, livre arbítrio.

    • Mari says:

      Nossa, que mente fechadinha a sua hein.
      Eu acredito que tudo na vida é uma questão de felicidade, as pessoas precisam se sentir felizes, cada um do seu próprio jeito, com as suas próprias necessidades. Não importa o lugar, o trabalho, o dinheiro ou os bens materiais, se a pessoa é mais feliz vivendo longe que vivendo no Brasil, tendo mais ou menos dinheiro, qual o problema? Há quem não precise de muito pra ser feliz, coisas simples bastam. Na minha opinião, o brasileiro trabalha demais e é apegado demais aos bens materiais, conheci muitos “gringos” que largaram tudo, e mesmo com pouco dinheiro, foram percorrer o mundo, brasileiro não faz isso porque tem medo de nunca mais conseguir um emprego quando voltar. E pra mim, trabalho demais não é felicidade, mesmo que isso signifique ganhar mais.
      O conceito de felicidade é diferente pra cada um de nós, de acordo com as nossas necessidades e objetivos.

    • Tatiana says:

      Moisés …enquanto eu for obrigada a votar mesmo morando fora do Brasil eu terei o direito de falar sobre o Brasil , de opinar se o país é bom ou não , e principalmente escolher se quero viver lá ou não . O que você postou é muito mais preconceituoso que a atitude de muito europeu .

  54. Luciane says:

    Glenda, simplesmente amei o que a Lane escreveu!!! Acho que viver como estudante é muito diferente de viver como imigrante.Acho que seis anos ainda é pouco tempo neste contexto.Vou pra Europa todo ano, já visitei 20 países e por mais que veja qualidades, nunca consegui me deslumbrar com a ideia de morar aí.Sou filha de português com alemã e, assim como os europeus, sou completamente deslumbrada com o calor humano do brasileiro. O que vejo aí não é ausência de preconceito, mas um preconceito mais velado, inclusive contra homossexualismo. Vc está comparando um país que vc conhece profundamente com uma cidade de porte médio da Europa. Acho uma competição desigual para o Brasil. Esse papo de pisar na faixa de pedestre e os carros pararem não é verdade em vários países da Europa. França e Itália, por exemplo, te atropelam fácil! A única coisa que concorda não ter comparação é a violência. De fato, a Europa vence disparado. De qualquer modo, se vc resolver continuar por aí depois de terminar os estudos, vou esperar um novo post sobre a vida de imigrante! Boa sorte!!!

    • Glenda DiMuro says:

      Quem me dera levar uma vida de “estudante” Luciana. Já trabalhei bastante, meu marido segue trabalhando e convivo com muitos espanhóis. Em nenhum momento eu generalizei, ou quis generalizar, apenas comparei a vida que levava no Brasil e a qu levo aqui, cada uma com as suas dificuldades. No final, fico com a qualidade de vida como prioridade, ainda que talvez por questoes profissionais eu tenha que um dia voltar. Acho muito diferente a percepção de uma pessoa que vem fazer turismo de outra que enfrenta os problemas, que nao sao poucos, do dia a dia… E sendo assim, 6 anos ou 6 meses fazem a diferença. A grande maioria do pessoal que tem a experiencia de morar fora pensa mais ou menos parecido. Nao é facil deixar a vida de regalias que se tem no Brasil, nem muito menos abandonar os privilegios que um alto cargo no Brasil lhe permite, para viver numa sociedade muito mais igualitaria que a nossa. Mas no final das contas, alguns (nao todos) conseguem achar que isso é o que realmente importa para ser feliz.

  55. Camila says:

    So li alguns comentarios, mas foram suficientes p ver como algumas pessoas conseguem distorcer e complicar as coisas: essa é a SUA opniao, suas experiencias…gostaria de ter a liberdade de acrescentar a essa belissima opniao o fato ainda de, como é bom viver em um lugar em que as pessoas sao cordiais e se respeitam a ponto de nao ficarem achando ou opnando na sua vida!! Ohhhhh gente chataaaaa!!! Lindo texto flor, faço minhas as suas palavras from Dublin-Irland :) x

  56. André Luís says:

    Boa noite. Vi um amigo meu postando essa sua reflexão no Face e resolvi ler. Gostei MUITO! Concordei em muita, se não dizer na totalidade, com o que você disse. Tudo MESMO! Queria muito poder viver o que você passou e está passando, porque com certeza deve ser maravilhoso! Tenho muita vontade de conhecer mesmo não a Europa mas o Japão ou Coréia do Sul. Um dia conheço…. queria deixar apenas um comentário com relação a não ter que ter muito dinheiro para ser feliz… me dói muito ter que dizer isso, mas no Brasil, a nossa felicidade depende muito de dinheiro! Principalmente para se conseguie sair e chegar vivo em casa! Infelizmente é nossa realidade…. muitos não concordariam comigo, mas a situação me faz pensar dessa maneira…. um grande ABRAÇO!!

  57. denise cruz says:

    Glenda PARABÉNS! nossa que texto…até parece que fui eu quem escrevi. Acabamos de voltar da España (eu, meu marido e a Guria (nossa cachorra que adoptamos na españa), vivi en Málaga (MARAVILHA), motivos reais da volta? a Familia. Concordo contigo en TUDO, mudei minha visao do mundo! Trabalhei como camarera todo o tempo que vivi lá. Sou formada em direito mas continuaria trabalhando como camarera para ter a qualidade de vida que eu creio no Brasil ñ chegaremos a ter. Nao canso de dizer SEGURANÇA PESSOAL isso ñ tem preço. La eu vivia sem medo, andava pelas ruas com minha mascota as 3 da manha, AQUI? em um mes que voltamos ja estou vivendo com medo e isso que moro em Curitiba cidade linda e em comparaçao com outras capitais é a mais tranquila. Espero poder manter contacto contigo. Um beso, Denise

  58. Giovanni Alonso Capacci says:

    Olha parabens Glenda, neste texto vc conseguiu passar o q exatamente eu e mtos que tiveram a experiencia de viver em outro pais sentem na hora de voltar ou depois de jah estar aqui.
    Curti muito seu texto e tambem gostaria que mais brasileiros conseguissem viver fora do pais para ter uma visao mais ampla do que acontece por aqui e tentar mudar.

  59. Joao Lucena says:

    Glenda, o seu texto chegou a mim por uma acaso. Um amigo passou um link para o meu facebook. De qualquer forma, quero te parabenizar pelo lindo texto e ao mesmo tempo, posso afirmar que 90% dos brasileiros que vivem fora e tem um pouquinho de conhecimento sobre essas duas realidades que você colocar no texto, também pessam igualzinho a você. Vivemos divididos, pois lá está a família que tão preciosa e aqui está a segurança de poder ir e vir sem ser assaltado. Quem realmente quer voltar ao Brasil? No meu caso então nem penssar…. Mas valeu mesmo o seu texto.

  60. Priscilla Ochoa says:

    Parabéns pelo post querida, e estou compartilhando, ok ?! Você expressou aqui minhas palavras diárias… Na verdade, o que falta no Brasil é respeito! Que as autoridades não tem com o povo… Eu tenho cidadania Espanhola, familia espanhola, sempre vou e volto pro RJ, pq tb, sinceramente não consigo ficar muito tempo longe, mas nada que a decência de países educados (mesmo que em declínio) pra te fazer enxergar, o quanto de problemas o Brasil tem…
    Acho que todo mundo tem que ter a experiencia de sair do Brasil, nem que seja 1x pra poder entende! Como dizia o poeta: grande demais para nascer e morrer no mesmo lugar
    ;)

  61. Olá!!

    Adorei o seu texto, eu moro na Irlanda há 1 ano e 4 meses e estou vivendo esta mesma situação, voltar ou não voltar ao Brasil? Estou entre a qualidade de vida e a minha carreira profissional, tb sou blogueira e escrevi algo parecido com isso hoje.

    Parabéns!!

    Att,

    Luciana Sousa
    http://www.jornadapelairlanda.blogspot.com

  62. Leila says:

    Glenda, me indentifiquei muito com o seu texto. Sou obrigada a compartilhar ou envia-lo a Minha familia e amigos para explicar Minha resistencia em voltar ao Brazil ( Que pra mim ja se escreve com Z).
    :) abraco!

  63. Larissa says:

    Gostei muito do seu texto e não quero desrespeitá-la, mas há algo de muito sutil sobre o que você não comentou talvez porque, pela sua argumentação, não valha a pena ser discutido, mas essa Espanha “que apesar de todos os seus problemas, consegue ser mais justo e respeitoso que o mundo onde nasci.”, como você disse, só o é porque seus habitantes, como os velhinhos bebendo cerveja “(sem álcool)”, lutaram para que a desigualdade, as injustiças e a condição de vida fosse melhor para todos os espanhóis. Não julgo sua decisão em não participar da construção de um Brasil livre de suas injustiças, mas escolher participar não é “ingenuidade” como você apontou, muito pelo contrário. Trata-se de força, de querer crescer com os outros, de fazer as coisas acontecerem, nem que pra isso seja necessário 20, 30, 40 anos. Eu vejo essa mudança acontecer e fico feliz por ter decidido voltar para o Brasil e ajudar no que for possível. Não somos ingênuos: somos lutadores, como os milhares de espanhóis que lutaram contra sua ditadura, por exemplo, e reconstruíram sua história.

    • Luiz says:

      Faço de suas palavras as minhas , perfeito !!!!

    • Scheila says:

      Larissa, a verdade é que muitos de nós se cansa de nadar e morrer na praia. A maioria do povo brasileiro só pensa em levar vantagem em tudo! Então é por isso que vamos embora, pra poder estar com pessoas q pensam como a gente…

  64. bia says:

    Oi Glenda! Adorei seu texto, me vi mto nele, moro em Londres a oito meses, confesso que sinto saudades do Brsail, principalmente e talvez unicamente da minha familia e amigos. A vida em Londres nao é um mar de rosas, as coisas sao dificeis as vezes e em sao paulo posso afirmar que tinha mais conforto, mas a liberdade que tenho aqui nao tem preço, meus pais nunca me impediram de fazer nada, mas aqui eu tenho uma liberdade total, em todos os sentidos,por isso deve ser tao dificl voltar

  65. Kleigston says:

    Olá, li seu texto por casualidade e, com todo o respeito, não consigo aceitar que digam, da maneira que for, que na Europa pode-se viver “sem luxo”. Como falar isso vivendo em uma economia de um país de 1º mundo? É incoerente! Como falar isso vivendo em um país que explora grande parte da matéria prima que utiliza de países sub-desenvolvidos como o Brasil por exemplo? Esta é a questão! Viver em um país que oferece tanta tecnologia, saneamento, segurança, etc., ISSO NÃO É LUXO? ISSO SIM É LUXO! E esse luxo só ocorre as custas da mais valia do povo brasileiro e de outros países subdesenvolvidos que “historicamente” têm sido explorados não só pelo povo Europeu mas por tantos outros países desenvolvidos. O Brasil só possui estes problemas que citastes no texto justamente por culpa dos Europeus e Norte Americanos que há muitos anos vêm utilizando nossas riquezas e explorando nosso povo. Com todo respeito, seria bom refletires sobre teus conceitos!

    • Glenda DiMuro says:

      Tenho plena consciencia sobre a divida ecologica e cultural dos paises desenvolvidos, mas no caso do Brasil acho que a sua situaçao nao se deve apenas a causas externas e exploraçao de países desenvolvidos. O Brasil é corrupto e ao mesmo tempo forte economicamente suficiente para mudar, falta é vontade politica e luta da sociedade. Se estivesse comparando com um pais da Africa ou outro pais pobre da AL te daria toda a razao, mas no caso do Brasil nao concordo.Somos a 6 economia do mundo e estamos lá pelos 80 em IDH… Isso é muita incoerencia…

      • babi says:

        Isso ai. E iria mais longe ainda… Porque acho que o problema e que a corrupcao no Brasil esta em todos os niveis da sociedade em grau menor ou maior, e isso e que e muito problematico. Nao digo que todo mundo e corrupto, claro que nao, mas que nao e um “privilegio” dos politicos. Esta presente no cara que suborna um policial, no que sonega imposto, etc., etc., etc.. Nao que nao facam isso aqui (Australia), mas as pessoas tem mais consciencia do seu papel na socidade, que o Governo nao e responsavel por tudo. Que o imposto e dinheiro de todo mundo, coisas assim. Inclusive aqui o pessoal dedura a torto e a direita se sabe de alguem que age de ma fe (sonega, por exemplo). Tem ainda que a conscientizacao ecologica na pratica e ainda minuscula: varrer calcada com agua, tem absurdo maior? E se ve a torto e a direita no Brasil… Nao da pra ficar colocando a culpa nos outros mesmo. Enquanto for assim, nao melhora mesmo. Cada brasileiro tem que reconhecer o seu papel. So entao o Brasil tera chances de realmente melhorar.

  66. Natan Fioravanti Balceiro says:

    Ola Glenda!!

    Voltei a pouco tempo para o Brasil depois de passar 1 ano e 3 meses morando em Lyon, na França, e tive exatamente as mesmas reflexões!!

    La eu não podia falar que tinha luxos, pois ganhava pouco com meu estagio e ralei muito pra me manter, mas nada pagava a beleza de voltar todo dia de bicicleta e atravessar aquela cidade linda com segurança, voltando a para casa a qualquer hora da noite. A tranquilidade de trabalhar, mas ter tempo livre o suficiente para a proveitar bem a vida, ou amigos e o que a cidade tinha pra me oferecer.
    Poder juntos uma graninha pra fazer viagens na base da carona, albergues baratos e couchsurfing e ter experiências incriveis com pessoas incriveis em lugares que eu nunca conheceria se viajasse como turista “convencional”, gastando uma grana preta…

    Agora estou ainda na fase “pos-erasmus”, tentando me readaptar, mas é beem dificil… Até porque, depois de um tempo assim conhecemos pessoas que realmente não queremos deixar pra tras.

    Enfim, infelizmente ainda tenho uns 2 anos pra terminar o meu curso de engenharia, mas apesar de estar lotado de aulas pra fazer o dia inteiro resolvi me aplicar pra conseguir trazer e popularizar o uso das bicicletas no brasil e, desde que voltei, estou me engajando, praticamente de graça com uns caras que ja estavam começando isso por aqui.
    Mesmo morando em sao paulo e sabendo que é uma missão dura fazer com que o povo respeite e seja realmente viavel trazer tudo isso pra ca, levo isso como meio que uma esperança de poder tornar o lugar que vivemos aqui um pouquinho mais parecido, tranquilo e humano, como eu sentia que era na europa.

    Infelizmente, ainda não tiva a oportunidade de conhecer sevilha, mas tenho uma boa amiga que mora por aih e depois de tanta propaganda dela, quando puder voltar, vou ser obrigado a dar uma passada nessa cidade que parece tão bela!! =)

    E pensar que os europeus ficavam sempre surpresos quando eu dizia que não queria voltar pro nosso pais que eles acham ser tão bom (e é, em varios aspectos, mas infelizmente os pontos negativos pesam bem mais do que os positivos!!).

    Te compreendo completamente, mas cada vez mais fico dividido entre me esforçar pra manter os valores que aprendi aqui também ou logo que surgir outra oportunidade, voltar pra europa pra ser feliz vivendo mais e tendo menos.

    Caramba, escrevi muitoo!!! Malz, foi soh um desabafo.

    Um prazer ler seu texto e ver que não sou o unico!!

    Beijos

  67. CONCORDO EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU.
    JÁ PASSEI POR ISSO E SEI MUITO BEM COMO É.
    TAMBÉM MOREI EM PORTUGAL DE ONDE, GRAÇAS A DEUS SAI. VIVI NA ESPANHA ONDE NÃO ME IMPORTARIA NADA EM VOLTAR. E FINALMENTE NA INGLATERRA, DE ONDE NUNCA QUIS TER SAIDO…

  68. Sara says:

    Nossa, que bem escrito e voce conseguiu colocar em palavras muito do que eu pensava e nao conseguia expressar. Por outro lado, acredito que eh importante admirar o modo de vida e assumir que se eh feliz vivendo como voce se disse “no mesmo predio de um catador” de lixo, trablhando para viver, nao se importando com unhas e cabelos…” mas para mim o grande desafio eh saber praticar isso em qualquer lugar do mundo que vc estiver. A minha opniao eh que nos moramos fora e nos sujeitamos aqui coisas que nao nos sujeitariamos no Brasil. Como por exemplo, conheco brasileiros que dividem casa com 3 ou 4, nao tem carro, trabalham aos fins de semana, nao frequentam os “melhores” lugares, … sem problemas com isso. Mas como comparar a vida desse brasiliero no Brasil se la ele mantinha uma vida com todos os luxos?! carro, restaurante, baladas pagas, bebidas,teatros, viagens, hoteis (sendo que aqui frequentam hostels). Eu moro fora do Brasil, e entendo exatamente o que vc esta dizendo mas sinceramente acho injusto o tipo de comparacao que eh feito. Porque todos os estrangeiros que eu conheco aqui que tem carro, vao no salao todo final de semana, frequentam bons restaurantes, viagens, hostel e frequentam boas night clubs precisam trabalhar muito para isso.
    Sim, indiscutivel o fator “seguranca”, Educacao e outras coisas …mas o Brasil eh uma crianca comparado a Europa, e um gigante comparado ao tamanho da Europa.

    Parabens pelo texto,

    SAra

    • Glenda DiMuro says:

      Concordo Sara, a dificuldade está em colocar todos esses valores na sua vida no Brasil, onde a diferença de classes te “obriga” a manter certos luxos. na minha opinião, quando eu vivia no Brasil, talvez por ingenuidade ou imaturidade, pensava que esse estilo de vida cheio de “necessidades” era o único que existia. Unhas, cabelo, porteiro, empregada, empacotador fazem parte do cotidiano de uma pessoa de classe média (viu, aqui essa história de classes, pelo menos na Espanha, nem existe tal como nós conhecemos). No meu caso, foi necessário sair da minha bolha para me dar conta de que isso não é sinônimo de felicidade, porque aqui mesmo não tendo nada disso, sou feliz. É a minha versão dos fatos e obviamente, está cheio de gente que pensa e vive diferente, inclusive aqui na Espanha. Talvez estes estrangeiros que tu conheces por aqui não conseguiram se libertar desses valores (ter é melhor que ser)… e seguem levando a mesma vida de antes.

  69. Ramon Cliquet says:

    Parabens pelo seu artigo. Muito bem escrito e pensado. Moro na Australia e aprendi todas as coisas tambem. No primeiro eu so pensava em voltar, no segundo eu pensava em ficar so mais tempinho, no terceiro eu ja nao sabia mais o que eu queria. Hoje penso em ficar ou continuar a morar fora e continuar aprendendo. Tambem acredito que todos deveriam ter essa experiencia (que para os autralianos e normal antes de comecar uma faculdade).

  70. Anderson Felippe says:

    Primeira vez que leio seu blog, compartilhado por amigos de intercâmbio no meu Facebook. Em não muitas linhas, você foi a porta-voz de milhares de brasileiros que estão vivendo ao redor do mundo, tentando entender a si mesmos e buscar um lugar ao Sol. Sempre que alguém me perguntar: “E você não tem saudades ou vontade de voltar para o Brasil?” eu enviarei este link. Não poderia ter sido escrito de forma melhor! Parabéns! =)

  71. Denise Philbois says:

    Adorei. Perfeito! Morei seis anos fora do Brasil e percebi mais claramente que aqui no Patropi a cultura do ter predomina sobre a cultura do ser.

  72. Hernani says:

    Parabéns ! Um otimo texto que todos nós com experiencia internacional gostariamos que nossos próximos lessem

  73. Joana Benites says:

    Oi Glenda! Simplesmente amei teu texto! Morei em Barcelona por 1 ano e meio e voltei para Porto Alegre/RS há cerca de 6 meses. Impossível não ler teu texto e compartilhar das mesmas sensações que tu descrevestes. Compartilhei com muitos amigos que também já voltaram de viagem e de outros que ainda estão por ai. Sucesso total entre eles. Parabéns novamente!

  74. Marilene says:

    Acho que todos nós que vivemos fora do Brasil e que ainda vive,é muito dificil retornar e se readaptar,mas uma coisa é certa nada como nossa família por perto para nos dar apoio!!!

  75. Luiz says:

    Até concordo com o texto , mas o que seria dos países que possuem maior qualidade de vida HOJE , se na época em que não possuíam , seus moradores saíssem do país em busca de outro com qualidade de vida superior . Não acho certo nós brasileiros simplesmente sair do país em busca de melhor qualidade de vida em outro . Temos que ficar , lutar , trabalhar , para melhorar nossa pátria , e se todos fizermos , país nenhum no mundo terá a qualidade de vida que teremos .

    • Glenda DiMuro says:

      Olá Luiz! Eu não vim pra cá buscando qualidade de vida, vim procurando novas experiências. Só tinha vindo uma vez à Europa com 18 anos e não sabia nada de nada do que iria encontrar por aqui. Vim, vivi e gostei! Infelizmente, no Brasil de hoje não encontro essa qualidade que eu vi aqui, essa forma que se vive e que para mim, não que seja a maneira 100% ideal de viver, mas a que mais se aproxima do que eu hoje considero uma vida tranquila e feliz. Outro problema é que muitas das coisas que se vive pelos lados de cá independem da força de vontade de cada um e de uma cidadania ativa, é muita coisa ligada às políticas públicas e todo mundo está careca de saber que o Brasil está a anos luz de se ver livre da corrupção que nos afunda socialmente.

  76. Luiz says:

    E para aqueles que não querem voltar , por favor , quando formos um país decente , NÃO VOLTEM , POR FAVOR , NÃO VOLTEM !!!!!

  77. Alexandre Bacelar says:

    Muito bom e tocante seu texto ;) vai me fazer repensar muito. Vivo ha 1 ano e meio em Montréal.

  78. Luiz Felipe A. Silva says:

    Excelente seu texto, já passei para vários amigos lerem. A verdade é que você tem que se atentar que vive em uma das melhores regiões do mundo (no meu ponto de vista) relacionados com qualidade de vida. Digo isso porque vivi por um tempo em Málaga, que é perto de Sevilha, e é tudo isso que você falou e uma coisa que você não disse: os espanhóis tem muito calor humano como os brasileiros (coisa que senti falta em outros países que vivi). Voltei pelo motivo que você ressaltou: porque não voltar e tentar ajudar a mudar para nossa qualidade de vida aqui aumentar. Seria utopia?? Não sei, mas vou morrer tentando!

  79. Roberta Vieira says:

    Acho deprimente essa visão burguesa de classe média deslumbrada na Europa… Sinceramente você acha que a vida na Espanha pode oferecer mais perspectivas, a longo prazo, que a vida no Brasil? Acho ingenuidade pensar assim… Será que uma vida numa cidade pequena (Valinhos…), com um bom emprego não poderia te proporcionar essa qualidade de vida e tranquilidade que você busca? Acho triste que ao invés de antropofagicamente nossas mentes aprenderem o que o velho mundo tem para oferecer e dar de volta ao Brasil o que aprendeu lá fora, se empolgar com essa perspectiva de mais “qualidade de vida”. Mais que triste é egoísta. Imagino que um pai ou mãe pagou pelos seus estudos, esperando o melhor para ti. E essa visão “bem pobre” é que vc oferece de volta? Morei em Londres em 97 e quando voltei, confesso que em alguns aspectos o Brasil me entristeceu. Foi difícil ter que ralar, com salário baixo de começo de carreira. Mas depois de 15 anos aqui não me arrependo. O Brasil vai crescer e graças a brasileiros que não tem medo de trabalho. Gente que pega ônibus e não vive essa parada de bicicletinha com cheiro de hortaliça. Vamos parar de hipocricia. Oportunidade tem para todo mundo que batalha. Aposto que aí na Espanha você e outras brasileiras deslumbradas que conheço e trocaram a vida “difícil” aqui no Brasil por um empreguinho de garçonete na Espanha onde vc será sempre estrangeira. Em Terra Estrangeira. Não vou dar dicas, porque há muito descobri que diferente de Platão eu só sabia que nada sabia, como Cervantes eu nem sei se nada sei…Mas tenta fazer um projeto para resolver a questão da cracolândia no centro de Sampa. Essa conversa de falta de projeto é coisa de gente que cresceu com Sucrilhos no prato, como bem disse o poeta Criolo.

    • Waldemar Sidaravicius says:

      Belo texto! Disse tudo!

    • Edgar says:

      Perfeito!!!

    • Simone says:

      Eu concordo com a pessoa acima! Trabalho com recrutamento internacional e te digo: a coisa tá feia! E agora quem poderá nos ajudar?

    • ana says:

      parabens ROBERTA VIEIRA!!
      otimo texto….alias varios meus amigos espanhois estao desempregados…doq adianta andar seguro se nao tem dinheiro para comer nem perspectiva por um futuro melhor??

  80. Fred Neumann says:

    Olá, Glenda,

    Tudo jóia? Uma amiga minha, a Florence, que mora em Montreal, Canadá, enviou seu texto no Face, como a resposta dela sobre voltar para o Brasil. Eu a respondi com a minha visão, e achei legal compartilhar contigo, leia abaixo. Um abraço!

    “Florence, um amigo meu disse uma frase que acho fantástica: “a melhor cidade para se morar é a cidade onde você mora”.
    Como você sabe, morei por 1 ano (aos 17 anos) no Canadá, e depois mais 1 ano em Sidney, Australia( aos 23 anos). Esta frase que meu amigo disse vale para países também, claro. E eu me pergunto: porque eu voltei para o Brasil nas duas vezes? Por que amo morar aqui? Por uma razão simples: eu amo morar onde estou morando. Caso esteja insatisfeito, mudo de local. No texto da Glenda Dimuro, tem vários trechos que mostram razões ótimas para ela voltar ao Brasil. Uma delas, que é fortíssima mas relevamos quando viramos “gringos”, é poder finalmente trabalhar como arquiteta. Veja este trecho:” Que imigrante é uma classe de pessoa que tem que correr atrás do prejuízo, que tem que lutar muito para conseguir se estabelecer e que, por questões que fogem as suas capacidades, nem sempre consegue o seu lugar ao sol.”Acho isso cruel, Florence. No seu país de origem, não tem isso. Eu estava infeliz em Araxá por uma série de motivos. Escolhi Aracaju. Hoje acordo, caminho 100 metros e chego no mar, onde caminho com pé na areia, e aquele cenário maravilhoso. Estou cercado de paraísos. Trabalho na minha profissão. Vejo meu país avançar em muitos aspectos, outros não. Como todos países. Por isso, continuo acreditando sempre que ninguém tem razão nunca, pois o que vale é ser feliz, e aí cada um faz sua felicidade do seu jeito. Abraços!”

  81. Marcella says:

    Olá Glenda. Fiquei impressionada com seu post. Pela primeira vez alguém conseguiu explicar para mim o porquê de querer voltar e não aceitar minha vida nova no Brasil.

    Mas em Londres, onde morei, a simplicidade era algo de verdade. Lá você pode ter uma vida cultural por bem pouco, comprar as roupas legais (no meu caso, adoro e aqui no Brasil é tudo um absurdo) Viajar para conhecer o resto do mundo com um salário de garçom, ver pessoas de todos os tipos e não falar nada sobre, pois afinal, somos todos iguais!

    Ao mesmo tempo sei que, sem um passaporte europeu não conseguiria exercer minha profissão(publicitária)na Inglaterra, penso no que vale mais a pena. Viver um vida boa e estável sempre ou passar por apuros no Brasil porém no futuro evoluir financeiramente.

    Bom, só queria te dizer que me identifiquei profundamente com o seu post. Gostaria mesmo de comentar cada parágrafo. Mas infelizmente tenho que voltar ao trabalho!rsrs

    Beijos,

    Marcella

  82. Mariana says:

    Ola a todos! Que coincidencia encontrar todas essas experiencias e ideias bem no momento em que estou com uma otima proposta para voltar ao Rio e outra para mudar para Londres…
    Ja sao 10 anos que moro fora (7 anos em Milao, 1 na Holanda e 2 na Indonesia) e no inicio foi bastante duro! Pode-se dizer que Milao, fora a parte fashion, e a cidade que menos representa os italianos, pelo menos como os conhecemos… Aqui infelizmente na maioria das vezes se encontra pessoas que nao levantam no metro ou onibus para dar lugar aos mais velhos (eu ja fiz e ainda fui insultada pela senhora), nao existe Bom Dia, Obrigada e Por Favor… O olhar das pessoas no metro e completamente vazio, nao transmite nada. De vez em quando pode-se sentir um olhar te fazendo um raio X… Alem disso, e uma cidade muito dificil para conhecer pessoas e fazer amigos. Na Holanda e Indonesia, achei a vida bem mais facil ate porque tive a sorte de ter amigos brasileiros… Isso faz toda a diferenca para mim. Hoje depois de 1 ano que voltei da Indonesia a Italia, e tendo acabado de voltar de ferias no Rio, acho que nao tenho mais duvidas do que quero… Com todos os problemas do Brasil, o calor humano, o gargalhar como nos sabemos fazer, nao tem em nenhum outro lugar do mundo!

  83. Lucas says:

    você conhece Brasília? Eu arrisco dizer, baseado no que você falou sobre a espanha, que o dia a dia aqui é praticamente igual.

  84. Amanda says:

    Glenda, estou emocionada ao ler nas suas palavras a estória da minha vida. Também moro há 6 años duros, felizes, simples e “quase” cômodos em España.
    Em 2005 eu e meu namorado nos formamos em Educaçao Física no Brasil e ao finalizar esse “ciclo de estudantes” nos lançamos na loucura e viemos a Alicante sem conhecer ninguém!
    Estivemos ilegais 3 anos e foi uma experiencia dificil de definir: sem saúde pública, ninguém te dá trabalho, ninguém te conhece!!Volta a nascer! uffff
    Enfim, superado todo este trauma, há 3 anos conseguimos “el permiso de trabajo y residencia”, e há uma semana demos entrada na nacionalidade española.
    Sinceramente, a energía depositada em todos esses tramites, os medos, as inseguranças, e agora a falta de trabalho… não tenho nenhuma expectativa de vida na Espanha, já que as pessoas estão ficando cada vez mais pobres e a a miséria é inevitável. Isso leva a cidades como Barcelona serem tao perigosas, mas de momento, a violencia ainda nao chegou aqui de forma popular como é no Brasil. Vejo que é uma questão de tempo si as autoridades ñ se manisfetarem de maneira prudente, mas ñ vejo soluçao pq a corrupçao española tem cifras gritantes que é uma vengonha!
    Infelizmente ñ sou uma imigrante que anima a ninguém sair do Brasil agora, mas essa aventura de ser “braZileiro” faz o ser humano experimentar sabores que jamais provariam no habitat natural…mexe muito com a cabeça e com o coraçao!
    Voltar ou não…eis a questão! Nós estamos terminando o mestrado, temos um trablho ´de meia jornada e estão pagando super pouco.
    Mais um ciclo está chegando ao fim. Financeramente ñ vale a pena para nós. Mas adoro a segurança de viver na europa. O saber da liberdade nao tem preço!!! Que dificil qdo chega o momento de decidir…e o unico que sei é que NADA SEI! kkkk
    Me empolguei total!! kkkk
    Esterei lendo mais o blog, confesso que ñ sou fã a redes sociais, mas é muito legal compartilhar essa experiencia que também fala “brasileiro” kkkkkk

  85. Fernanda says:

    Meus parabens pelas palavras… explicou exatamente o que sempre pensei morando fora, mas que realmente eh tao dificil de fazer com que quem ficou no Brasil entenda… Muito bem escrito, palavras perfeitas…

  86. Luciano says:

    Parabéns pelas palavras claras, linhas bem escritas, frases bem feitas e coesas… Acabo de chegar de um tour bem longo pela europa, Suiça, Itália, França, e vivenciei muito do que descreve em seu texto.

    Infelizmente no Brasil temos um IDH totalmente icoerente com nossa situação econômica, aqui (afirmo isso com maior certeza), não são apenas os políticos os culpados por tudo isso, mas também o povo, que sempre quer levar vantagem encima de tudo e todos… Talvez, quando começarmos a mudança dentro de nós mesmos, teremos força suficiente pra derrubar esta máquina putrefata do governo, e aí sim, o Brasil se tornará um país digno de ser chamado de pátria! (mesmo que isso seja quase inimaginável).

    Que você tenha sempre muito sucesso em todos os campos de sua vida… Namastê!!!

  87. Sandra de Oliveira says:

    Glenda, me sinto exatamente como voce. Parabens por esse texto maravilhoso!!!

  88. Cintia says:

    Parabéns pelo texto!
    Abs

  89. Luciana says:

    Sempre me pergunto pq voltar? Ainda nao consegui encontrar nenhum motivo e ja estou fora ha 6 anos.
    Obrigada pelo texto muito bem escrito.

  90. Antonio says:

    Glenda,

    Primeiramenete, parabéns pelo texto…Conheço a Europa (não a Espanha), mas alguns espanhóis que comentaram este estilo de vida deles. Recentemente, fui à Montreal no Canadá e, meu Deus, que aula de civilização! Tudo organizado, limpo , (tudo fecha cedo ao contrário da Espanha) e povo muito cortês ( E ok, são latinos como nós brasileiros, portugueses, espanhóis…). O respeito pelo outro, o dom do coletivismo e sobretudo, o que você mencionou o “saber viver”. Trabalha-se lá para se ter qualidade de vida e não para ostentar como aqui no Brasil. É óbvio que pensei em morar lá, inclusive até incentivam se vc tem nivel universitário, mas o que me assusta é realmente o frio! O inverno costuma ser longo, frio e depressivo como vários canadenses já me relataram e que deve ser o contrário da Espanha. Mas acredito que o Brasil está melhorando, mas a passos muito lentos, mas temos que acreditar né e que, se vc vier, que tenha um bom regresso…

  91. Helen says:

    Olá, Parabéns pelo texto, Vc conseguiu expressar um pouco do que eu, assim como muitas pessoas que passaram (passam) por esta experiência de morar na europa sentem. Morei, por sorte, no sul da frança, portanto, em uma região com muita influência espanhola e italiana. Infelizmente voltei ao Brasil a um ano, e descobri que a “depressão pós-europa” existe. É um processo irreversível vc “abrir” sua mente para o mundo que antes achávamos que só existiria no mundo da utopia. Sofri muito, me tornei uma pessoa muito mais intolerante (talvez por ter adquirido muitos hábitos franceses) aos incontáveis problemas existentes nesta terra sem leis. Passei a ter fobias assustadoras aqui, com medo de assaltos, estupros (talvez pelo fato de ter regressado e morado por 4 meses na cidade com o maior índice de estupro do país), fico revoltada em ter que morar em condomínios murados, em ter que ir de carro na academia que fica a 2 quadras da minha casa por medo de ser assaltada. Pode parecer exagero, mas infelizmente esta é a realidade do nosso país. O amo, é claro, com certeza vc tbm deve amar o Brasil. Mas compartilho de sua opinião, seria ingenuidade esperar um país melhor. Mas um detalhe que talvez vc não tenha incluído em seu texto é o tratamento que os europeus dão aos estrangeiros. Eu fui como doutoranda, como vc, fui super bem recebida, muito bem tratada, mas, eu fui com bolsa do Brasil. Mas qdo concorremos com salários dele (ainda mais com a crise que na educação que Sarkozy causou na Fr), o tratamento mudava instantaneamente. Isso ocorreu com mais colegas em outros países como Holanda e Alemanha. Eu gostaria de saber se vc verificou esta diferença de tratamento na Espanha.
    Bem, para finalizar meu comentário: se tiver oportunidade, não volte, por favor. E boa sorte!

    • Glenda DiMuro says:

      Helen, em tempos de crise vira um cada um por si. Acho que é questão de sobrevivência. Isso acontece em qualquer lugar… Felizmente para mim não mudou muita coisa.

    • Waldemar Sidaravicius says:

      Helen, acho que o problema não é o pais, mas vc! Procure um psicologo, talvez vc sofra de alguma sindrome, como a sindrome do panico! Vivo em Santos e não tenho as neuras que vc tem! Tenho 39 anos e jamais fui assaltado!

      • Helen says:

        Waldemar, depois de vc morar em um país que vc pode caminhar livremente nas ruas, em qualquer horário, com segurança, é impossível não sentir medo de andar nas ruas brasileiras. Felizmente eu moro em uma cidade do interior de São Paulo, mas que, mesmo morando em um bairro bom, acontecem sequestros e assaltos constantemente (com direito à assassinato). O problema é que eu voltei e fui morar uns tempos em Recife, em um bairro super perigoso ainda por cima. Só no grupo que eu trabalhei tinham 3 meninas que foram estupradas, sendo que uma delas tinha sido morta. Em 4 meses que morei lá fui perseguida duas vezes. E agora, como vc me explica: teria eu motivo para ter medo de andar nas ruas brasileiras, ou não? Síndrome, ou realidade? Reflita.

        • Carla says:

          Vai morar num subúrbio na Europa, num bairro social como eles dizem, e vais ver que nada é diferente do tal bairro em Recife onde você viveu. Há de se saber onde pisa, meu bem.

  92. Vinicius says:

    Apesar de discordar de alguns pontos, a experiência que tive morando 1 ano em Portugal (frise-se: um dos países mais pobres a U.E.) mostou-me exatamente isso: O Brasil é um país pobre, no sentido político, para com os seus cidadãos. Pobre por deixar seus filhos a mercê da própria sorte. Pobre por abandonar seus cidadãos ao não dar educação, saúde, mobilidade, saneamento… Coisas básicas!
    Também sou arquiteto, então, talvez tenhamos olhares parecidos em relação às cidades que pudemos visitar. Nesse ponto, acho que não há como comparar o pensamento europeu com o brasileiro. A educação para com a cidade, com o coletivo.
    Certa vez li que, no Brasil, as praças, as ruas, os parques, enfim, tudo que é Público não é de ninguém! Por isso, ninguém cuida. Na europa, esses mesmos lugares são de todos! Por isso, todo mundo cuida. Parece uma diferença pequena de pensamento, mas faz uma grande diferença na atitude. E foi bem o que percebi enquanto estive por aí.
    Infelizmente não fui à Sevilla, mas pude rodar bastante por aí. E a percepção não muda em qualquer lugar que seja. Desde a potência Alemanha, até a pobre Estônia.
    Enfim… Parabéns, espero que sua alegria de morar em um lugar que pessoas são respeitadas como deveriam ser.

  93. Gisele says:

    Puxa Glenda, que pena que tenha tido tao ruim experiencia no Brasil e que pense dessa forma. Imagino que tenha adquirido uma qualidade de vida tao melhor e por isso a decisao de nao voltar, mas nao deixe que isso te deixe amarga. Eu moro na Inglaterra ha 12 anos e trabalho na minha area medica ha 10 anos, falo ingles fluente, desfruto de uma vida muito boa, sou solteira, tenho cidadania europeia, enfim tudo o que muito brasileiro gostaria. Mas pra mim o europeu nao me serve – lhes falta humanidade (um dos mais altos niveis de depressao estao no ocidente e isso nao eh por acaso nao), eh humanidade pra mim eh prioridade. Tudo depende do seu ponto de vista entende? Estou voltando para o Brasil, e super feliz com minha decisao, sei de todos os problemas do Brasil (isso nao eh nenhuma novidade eh?) mais ainda assim quero voltar pois a minha prioridade eh outra. Sempre tive uma vida muito boa no Brasil antes de voltar, de classe media mesmo nao era alta nao, e era muito feliz, pois a minha prioridade nao era poder aquisitivo (a prioridade da grande maioria de brasileiros com residencia fora do Brasil, isso mesmo – residencia fora). Nao pense muito nas dificuldades nao, os problemas nao sao geograficos – eles estao dentro de nos. Eh soh mudar sua perspectiva que vai ver o Brasil de outro angulo (e disso eu sei que vc entende). E, least but not last, nada eh para sempre.
    Boa sorte, Gisele

    • Glenda DiMuro says:

      Oi Gisele! QUem foi que disse que a minha experiência no Brasil foi ruim??? Talvez eu tivesse outros valores, ou seguia mesmo os valores de quase todo mundo ao meu redor… E agora tenho outros, e com certeza o contexto serviu e muito para esta minha mudança. O povo aqui do sul da Espanha é bem diferente do inglês e mais parecido com a gente, quer dizer, mais alegre e afetuoso.

  94. Lara says:

    Olá!
    Muito bem escrito seu texto! Concordo com alguns pontos e discordo em outros.
    Hj em dia não se tem segurança total em lugar nenhum. A criminalidade na Europa anda bem alta.
    A crise na Espanha muito tem a ver com as poucas horas que o espanhol trabalha (e em poucos anos não terão opção senao trabalhar mais horas).
    Certamente a Europa de um modo geral é mais culta, viajada, desprovida de preconceitos etc… mas qts anos eles tem de historia comparados a nós??? Estamos engatinhando em muita coisa ainda… mas precisamos ter fé. A natureza não da saltos assim como o Brasil não vai se transformar do dia pra noite.
    Ai é maravilhoso mesmo, mas credito que o que importa é o que a pessoa É!
    Ai ou aqui!

    • ana says:

      Lara , a europa eh desprovida de preconceitos??? nossa…..acho que vc nunca leu um livro de historia na vida!!!

  95. B.A.C. says:

    “Muitas pessoas acham que ter um marido Europeu, filhos, a vida aqui se torna bem mais fàcil…Isso nao è verdade.”

    Não mesmo. Moro numa região “filé mignon” da Alemanha, sou casada com um alemão e tenho filhos nascidos aqui. É uma grande ilusão acreditar que a vida na Europa tem a mesma qualidade para todos, e que a vida no Brasil não tem qualidade para ninguém (afinal, estamos falando de um continente repleto de divisões, e de um país enorme). Afirmar isso categoricamente é uma apresentar uma visão completamente simplista. Respeito o ponto de vista da autora do texto, mas acho que cada experiência é diferente da outra. Colocar nosso ponto de vista como o “único possível, sensato e correto” desqualifica o debate.

    Vejo muitas vantagens em morar na Alemanha sim, mas no início de 2014 estamos voltando para o Brasil. De consciência tranquila e contando com o entusiasmo dos filhos. Por que? Simplesmente porque percebemos há muito tempo que essa política de integração dos estrangeiros não passa de hipocrisia. Trabalho com um bom salário em uma firma daqui, sou naturalizada, falo alemão fluente, mas meus filhos, embora com biotipo europeu, não são “iguais” nessa sociedade. As oportunidades não são as mesmas, nem de longe. E o quesito segurança também deixa a desejar. Vandalismo existe, assaltos a automóveis e em casas de vilarejo também, bem como inúmeros casos de estupro nos metrôes e trens. Além de tudo, a Alemanha é o 2° colocado no ranking mundial de pedofilia – a escoa dos meus filhos recomenda não deixá-los sozinhos em alguns parques urbanos. Sem contar o clima cruel: criar filhos no inverno da Alemanha é uma experiência difícil. Os meninos passam quase o ano inteiro dependendo de roupas pesadas, e só contam com as semanas de férias de verão para aproveitar uma boa praia ou um sol de interior (o que os priminhos do Brasil tem à vontade no dia-a-dia).

    Se a vida em Sevilla corresponde às expectativas da autora, acho muito ponderado da parte dela cogitar ficar por lá. Mas, embora eu goste da Alemanha, não vejo aqui o estilo de vida que corresponda ao meu. As pessoas são cordatas, mas nos julgam se saímos um milímetro do esperado. Falta espontaneidade. Falta calor humano – coisa que o brasileiro tem de sobra, ao meu ver e pelas minhas experiências.

    E a questão profissional pesa muito sim: a firma onde trabalho garante o meu sustento, mas não me paga o mesmo que outros profissionais alemães menos qualificados que eu. O que “dói” não é o dinheiro a menos – que realmente não preciso -, mas a discriminação descarada. Sem contar o descumprimento de certas leis, como a licença-paternidade. A carga horária é alta – sim, na Europa existe muita gente que trabalha 60 ou até 70 horas semanais, desde altos executivos (pela pressão do cargo) até funcionários de fast food e lixeiros (para sobreviver). Sempre achei ingenuidade romantizar a vida na Europa dessa forma. Aqui na Alemanha, pelo menos, um sapateiro não toma café com o bancário, nem a enfermeira é vista em pé de igualdade com os médicos. Acima de tudo: os estrangeiros não são bem-quistos em todo lugar, e tenho poucas esperanças de que isso venha a melhorar, com essa crise assolando o continente.

    Enxergo os encantos de todo lugar onde vou, mas não achei o “paraíso” na Alemanha.

  96. Waldemar Sidaravicius says:

    Oi Glenda,
    Li seu texto, muito bem escrito e não posso deixar de tecer meu comentário!
    Engraçado que tenho dentro de mim um sentimento de orgulho de ser brasileiro bem arraigado!
    Conheco diversos paises da Europa, meus avós eram lituanos, portugueses e espanhois (Galicia) e nao troco meu pais por nada!
    Amo o Brasil, tenho o maior orgulho de ser brasileiro, conheco todos os problemas que aqui temos, apesar de estar cada vez melhor, porem aqui permanecerei, lutando cada vez mais pelo meu país.
    Ao inves de ir pra Europa tentar a vida, sinto-me mais feliz e completo indo para o interior do Nordeste ajudando as familias que necessitam de amor, carinho, alimentos, etc.
    Mas cada um, cada um…………

  97. Vanessa says:

    Um post muito bacana que traduz o sentimento de muitas pessoas que vão morar fora do Brasil e principalmente na Europa.Senti tudo que ela escreveu mas nem por isso deixei de querer voltar ao meu País e encará-lo, com um novo pensamento de com levar a vida,aliás de como saber o que realmente importa para ser Feliz!

  98. Antenor says:

    Sou filho de colonos da região da serra gaúcha. Na decada de 60 o que era mais importante era os homens estudarem uma profissão no SENAI. com isso começavam cedo (14 anos) a trabalhar na indústria. Apesar de ser de familia humilde busquei seriamente um posicionameto profissional aonde não ficasse estagnado num mesmo lugar. Com 18 anos estava buscando trabalho nas grandes empresas em São Paulo. Poucos meses depois estava em Curitiba e mais uns meses empregado em Porto Alegre. com 26 anos fui para São Paulo aonde fiquei 22 anos. Fui muito bem sucedido como empregado muito dedicado e profissional da mais alta qualidade. Não precisei buscar fora do Pais oportunidades pois elas estavam aqui mesmo. É só batalhar.
    Logicamente que paises como os USA, Paises da Europa, chile , Argentina são lugares que diferenciam muito na cultura e que oferecem sub empregos que geralmentos os jovens locais não podem ocupar por estarem na faculdade.
    O mais importante hoje é que quem faz a opção do exterior pense no futuro e como viverá quando chegar.
    O Brasil é um Pais de inumeras oportunidades ao longo da vida, e se soubermos aproveitar com certeza acumulará riquezs suficientes para ter uma boa qualidade de vida em qualquer periodo da vida.
    Boa sorte a todos.
    Abraços
    Antenor
    Florianópolis-SC

  99. É engraçado como você precisou morar fora 6 anos pra perceber algumas coisas simples…

    Aquela coisa, né? Cada um no seu tempo…

  100. Luiz says:

    Olah, Moro na Australia ja faz 5 anos. Sei muito bem o a situacao do post. Aqui como no caso da Espanha as pessoas trabalham para viver e nao vivem para trabalhar. Ao contrario da sua experiencia na Espanha a situacao economica aqui eh excelente e pode-se ganhar muito dinheiro e ao mesmo tempo ter um estilo de vida relaxado e ir a praias paradisiacas todo final de semana, quando nao todo dia.

    Ja sou cidadao e abraco Australia que na minha opiniao eh o pais mais multicultural do mundo. Onde na minha cidade quase 50% da populacao eh de estrangeiros e mais de 75% tem pelo menos um avo nascido no exterior. Portanto a Australia eh um pais de imigrantes. Um pais novo, um conceito que ainda esta para ser formado permitindo ao imigrante tornar-se Australiano, nao soh no papel como de fato. Soh basta querer.

    Economicamente falando ja tenho minha casa (hipotecada), cachorro. Surfo nos fins de semana, e se pudesse poderia ateh comprar um veleiro caso quisesse, portanto tenho um estilo de vida que mesmo vindo dum padrao alto no Brasil, nao poderia levar la mas tenho aqui.

    Mas uma coisa que observo entre muitos brasileiros eh o complexo de inferioridade. Complexo esse que acaba se revertendo e torna-se em arrogancia. Conseguem enxergar defeitos aqui como se esses nao existessem no Brasil.

    A Tv no Brasil ensinou que o brasileiro eh o povo mais alegre e que vida nao existe igual no Brasil. Na minha opiniao soh mais um maneira de controlar o povo. Isso reflete-se nos estrangeiros que nao conseguem ver qualidades em nenhum outro povo se nao o brasileiro. O australiano na minha opiniao eh extremamente receptivo. Quando mudei para minha casa todos os vizinhos vieram me comprimentar e se apresentar e dispor-se ajudar com qualquer coisa. Ainda assim muitos ainda escolhem ve-los como fechados. Preconceitos que foram implantados em nos desde pequenos colocando os povos de origem norte-europeias como carrancudos.

    Isso nao quer dizer que nao hajam idiotas. Mas do mesmo modo que nem todo mundo eh alegre no Brasil aqui tambem nao sao. Eu acho que viver no exterior nos ensina isso (as vezes eu acho que pouquissimos aprendem essa licao, muitos parecem estar dormindo na aula). Nos ensina que gente boa existe em qualquer lugar assim como gente ruim e na minha opiniao em iguais proporcoes.

    Tenho orgulho de ser Australiano pois foi minha escolha vir para ca e lutei duro para estudar e conseguir a residencia permanente e na sequencia a cidadania.

  101. Romi says:

    Olá Glenda,

    Sou estudante de mestrado em Lisboa e caminhando para completar o segundo ano vivido na terrinha. A sensação é a mesma por aqui, apesar da crise iminente, do desemprego disparando e dos primeiros sinais de uma pobreza conhecida aos nossos olhos. Ainda assim, e apesar de ter sofrido preconceito – nossos “irmãos” lusos não são assim tão receptivos com imigrantes brasileiros, tenho dúvidas em relação a voltar para o Brasil. Como você mesma já disse, a única razão real pela qual voltaria a minha pátria amada é proximidade da família e dos amigos. Boa sorte na sua caminhada e bom retorno!

  102. Carol says:

    Ola, seu texto foi lindamente escrito e nos faz repensar sobre muitas vontades e sonhos. MAs acho q a reflexão paira tb sobre em qual país vc está, qual sua prioridade e escolha de vida. Eu por exemplo moro em Washington. Aqui, apesar das leis, eu não posso mais andar tranquilamente as 3 da manhãfora o preconceito com a mulher brasileira pq ou ela é garota de programa/ facil ou ela esta atras de green card. Não sei, tenho saudade de comer melhor e de ter a refeição como horário pra solcializar e matar a saudade dos amigos, ao invés de engolir um sanduiche na minha mesa. Sinto saudade de cavalheirismo, de homem que levanta para uma gravida sentar-se no metro, ou do porteiro que te ajuda a carregar a mala. Tenho saudade de poder acionar um chaveiro e nao me sentir assaltada por me cobrarem $300 pelo serviço. De ir para um hospital onde o medico senta e conversa com vc e te passa um medicamento normal e pede pra vc voltar com 30 dias, ao inves de te receitar uma bomba e sequer pedir um exame para descobrir seu real problema. Tem cidades boas no Brasil e como todo país, todos tem pontos bons e ruins. E creio que podemos levar o que aprendemos de um lado a outro. De dar um abraço ou de porder dar um beijo. De ver uma mãe amamentar seu filho sem ser expulsa do local ou de ter o constante medo de alguem um dia sair dando tiro a esmos pelo simples fato de ter se revoltado com o sistema.
    Estou aqui ha 3 anos e ficarei mais 1 por conta do trabalho e faculdade. Estou aqui legalmente e por opcao mas sei onde é meu lugar e onde me encontro mais feliz apesar de tudo. Onde posso ser eu mesmoa e não tenho medo de demonstrar emoçao.

  103. Livia says:

    Exatamente isso.

  104. Cazeta says:

    “e a gente aqui falando em voltar. Adoraria poder voltar e tentar fazer do meu Brasil um lugar melhor para se viver, mas ao mesmo tempo me sinto muito ingênua em pensar que isso poderia ser possível.”

    Está aqui a parte que eu mais me identifiquei do seu texto, que é um primor diga-se de passagem. Moro em Dublin e faz um mês tive de tomar árdua decisão de voltar ao Brasil e o sentimento foi justamente esse. Minha passagem de volta está marcada para o dia 3 de Fevereiro e cada dia que passa o aperto no peito é forte demais.

  105. Fernanda says:

    Amei seu texto e concordo em gênero, número e grau. Eu moro há quase 3 anos no Canadá, mas já havia morado 1 ano nos EUA e também percebi que nos países de primeiro mundo as pessoas são mais tolerantes e as pessoas não te julgam pelo que você veste ou pelo carro que vc dirige. Aqui é absolutamente normal uma pessoa que tem carro, usar o transporte público para ir trabalhar e quase todo mundo leva marmita para o trabalho. Não tem essa estória de ter vergonha de carregar uma marmita ou de usar uma roupa que não está na última moda. Acho que o que mais valeu a pena foi de poder andar na rua sem ter o medo mórbido de ser assaltada, sequestrada, etc. Não há dinheiro no mundo que pague a minha felicidade de poder viver sem medo da violência que existia em São Paulo :-)

    Espero que um dia você consiga um visto permanente assim poderá usufruir mais plenamente da vida aí.

    Um grande abraço

    Fernanda

  106. Vankarla says:

    Lindas palavras, me identifico com varias partes, morei na Australia por uns anos e hoje moro nos EUA. Depois uns 3 anos fora do Brasil a perguntar coltar ou nao voltar surgiu em minha vida de uma maneira intensa. Eu encontrei tantos pontos positivos para voltar ao Brasil, assim como voce aprendi que nao precisamos dessa loucura do dinheiro pra ser feliz e essa era a minha unica questao em regressar levando em conta que sou de Brasilia e ao deixar o pais estava tambem fugindo daquela angustia e desespero que o o meu tao amado povo vivia em relacao ao tal “Servico publico”, como se concurso publico fosse a unica saida de um buraco em que todos se encontravam. Comecei a ficar muito defensiva com realacao a nossa cultura. Aqui nos EUA principalmente, defendi com toda forca o meu pais em varios aspectos. Ao levar o meu marido de ferias para o Brasil fiquei muito decepcionada. As minhas “defesas” nao fizeram sentido algum! Em 5 anos que fiquei fora muita coisa mudou e pra pior. Eu sei que tem muitasssss coisas boas mas o essencial: respeito e educacao parecem ter desaparecido do convivio diario. Ai me perguntei: sera que me acostumei com a aducacao e o respeito nos outros paises que morei? me senti tao perdida e ao mesmo tempo foi decisivo o nao voltar. Eu sempre desejarei melhoras pra todos e qualquer pessoas e lugares do mundo, independente de qualquer coisa, mas a ultima impressao foi triste….

  107. Ezequiel says:

    otimo! tudo q eu penso

  108. Milena says:

    Ola, li este post e gostaria de relatar minha experiencia morando fora. Vejo que tudo depende do seu olhar.viver fora eh uma experiencia muito rica e abre os horizontes, mas quanto a seguranca, saude, etc… nao compartilho da mesma opiniao. Fui assaltada em barcelona, minha prima foi quase estuprada tb fora e no brasil nao fui assaltada nem mesmo 1vez e ando muito a pe. Claro que temos problemas, mas viver no brasil eh tao gratificante como viver fora, depende do seu olhar. Somente gostaria de deixar esta minha vivencia,..

  109. Anna says:

    Olá Glenda,

    confesso que li seu texto e todos os demais comentarios e me identifiquei, em partes, com muitas de suas opiniões e dos demais. É claro que não vou listar os problemas do Brasil e qualidades da Europa, que já foram tão exaustivamente aqui relatados. Gostaria apenas de compartilhar o momento que eu vivi e passei.
    Morei na Alemanha dois anos, saí de casa aos 17 pois ganhei uma bolsa de estudos em uma escola de dança em Munique. Por muitas razões, acabei retornando e, ao invés de morar com meus pais na minha cidade, decidi morar em Belo Horizonte para fazer faculdade e continuar em uma cia de dança daqui. Durante a faculdade (estudo Relações Internacionais) tive a oportunidade de morar seis meses na Holanda com uma bolsa de estudos da universidade. Enfim, só pra esclarecer que não estou falando da boca pra fora, mas sim porque passei tanto pela experiência de não querer voltar como do processo (doloroso até) de readaptação no Brasil. Realmente, a qualidade de vida na Europa não se compara á brasileira. Mas, apesar de morar numa cidade GRANDE, com um trânsito caótico e relativamente perigosa eu não trocaria minha vida aqui por nada na Europa… para mim não tem preço ouvir o “bom dia, ta jooiaa?” dos mineiros, a hospitalidade com estrangeiros (e sim, vivi o lado de ser estrangeira e receber estrangeiros)… a facilidade de entrosar, a cumplicidade das amizades, as rodas de violão de MPB e bossa nova com os amigos, a família coruja sempre por perto. Depois te morar fora, voltar, morar fora de novo, voltar novamente cheguei à conclusão que não importa aonde você esteja, o que realmente vale a pena é estar cercado das pessoas que voce ama. O tempo é curto e sim, pode ser que aqui voce passe o dia inteiro trabalhando e/ou estudando e volte pra casa cansado e estressado… Mas ai vem a sua tia com pao de queijo quentinho e seus priminhos, e quando voce menos ve, plena quarta feira vira uma festa de familia. Não estou dizendo que nunca moraria fora, acho que eu seguiria o que melhor for para o meu profissional, e se fosse o caso moraria de novo um tempo fora sim. Mas eu acho que nao gostaria de privar meus filhos da experiencia de crescer nesse nosso país!
    beijos e boa sorte

  110. José Adauto Resende says:

    Bom Dia! Eu respeito e concordo com a maioria das observações que se fazem sobre as dificuldades para conseguir as coisas no Brasil. E o tanto de coisas erradas que existem eu sou o primeiro a criticar. Mas o que eu vejo é que sair tem sido para um monte de gente a solução mais fácil. Eu tive muita dificuldade para estudar comecei a faculdade por minha conta (federal) aos 24 anos de idade. E ralei até os 28, muito, para passar em concurso público que, concordo, é uma das poucas chances por aqui. Acho que escolhi um dos caminhos mais difíceis pois não tinha muito ímpeto de sair. Quando realmente resolvi sair, o povo tava indo pra fora prá ganhar menos do que eu já ganhava aqui. Pagamos mais caro, somos roubados, mas cada um tenta aquilo que pode fazer. E foi o meu caso e de muitos colegas, inclusive gente que já morou fora. Eu acho que o que prevalece é o esforço que a pessoa faz para se desenvolver, não necessariamente trabalhar, mas aumentar suas perspectivas. Felicidades a Todos!!!

  111. Carina says:

    Menina, Parabens! Estou morando na Australia e e muito parecido o que passamOs e pensamos aqui! O seu texto Mostra exatamente o que sentimos aqui! Como vivemos e Como e ver e viver a vida con outro pensamento a nao ser o material!! Parabens

  112. Gabriela says:

    Oi Glenda, tb moro na Espanha (só que em Barcelona). Concordo com tudo que vc escreveu e me sinto com as mesmas dúvidas. Embora tenha filhos e seja casada com Espanhol, nada me prende aqui mas me preocupo em voltar e ter que lidar com tudo isso que vc citou… Meu marido quer ir pro Brasil, ao contrário de mim, ele tem o “sonho espanhol” de viver no país tropical… Enfim, adorei seu texto. Excelente!

  113. Mob says:

    Sou muito grata à oportunidade de viver fora do Brasil por algum tempo (a gente aprende muito, é verdade!), mas decidi voltar pra nossa terra! Acredito que todo lugar tem seus encantos e desencantos, assim como todo povo, e a maneira de lidar com isso só depende do nosso ponto de vista pessoal. Como diz o ditado: “vemos o mundo não como ele é, mas como somos”. 

    Eu resolvi voltar porque sinto muitas saudades da praia (nasci e cresci no litoral, mas percebi que pra muita gente da Europa, praia é um luxo só), e pra mim, clima conta muito como qualidade de vida. Eu particularmente me sinto muito mal no inverno europeu (apesar de gostar de muitas coisas na Europa), por isso não me imagino passando muito tempo nessa situação. Também admito que adoro o povo brasileiro, o jeitão desencanado, a descontração, a maneira de brincar com as adversidades da vida… Muitos amigos meus europeus voltam do Brasil com essa impressão: as pessoas no Brasil sorriem mais e são mais espontâneas! Reconheço os defeitos do nosso povo, claro (povo perfeito não existe), mas em muitos aspectos, me identifico mais com o jeito brasileiro de ser. Às vezes eu me sinto meio “peixe fora d’água” quando tento brincar com o pessoal da Europa, haha!

    Enfim, cada um tem que buscar o seu caminho onde se sente mais feliz. No meu caso, é na beira do mar! ;-)

  114. Marlene says:

    Glenda, moro há muitos anos fora do Brasil e me identifiquei totalmente com o seu texto. Vivi a maior parte da minha vida no Brasil, fiz universidade, tive carreira profissional de sucesso, ganhava bem, viajava, vivia muito confortavelmente e, confesso, gostava da vida que levava em SP. Até que vim passar umas férias longas na Austrália e conheci essa liberdade de viver que você tem em Sevilha. No Brasil há uma pressão social para você “dar certo”. E dar certo significa ter um cargo alto numa empresa, morar no bairro considerado de classe A, ter o carro do ano, usar roupas, sapatos e bolsas de marca famosa, etc etc. Aqui na Austrália, dar certo é ser feliz…. E para isso não se precisa ter salários milionários, nem carro do ano, nem casa na praia. E nem trabalhar 50 horas por semana para pagar as prestações de todas aquelas coisas superficiais que você comprou para ser considerado um bem sucedido. Você precisa sim trabalhar, mas qualquer trabalho é respeitado e bem pago, e isto lhe permite viver uma vida decente e confortável. E ainda ter tempo para sair, ver os amigos e participar de um monte de coisas que estão sempre acontecendo na cidade, muitas delas gratuitas. Ano passado fiz uma experiência para ver se dava para voltar a viver no Brasil. Não dá mais. E sabe o que mais me chocou? O desrespeito com que o cidadão é tratado por todos e em todos os lugares. As mentiras deslavadas de um governo corrupto que a imprensa reproduz bajulando, para não perder os anúncios desse governo. E a letargia do povo em geral, que de tão acostumado a ser mal tratado não reclama. E se você reclama, você é que está errada. Tenho uma família grande e muitos bons amigos ainda no Brasil e isto é a única razão pela qual ainda visito o Brasil. Porém não romantizo esses relacionamentos, pois afinal cada um tem sua vida para cuidar. Não quero dizer que sou a dona da verdade e nem que encontrei a receita da felicidade, mas me sinto abençoada por viver em Sydney e meu sonho é trazer pra cá os meus sobrinhos, para que os filhos deles possam nascer e viver numa sociedade com muito menos violência, mais justa, e onde o cidadão é respeitado, não importa quem ele seja.

    • Felipe says:

      Ola, concordo con vc, tambem vivo em Sydney, ha 5 anos, acabei de pegar minha cidadania Australiana, mas agora estou pensando em tentar voltar a morar no Brasil…sei q se eu nao acostumar sempre poderei voltar pra ca. Mas ainda nao desisti do Brasil. Vamos ver no q da!

  115. Juliane says:

    concordo com você em muita coisa sobre o Brasil, e entendo quase tudo do que você fala, já que moro há 12 anos na Alemanha. Mas acho que ainda existem muitas razões pra se viver no Brasil, em que pese achar que a felicidade não depende mesmo de estarmos aqui. Muitíssimo pertinente é a sua colocação sobre o Brasil ser lindo o horrível ao mesmo tempo… é tão verdadeiro isso…talvez você ainda faça uma outra descoberta ao longo da sua estadia aí…: a de que o macracosmo se repete e se reflete em microcosmos em todo canto, que o ser humano é o mesmo, e que quase sempre a gente vai encontrar o mesmo tipo de fenomeno social… as pessoas são as mesmas em todo lado: há gente boa, há gente má, a gente que quer fazer um mundo melhor todos os dias, e há os que só se importam consigo mesmos… de fato a maioria aqui nem dimensiona o que é essa qualidade de vida da qual você fala que existe em toda a Europa, e a violência aqui é banalizada e tida por todos como uma normalidade… sem falar na ladroagem que impera deixando no poder e na política gente ruim que devia estar atrás das grades… mas por outro lado, espero que você não venha a descobrir que essas coisas também existem por aí, e que de fato nem tudo são flores… aprendi muitas das coisas que você também aprendeu, e de fato também não sei se o nosso ufanismo de crer que isso aqui é o que há de melhor poderá prosperar por muito tempo… mas há ainda aqui muita coisa linda, sem falar de que “background cultural” é quase que insubistituível, e é simplesmente muito duro ignorar a saudade… saudade das nossas coisas, da informalidade do brasileiro, da descontração, e da alegria que as pessoas conseguem ter aqui, apesar de tantos pesares! Talvez a minha referência seja um pouco diferente, por eu viver na Alemanha, e sentir que a alegria e o calor humano fazem uma falta enorme… por isso eu ainda não abandonei a idéia de voltar a viver no Brasil, apesar de tantos pesares também! mas de fato, os valores aqui andam muito deturpados, e as pessoas não sabem mesmo o que é qualidade de vida, o que realmente faz feliz… enfim, o que aprendi: que a vida é de hoje pra frente, que os nossos amigos são os que estão aqui e agora na nossa vida, em que pese deixarmos tantos outros pelo caminho, e que a família a gente pode encontrar tanta gente que poderia ser a nossa família e que até passa a ser, e que em todo canto tem coisas boas e coisas ruins! Vale dizer – viver no presente é o mais importante, e tentar sempre tirar o melhor de todas as situações! Quanto a tentar mudar o Brasil e fazer dele um lugar melhor pra se viver… também é algo a se pensar, guardadas as proporções de realidade e do viável e possível. A gente tem que tentar fazer um mundo melhor sempre, onde quer que a gente esteja!

  116. Fabio Depetris says:

    … Discordo, você deve ter vivido no Rio ou São paulo para ter esse desprezo pelo País, desconhece inúmeras cidades brasileiras ( pequenas ) que ainda disfrutam de qualidade de vida ;)

    • Glenda DiMuro says:

      Fábio, não tenho desprezo pelo Brasil. Acaso alguma cas coisas que eu falei é mentira em qualquer cidade de porte médio?

  117. monica says:

    Lindo o texto! me identifiquei em varios pontos! o q mais me chamou a atencao na europa (fiquei em Toulouse – França por 4 meses)foi o modo que as pessoas criam seus filhos! fantastico!! sem medo, sem pressao,eles sao livres e desde cedo comecam a pensar! dificilmente via crianças nos parques com celulares ou joguinhos na maos, eles gostam de correr, jogar freesbe com os pais, ou ficar lendo um livro… mas isso é em cidades pequenas, em Paris as coisas nao sao assim! a cidade é caotica = SP. Bom, de certa forma, nao via morando eterno por la! E acho q temos que trazer o que aprendemos nessas experiencias para cá.. quero e vou criar meu bebê dessa forma. O meu problema é que eu AMO meu Brasil! com todos os defeitos! eu ainda sou uma entusiasta que acredito que podemos fazer um Brasil diferente!

  118. Amanda says:

    Aos imigrantes que estão em países com uma situação economica dificil, lanço outra pergunta: Porque ficar???

    • B.A.C. says:

      Amanda, pelo que observo de amigos e conhecidos meus, muitos não voltam para o Brasil por medo, mas não por falta de vontade (claro, há os que optam por não voltar, mas não é o que vejo em boa parte dos casos). Depois de tantos anos fora, as pessoas temem largar o certo pelo duvidoso, ainda mais se tiverem filhos. É mais fácil, a curto prazo, se acomodar na situação de imigrante (que é bem dura, realmente) e arrumar todos os tipos de argumento que romantizem a vida na Europa, do que retornar ao Brasil e fazer sua parte. Toda mudança envolve riscos e perdas, e nem todos estão preparados para isso.

      Para mim a decisão também não foi fácil, pois apesar de sentir falta do Brasil, também gosto da Alemanha (não tanto quanto da nossa terra, mas gosto), e tenho uma estabilidade aqui (pois, como falei, sou casada com um alemão, falo o idioma fluentemente e tenho um bom emprego em uma firma local, que garante o sustento dos meus filhos, juntamente com a renda do meu parceiro). Mas tanto eu quanto meu companheiro queremos retornar. Conversamos longamente com nossos meninos, e eles também estão bastante entusiasmados com a vida nova, pois mesmo morando na Alemanha, eles tem vínculo com o Brasil (viajamos uma vez por ano para ver a família).

      Sinceramente, há muito tempo deixei de acreditar na chavão “Europa = qualidade de vida; Brasil = vida dura”. Na atual situação, vejo maiores dificuldades entre europeus do que entre muitos brasileiros. Minhas irmãs estão muito bem no Brasil, sem precisar ostentar nada. Dois de meus sobrinhos, inclusive, estudam em um excelente colégio público (o da base militar da cidade onde residem), enquanto eu, residindo na sonhada Europa, optei por bancar colégio privado para os meus dois filhos – pois o governo não mistura filhos de imigrantes com “alemães legítimos”, apesar de toda a propaganda da política de integração. Infelizmente, em muitos estados da Alemanha a qualidade de ensino público para estrangeiros é inferior. A segregação é real; estrangeiros aqui não são bem-vindos (no dia-a-dia, entre amigos, sim; mas politicamente falando, não). Aos 11 anos, quando a criança precisa fazer uma prova decisiva para a vida profissional, os nativos sem sangue estrangeiro ou segundo idioma materno se saem melhor em disparada. Isso porque meus garotos tem a sorte de ter um pai alemão, e uma mãe bem integrada na sociedade.

      Já caí muito nessa armadilha de “vamos ficar por aqui mesmo”, de só enxergar os defeitos do Brasil… Respeito quem se identifica com outra cultura e opta por nunca retornar, mas continuo achando radical demais afirmar como verdade absoluta que a vida no Brasil é “melhor” ou “pior”. Para minha família, há de ser melhor (o que não significa que não esteja boa na Alemanha; vai apenas ser diferente).

  119. Marcos says:

    Ola Glenda

    Bom texto. Esse e um assunto longo que ja passei madrugadas com companheiros ao redor do planeta dissertando sobre o assunto. Ja vivo ha 16 anos fora da mãe patria (4 em Cambridge-UK, 10 nos States e agora vivo em Lisboa a 2 anos). Concordo com alguns aspectos de seus pensamentos mas tenho que dizer que com o tempo muitas de nossas opiniões e valores tomam outras dimensões. Sou muito interessado em história global a qual me faz entender a origem de muitos acontecimentos que vivemos na atualidade. Como desigualdades sociais, desemprego, guerras, etc. Apos ter vivido em diversos lugares, viajado (a passeio) por 13 paises, lido e conversado com pessoas de diversas partes do planeta sou da opinião que o melhor lugar no planeta é onde você sente-se em paz consigo mesmo(a). Tricky, but possible!!
    Para não me estender muito meu comentário é que se no momento sente-se feliz, 100% feliz, onde esta, permaneça e viva a vida intensamente em Sevilha. Quem sabe “amanhã” Sevilha já não será vista com os mesmos olhos que voce `a vê hoje. A vida da voltas, não é mesmo? Boa sorte

  120. Jorge says:

    Pois é, conheço um Galês/Norte Americano (ele tem duas nacionalidades) que disse que o sonho dele é um dizer que é brasileiro, mora no Brasil faz uns 10 anos e nem pensa em voltar para o EUA (onde mora os familiares) e nem a Europa, onde nasceu, me disse que se sente confortável morando no Brasil e que vai ficar aqui para sempre!Eu morei na Austrália por quase tres anos e voltei, acho que é muito pessoal, muito intimo, cada um sabe onde a “coisa pega” Se quiser ficar fique, se quiser voltar volte!

  121. Jorge says:

    Existem alguns aspectos que eu acho que merece uma reflexão:
    Quando moramos num pais estrangeiro (principalmente os chamados “de primeiro mundo”) e se decidirmos ficar neste pais escolhido, sempre seremos um cidadão de “segunda classe”, aos olhos, mentes e corações dos nativos, sempre seremos “aquele” que veio de fora, “aquele” que não é daqui. Enfim, sinto que isso acontece, mas, que tambem cabe a cada um avaliar o quanto isso incomoda, ou não!
    O Brasil é sim o “paraiso e o inferno” ao mesmo tempo, como disse um vez Chico Buarque, mas, é aqui que estão morando as pessoas que amo e que tambem me amam, e para mim, isso é muito importante. Não digo que nunca vou me mudar para um outro pais, mas, no presente, é aqui que quero ficar!

  122. Rosa says:

    10 anos depois de morar cinco nos EUA e cinco na Espanha voltei ao Brasil, por motivos familiares, e foi muito difícil me adaptar novamente. A única coisa na Europa de que eu nunca consegui gostar é o inverno, o que é um problema, porque são cinco meses de frio por ano, e eu sofria com isso.
    Mesmo assim, o que me incomoda no Brasil não é a violência (porque na Europa e nos EUA há outros tipos de violência e algumas vezes muito mais elaboradas), não é a desigualdade social (porque na Europa há sim desigualdade, em menor escala e muito mais disfarçada mas tão real e cruel quanto aqui, alô Gallinero!), o que me incomoda mais no Brasil é que nós somos um país onde quase não se anda a pé, o transporte público funciona mal, os parques não servem à população.
    Aqui também tem outros modelos de família, e lá estas outras famílias também passam por preconceitos, machismo, misoginia. Na Espanha tem até vários equivalentes ao Bolsonaro. Na Espanha tem xenofobia e no Brasil tem homofobia (ah, eles tem homofobia também, mas a lei funciona melhor que aqui). Os dois países são machistas e cada país tem seu Paulo Maluf, mas o que na Europa realmente faz diferença é a vida como um objetivo em si mesma. Vivo porque estou viva. Trabalho pra pagar minhas contas e comprar um sapato de vez em quando. Velhos existem, saem na rua, tomam cerveja (com alcool, não seja ingênua!). Calçadas, a cidade pode ser vista com os dois pés no chão. Essa parte é o que me faz suspirar por Madrid. De todas as formas a gente se adapta a tudo. Um ano depois eu sinto falta de minha casa e de minha vida lá mas vou criando outras coisas aqui e pode ser que afinal em um ano eu já pense diferente.
    Lembre-se que vc é estudante e tá a maior parte do tempo protegida por seus companheiros, sua escola, sua condição de estudante, mas ser magreb na Espanha, ser paki na Inglaterra, ser argelino na França… não tem graça nenhuma. E eu que trabalhei com essas pessoas na Espanha não posso nunca esquecer disso: ser estudante, ser europeu (eu sou) te protege muito de coisas que a gente nem imagina.
    Todos os lugares tem imensas vantagens e desvantagens. É simples e é fato.

  123. Cristiani says:

    Se todos os que moraram fora e viram tantas coisas boas voltassem e colocassem em prática aqui o que aprenderam no exterior, tenho certeza que o Brasil melhoraria… o problema é que na verdade ninguém quer fazer a sua parte para mudar…. As mudanças ocorrem de baixo pra cima e não o contrário, cabe a nós mudarmos o Brasil pra nossos filhos terem aqui o q vcs tem no exterior…

    • Igor says:

      Moro na Australia a 7 anos, vim como estudante, peguei um visto de trabalho e agora acabei de receber meu visto de residente permanente, posso entrar e sair do pais quando quiser e fazer o que quizer da minha vida, e ano que vem pego dupla nacionalidade, longos 7 anos, mas bem estudados, trabalhados e muito muito bem curtidos…

      Agora acabei de receber uma proposta para trabalhar no Canada, e acho q vou… Tudo isso que todo mundo falou e realmente o motivo pra nao voltar para o Brasil.

      Mas tenho que concordar com Voce, se todo mundo q mora fora voltasse pro Brasil e fizesse a sua parte, falar de barriga cheia eh facil…
      E o problema no Brasil nao sao os politicos, mas nos mesmo, brasileiros que votam, e os politicos sao apenas o nosso reflexo…

      Porem tenho sim varios amigos brasileiros que voltaram e estao super bem no Brasil, fico feliz pois eles sim estao fazendo um pais melhor!

      Me sinto mal? Nao pois sei quando eu tiver que voltar, e se tiver… Mas como Brasileiro, amo meu pais, amo meu futebol, amo minha F1, odeio funk carioca e axe/suingueira… mas nunca deixo de falar soh bem do meu Brasil!

  124. tai says:

    de donde eres de brasil maja…q eres feliz en sevilla me alegro por ti…por si estuvieras viviendo en madrid en la capital seguramente no dirias lo mismo…jjajajajajjajaja Brazil es lo mejor k hay!!!

  125. tai says:

    encima con la crises q hay…seguramente en andalucia casi no se nota..sendo q es una de las provincias mas pobres y realmente las q menos necesitan para vivir…europa…los unicos paises q estan todavia q se puede decir q en europa…londres luxemburgo y alemanha…brasil hija ,,,fomentando el mundo…cresciendo como XUXU…brasileiros pringaos…nao dao valor ao pais lindisimo q temos…corrupcao tem en cualker lugar do mundo…brasil sen duvida lo mejor …y yo vivo a 10 anos en europa—-digamos q ja pasei vacas gordas y vacas magras …nunca nunca mudei a minha opniao q o país tropical e luxo para bem poucous….vazemmmmm

  126. Antonio Harres says:

    A riqueza que possibilita á Europa oferecer segurança se origina da espoliação da América Latina, principalmente pelos espanhóis. A violência urbana, desigualdade, discriminação e corrupção são efeitos ainda hoje da cultura predatória e escravagista européia. Leia ” Veias abertas da América Latina” de Eduardo Galeano e talvez adquira uma visão ainda maior sobre as origens destes contrastes.
    http://copyfight.noblogs.org/gallery/5220/Veias_Abertas_da_Am%C3%83%C2%A9rica_Latina(EduardoGaleano).pdf

    • Cristiani says:

      No colégio meu professor de história obrigou a todos ler e fazer uma resenha sobre esse livro… realmente valeu a pena, pelo menos eu passei a ter uma visão melhor do Brasil e da América Latina…. Um povo que não conhece seu passado não pode construir um futuro melhor!!!

  127. Luciano G. says:

    Olá Glenda,
    Entendo perfeitamente os teus sentimentos, porém me pergunto se o fato de tu não ter expectativas de futuro – seja profissional ou pessoal – não deveria te fazer pensar melhor nesta tua escolha ?
    O Brasil é um pais de dimensões continentais, digo isso porque sou gaúcho de Porto Alegre, mas moro em Uberlândia/MG à 5 anos e me sinto realizado aqui – coisa que eu jamais pensei que sentiria -.
    Talvez fosse o caso de você ampliar o seu network por aqui mesmo, afinal, mesmo sendo interior e uma cidade de 600mil habitantes, Uberlândia me conquista e surpreende a cada dia. Falta gente capacitada para ocupar as vagas de emprego aqui, pode faltar praia também….mas à poucas horas de carro (umas 2h) você chega ao Rio Quente Resort, lá eles tem a maior praia artificial da américa latina. Sem contar que aqui você está perto de tudo, e todos os estados.
    Sei lá, talvez eu possa ter contribuido para o início de um novo ponto de vista sobre o brasil.
    Um big beijo e fica com Deus.

  128. FELL says:

    BOM, SO QRIA DEIXAR AKI MINHA MSGM… MOREI FORA POR 4 ANOS…
    SUPRI EXPERIENCIAS MARAVILHOSAS E OPORTUNIDADE SENCASIONAIS….
    MAIS SOU BRASILEIRO E MEU LUGAR E D TODOS OS BRASILEIROS E AQUI…
    MORAR FORAR .. POR MTO TEMPO, E NAUM QRER VOLTAR PARA O BRASIL …
    EU DIRIA Q ESSAS PESSOAS Q PENSAM NISSO .. SAO PRESSOAS PREGUICOSAS..!! E SEM ITUITO E VONTADE NA VIDA…
    PQ C A VIDA INTEIRA VC MORO AQUI.. OQ SAO 4 5 6 ANOS FORA!!
    ISSO CHAMA MEDO D VENCER!!!
    AMO VIAJAR …. MAS APRENDI Q MEU LUGAR E NO BRASIL.

  129. Júlia says:

    Texto incrível! Descreveu exatamente a sensação nos pequenos detalhes… eu morava em Sydney e lembro que uma vez vi uma mulher pelada, isso mesmo, pelada na estação de Bondi Junction e as pessoas passando por ela, neeeem aí, eu a princípio achei graça e pensei que mulher louca, até que vi uma australia se aproximar da mulher e dizer “minha filha, pq vc está fazendo isso? vem cá, vamos colocar uma roupa”. Nessa hora eu senti vergonha de mim por ter achado graça, é claro que era uma mulher doente e precisava de atenção e ajuda… imagina uma situação dessas no Brasil!!! Sem contar tudo que vc descreveu, andar a pé, fazer compras no mercado de mochila hehehe ahhh era mt bom mesmo, mas eu voltei, sinto falta até hj, mas prendo à família basicamente.
    É isso, não tem mt receita hehe volte com um dinheirinho guardado que se bater o desespero vc volta pra aí.
    Boa sorte, beijos.

    • Igor says:

      Moro em Brisbane e morei em Perth… ta ai, vc falou tudo… porem acho q o povo brasileiro ajuda bastante quem precisa, mas no mesmo tempo e um povo bem interesseiro. Costumo dizer, o problema no Brasil sao os propios brasileiros, ate evito a sair com muito brasileiro, um povo fofoqueiro e invejoso…

      Porem quando eu quero sair, pra balada, nao tem povo mais feliz e que sabe fazer uma besta boa como nos brasileiros…Tambem somos super carismaticos, sempre alegres e trabalhamos muito pesado…

      Um povo de contrastes… como resolver!?… boa pergunta! haha
      Sucesso a vc que voltou para o Brasil! e ensina a esse povo a respeitar o proximo… :)

  130. Júlia says:

    correção: uma australiana*

    • Flavia says:

      Muito bom!!! Eu também acabei me afastando e evitando de me relacionar com muitos brasileiros aí por esse motivo…o melhor e o pior do Brasil é o povo. E fora do Brasil infelizmente você encontra muitos que o Brasil tem sorte de ter se livrado hehe…fofoqueiros e invejosos realmente, que saíram do Brasil pra viver a vida fora com a mesma cabecilha de mexerica que tinham aqui. Isso é triste também…

      • Felipe Ribeiro says:

        Oi Flávia,

        Eu morei dois anos em Madri e hoje moro em Estocolmo. E comigo aparentemente aconteceu o mesmo que com você, fui conhecer uns brasileiros logo que cheguei em Madrid e foi a única vez que me senti discriminado na Europa.

        Eu era o único nordestino (paraibano) entre as pessoas, mas também o único com um contrato de trabalho permanente e que pagava bem (como engenheiro de software) numa das empresas de mais sucesso na Espanha (chamada Tuenti) e as pessoas demonstraram bastante inveja e um certo preconceito por eu ser um “Paraíba” e estar melhor que eles (eram na maioria gaúchos e paulistas) ficaram fazendo comentários e coisas típicas de gente pequena que fez com que eu nunca mais me encontrasse com eles.

        É realmente bem triste, mas como você bem disse, o melhor e o pior do Brasil é o povo.

        • Marly says:

          tambem fui discriminada e tambem maltratada por brasileiros no Brasil e aqui na europa , e nunca por nenhum europeu…

  131. Vitor says:

    Eu morei no USA 3 meses, talvez eu seja um daqueles que acredita que podemos mudar o brasil, apesar de não termos a segurança e a riqueza que achamos por lá, temos um povo feliz e amigável que contrasta com os americanos, talvez ai na Europa o povo seja melhor..

  132. Lu says:

    Nossa gostaria de parabenizá-la pelo post !! Vc falou tudo !! Moro há 10 meses em Londres e não me vejo mais parte da cultura brasileira. Estou aqui com visto de estudante, trabalho como Nanny nos fds e sou muito feliz. Deixei para tras os pais e o namorado ( como Natasha do capital inicial) e não me arrependo de absolutamente nada. Gastarei todas as minhas economias brasileiras para prorrogar o meu visto por mais um ano e vou ficando até o governo britânico me mandar de volta !! Fico muito em poder achar pessoas que pesam igual a mim !!! Felicidades a todos nós expatriados !!!

  133. Bruno says:

    Glenda, seu texto realmente está muito expressivo. Também tenho muita vontade de ir morar fora, porém acho que o meu motivo seja diferente do seu.

    O Brasil com certeza tem suas mazelas, qualidades etc. Pois bem, questão de segurança realmente aqui pode faltar, mas posso dizer do Rio, moro aqui desde que nasci e posso te dizer que já foi pior, em questão de segurança melhoramos muito. Tá certo que temos um caminho ainda longo pra percorrer, mas temos que fazer a nossa parte.

    Outro ponto que você posicionou em seu texto foi a relação de viver bem com pouco dinheiro. Enfim, isso é muito relativo, pois se baseia nos padrões que você deseja para sua vida. Na verdade é tudo questão de planejamento se você quer um carro, casa ou viajar, nada é de repente, acho que com um pouco de planejamento todo mundo consegue.

    Agora, corrupção, saúde pública, educação realmente não tenho como dizer muita coisa, só que precisamos melhorar e muito.

    Voltando dizendo o porque de eu querer morar fora, na verdade seria mesmo porq questões de conhecer outra cultura, viver de forma diferente, conhecer pessoas me gabaritar mais. Não porque eu queira fugir disso aqui, mas porque eu quero crescer como pessoa e nada mais que isso. Se isso um dia acontecer ficarei muito feliz. Num todo gostei do seu texto e se vc voltar ou não te desejo muita sorte e felicidade desse mundo.

    Obrigado por compartilhar isso conosco!

    • Glenda DiMuro says:

      Bruno! Eu nunca disse que queria fugir do Brasil! Vim pra Espanha para vivenciar outras culturas. Vira seguidor do blog que vc vai ver que não é nada disso! :)

  134. Ellen says:

    Bela e crua reflexão a respeito da vida aí em Sevilla, Glenda! Fui Au Pair por um ano em Munique, na Alemanha, e tinha esse mesmo padrão de vida que vc. tem por aí. Sinto muita falta disso, ainda mais morando nesse inferno que é São Paulo (projeto de vida: mudar para uma cidade média/pequena e dar aulas em alguma universidade federal). Claro que não senti totalmente na pele a vida de um imigrante fora de seu país – lutar para morar, trabalhar, estudar etc., pois a família para a qual trabalhei era tão bacana que ela sempre me deu muito respaldo. Falar alemão foi um diferencial tremendo, pois percebi que eles valorizam demais quem estuda a língua deles. Tive a oportunidade de ter ficado, mas tinha de terminar minha graduação e havia deixado meu marido por aqui (na época, rolo), duas coisas que pesaram demais na minha decisão de voltar. Nunca pensei em fixar residência por lá, mas, quem sabe, um dia, volto para fazer um doutorado sanduíche? Seria a minha realização profissional! E levar o marido a tiracolo para ele ter uma noção do que eu tanto falo para ele e confirmado pelo que vc. escreveu aqui.
    Crises passam, mas essa está bem complicada de ser resolvida, principalmente aí na Espanha. Estive na Europa no início da crise, no começo de 2009, e deu para perceber algumas mudanças no comportamento das pessoas; contudo, a Alemanha ainda está se segurando e não doeu muito, rs!
    Quanto a voltar, cada um sabe qual o melhor momento, independentemente do momento da Europa ou do Brasil. Mas devo dizer que estamos muito bem (digo economicamente)em comparação a alguns anos. Vamos ver quanto tempo isso dura!
    Novamente, ótima reflexão!

  135. Anderson says:

    Seu post é perfeito, e exprime exatamente a sensação de “sair da bolha”. O brasileiro sabe que o maior problema dele é a desigualdade social, mas ele faz de tudo para subir na pirâmide e ter mais que os outros. É essa ganância que está tirando a felicidades da vida das pessoas. Em países mais igualitários as pessoas se preocupam mais com a vida pessoal dela mesma e consequentemente é mais realizada. Também morei durante um período na europa. A volta para mim foi deprimente, mas necessária para prosseguir com minha vida profissional. Hoje tenho um bom emprego e um bom salário mas estou “chutando o balde” para imigrar para Canada. muitos acham que eu sou louco, mas esse é meu desafio!

  136. Pérola Dinis says:

    Então fica aí. Pra que voltar?

  137. Gustavo says:

    Só quem morou fora para entender esse texto…
    Palavras de quem realmente sabe aproveitar a essência da vida…
    É claro que cada um tem sua opinião e sua experiência de vida, muitos que moraram fora podem até dizer que Brasil é melhor apesar dos problemas. Mas o que conta no final é o objetivo que cada um tem em suas vidas e a razão da vida que cada um leva dentro de si.
    Por exemplo, a minha é ter essa qualidade de vida citado no texto, viver outras culturas, outras linguas, viver nesse mundo tão grande e tentar levar amor e paz a todos…
    Glenda, parabéns pelo texto…paz

  138. vinicius says:

    Comparar o velho mundo com o novo mundo as vezes fica estranho.

    Agradecer… tem que agradecer mesmo é por não ter nascido a uns 500 anos atrás e ver o tanto de crueldade que espanhóis e tantos outros mais colonizadores levaram aos nativos de terras sul-americanas naquela época. Roubando todas as riquezas que por lá existia e que hoje com certeza se reflete nessa calmaria e nessa qualidade de vida que tanto admira.

    Hoje o Brasil é o novo mundo pra peruanos, bolivianos, haitianos, e muitos outros que encontram lá um lugar ao sol. É só uma questão de reflexão.

    O Brasil precisa de pessoas qualificadas pra fazer do país cada vez mais um lugar melhor. Talvez você com todo esse conhecimento e o que chama de “cultura” que adquiriu aqui na europa poderia ajudar de alguma maneira esse que é o lugar que permitiu a você ter essas noções de mundo e de qualidades.

    • B.A.C. says:

      Vinicius, concordo. Não digo que seja esse o caso da autora do blog, mas infelizmente há sim, muitos brasileiros que “cospem no prato onde comeram”. Queiram eles ou não, eles SÃO brasileiros, o Brasil pertence a eles, e boa parte da formação deles como pessoas (laços de sangue, primeiros valores culturais, primeiras palavras) são reflexo do nosso país. Também acho que, em vez de dar as costas e florear outras terras, eles poderiam ajudar fazendo algo para melhorar o próprio local de origem.

  139. Cristiano says:

    Parabens, excelente reflexao, tenho certeza que conseguiu repassar a opiniao de muitos, assim como eu, que vivem situacao muito parecida.

  140. Lucas says:

    “Queria viver entre os meus, mas a cada dia que passa me sinto menos parte dos que ficaram.”

    Sensacional

  141. Priscila says:

    Me emocionei muito ao ler seu texto, pois tem muito em comum com a situação em que vivo no momento. Tantas vezes tentei explicar para familiares e amigos essa dificil decisão em “voltar a viver no Brasil” e aqui você conseguiu colocar todo esse sentimento em palavras. Parabéns!

  142. Carlos says:

    Soy de Sevilla, y desde hace tiempo me planteo irme a Brasil.
    Tu articulo me ha encantado.

  143. alejandro reed doniz y soto says:

    Ola Glenda, descobri acidentalmente seu blog através de um amigo que estava repercutindo este seu POST.

    Bom, é uma pena que infelizmente você esteja encontrando todas essas dificuldades de ser uma estrangeira tentando exercer sua profissão fora do Brasil. Eu gozo de uma condição que provavelmente vai te deixar com um pouco de inveja. Sou nascido na Euskadi (País Vasco), mas vivo no Brasil desde os meus 8 anos. Hoje teño 29 anos. Teño muita vontade de voltar, ñ vou negar, por exatamente todos os motivos que você pontuou sobre o cenário brasileiro. Porém, miña única vantagem é poder entrar e sair quando quiser, fora isso sei q ñ serei tratado como um español, pois são mtos anos fora daí, e sei q a dificuldade q encontrarei pra trabalhar em miña área, alias, em qqer uma, será enorme pq no fim das contas eu sou alguém q chegará d fora e tentará disputar a escassa oferta de emprego q assombra a España. Eu sei q isso é só o começo, as coisas poraí ainda devem ficar mto mais complicadas, e acabo deixando essa vontade de lado, pois se os milhares de jovens españois formados e graduados ñ estão conseguindo ingressar no mercado de trabalho, qm dirá eu, um español q ñ vive no país há 21 anos. Vivo em um país, Brasil, q confesso ñ me agradar ha mto tempo, os motivos são exatamente todos os levantados por você, porém me sinto cada vez mais preso e enraizado aqui, já que hoje o mundo ñ apresenta um cenário econômico mto seguro para se lançar em outras terras. No fundo eu sou tão estraño pros españóis como qqer imigrante. Nasci no lugar, mas são tantos anos longe q miña única diferença é poder e entrar a hora q quiser, e usufruir d alguns benefícios sociais, fora isso isso sei q enfrentarei as mesmas dificuldades q todos enfrentam.

    Espero q de alguma forma consiga equacionar sua dificuldade de forma a poder permanecer em Sevilha, exercendo dua profissão.

    Gostaria q mtas pessoas aqui em São Paulo experimentassem a vida em um país estrangeiro, para abrirem suas mentes sobre mta coisa, e principalmente abandonarem uma atitude mercenária cd vez mais crescente por aqui, em vista desse BOOM econômico vivido pelo país. Aqui o pessoal ta perdendo a noção, tds cd vez mais deslumbrados, vivendo a efervescência de uma economia em ascensão. Precisam descobrir o que você já descobriu… DIÑEIRO Ñ É TUDO NA VIDA E Ñ É SINÔNIMO DE FELICIDADE!

    Desejo que consiga resolver essas dificuldades logo.

  144. Marcela says:

    Oi Glenda! Adorei seu post! Tenho vários amigos que já moraram em diversos países pela Europa, e eu mesma moro em Paris há quase 2 anos. Meu pai também mora aqui há mais de 10 e vejo como depende de cada um essa relação de achar melhor ou pior morar aqui. Meu pai não pensa em voltar, nem nunca pensou, porque se adaptou muito bem aqui. Eu pelo contrário venho sofrendo e bastante. Já passei pela Espanha e senti muito a diferença pra Fança e principalmente Paris. É estranho ver tanta gente dizer: ai que chique, mora em Paris! e ver que as pessoas não fazem a minima ideia do que se passa por aqui… Pra mim, Paris só é um tapete bonito, que esconde toda a sujeira da casa.
    Bom, que você tenha bastante sorte por aí!
    Bjoooss

  145. Felipe says:

    Parabéns pela reflexão, Glenda. Muito me identifiquei com ela. Aproveito e compartilho este texto da Adriana Setti, que aborda uma perspectiva muito parecida com a sua: http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2010/10/30/como-a-classe-media-alta-brasileira-e-escrava-do-alto-padrao-dos-superfluos/
    Abs

  146. Tainan says:

    Eita gente! Resolvi dar minha opinião aqui, porque sou palpiteira… baseada em experiência de quem teve um emprego de verdade e tudo de bom que outro país poderia oferecer: estabilidade, qualidade de vida e amigos muito queridos. Porque voltei? Porque o tempo passa e a gente perde o pouco tempo que tem, nessa vida, para estar com os entes queridos e com os amigos do peito. Ver seu paizinho ficando careca, sua mãezinha ficando esquecida, ver seu irmão virar um homem de verdade e principalmente, ajudá-los quando precisam. Tive muito medo de voltar e hoje não me vejo mais morando em outro país para sempre. Sou Brasileira, ué!
    O texto é bem escrito, mas um tanto surreal! Quem, em sã consciência, atravessa uma rua sem olhar pros lados? Só o suicida! Eu aqui nesse Brasil com “Z” que os expatriados esquecem e que acham que lembram por terem sido assaltados, por ter corrupção, etc., volto pra casa a pé depois da minha cervejinha, andando pela rua rodeada de árvores imponentes, nativas do meu Brasil, e que eu costumava subir quando pequeninha, cheias de pássaros coloridos e de macacos. Faço tudo de bike, irritada também, com as crianças do bairro brincando pela rua e pela ciclovia aos berros… Sim, porque brasileiro fala alto, ri alto, joga dominó falando alto. Aqui também tem velhinhos aposentados que se divertem na praça, e é com cerveja com álcool no boteco do seu Zé, pra relaxar num dia úmido e de calor intenso. Tenho um salário médio, onde me dou um luxo ou outro de vez em quando (pago em parcelas uai!!!), mas tenho tudo que preciso e mais importante de tudo, votando de 4 em 4 anos num Brasil (com “S”) melhor, dividindo as aflições e comemorações cotidianas e principalmente, fazendo parte desse mundo onde sou cidadã e também por isso, tento fazer dele mais justo e mais respeitoso possível. Tive que sair daqui para aprender a dar valor, para enxergar os traços culturais do meu povo, afinal de contas, o belo está no olho de quem vê, e eu vejo um Brasil lindo e cheio de defeitos, mas também cheio de oportunidades e de solidariedade.

  147. cássio says:

    Passei 3 semanas nos Estados Unidos e pude perceber o quanto ainda estamos atrasados. O setor de serviços deles são muito bons, as coisas funcionam super rápidas e se você chega num restaurante, é muito bem atendido, diferentemente do Brasil, em que você paga e ainda parece que está pedindo um favor.

    Amo o Brasil, mas acho que muito mais por nascido, me criado e ter família aqui, mas ainda temos muito a aprender com os países do primeiro mundo, mais do que eles com a gente.

    Sem contar que na Europa e nos Estados Unidos, comida, roupa, diversão é muito mais barato que no Brasil. Aqui em nosso país, quem tem um pouquindo de dinheiro já se acha, fica com o nariz empinado. Infelizmente é assim, mas como otimista que sou, acredito no Brasil, e de suas novas perspectivas pro futuro, ainda que leve algum tempo.

  148. ursa says:

    …QUe lindo o discurso de alguem que provavelmente é muito jovem, se ela conseguir manter com pouco dinheiro uma velhice sem amigos sem familia sem uma bicicleta, poder caminhar a qualquer hora sentindo o cheiro da natureza e com pouca estabilidade social e finaceira … LA felicito! porque eu tenho medo…hehehheh eu penso em voltar e morrer e casa..

  149. Oi, Glenda!

    Achei sua reflexão muito interessante, principalmente porque vai além das diferenças geográficas. Você demonstra que a mudança de país significou também (e principalmente) mudança de valores. E isso é muito bacana.

    Há 3 anos eu também mudei da cidade onde nasci (Rio de Janeiro) e, embora não tenho ido para tão longe, pelo contrário, busquei uma cidadezinha do interior, me identifico muito com o que você falou sobre como as pequenas coisas e as mais simples se sobressaem e somos mais felizes, com menos grana, menos badalação, menos nariz em pé, e tudo o mais.

    Tenho certeza de que voltando ao Brasil você contribuirá muito para os que a cercam e poderá sim encontrar um lugar em que possa unir a paz que encontrou aí com a proximidade com tudo o que você gosta daqui.

    Caso opte por ficar na Espanha, também saberá desfrutar do melhor e ainda manter os vínculos que interessam no Brasil

    Sabe por que?

    Porque eu acredito que nós somos o que desejamos, sonhamos e vivemos e não ONDE ESTAMOS e O QUE TEMOS. E acho que você também pensa assim.

    Um beijo!

  150. Fernanda says:

    Eu estou morando na Argentina há 2 anos e 2 meses. Meu marido está trabalhando por uma empresa e eu não. Aqui, por não ser 1º mundo, é muito diferente que qualquer vivência na Europa, por exemplo.
    Meu marido ganha bem, mas eu ainda sinto dificuldades de conseguir emprego na minha área. Levamos 1 hora de carro para chegar ao trabalho dele e eu para onde devo ir para resolver meus problemas do dia-a-dia.
    Ou seja, a nossa qualidade de vida como casal está super desgastada, mal temos tempo um para o outro.
    No Brasil tínhamos amigos, família, em poucos minutos cruzávamos a cidade que morávamos. Éramos felizes com tudo o que um casal de classe média tem no Brasil. Aqui na Argentina não temos NENHUM amigo! Os argentinos gostam dos brasileiros, mas em relação à amizade são muito superficiais. É cada um na sua e pronto!
    Eu não vejo a hora de voltar a ter a minha vidinha de classe média no nosso Brasil maravilhoso, ao lado do meu marido… se o casamento aguentar a solidão que encontramos na Argentina.

  151. O texto que sempre quis escrever e a atitude que nunca tive, por ter seguido demais os conselhos alheios (e sim, não tenho vergonha alguma de admitir isso).

    FANTÁSTICO!!! Parabéns…

  152. Rogério says:

    Por razões históricas países europeus atingiram uma maturidade social antes de nós. Óbvio, eles são mais velhos (daí a expressão “velho mundo”). Já o Brasil, país do “novo mundo” que teve colonização exploratória (diferente da norte americana) ainda pena para alcançar tal maturidade. Principalmente pela indolência apresentada pela população (também culpa do clima). Mas a diferença acaba aí. Mesmo pelo texto da Glenda fica claro que as coisas são bastante semelhantes. Talvez, a maior diferença sejam os olhos de quem está experienciando o novo (no caso, o velho que é novo pra ela). Tudo parece diferente, e quando tudo é diferente a mente precisa estar mais ativa e isso dá uma sensação de tempo diferente o que traz um certo bem-estar. Mas, até onde consigo perceber, é tudo ilusão. A Glenda tá tão fudida lá como estaria aqui. Talvez, ainda mais lá. De qualquer jeito, há sempre a possibilidade de se casar com um gringo rico. A cenourinha de lá parece mais atraente. Quem sabe a maré muda? Há sempre a possibilidade!

    • Glenda DiMuro says:

      Rogério, que pensamento mais machista, hein? Desculpa, mas acabas colaborando com a afirmação do texto sobre a mentalidade de muitos brasileiros…

      • B.A.C. says:

        Desculpe te desanimar, Glenda, mas muitos estrangeiros pensam e dizem coisas ainda piores a respeito de nós, mulheres latinas.

    • B.A.C. says:

      E Rogério, concordo com o seu texto até a parte “um certo bem-estar”. A partir daí, acho que vc não precisava ter sido grosseiro. Eu discordo da Glenda em vários pontos, também acho a visão dela muito romantizada, mas daí a ofender a moça? Pra quê? Vamos nos controlar, pessoal, descer o nível não eleva o debate em nada.

  153. Augusto says:

    depois de ler o que tu escrevestes, posso concluir que teve uma vida muito pobre espiritualmente no brasil, e teve que fugir de tudos e todos para poder ver diferente. uma brasileira que negligenciou a sua evoluçao a seus pares, resolvendo viver depois do qeu aprendeu longe.
    vvives uma ilusao, uma brincadeira, uma bolha.
    fugistes, amedrontada, da dificuldade que é a vida.
    mas agora teus pares, assim como os estrangeiros, virão aqui buscar emprego, porque este teu mundo de fantasia construido acima de pilhagem e saque desde as grandes navegaçoes ta acabando, e a tua vida de maravilhas, custeada pelo suor de latinos, africanos e asiticos. ta acabadno,
    meus pesames

    • Gabriel says:

      Perfeito seu comentário Augusto.

      Para quem nasceu/vive com a “dificuldade” que você aparentemente, Glenda, não teve “viver no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo e comer no mesmo restaurante da faxineira da piscina…”

      realmente é uma coisa absolutamente normal.

      Você não sabe se volta ?!?!.. Eu te peço, por favor, fique por ai, agora e sempre. O BRASIL não precisa de pessoas como você aqui.

      essa é opinião de um simples brasileiro

      • bruna says:

        simples brasileiro mesmo…sou brasileira e temos que admitir pq isso é fato: empregada nao mora no mesmo edificio que patrao? Ou mora?? pq na minha cidade nunca vi isso….no brasil a sociedade ébem dividida sim….tem bairros finos onde cada apartamento custa mais de 500 mil como tem bairros simples onde é chao batido e uma casa custa 30 mil reais..entao por favor…nao vem dizer que ela que nao esta acostumada, porque esse ABISMO SOCIAL EXISTE SIM NO BRASIL e aqui na EUROPA GRACAS A DEUS AIIINDA NAO EXISTE! Aqui graças a deus nao existe tantas desigualdades sociais, que eh o motivo que mais me faz gostar de estar aqui!

  154. Eli says:

    Olá, moro na Europa há 3 anos e estou voltando ao Brasil… Primeiro, pq sinto falta do calor humano, das pessoas vindo até a minha casa sem hora marcada, da animação das pessoas para não fazer simplemente nada, do calor na passagem de ano…
    Tenho uma vida, calma, tranquila, tbm sou estudante, trabalho tbm… Gasto pouco dinheiro para sobreviver… porém, não consigo me conformar em estudar, ter um super currículo e não ter emprego (nem digo por mim… mas por tantas pessoas nativas que vejo que gastam horrores, mestrado, doutoramento… para trabalharem a vida tda no café)
    Sentirei falta da cultura, das zonas históricas, das passagens aéras baratas… mas isso não supre o que o Brasil tem de melhor!!! Sei das dificuldades, da violência (que é a minha principal preocupação)… só que morar fora me fez valorizar o Brasil! E apesar de todas as mordomias que tenho… Brasil é Brasil!

  155. Alessandra says:

    Muito bom! Moro em Portugal a pouquíssimo tempo, mas penso e sinto diariamente muito do que você escreveu nesse texto.

    beijo e boa sorte!

  156. juliano says:

    Olá, também saí do RS e também estou a 6 anos fora do Brasil…
    Mas moro no Japão, onde a cultura e a vida é muito diferente da Europa, principalmente se comparada com países latinos.
    Gostei muito do teu texto, gostei de como descreveste esse teu desabrochamento para a vida vivida com intensidade, e nas coisas simples. E concordo com tudo disseste a respeito do Brasil, que por sinal já foi batido em outro post. Porém devo discordar quando te referes ao Brasil como a “bolha”, pois lá sim eu sentiria calafrios e teria muito mais medos e preocupações que aqui. Digo isso porque ao voltar, eu teria que (re)começar do zero, não sou formado e não tenho família rica, enquanto que aqui é possível encontrar empregos com certa facilidade e viver dignamente. Não é em hipótese alguma um mar de rosas, muito pelo contrário, mas a segurança, a tranquilidade e a praticidade são inigualáveis, aqui sim eu me sinto protegido, numa bolha.
    Outra coisa que me chamou atenção… Foi Sevilla que te proporcionou todas estas sensações maravilhosas, não um país qualquer fora do Brasil. Quem nunca saiu do Brasil e lê teu texto vai achar que todo país no exterior é assim, o que não é verdade. A maioria que saiu do Brasil para tentar a vida em outro lugar, trabalha muito e nem sempre tem um retorno a altura. Mesmo que haja um retorno financeiro satisfatório, não há tempo para desfrutar da vida, como tu tiveste em Sevilla.
    Se prestares mais atenção, é no Brasil que as pessoas vivem com pouco dinheiro e se divertem horrores… Têm tempo para aproveitar a vida, principalmente as coisas simples da vida, porque as outras coisas são muito caras!
    Já me alonguei muito neste comment, mas só queria dizer que parei aqui ao acaso e só resolvi escrever porque como já falei, gostei do teu texto. Se não tivesse gostado nem teria gastado meu tempo ;)

  157. Juliana says:

    Penso que amamos o Brasil e a alegria do povo brasileiro, mas a verdade é que não podemos confiar em nenhum governante, obras demoram a sair do papel e quando saem estão com o orçamento super faturado e muitas vezes acima, existem tantos impostos que eu que tenho uma micro empresa, fico revoltada, pois infelizmente a maior parte destes impostos não são para a melhoria de vida da população, enfim como micro empresária está bem difícil trabalhar e gerar continuar a gerar emprego; São impostos estaduais e municipais da empresa, impostos da minha profissão, impostos para registar os funcionários, entendo a necessidade de todos, mas alguém pode me dar certeza de que todos são realmente necessários? E que todo dinheiro arrecadado será utilizado em prol das empresas e dos trabalhadores?
    Enfim, amo o meu País, como uma mãe de bandido, traficante, etc… também os ama, porém sabe do erro deles e tem esperança que um dia eles melhorem.

  158. Mari says:

    Já morei no exterior e hoje moro no Brasil. Tenho bom emprego e blá blá blá. Resumo: Não volte. De jeito nenhum. Você vai se arrepender pra sempre.

    • Barbara says:

      kkkkkk
      Adorei Mari…
      Tbm voltei e me arrepender acho que eu não me arrependi não…
      Mas ficar aqui para sempre? Nem pensar…Aliás, meu limite está chegando…rs

  159. natalia says:

    Hola Glenda,

    estou a 3 anos fora do Brasil, vivo no Mexico, e comparto contigo todas essas experiencias. E a pergunta voltar ou nao, sempre nos rodea. No ano passado perdi meu pai, e algo me diz que por mais dificil que seja, tenho que estar um pouco mais com a minha familia, poder compartir de tudo isso que describiste. E a alternativa, que encontrei foi pensar que esse é o meu mundo agora, e tenho que buscar viver dessa maneira em qualquer lugar que eu esteja, no Brasil existe muitaa gente bacana, que comparte das mesmas ideias, espero encontralas quando regrese! e um parentesis, voltar ate a hora de partir outra vez!!!
    Beijooo sorte, nos encontramos em algum lugar do mundo!!!!

  160. Marco says:

    Belo texto, parabéns! Há alguns anos, troquei o Brasil pela Alemanha e não me arrependo. Você expressou perfeitamente a minha experiência aqui. Apesar dos contratempos da vida de imigrante, aqui na Europa a qualidade de vida é muito maior. Especialmente, podendo-se visitar o Brasil ao menos uma vez por ano, mesmo que a trabalho, para a saudade da família, dos amigos e da cultura não apertar demais.

  161. Débora says:

    Delicioso o teu texto! Muito bem escrito, muito gostoso de ler.

    Moro fora ja tem um tempão… No inicio, ia e vinha, pois o meu começo na Europa foi diferente do de muita gente. Vinha a trabalho, ficava 7 meses e voltava. Em 95 foram os primeiros 7 meses na Alemanha, depois fiquei um tempão no Brasil, tentando a vida na minha profissão (sou artista circense a animadora infantil). Em 99 fiz 7 meses na Italia, em 2000, 7 meses na Alemanha, em 2001, mais 7 na Italia.

    Até então, a minha visão era muito diferente, pois eu vinha com passagem de ida e volta, casa comida e um bom salario. Era tudo muito lindo! E facil!

    Em 2002 nao pintou um contrato e eu arrisquei com um amigo de ir para a Noruega. Fiquei 3 meses la, gastei toda a minha grana, nao arrumei trabalho nem visto, passei uns apertos de grana. Mas amei Oslo! Apesar de ser uma capital, nao tem violencia, nao tem confusao, tem qualidade de vida e tem segurança. Tenho uma amiga que mora até hoje la e não ve a hora de voltar para o Brasil. Ela diz que qualidade de vida é ter amigos, é sorrir, é ser feliz. E que não adianta nada ter segurança, saude, bom salario, se voce nao é feliz! Bom, eu sei que as historias são muitas e que cada um tem uma experiencia diferente.

    De Oslo fui para Londres. Amei! Cheguei la sem dinheiro no bolso e acabei ficando 1 ano e 8 meses. Trabalhava como artista de rua e estudava ingles. Ai tive outra visao da Europa. Quando voce tem que trabalhar para pagar o aluguel (com moveis que nao eram meus!) e vive como um local. O teu texto me remeteu aquela época! Eu tinha amigos, trabalhava, estudava, passeava, curtia mesmo tudo! Foi uma época maravilhosa e foi quando eu decidi que queria morar na Europa.

    Meu relacionamento (com um brasileiro) não deu certo e eu voltei pro colo da minha mãe por alguns meses. Na metade de 2004 voltei pro meu trabalho da Italia e conheci o meu marido, que é russo (nascido no Casaquistao).

    Foi aqui que tivemos que tomar uma decisão. Eu, brasileira, ele russo, onde vamos ficar? Na Italia. E desde 2005 moramos aqui.

    Essa foi a terceira fase. A terceira maneira de olhar a Europa. Eu me sinto italiana. Comprei a minha casa, o meu carro, tenho uma otima clientela (trabalho em proprio), tenho um bom nivel de vida. Moro numa cidade pequena, tenho segurança, saude, qualidade de vida. Mas sinto falta de sorrir! (e olha que sou palhaça de proffissão) Sinto falta da leveza que voce conta no teu texto… Sinto falta de ter amigos verdadeiros (os italianos em geral, pelo menos os do norte, não se envolvem muito, não se dão de coração).

    Venho de uma familia classe media, mas desde os 16 anos comecei a trabalhar, por opção. Sempre quis ser independente. Tem uma frase que não vou esquecer jamais! Uma vez estava trabalhando numa discoteca meio carinha, entrou uma garota que tinha estudado comigo, me viu e falou: “voce trabalha aqui? Não sabia que voce precisava!” Senti um nojo muito grande daquela menina. Tenho uma irmã médica, sou artista por escolha. Mas aqui na Europa posso ser artista e como voce disse, posso comer no mesmo restaurante do faxineiro ou do diretor do banco.

    A Italia tem mil problemas, mas não tenho coragem de voltar para o Brasil… Ja fui assaltada mil vezes la! E nao consigo ter um nivel bom, com o que eu ganharia la. Por outro lado, ja estou um pouco cansada daqui… A duvida de quase todos os estrangeiros, ficar ou voltar? Acho que vou ficar com a terceira opçao e se bobear, me mudo para outro pais!

    Boa sorte para voce!

    Abraços.

  162. Glenda,
    Gostamos muito do texto que você escreveu. Traduz bastante muitas das aspirações que nos fizeram dar entrada em um processo imigratório, no nosso caso para o Canadá. Assim como você, a liberdade é uma coisa que nos atrai muito, e as deficiências do Brasil nos tiram esta liberdade, fazendo com que vivamos uma vida de máscaras. Afinal, não podemos ser o que somos em essência. Temos violência aos montes, todo mundo querendo se prevalecer sobre todo mundo… um lugar um tanto quanto irracional. E em nossas viagens pelo mundo podemos observar que a vida não é isso que vivemos aqui. Tem muito mais! Em janeiro de 2013 iniciaremos nossa viagem de VOLTA AO MUNDO. Estamos com nosso blog engatinhando (www.filhosdomundo.com)… mas muita coisa legal vai rolar lá. Enfim… Estamos repletos de ansiedade por sentirmos todas estas coisas que você escreveu. Parabéns pelo post!
    Abraços,
    Diego e Gabriela
    http://www.filhosdomundo.com

  163. Florencia says:

    “Aqui aprendi que não preciso de luxos para viver feliz, que com pouco dinheiro no bolso posso me divertir, ter uma vida cultural relativamente agitada e ainda viajar de vez em quando.”

    Moro em Madrid faz 23 anos (!!!) e essa frase acima resume um monte de coisas que sempre pensei. Também o que vc fala sobre a convivência geral aqui na Espanha…. Gostei muito de ler teu texto hoje de manhã.
    Minha experiência, como todas, é particular. Nascí na Argentina e crescí no Rio de Janeiro, ondesitúo minha “origem”. Não sou completamente daqui e ao mesmo tempo sinto que não tenho pra onde voltar, não tenho mais familia no Brasil. Bem, é um caso longo de contar.

    Quería reforçar a idéia de que viver bem numa cidade/país, pra mim tem a ver com a convivência “gratis”, com tudo o que a gente pode fazer e aprender sem pagar. Na Espanha é muito, apesar do que está acontecendo.
    Tive o maior sucesso e reconhecimento profissional que podería sonhar até dois anos atrás e de repente tudo ficou no ar, minha área de trabalho desapareceu do mapa… Mesmo nos melhores momentos o sucesso nunca foi igual a poder ou dinheiro, carros ou qualquer outro produto de ocnsumo: trabalho na área editorial e de um jeito muito artesanal, com edições culturais. Não fiquei sem emprego porque sou profissional, tenho uma empresa com meu marido, e não tenho chefes. No memento está muito difícil sem quase trabalho e reduzimos nossos gastos ao minimo. Enquanto der pra pagar as contas, a gente fica quietinho, fazendo de pique-nique na Casa de Campo, comentando a vida com o bairro e andando de bicicleta. Temos um filho muito legal e inteligente que sempre foi atendido na sanidade pública e frequenta a escola pública…

  164. Ste says:

    Nossa, como eu me identifiquei com esse post. Devo ser a 2938938 pessoa a falar isso, mas é a verdade. Até me emocionei, vivo um momento complicado, faço intercâmbio mas estou querendo transferir meu curso e ficar mais, às vezes bate uma dúvida, meio pesado aquela história de “jogar tudo pro alto”. Mas sinceramente, se isso não se concretizar, claro, bola pra frente… Mas, de coração, é aqui na Europa que eu quero ficar, por mais orgulho e amor que eu possa ter pela minha terra, nunca me senti tão bem como me sinto aqui.

  165. Pati Dalc says:

    Eu resido na Nova Zelândia há muitos anos e com certeza não me adaptaria à morar no Brasil novamente. Tenho filhos e gostaria que elas tivessem mais contato com minha família, mas sempre que podemos vamos visitá-los. A saudade dos pais e dos amigos é sempre presente, mas a qualidade de vida não se compara, vivemos com conforto, mas sem luxo e as pessoas são muitos simples no modo de se vestirem e viverem. Isso não tem preço.

  166. edna silveira says:

    Não discordo de algumas coisas como educação, segurança acho que ainda há muito o que melhrar. Mas ter que sair do Brasil com S para aprender a respeitar os outros, isso é grave.Espero que todo o brasileiro que pensar dessa forma tente rever seus conceitos para depoi falar do Brasil.Considerando que seja um desabafo dessa moça, respeito porque o seu estado de origem é extremamente preconceituoso,ja´tentaram dividir o Brasil por causa de nordestino e negros, já disseram merdas, é claro que nem todas as pessoas devam pensar da mesma forma; sabe o que mais? tudo de ruim que acontece aqui acontece em todos os países do mundo talvez em proporções diferentes, mas o que tem de bom no Brasil não há em nenhum outro…aqui eu aprendi a amar e respeitar o estrangeiro, o homosexual,o pobre o rico e etc. quem critica o seu país não tem nada a oferecer a ele… O país precisa de seu povo…temos sim que criticar e tentar derrubar os políticos safados e corrúptos.Dica de leitura o livro “A PRIVATARIA TUCANA” recém lançado é de revoltar e dá nojo das sujeiras que fizeram com os bens deste país.O dinheiro?
    nas ilhas caribenhas e outros paraísos fiscais.O Brasil não merece.Pensem nisso e vejam o que cada um pode fazer. Fugir não é a solução…

  167. Patricia says:

    Oi Glenda,

    Sabe que comigo aconteceu o contrário? Foi morando fora que aprendi a valorizar ainda mais este pais. Acho que a minha alma é brasileira e só se sente bem por aqui. Mas o que aprendi de verdade é que somos um povo muito critico e com baixa auto-estima. As pessoas dos outros países nos acham o máximo e nós só conseguimos ver o que existe de errado e ruim, sempre nos enxergando com o olhar duro e insatisfeito. Qualidade de vida eu tenho na minha cidade (Santos) não preciso sair do pais para ter isto. Tudo o que vc diz ter na espanha eu tenho aqui, menos os espanhóis que são muito grosseiros e desrespeitosos. Sinceramente não sei como vc conseguiu ter esta experiência tão boa com este povo, tenho uma experiência profissional totalmente diferente. Enfim, se vc se achou por aí, não é melhor permanecer? Como vc mesmo disse, podemos ser feliz mesmo com pouco e só trabalhando para viver.

  168. Enilda Miceli says:

    Olaaaa, Glenda minha coleguinha de pos na UFRGS, pois é fui lendo, lendo e exatamente estou fazendo a volta, tive que decidir voltar da Italia, mais precisamente de Florença por motivos familiares e de cansaço também. Passei 4 anos diretos na Italia e mais 1 antes destes 4 para fazer o Mestrado. Em fim voltei, mas deixei coisas para tras, porque se nao conseguir me adaptar volto. Meu caso é um pouco diferente de voces, pois me formei muito tarde, com 3 filhos e tive que correr, correr muito para me qualificar na arquitetura e no Restauro, tanto de obras de arte quanto arquitetonico. Pois bem tenho um curriculum pesadinho, mas nao consegui nada com ele na area da arquitetura na Italia, complicadissimo conseguir alguma coisa depois dos 50. Trabalhei como mula em todos os ramos da limpeza, cozinha , hotel restaurante, consegui algo legal com arte, alguns biquinhos no restauro, estagios, e até alguns trbalhinhos como autonoma, mas na realidade nada que me conduzisse a uma carreira na area que estudei, a crise atrapalhou e a desvalorizaçao do imigrante na Italia , mesmo que eu tenha me integrado 100% na sociedade , até pela minha cidadania, nao consegui abrir portas na area. Tentei e tentei muito mas realmente estou vendo que aqui no Brasil, estao precisando de gente para educar, abrir cabeças e passar experiencias, faz um mes que estou de volta a casa, Ganhei um neto e vou trabalhar de onde parti. Me doi ter deixado a minha medica de familia, meus cursos altamente qualificados, inteiramente gratuitos, minha bicleta que era meu motor, voltava as vezes as 2 da manha pedalando e nunca me importunaram. Roubaram meu celular corri atras do ladrao outras duas pessoas me ajudaram um mendigo e um guri de bicicleta e a policia viu e pegou cara. 15 dias depois eu estava num tribunal, com o Juiz com aquelas perucas brancas e babador de rendinhas com uma plateia lotada e o ladrao preso, julgado e encaminhado para serviços comunitarios. Sinto falta dos meus remedios de graça, que saindo do consultorio com consulta de mais de meia hora de conversa com a doutora também gratis,sinto falta da comida , sinto falta dos produtos de higiene de alta qualidade a preços justos, da passagem de onibus, metro e integrados a 1 euro, em Porto alegre custa 2,70 reais, mais que 1 euro, entao…. sinto falta da dignidade cidada, de ver os impostos usados para o desenvolvimento e bem estar do povo, mas aqui eu tenho a minha profissao e se me puxar vou poder fazer um pouco la e outro ca , um pouco Italia, um pouco Brasil, a porta foi aberta agora é so focar e ir em frente, Vamos ver como vai ser este ano de prova que vou fazer por aqui. Beijos boa sorte, se quiseres nomes de grupos de imigrantes com contato pela internet me avisa. Vou para o interior de novo. Em Pelotas a area de Conservaçao e Restauro esta a mil. o pessoal investindo pesado, pouco a pouco chegaremos la.

    • Glenda DiMuro says:

      Enilda, legal te encontrar por aqui! Pois é, acho que o que vai pesar no final das contas vai ser o lado profissional. AInda não acabei o doutorado e sei que vai ser difícil me colocar no mercado competitivo como está aqui na Espanha. Uma das metas quando acabar meu ciclo e contribuir com a formação de novos arquitetos. Sai da área do patrimonio, agora trabalho com produção e gestão social do hábitat. Veremos… se acostumar à nova (velha) vida não deve ser moleza, mas nada que a capacidade de adaptaç4ao que o ser humano tem para dar uma forcinha. Boa sorte!!!!

  169. Pauline says:

    Texto muito bom, verdadeiro! Após 10 meses na Europa pude perceber o quanto precisamos evoluir no Brasil.

  170. GUILHERME says:

    Parabéns pelo ótimo texto! Vou compartilha-lo!

  171. Laila says:

    Acho que todos os pontos de vista desta conversa são validos e interessantes. Mas acredito que a questão de um lugar ser melhor do que o outro para se viver é bastante relativa. Morei 8 anos na França e o que me fez sair do Brasil foram esses tantos pontos negativos que conhecemos e citamos. Fui muito feliz durante a maior parte do tempo em que vivi na França e durante uns sete anos nem pensava em voltar para o Brasil. Um dia a vontade surgiu, todo o desapego que eu tinha (ou que eu achava que eu tinha) do país, dos amigos e da família veio por água abaixo. Incrível, porque isso veio exatamente na época em que encontrei meu lugar ao sol em Paris. Enfim, voltei para o Brasil faz 3 anos e estou muito feliz. Hoje sei que perdi muito coisa, mas também ganhei muitas outras. O melhor lugar para se viver é aquele onde estamos felizes, onde possamos nos sentir produtivos. No mais, trabalhei com inserção social e profissional na França, sobretudo na periferia de Paris e apesar de todos os benefícios oferecidos pelo governo, pude testemunhar que as pessoas menos favorecidas são “deixadas de lado” em qualquer lugar, infelizmente. As vezes, no primeiro mundo, muitas coisas são maquiadas e muito bem maquiadas. Obviamente a experiência de viver fora do nosso pais é maravilhosa e sem duvida essa questão do voltar ou não foi constante para muitas pessoas que eu conheci e conheço até hoje. Desejo muita sorte e paz para todos os que querem ficar no exterior e também para todos aqueles que querem voltar. Acredito que a maioria das opiniões expressadas nestes depoimento são verdadeiras, afinal cada um de nós carrega a sua verdade que acaba refletindo no lugar, no momento em que vivemos.

  172. Glenda… Muito obrigado pelo belo texto que você nos deu de presente… Penso exatamente desta forma. Acho mesmo que agora é hora de vivermos a vida e fazer o que nos faz bem e o amanhã, seguiremos bem se estivermos felizes no tempo e espaço escolhido para viver… Por hora é aqui o nosso lugar, sentimos saudades das pessoas, de algumas coisas, mas também somos muitos felizes aqui. Costumo dizer que a Europa é uma vida dentro de uma nova vida, muitas possibilidades e também muitos desafios… Isto também nos move e nos motiva, não é verdade?
    Beijos e muita saúde sempre.
    Marcio Ventura | Dublin – Irlanda

  173. Fabio Castro says:

    Oi menina, achei muito legal oque vc escreveu e concordo plenamente ate porque ja morei na Espanha e sei tudo que voce esta falando.
    Hj moro na Nova Zelandia ja trabalhando na minha area com 2 filhas kiwis e tambem tenho uma agencia de intercambio, http://www.bglobal.co.nz e vc querendo vir para Nova Zelandia ou Australia te garanto que a qualidade de vida sera melhor que a da espanha, agora em termos de agitacao Espanha e Espanha.

    Bjs e boa sorte nessa tua nova jornada!

    Fabio Castro

  174. Paula Nery says:

    Simplesmente perfeito o seu texto. Me identifiquei 100%! Parabéns!

  175. Julio says:

    Não volte. Um país como esse não merece ter uma pessoa como vc aqui. Assim que puder também saio daqui. Boa sorte.

  176. Cássio Ferreira says:

    Muito bom, tenho a mesma visão q vc, morei de 2004 a fevereiro de 2011 em Barcelona, essa sim e uma cidade maravilhosa e só retornei ao Brasil por que tenho dois filhos e apesar de tudo o que se tem de bom na Espanha, o carinho dos avós fazia falta aos meus filhos, mas se vc esta sola, segue por aí porque da dó de ver o nosso pais.

  177. alyne says:

    Nossa… eu estou pensando em voltar daqui a 2 / 3 anos … mais me encontrei no seu texto… depois de quase 10 anos fora do Brasil… nao sei como seria ter q comecer td de novo :-( bjs

  178. alyne says:

    Ah vc ja pensou em escrever um livro…. nossa encantada com sua palavras no seu blog… se for escrever um livro me avise vou comprar espanhol, portugues ou ingles ja estou na espera da 1a edicao :-D acho q vc nao eh so arquiteta… mestre e etc… gaucha…. eh tambem uma genuina escritora do mundo… aproveite o momento q a espanha nao tem mt trabalho e escrever livros sobre o seu ponto de vista. bjs

  179. M. Sanchez says:

    Sevilla não é toda essa calma que voce deu a entender de andar as 3 da manha numa boa, tampouco é a Andalucia em geral. Há mtos problemas parecidos com os do Brasil. Esqueceu de mencionar as tres mil viviendas e barrios chabolistas, os yonkies nas ruas, a juventude espanola que está perdida e desilusionada, mtos tomam todo tipo de droga, os ciganos que te furtam se tiverem oportunidade, a extrema direita, a sociedade andaluza extremamente classista e mta gente com pensamento retrogrado…

    • Glenda DiMuro says:

      Sevilla tem alguns bairros problemáticos mas isso não significa que seja uma cidade que gere insegurança. Não considero que tenha drogados nas ruas do centro (onde moro) e acho que generalizar a raça cigana é ser preconceituoso.

  180. Erik says:

    Ola,
    Adorei o post, me identifiquei muito tambem com as varias sensacoes que voce descreveu. No meu caso moro no Canada, que gracas a Deus esta ainda bem economicamente ativo e tem uma otima aceitacao a quem é de fora, mas nao trocaria minha vida aqui, minha seguranca, e ate o meu inverno de 5 meses por nada. Concidentemente sou estudante de arquitetura aqui, e nao voltaria por meramente melhores salarios, pra viver uma vida cheia de limitacoes e falsas ilusoes de falicidade, como no Brazil. Ja me sinto parte de onde vivo e a simples ideia de recomecar no Brazil, como vc bem citou “Recomecar com qualidade de vida ou sem” me arrepia os cabelos.
    Toda sorte e parabens!
    Erik.

  181. Andi says:

    Abandonar tudo é fácil!

    • Johnnie Destemido says:

      Abandonar tudo o que? Ninguem abandona nada, ninguem nasce preso…. as pessoas tem livre arbitrio.

      Ela ta certa em correr atras do que ela gosta…

  182. Fernando Lambert says:

    Parabems pelo texto. Moro em Sydney desde 1999 e compartilho a mesma opiniao que a sua.

    Virei leitor do Blog… Bjssss

  183. Danilo says:

    Nunca saí do país, mas isso não me impediu de ter uma visão mais ampla dos significados de liberdade, segurança, tolerância, igualdade e respeito. Sinto falta dessas coisas aqui, e não falo apenas no nível pessoal, mas no governamental. Com 37 anos e uma carreira sem muita perspectiva, sonho em sair daqui e ao menos ser classe operária num lugar que me permita ter o que acredito ser obrigação do estado para com o povo e do povo para si mesmo. Cansado de guerra…

    • Mariana says:

      Danilo, o procure bem antes de se aventurar. Tenho um visto bom na Australia e não tenho direito a exatamente nada aqui! Se vc não for cidadão do país, o sistema de ensino, de saúde e de qualquer coisa deles pode ser o melhor do mundo, mas vc nunca vai ter acesso a nada! vai ficar olhando pela vitrine sem poder comprar. Procure saber bem antes de sair do seu país.

  184. Thiago says:

    Fantástica essa sua reflexão! Parabéns de verdade!!!

    SDS

    Thiago Oliveira

  185. Dani Cassar says:

    Super concordei com tudo o

    • Dani Cassar says:

      Super concordei com tudo oq vc escreveu…Qd engravidei fui com meu marido que eh maltes, tentar viver no Brasil e foram os 7 piores meses da minha vida, infelizmente…preco muito alto p/ qualidade de vida nem tao boa assim, mas como vc disse a unica coisa que ainda me faz pensar eh estar rodeada de amor da familia e dos amigos, que por enquanto matamos uma vez ao ano…rs

      Bjs

  186. Jaqueline says:

    Esses blogs Brasil com Z, expatriados, etc… eu moro no Brasil e não preciso fica reafirmando pra ninguém o pq disso. Nem tenho um blog pra ficar falando pq prefiro morar aqui. Quer morar fora, pode morar, só não faz sentido esses blogs de gente tão preocupada com uma coisa q não ocupa nem 1 minuto dos meus pensamentos diários. Parece q as pessoas se sentem bem em falar “olha, onde eu moro é melhor de onde vc mora” ao invés de ser feliz por outros motivos. Eu to mto feliz no Brasil e não vou fazer um blog pra falar isso, pq não preciso provar isso pra ninguém.

    • Johnnie Destemido says:

      O que voce esta fazendo aqui entao? “A porta de saida eh serventia de casa”. Ainda bem que voce nao pensa em sair do Brasil, nao duraria 30 dias…

    • Barbara says:

      Como meu marido sempre diz: “A ignorância é uma benção”!
      Se você um dia tiver peito para sair da bolha que você vive, talvez vá entender um pouco que escrever BLOGS sobre esses assuntos, não é se mostrar ou querer humilhar ninguém, e sim compartilhar experiências. Mas você não vale a pena nem comentar! Quem sabe em uma próxima encarnação você entenda…

  187. IGOR says:

    BRASIL!! BRASIL!!! BRASIL!!! ACIMA DE TUDO!!! AME-O OU DEIXEI-O !!!

  188. Alessandro Pires says:

    …sempre assim ,rs

    Ja passei por algumas experiencias semelhantes…

    Para resolver logo : (?) . . .so um Clone, rs…

    …fui, voltei, depois fui e voltei de novo….as vezes penso em ir. . .

    Agora estou no Brazil, determinei uma uma data, para que realmente sinta de verdade, da outra vez nao me esforcei muito, fiquei alguns meses e simplesmente quis voltar…e voltei.

    Acredito que agora pode ser diferente, sinto muita saudade, claro q nao tem preço adquirir conhecimento e sabedoria em outros paises, sentir a vida como nunca sentiu em seu pais de origem…Mas estou tentando aq, preciso conhecer um pouco mais meu Brazil, rs…

    …q Deus ilumine nossos Caminhos e envie sinais para que possamos tomar as decisoes…

    Apreciei muito seu texto… muito boa descriçao ….

    Abç.

  189. Nossa… eu ameeeei seu post! De verdade!!!
    Eu esto na Argentina ha menos de um ano, e mesmo nao sendo tao desenvolvida como países europeus, passando por uma crise financeira brava eu tenho aprendido muitas coisas como você!
    Mas nunca sem deixar de amar meu Brasil!!!
    Que Deus abençõe sua jornada ai e aonde quer que você vá!

  190. Luiz Fernando says:

    Isso tudo que vc falou me lembou da musica “Astronauta” do Gariel O pensador… Parabéns muito bacana seu texto.

  191. Thiago says:

    Querida,

    Acho que você teve um belo despertar espiritual.
    Mas valores como estes nunca precisei sair de casa para aprender.
    É fato que as pessoas andam pensando bobagem e vivendo loucuras no Brasil, mas isso é coisa nova, coisa da nova realidade que o Brasil se encontra, e vai passar.

    Quanto ao tempo de qualidade com os amigos e com a cultura. Esses dias na Europa se vão em breve. Eles conquistaram esta mamata através de séculos explorando e matando outros povos. Agora estão em crise, os outros povos cresceram, e vão ter que “urgh”, trabalhar. E com certeza em breve os pais vão pedir aumente e ficar mais tempo longe dos filhos. É a nova realidade e a Europa vai ter que aprender a viver sem as colônias.

    Amo o Brasil e meu povo, que é super heterogêneo. Acho que poderia viajar por aqui também e ver o quanto somos diferentes.

    Escrevo de Londres para você.

    Abraços

    Thiago.

  192. Johnnie Destemido says:

    O Brasil nao tem problemas, quem tem problema eh o povo que mora no Brasil. O brasileiro eh um povo mesquinho, egoista, metido. Eh so ter um pouquinho a mais pra tentar humilhar o proximo. No Brasil a lei que mais faz sentido eh a lei de Gerson, sim, ter vantagem em tudo que faz, entrar no onibus sem pagar, pegar o um real de troco errado e nao devolver, ajudar aquele seu “amigo” deputado a se eleger, assim ele te ajuda em alguns projetos.

    No Brasil o que manda eh o seu status, quem vc eh na sociedade. A gana de ser rico, poderoso, jogar dinheiro na balada, rasgar dinheiro em festas de bacana. Todo mundo quer ser igual ao Eike Batista (ter muito dinheiro), niguem quer ser inteligente como ele, ou todo mundo quer ser igual ao Bill Gates e ser um dos homens mais ricos do mundo, porem ninguem quer ser um filantropico como ele que ajuda os que realmente precisam de ajuda.

    E o povo continua amando BBB e brasileirao, como diz aquela expressao romana: panis et circenses (pao e circo), provimento de comida e diversão ao povo, com o objetivo de diminuir a insatisfação popular contra os governantes.

    O Brasil eh lindo, tem as mais lindas e simpaticas mulheres, eh o pais onde eu nasci, eh a 6º maior ecnonomia do planeta, porem nao eh o pais que eu me vejo tao breve.

  193. Mariana says:

    Muito legal seu post. Estou na Australia há 4 meses. Não posso dizer se vou ficar ou voltar. Vim para ficar 4 anos, com meu marido brasileiro. Adoro aqui… os parques, a tranquilidade, mas aqui não é a minha casa… As pessoas aqui não são tão adoráveis quanto no Brasil. Elas são legais, mas no Brasil é diferente. Morava em Belo Horizonte e aqui moro no interior. Nunca fui de trabalhar muito e minha máxima de vida é exatamente trabalhar para levar o lazer ao máximo! Meu sonho é trabalhar seis horas para poder ficar com meus filhos, e espero que consiga isso quando voltar. Eu planejo voltar. Não quero ter meus filhos longe da minha família, amo minha família, e não quero nunca, nunca, nunca, nunca dizer “mas a cada dia que passa me sinto menos parte dos que ficaram”. Acho que dá para fazer tudo o que vc falou onde quer q vc vá morar no Brasil, exceto andar de madrugada sem medo… mas acho que a gente chega lá… tenho aprendido muita coisa que quero levar para lá, mas estar perto de quem a gente ama não tem preço. Minhas sogra adoeceu e faleceu numa velocidade tão grande, e doeu tanto não estar perto dela e da família nessa hora. E era minha sogra… fico pensando se fosse minha mãe… a saudade não tem preço…

  194. Carine Braboza says:

    A escritora merece realmente parabéns, talvez não pelo texto em sim ,mas bem pela capacidade de gerar polêmica com ele. É importante lembrar que esse blog se tornou um espaço, onde todos podem colocar seus pontos de vista. Assim sendo, chegou a minha vez.

    Morei uma ano em Sevilha, já tive a oportunidade de voltar lá de férias, namoro um sevilhano e não tenho medo, nem vergonha de dizer: Sou apaixonada pela aquela cidade. Mi dulce Sevilla! Nela tive a oportunidade de ter meus direitos básicos garantidos, saúde, educação, segurança, transporte. Voltava das festas às 4 da madrugada de bicicleta, conheci grande parte da europa, além da África.

    Eramos 20 estudantes brasileiros de universidades públicas de todas as partes do Brasil e apenas 01 resolveu ficar vivendo na Europa. Dois anos se passaram e a história de vida deste estudantes é muito bonita. Jovens fazendo traniee, mestrado, doutorado, em multinacionais, funcionários públicos. Se ficassemos os 20 lá, quais seriam nossas expectativas?!!!! Essa estudante que ficou lá em Sevilha, trabalha clandestinamente de garçonete em um bar.

    De inúmeros brasileiros que conheci na Europa, apenas dois estão verdadeiramente inseridos na sociedade, onde um conseguiu transferir a universidade e trabalha como enfermeiro e o outro na área de informática, outros trocentos estão em trabalhos informais, ilegais. O mais bonitinho disto tudo é abrir o facebook deste povo, que mora na europa, como o pão que o diabo amassou, mas as fotos dizem completamente o contrário. Existem pessoas que optam por viver de ilusão.

    Devo admitir, porém, existem caso de sucesso! Conheci um garota quando buscava meu visto e ela estava namorando com um espanhol. Uma pessoa que não tinha nem o segundo grau completo, vivia em uma região marginalizada, desempregada e não falava espanhol. Hoje, três anos depois se transformou em uma senhora casada, com um bebezinho lindo e quase cidadã espanhola. Nesta perspectiva é um caso de final feliz.

    Sou Negra, Nordestina, Brasileira e Pedagoga, única dentre 20 estudantes. Morei no centro de Sevilha, onde da minha “azotea” podia admirar La Giralda iluminada e para chegar até ela bastava caminhar três minutos. Em uma disciplina, numa sala de 50 alunos, o professor pediu que traduzisse um texto em inglês, pois ninguém alí sabia inglês.

    Quantas vezes sentada na janela dentro do ônibus, as pessoas optavam por ficar de pé ao sentar do meu lado. Por que será?!!!! Ao caminhar até a universidade era cumprimentada por todos os negros refugiados que vendiam lenços de papel nas sinaleiras. Tornou-se comum dizer: Não sou Africana. Inglesa também não. Americana tão pouco. Sou brasileira! E ainda escutar a pergunta se no Brasil tinha negro. Vocês acreditam verdadeiramente que a tal segurança, saúde, transporte e não sei lá mais o que compensa?!!!!

    A situação em questão é muito relativa! O contexto no qual estamos inseridos no Brasil, a nossa história de vida e as nossas expectativas influenciam diretamente num possivel momento de tomada de decisão. Venho de uma família de 12 tios e me acostumar com 3 “amigos” em uma terra alheia?!!!

    Eu, como brasileira, oriunda de uma instituição pública, acredito que possuo como “obrigação” acreditar no meu país. A situação é cótica, políticos corruptos, pobreza, desigualdade social, mas imagina se todos nos fossemos morar na Europa?!!! É muito mais fácil sair, fugir, esquecer, dizer que não se adapta mais.

    Meu namorado está num dilema:Ficar na Espanha desempregado e com poucas, ou quase nenhuma possibilidade, ou arriscar no Brasil ao lado de alguém que ama?!! Não posso trocar minha estabilidade como servidora municipal pela saúde, segurança, bares de tapas (petiscos) de Sevilha.

    Ah! Para concluir é necessário destacar que foi na Espanha onde mais ouvi falar de um tal LULA e do Brasil como uma grande potência mundial. E a Espanha?!!! Uma bolha que está prestes a explodir:jovens desempregados, salários cortados, aumento da carga horária dos trabalhadores.

    • Simone says:

      Muito bom seu comentário! Aliás, sensacional. A Glenda escreveu muito bem porém apenas um aspecto de morar fora. Faltou, claro falar das grandes questões que afetam o país – neste caso, a Espanha, em termos de oportunidades e a crise – além da questão da ilegalidade/legalidade que me motivou a voltar ao Brasil – do que ela falou rapidamente.

      Sei bem o que você quis dizer com isso:
      “De inúmeros brasileiros que conheci na Europa, apenas dois estão verdadeiramente inseridos na sociedade, onde um conseguiu transferir a universidade e trabalha como enfermeiro e o outro na área de informática, outros trocentos estão em trabalhos informais, ilegais. O mais bonitinho disto tudo é abrir o facebook deste povo, que mora na europa, como o pão que o diabo amassou, mas as fotos dizem completamente o contrário. Existem pessoas que optam por viver de ilusão.”

      Verdadeiramente quando vejo isso, no meu caso de brasileiros morando nos EUA (NY & regiao) ilegalmente, penso exatamente o mesmo. A gente sabe que é pura ilusão e que no fundo a grande maioria é frustrada pois a vida fora não é mais fácil do que aqui. Eu mesmo era frustrada apesar de nunca estar lá ilegalmente (no caso, era estudante). É claro que existem caso de sucesso como você bem diz, mas será sucesso mesmo? Pelo menos nos EUA, é muito díficil se inserir, fazer parte do país. Minha irmã é um “caso de sucesso”. Conseguiu o green card por mérito próprio (por trabalho, ou seja, sem casamento com americano), comprou casa com o marido que é estrangeiro (mesmo que ainda esteja pagando), tem coisas materiais (carros, tv, etc.) mas e isso quer dizer que ela é feliz? Ela se sente parte da sociedade? E a familia?? Bom, aí são outros quinhentos… e como ela existem vários brasileiros que casado/as com americanos (green card na mão) não conseguem empregos e sofrem preconceito da própria familia (que o diga algumas amigas nesta situação) por não ser americana. Claro, não são todas assim mas se sente na pela essa questão de imigrante em terras do Tio Sam.

    • B.A.C. says:

      Moça, parabéns e aplausos de pé! Você definiu bem: muitos vivem uma ilusão e preferem se acomodar nessa situação a arregaçar as mangas e fazer algo pelo Brasil (sob o raso e imaturo argumento “mas se o país não faz nada por mim, por que eu é que vou fazer por ele?”). Não tenho nem vírgula a acrescentar.

  195. Barbara says:

    Glenda, parabéns pelo seu POST!
    Você conseguiu colocar no papel tudo que eu sinto dentro de mim e outros sentimentos que um dia senti e que consegui superar.
    Morei na Florida – Estados Unidos por 7 anos, e tudo que você descreveu era o que eu vivia lá. Qualidade de vida. Conforto para todos, segurança para todos, diversão para todos, direitos e deveres para todos…Regras que se cumpriam, oportunidades que apareciam.
    Mas caminhar as 3h da manhã sem olhar para trás não tem preço…
    Embora muitos acima relatem que preferem o Brasil, acredito que cada um é cada um…
    Muitos falam mal dos americanos sem nem ao menos terem pisado no país deles para poder constatar se são ou não arrogantes…Morei lá todo esse tempo e sempre fui muito bem tratada, respeitada, e a educação daquele povo não se discute. Hoje estou no Brasil, dando uma chance para a vida no meu país, por diversos motivos familiares….Sim, só respondi SIM a pergunta, por que a palavra familia falou mais alto. Mas para sempre??? Não…infelizmente depois que você conhece o caminho das pedras, depois que você sai de casa uma vez, nunca mais você cria raízes em lugar nenhum do mundo! Estou passando férias no Brasil…mas todos os dias planejando para que casa irei voltar…Não pude conter as lágrimas nos olhos ao ler seu post.

  196. Marta says:

    adorei o texto…vc conseguiu escrever tudo que eu pensava e sentia…

  197. Marcos Vinicius says:

    Ola, parabens pelo texto..realmente divino. Resume como eh viver em paz e feliz. Vivo na Australia por 4 anos, os meus diplomas foram reconhecidos aqui e trabalho como Gerente Nacional de Vendas para uma empresa Alema. A qualidade de vida na Australia eh maravilhosa e podemos conhecer lugares diferentes frequentemente. Aqui trabalhamos para viver e aproveitar a vida da melhor maneira. Por mais que o nosso maravilhoso Brasil esteja bom economicamente…os principais problemas ainda continuam….

  198. ivete says:

    Caros internautas

    Quero deixar aqui minhas considerações uma vez que o tema é bastante polêmico.
    Não tem preço viver ou ter uma experiência fora do nosso país, sobretudo quando o país que nos hospeda é do primeiro mundo.
    E essa minha afirmação se sustenta por várias razões. Em geral nos países da Europa Ocidental temos mais segurança, melhor qualidade de vida, praças, atrações culturais, liberdade de ir e vir, transportes acessíveis, rodovias e pavimentações urbanas eficientes e com excelente sinalização e outras e outras razões.
    Viver em um outro país exige de nós brasileiros acostumados com nossa falta de educação no trânsito, com nosso jeitinho de resolver as coisas e outros vícios requer que uma adequação aos hábitos locais. Quando escuto alguém dizer que gosta de morar fora ou que tem dúvida em retornar ao país de origem eu vejo da seguinte forma. Um cidadão ama seu país apesar dos problemas existentes, porém o que acontece é que amamos o fato de estarmos bem e de morarmos bem. Não vejo problemas nem condeno uma pessoa que tem esse tipo de dúvida. Quem não queria que nosso país fosse sério, que oferecesse segurança aos seus cidadãos? Que fosse implacável no combate as injustiças e punisse cada um que se apropriasse do bem público?
    Acredito que cada pessoa que mora fora vê o mundo com mais horizontes e que essa possa ao retornar e de posse dessa experiência possa melhorar o nosso país.

  199. Carlitos says:

    Acho que vc esqueceu de citar a xenofobia e o racismo nesses países fora do Brasil…

  200. Meniker says:

    Tudo é uma questão de ponto de vista. Depois de muitos anos morando na Europa especificamente Londres onde te da oportunidade de viajar pra vários lugares da Europa sem problema algum não importa se vc é faxineira ou empresária, tudo aquilo que achava bacana e diferente de São Paulo de onde nasci e quero morrer depois de 3 anos começou me encher. Tanta diversidade, educação, museu, history depois de um tempo significou nada, dai depois de algumas decepções com atendimento dos hospitais públicos de um pais de primeiro mundo de onde toda edução e consideração por um ser humano no que se trata a le dar com um estrangeiro em necessidade vai tudo pra casa do chapéu, pra não falar outra coisa. Vc é tratado pior do que indigente, mesmo com toda documentação legalizada. Qdo decidida a voltar uma menina de 21 anos muito linda uma amizade nova q tinha feito aqui disse não vai, Londres é o melhor lugar do mundo pra c viver, e eu pergunto o que faz vc dizer isto ? De onde eu vim não tinha tantas oportunidades, diversidade, and pubs and night clubs as daqui são as melhores. De que cidade do Brasil vc veio?eu pergunto- De itu! Ela responde, Vc já foi pra São Paulo? Não nunca ela responde. E se eu te falar que as night clubs de São muito melhores do que as daqui vc acreditaria não ela responde. A nossa amizade continuou durante um bom tempo eu terminando de juntar meio dinheiro pra voltar trabalhando em três empregos dureza e ela trabalhando pra ir pras melhores baladas, resultado ficou grávida, consequencia me pediu ajuda, meu descobrindo do ano a garota era ilegal, ilegal não tem direito a hospital. Dinheiro ela não tinha nada, quem que ia nos ajudar numa situação desta só brasileiros, depois de uma consulta com um advogado brasileiro de graça melhor solução pedir pra ser deportada antes da barriga crescer muito, jeito mais rápido de ser deportada, denuncia! Pronto amiga tudo resolvido eu te denuncio e vc vai pro Brasil de graça! E assim voltamos quase juntas, e as night clubs amiga? Quem é q quer saber quero ser mãe. Então qdo o bebe crescer te levo numa night clubs em São Paulo. Pois é tudo uma questão de vista!!

  201. Glenda,
    Excelente texto!
    Há anos tenho a dúvida, e um pouco de falta de coragem, de sair do Brasil. Meu trabalho proporciona a oportunidade de conhecer diversos países no mundo e uma coisa eu digo, a vida que levamos aqui não é digna. Já morei em 4 cidades diferentes no Brasil (3 estados) e reafirmo isso, quando se vive em um lugar simples no Brasil você se afasta da cultura, quando se vive em um lugar onde tem acesso a cultura vc encontra a violência e a falta de tempo. Moro em São Paulo há 10 anos e estou cansado dessa cidade que tanto me ajudou. Amo meu país, mas sinto que está chegando a hora (tardia talvez) de vivênciar a vida no exterior. Em todas as minhas viagens pude presenciar a notória diferença que no Brasil se vive para trabalhar e ai fora se trabalha para viver. Consegui conquistar uma vida relativamente confortável aqui, mas de que adianta se a grande maioria da população não tem este mesmo padrão de vida. Já trabalhei ajudando as pessoas e ao invés de ficar feliz pelo que estava fazendo, me entristecia mais ao ler todas as notícias de corrupção, violência e ter a impressão de que estava fazendo um trabalho de formiga frente o pé gigante de uma criança destruindo um formigueiro.
    A mente brasileira é muito capitalista, aqui se prega que o consumo é a forma de felicidade e isso é muito errado.
    Bom, seu texto me fez pensar ainda mais e me encorajar a tomar a decisão que tenho que tomar.
    Obrigado!
    Beijos,

  202. Fabianne says:

    Excelente texto. Morei na Itália por 4 anos e voltei ao Brasil. De tudo isso, aprendi que:
    - cada um sabe o que é importante para si e a decisão de ficar ou voltar está atrelada a isso;
    - sair do Brasil pra ir morar em outro país te torna forte o suficiente pra começar do zero sempre que for necessário, basta ter coragem e paciência onde quer que seja;
    - tanto o Brasil quanto qualquer lugar no mundo tem o lado bom e o lado ruim. Saber entender as diferenças faz parte do processo e entender que a sua escolha é baseada no que você preza e quer pra si é fundamental.
    E o mais importante: seguir o coração, sempre!

  203. Luciano says:

    …eu voltei agora pra ficar, pq aqui, aqui eh meu lugar

  204. Sofia says:

    Estes são pontos de vista Erasmicos. Acorda Alice!!!

  205. Jorge M. Fujita says:

    Vc é simplesmente maravilhosa! Conseguiu dizer tudo!
    Somos a minoria mas devemos tentar uma mudança.
    Quem sabe a nossa vivência e a experiência possam
    reverter o Z para S ?

  206. Tomás says:

    Prezada Glenda,

    Posso lhe garantir que, em relação a Sevilha, os bairros de classe média e média alta de São Paulo não são mais perigosos que os bairros de classes equivalente em Sevilha. Aliás, Sevilha está longe de ser uma cidade segura à noite nos principais bairros boemios.
    Por outro lado, como teve oportunidade de referir, Espanha (e principalmente a Andalucia) é um local onde não existem oportunidades para os mais jovens. Ou se existem são muito poucas. E isso vai demorar ainda bastante tempo a mudar, estamos ainda no começo da crise.

    Penso que o mais importante é o espirito com que se encara a vida. Á muita gente que viaja dentro do seu próprio país e conhece novas formas de abordar a vida. Cresce e evolui. Por outro lado, há outros que já deram voltas ao mundo e nada aprenderam…

  207. Bianca says:

    Wow, que texto maravilhoso e quantos comentarios otimos que me ajudam a refletir. Bom, eu moro no canada a 7 anos, vim pra ca muito nova, mas nao deixou de ser dificil pra adaptar com a mudanca. Vim com minha familia, pai,mae,irma e irmao, cunhada e 2 sobrinhos pequenos. Todos voltaram ao Brasil, e eu resolvi ficar, foi super dificil, ainda esta sendo,porem, nao arrependi ainda. Meu irmao faz 1 mes que voltou, e na primeira semana ele me disse: ” Bianca, aproveita muito a liberdade que voce tem ai, porque aqui isso nao existe mais”. Isso que eu vim de uma cidade do sul de minas, uma cidade muito calma…or not anymore neh.

  208. Fernando Porteiro says:

    Vou ser só mais um na multidão, mas aumentando o coro: sensacional o texto! Uma amiga brasileira que também vive aqui em La Coruña postou o link no Facebook, justamente no dia que eu mais voltas dei sobre a possibilidade. Até porque, não sei se vc viu, mas o raio da Iberia voltou a botar suas “superpromoções” no ar: 462 euros pra passar 15 dias no Rio de Janeiro (por exemplo).

    Apesar de que fiquei realmente tentado com os 337 para Los Angeles hehe… enfim, é uma pena, mas o mercado da construção na Espanha está completamente congelado. E a não ser que se mude o foco do mercado (em vez de só subirem edifícios para o vento morar neles, construirem hospitais, mais escolas, centros para “mayores”…), teremos realmente que contar com a “qualidade de vida acima de tudo”, tentando viver o melhor possível com o mínimo que surge.

    Sim, aqui é possível, tens toda a razão. E é uma pena: um país com tanta História, tanta beleza… indo pro buraco por um mal já conhecido por todos nós: má administração, de tudo. E alguns aprendizes de corruptos. Um abraço!

  209. Ricardo says:

    To sem palavras, morei em Londres por 6 anos, cheguei em dezembro…e….voce falou tudo que sintia e sinto…parabnes, continue escrevendo voce tem talento!

  210. Michelle says:

    Perfeita sua descricao…
    Como disse a marta, vc conseguiu expressar o que mtos de nos sentimos, vivemos e aprendemos.

    Morei 2 anos nos EUA e 3 1/2 na Australia, e o UNICO motivo que me fez retornar foi realmente esse q vc citou: familia!
    acho que conforme crescemos e amadurecemos damos mais valor a isso. Mas com uma vida estabilizada na Australia e nao ganhando o melhor salario do mundo, eu pagava contas, viajava e sempre sobrava pras minhas comprinhas… Isso sem falar as passeadas na praia no fim do dia, a andadinha na madrugada a peh e a bicicleta que era mais usada que o carro….
    Parabens pelo post… Nao poderia ter expressado melhor essa sensacao.

  211. Jefferson Cervieri says:

    Moro em Queenstown, NZ, ja tem quase 9 anos,me identifiquei muito com o que voce escreveu. Os valores com certeza sao diferentes…Lindo texto.

  212. Fernanda says:

    Cara eu sou fua fã!!!!!! Faço minhas cada uma de suas palavras!
    [adorei o texto…vc conseguiu escrever tudo que eu pensava e sentia… 2]

  213. Daniel says:

    Vou ser obrigado a discordar em alguns aspectos… :) ..

    minhas opiniao está no meu blog, para quem quiser conferir…

    http://ovelhainitiative.blogspot.com/2012/01/canada-vs-brazil.html

    Até mais…

  214. Fabio says:

    Glenda, minha cara amiga!

    Essa analise que você fez, é incrível!
    Atualmente moro no Canada (Québec) com a minha esposa e me identifiquei com o texto de uma forma impressionante.
    Tenho pouco tempo aqui (apenas 8 meses), e como você mesmo citou, a família e amigos são as únicas coisas que fazem equilibrar a balança da duvida.

    Desejo saúde e felicidades! Seja na Espanha, Brasil, ou qualquer canto do mundo.
    Seja simplesmente feliz!
    Parabéns!
    Grande abraco.

  215. Bruno says:

    Para mim é como aquela frase:

    “Morar fora do Brasil é bom, mas é uma merda. Morar no Brasil é uma merda, mas é bom”

    Uma frase tão simples mas que na verdade expressa exatamente o que sinto.

    Eu já morei fora um tempo também, mas agora quero ficar aqui no Brasil mesmo.

    Sei que dinheiro não é a resposta para tudo, mas uma vez discutindo com pais e amigos chegamos a conclusão que o Brasil pode ser o melhor do mundo para se morar … se tiver MUITO dinheiro.

    O que não é tão fácil e as vezes é perigoso pois como você, concordo que dinheiro não é resposta para tudo. Mas infelizmente aqui no Brasil, se formos esperar pelo governo para nos ajudar com itens básicos, estamos f*didos.

    E é aí que entra o dinheiro …

    Abraços! Belo texto!

  216. Milena F. says:

    Moro há 3 anos na Europa, o que é pouco em comparação com quem está fora há 25 anos, mas consegui perceber algumas coisas… Em primeiro lugar, como vc Glenda, não vivo fechada em guetos. tenho sim amigos brasileiros aqui, mas tenho tb muitos amigos franceses e de outras nacionalidades, e quando percebi da parte deles algo que poderia ser classificado como preconceito, era desconhecimento mesmo e curiosidade, realmente eles queriam saber mais sobre o Brasil e saber que a imagem que passam nos jornais e tv é verdadeira…
    Mas o maior preconceito que já vivi aqui e que volta e meia vivencio, é da parte dos próprios brasileiros!!! Paulista ou carioca não fala com quem é “provincial”, quem é do nordeste não fala comigo porque venho do Sul e eles dizem que gaúcho não gosta de nordestino (pode ser que tenham conhecido alguém assim, mas conversando, em tdos os casos era do “ouvi falar”); quando falo que justamente de experiências muito ruins de rascismo que vivi no Maranhão, aí eles falam mal do maranhenses (isso não é preconceito? ainda por cima falar de outro colega nordestino?); e terminam a discussão falando mal dos goianos! Já ouvi dizer (não sei se é verdade, não conheço nenhum goiano!) que Goiás é o estado mais pobre atualmente no Brasil, com povo mais sem educação, mais mesquinho, que se puder “ralar” o outro vai fazer… Então, pergunto mais uma vez, isso não é preconceito???
    Eu acredito que o Brasil poderá criticar o racismo no exterior quando aprender a conviver com as diferenças internas e respeitar os diferetes tipos de brasileiros que existem! Vamos tratar o racismo que existe dentro do nosso país antes de falarmos em esferas globais!

  217. andreia says:

    Adorei – penso como ti. Vivo em Londres a 11 anos e assino embaixo tudo que disse. Tambem cheguei aqui como turista, estudei e agora trabalho. Foi um processo longo ate me regularizar pra trabalhar pois tambem nao sou casada com europeu, mas aconteceu. Boa sorte pra ti ! continue aproveitando e aprendendo

  218. Simone says:

    Oi Glenda!
    Li seu post e achei que descreveu muito bem o que sente o brasileiro que mora fora do país.
    Algumas observações, no entanto.
    A felicidade não depende do lugar. Muitas pessoas se sentem felizes aqui no Brasil ao viver uma vida simples (como até dizia uma pessoa em dos primeiros comentários do texto). Agora, entendo bem que a maioria aqui ainda valoriza demais coisas materiais. Mas veja bem, se você já não pensa assim ao voltar ao Brasil não tem que voltar a ser o que era antes. O que você sente aí e viveu aí carrega com você pra sempre. Aliás se tiver um estilo de vida simples aqui perceberá que não terá que se preocupar com assaltos nem crime. Não que eles deixem de existir, mas pelo menos você poderá apreciar o passarinho cantando, o sol que bate gostoso em você, a garoa, enfim.. tudo o que há de bom nesse nosso maravilhoso país.
    Precisamos fazer algo para mudar as injustiças de nosso país. Não basta apenas falar dos problemas. Dizer como lá é bom e como aprendeu a pensar no coletivo e simplesmente dar às costas a comunidade brasileira onde quer que ela esteja e tratá-la de egoísta e tal. O desafio é justamente esse. E não é muito que precisamos fazer para eliminar as desigualdaes. Grande parte do trabalho a fazer se resume a nossas atitudes, pensamento e maneira de ser e que faz uma grande diferença. Se você um dia decidir voltar, e muitos outros que moram fora também, verá que isso faz muita falta aqui. Sua energia e mentalidade aberta irá aos poucos mudando nosso país. Não se precisa grandes atos para mudar o país. Coisas tão simples como usar a bicicleta em vez do carro, votar bem (se informar e educar os outros), deixar o pedreste passar, etc. podem fazer uma enorme diferença.
    Você disse isso: “Aprendi que viver no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo e comer no mesmo restaurante da faxineira da piscina é uma coisa absolutamente normal.”
    Sei bem o que quis dizer pois vi muitos brasileiros aprenderem isso na marra quando morei nos EUA. Mas veja bem, se isso te incomodava pra começo de conversa (não que seja seu caso) o melhor mesmo é que você more fora do país. Existem aqui muitas pessoas sábias, simples e boas e também outras falsas, interesseiras, superficiais, etc. Não somos todos que temos preconceitos. Muitos de nós viemos de origens simples e já sofríamos preconceito apesar de sermos brancos (por incrível que pareça). Por isso acho que o tipo que você bem descreve deveria morar fora do país e ficar por lá – de preferência. Um estrangeiro nos EUA, por exemplo, nunca se integra ao país. Sempre será imigrante, peixinho fora d’agua. Ele sofre com isso. Pois bem, se ele não sabe valorizar as pessoas aqui, lá ou em qualquer lugar, o bom mesmo é que não volte e continue a ser tratado como inferior. Quem sabe um dia esse brasileiro que você descreve aprende a ser humilde, né? É o que esperamos.
    Belo texto. Gostei! Espero que um dia você volte ao Brasil e traga consigo tudo o que aprendeu e faça deste nosso país um país que tenhamos orgulho. :)
    Abraços

  219. Silvia says:

    Glenda, seu relato eh espetacular!

    Independente de onde os brasileiros (com ‘z’) estao vivendo agora, todos parecem sentir o que vc descreve.

    Eu estou fora do Brasil a 4 anos e voltei recentemente de ferias em SP pela primeira vez. Amei rever toda minha familia e amigos, mas toda aquela paranoia de seguranca e patricinhas me fazem sentir que nao pertenco mais a ‘aquela tribo’, sabe?

    Claro que a saudade bate, e tb penso em longo prazo… viver aqui na Australia eh otimo, mas serei sempre ‘estrangeira’ e sera que to preparada para envelhecer sozinha e distante das pessoas que eu cresci, que eu convivi e que eu amo?

    Enfim, o dilema vai sempre existir. Uma coisa eh certa, poder ter/viver no exterior eh uma experiencia unica e certamente engrandecedora!

    Continue escrevendo. Adorei e vou recomendar a leitura!

    Abracos
    Silvia

  220. Giovana Foglia says:

    Muito bonito o seu texto, você expressou seus sentimentos de forma bem clara, mas o que é um país se não o seu povo? se retirarmos toda a população o que sobre é um monte de terra… então se todos batermos em retirada nada podemos mudar, é como abandonar o navio. Se acreditamos que realmente existe, e existe, um jeito melhor e mais feliz de se viver lutemos por ele, viva o que você acredita, e com isso mude as coisas ao seu redor, nada melhor do que o nosso próprio modo de viver para exemplificar conceitos. Acredito que as coisas podem melhorar e eu quero participar disso, ser parte disso, não mera expectadora. Lembramos também que a Europa tem mais ou menos uns quinhentos anos na frente do Brasil e é “BEM” menor que o nosso Brasil, sem contar ainda na grande diversidade de raças e culturas que convivem no nosso mesmo espaço. Ainda não conheço outros países mas sinto em meu coração que apesar de todas as dificuldades que nosso povo ainda enfrenta, não trocaria esse país por nenhum outro, e de alguma forma quero participar na construção de um novo futuro, de um novo tempo para esse Maravilhoso País, que tenho certeza absoluta que virá. Uma nova nação, com seu povo pleno em seus direitos, vivendo e desfrutando de paz e felicidade. Abraços…

  221. Castro-Junior says:

    Glenda Dimuro, muito marcante o seu texto. Mas pra mim apenas do ponto de vista estrutural e gramatical. Bem poético até, eu diria. Mas nao me comoveu tal como comoveu outros que leram. Sobre suas idéias, tenho ponto de vista diferente, e, pelo que percebi lendo poucos posts, diferente tambem do ponto de vista da maioria dos que postaram. Minha experiëncia fora é de 1 ano, em providence, RI, USA, cidadezinha de uns 500 mil hab, extremamente aconchegante e que, em muito, se assemelhou ao que vc escreveu em relacao ao estilo de vida. Também fui como aluno de doutorado e após voltar e terminar o doutorado aqui no Brasil as portas la nao estao abertas para mim, estao escancaradas e com enorme forca tentam me puxar para la. Mas a minha conclusao, fatal e certeira e que a minha real missao e dever ‘e a de continuar aqui. Vou continuar escrevendo mais tarde e detalharei melhor meu ponto de vista…

  222. Joaquim says:

    Não se pode fugir da realidade nem do destino porque nada acontece por acaso. Podemos sim correr atraz de vida melhor, conforme seu depoimento. O importante é estarmos felizes. Da maneira que vc se refere a voltar a viver no Bra(z)il, pelo carinho e o amor de familiares, vejo que sua felicidade não é total. Realmente a vida em alguns paizes é bem melhor do que no brasil, por tudo que foi citado, mas existem dezenas ainda piores.
    Para refletir:
    Somos eternos e em qualquer época estaremos am algum lugar neste Universo e estarmos melhores dependerá do nosso aprimoramento moral, intelectual e espiritual.

  223. gabriel says:

    o brasil é muito grande pra generalisar dessa forma. em que parte do país tu vivia? eu moro em porto alegre e sempre voltei à pé para casa durante a madrugada, e nunca fui assaltado, estuprado ou qualquer coisa do gênero. acredito que ninguém precise sair do país pra aprender sobre simplicidade, felicidade, etc. basta deixar a arrogância e prepotência de lado.
    aliás, existem pessoas superficiais nos quatro cantos da terra. o continente europeu explorou e explora o mundo até hoje. se os países de lá são tão bem desenvolvidos não é somente através de planejamento e políticas públicas, mas de um funcionamento extremamente egoísta, onde todo tipo de tecnologia e desenvolvimento (graças ao sangue derramado pelos povos de OUTROS países) fica confinado, e não compartilhado.
    se a vida é tão boa nesses lugares, com certeza não é somente por mérito do povo de lá.

  224. Silvana says:

    Olá Glenda,

    Sinto-me feliz pr você ter percebido que o a vida é muito mais do que imaginamos. Eu moro nesse Brasil que é execrado,insultado, roubado e desdenhado. Trabalho apenas meio perído. Moro numa ilha linda e eu e meu marido temos muito tempo pra ficar com nossas crianças. Aqui também se tem opção de ganhar menos e viver melhor. E olha que tenhi casa prórpia, carro etc. E pode ter certeza que há muiiiitas pessoas com muito menos e muito feliz. Tive oportunidades de sair daqui, mas amo muito este país. E sem contar que foi ele ( junto com meu esforço é claro) que me deu condições de alcançar minhas metas. Também foi este páis inegavelmente que também de alguma forma subsidou as condições mínimas para todos os seus filhos pródigos sobrevivam neste mundão a fora. Vocês que vivem aí fora já conseguiam vislumbrar que a maioria das pessoas que moram em seus países gostam dele? E os que ficam vivendo neles é quem tem o real direito de criticá-lo e defendê-lo. Pois o real cidadão é aquele que ama seu país e fica até o fim e não abadona o barco.
    Há pobreza no mundo todo…. financeira, ntelectual, mas a que pode degradar o ser é pobreza de pensamento. A arrogância e o desdém mostram infelizmente que é preciso mesmo sair de onde está para ir de encontro aos seus similares. Aproveite para refletir e torcer para que o Brasil continue crescendo já que é dada como certa a morte do Euro e aí o Real será real. Torço pra que as pessoas não precisem sair de sua “bolha”para observar o mundo. Ser madura e ter consciência global requer apenas uma mente questionadora, inteligente e depsrpovida de pré-conceitos e julgamneto. Todo o lugar onde somos felizes é o melhor lugar. Pena que alguns tenham que andar tando para ser feliz.e ainda bem que muitos conseguem ser felizes onde estão… assim sobra mais tempo para aporeitar o pouco tempo que temos nesta vida. Um ser iluminado nos deixou um ensinamento muito lindo , reflita sobre : todo sofrimento vem do desejo deque eu seja feliz e toda felicidade vem do desejo de que todos os seres sejam felizes. O ego é nosso grande professor. Se julgarmos menos se isso é bom ou ruim com certeza a felicidade relativa acontece. Felicidades. E saiba que quando quiser voltar as portas da minha casa estaram abertas para uma visita. Esse “Brazil”é lindo e maravilhoso de se viver.

  225. Renato says:

    Realmente a vida em outros paises pode ser muito melhor que no Brasil, pode ser muita mais comoda e fácil para a maioria das pessoas que não se encontraram no Brasil.

    Mas estar na sua terra, junto da sua origem, familia e amigos não tem preço. Saber que estou fazendo minha parte e ajudando a fazer um Brasil melhor para os meus filhos e netos ao invés de me refugiar em um outro país onde minha vida vai ser mais fácil tb não tem preço.

    Pq sinceramente pessoas como você, vejo como pessoas frustradas aqui no Brasil que provavelmente não tiveram um bom desenvolvimento profissional ou não se acharam até hoje, e vão em busca de se encontrar em outros paises, o que é justo, cada um precisa ser feliz. Um tanto quanto covarde mais justo. Pq se todo mundo tivesse o seu pesamento, o que seria do futuro do Brasil ?

    A maioria das pessoas que conheci fora do Brasil e moravam fora ( morei 6 anos fora a trabalho ) tinham este perfil. E não voltavam porque eles nunca seriam o que são em outros paises no Brasil e muito menos teriam a qualidade de vida almejada, então é muito mais comodo ir morar fora, e detonar o Brasil baseado nas frustrações de cada um do que encarar.

    Independente dos problemas ser patriota é pra poucos, e definitivamente não é para pessoas como você.

    Felicidades onde quer que for ..

    Renato Furh

  226. Gustavo Vito says:

    Posso dizer, sem qualquer tipo de receio, que aprendi tudo que a autora disse sobre desapego material sem precisar sair do país (Brasil com S), já o oposto é o que impele, em alguns casos, brasileiros a saírem do país (Brasil com S). Outra coisa que aprendi no Brasil (com S) é que as mudanças necessárias necessitam de mobilização, necessáriamente, de brasileiros que tenham aprendido a deixar o egoísmo como norte de vida, partindo assim para a ação – que compreende tb, a simples maneira de pensar, agir e educar os filhos. Decerto, após ler o que a autora escrevera, pude perceber que estará – desculpe o termo – cuspindo no prato, caso volte ao Brasil. Gostaria de sugerir a ela para terminar o Doutorado em outro país, já que, aparentemente, desistiu de encarar os problemas de um país que necessita de grandes mudanças. Todos temos a liberdade para decidir morar onde for mais conveniente, mas, nesse texto foi claro que a autora desistiu do Brasil. Não seria hipócrisia, depois de escrever tal texto, que ela voltasse ao país (Brasil com S) para estudar? Enfim, é a minha opinião.

  227. Márcio says:

    Esse texto me calou profundo no peito, não diria que de uma forma positiva, mas construtiva. Ter passado tanto tempo na Suécia, como em outros países Europeus e nos EUA, plantou em mim a dúvida, onde nós erramos?
    O seu texto me guiou para uma resposta, que está longe de ser uma conclusão , satisfatória para internalizar os pontos freqüentes no discurso de brasileiros, que como eu, moram ou moraram no exterior.
    Voltando no tempo, lembro de um texto lido em Estocolmo, uma análise sócio-econômica sobre a Espanha, em que os suecos tinham a opinião muito parecida com a sua sobre o Brasil, um lugar inseguro, cheio de problemas sociais e fadado a bancarrota.
    A Suécia que garante o ensino de alto nível, público e gratuito, cultura, laser e saúde para TODOS que alí habitam, e repito TODOS. Não é necessário casar-se com um sueco para obter parcialmente os direitos de cidadão, apenas residir no país, sem falar na igualdade de gênero que é ímpar.
    Vivi momentos incríveis, idas e vindas de bicicleta, viagens, amigos, lições aprendidas, e tudo sem precisar ganhar muito e principalmente sem o famoso “parcelamento”, que é um conceito pra lá de incompreensível para qualquer não brasileiro.
    Mas mesmo assim o Brasil não saía d minha cabeça, e principalmente do meu coração. Mesmo sabendo das complicações, tenho amigos brasileiros, com os quais as noites são mais divertidas, os dramas são mais verossímeis e os abraços são mais demorados. Então pergunto, onde erramos?
    Fui ao fundo e pesquisei, peguei um país pobre pertencente ao bloco principal da União Européia, a Espanha (que nunca foi G8), que tem problemas sociais como fome, moradores de rua e uma forte diferença social entre o sul e o norte, levantei alguns dados e logo apareceu uma resposta palpável para essa pergunta. Os espanhóis, diferentes dos brasileiros, se indignam e ganham as ruas em marcha, pedindo mudanças e demandando melhoras. Se podem andar pelas ruas às 03:00h da manhã é resultado do sangue do povo que se debruçou sobre a causa.
    E de qualquer forma, em grande parte do Brasil ainda se anda a pé ou de bicicleta às 03:00h da manhã sem maiores preocupações, sentindo a fragrância jasmim das damas-da-noite, que em noites quentes invadem as ruas em cidades por todo o Brasil, enquanto em Madrid, como em qualquer outra metrópole européia, as damas da noite, com seus perfumes africanos e leste europeus, passeiam pelos bairros centrais a qualquer hora do dia ou da noite, oferecendo os seus encantos.
    É fácil comer do fruto da luta de outra pessoa, o difícil é arregaçar as mangas e batalhar diariamente para fazer valer o seu título de CIDADÃO BRASILEIRO, e fazer do hoje um lugar melhor para os nossos herdeiros.
    Parabéns pelo seu texto e obrigado pela reflexão.

  228. Léia says:

    Compreendi perfeita as dúvidas e as certezas da Glenda. Mas muitas outras questões, além da qualidade de vida, são avaliadas para escolha de um lugar para se viver. Dizer que moro no meu país tem, para mim, uma importância muito grande.

  229. Charlene says:

    Lindo Texto!!! Concordo em grande parte…se não fosse ainda meu sonho de ver este país melhor e meu amor que tenho a ele, à minha família e a minha profissão…Faria o mesmo…De fato, não se vive para trabalhar e só trabalhar não é viver…Mas também viver sem ideal, para mim não é viver…Acredito num futuro melhor, torço e vibro com cada notícia boa de nosso país dentre inúmeras tristes, sei que ainda falta muito, que o trabalho é diário e depende da atitude de cada um…simplesmente criticá-lo ou compará-lo com uma civilização muito mais velha que a nossa, com uma história bem diferente, onde não se teve exploração e onde se foi o “berço da civilização” não é justo, não faz sentido…é por si só desigual…claro que difícil será encontrar mais pontos positivos nesta comparação…resta lamentar!? Acho que não! Não vejo que este seja o melhor momento para lamentações…Estamos experimentando um crescimento econômico invejável, em que muitos “gringos” gostariam de sair dessa crise européia de fugir desta falta de oportunidades, onde não se é possível se quer sobreviver, para ter um lugar ao “Sol” em nosso país, há muitos “gringos” aprendendo Português
    , buscando de todas as formas visto para trabalho aqui…Salários que não se paga nos EUA, tampouco na Europa, enquanto nós estamos deixando de olhar para dentro e pouco a pouco permitir esta imigração, que ele ocupem espaços merecidos à nós!!!… Que não deixemos que uma nova e moderna forma de “colonização” se faça em nosso país em nossa sociedade…Claro que tem muita coisa boa lá fora sim…mas já passou da hora de valorizármos o que temos aqui e o que é Nosso!!! Um abraço à autora deste texto!…só tb foi meu ponto de vista! de alguém que morou 3 anos na Irlanda e tb morre de saudades da bici e de uma vida mais tranquila…

  230. Juliana says:

    Olá Glenda,

    Vi seu texto no perfil do facebook de um amigo e gostei muito do que você escreveu. Eu ainda não tive uma experiência de morar fora de Brasil, por falta de oportunidade, mas estou planejando fazer meu doutorado-sandwíche na França nos próximos 2 anos.
    Achei interessante porque mesmo não tendo essa experiência, eu compartilho com todos os aspectos que faz com que você queira viver na Espanha. Qualidade de vida, respeito, tolerância, entre outros.
    Pode parecer engraçado, mas muitas vezes me sinto estrangeira aqui no Brasil. Mesmo porque saí de uma capital interiorinana para morar no Rio de Janeiro e enfrento muitos desafios quase como alguém que está mudando de país. Como também aprendo coisas belíssimas com os brasileiros e os cariocas – e que todos dizem que só se encontra por aqui. Porém, sempre reflito na possibilidade de buscar uma vida melhor em outro lugar, mas algo muito forte me diz que o que tenho que fazer e transformar é aqui, onde as coisas devem ser construídas. Os países da Europa possuem séculos de história, civilização, guerras… e se construíram sob a colonização e a exploração do restante do mundo, ou seja, colhem os frutos de todo esse processo. Acredito que muitos dos problemas que encontramos no Brasil também seja os da Colômbia, Índia, Angola, Marrocos, entre outros (é claro, guardadas as suas devidas diferenças e particularidades). Ou seja, vejo o Brasil como algo a ser construído e lapidado. Sinceramente, essa minha visão pode parecer ingênua, mas será que não é ser ingênuo não enfrentar os duros desafios que temos que fazer aqui? Por favor, não entenda que estou te criticando, apenas colocando uma reflexão. Sinceramente, não acho justo muitas vezes as regras e a forma como brasileiros ou latino-americanos são recebidos ou tratados em muitos países, e as condições nas quais permanecem. Não achei justo a sua própria situação, de não poder exercer sua profissão. Meu namorado nasceu no Brasil e morou 19 dos seus 28 anos em Paris pois o pai é francês. Após ter tido sua formação, há 3 anos decidiu voltar para o Brasil para “fazer a diferença aqui”. Está ralando muito e enfrentando os típicos problemas do Brasil: corrupção, altos impostos, desrespeito, e etc, etc. Mas nunca pensa em voltar, diz ele, “lá já está praticamente tudo feito, é aqui que devo aplicar meu conhecimento e minha força de vontade”. O mesmo vejo com pessoas que possuem a experiência de ter uma formação fora, assim como você.
    Bem, eu ainda terei a experiência de morar por um tempo fora do Brasil e não sei se depois disso irei mudar de idéia, mas de qualquer forma, gostei muito do seu ponto de vista e acredito que deveria ser lido por muitos brasileiros.

    Abraços,
    Juliana

    • judit says:

      concordo plenamente com tudo que disse glenda, minha filha mora en ibiza e vive muito bem. sempre vou visita-la fico trs quatro meses por la e e muito bom. infelizmente no brasil me sinto como uma filha sem pai, sem segurança muito preconceito… infelzmente. fique por ai mesmo e o melhor lugar pra se viver bjos.

  231. António says:

    todos comentaram e falaram, mas esquecem que na Europa também existem crimes e corrupção, vcs falam dos males do Brasil mas em todo o mundo existe racismo,xenofobia,assaltos e falta de civismo, não é só no Brasil que não respeitam as passagens de peões pela Europa fora isso acontece, sim é verdade que na Europa se vive com um pouco mais de segurança e porque? pela simples razão de que a Europa são vários Países e todos eles mais pequenos que o Brasil por isso e mais fácil haver controlo mas se juntar-mos a Europa num só pais o que acontece? a criminalidade a corrupção é igual ao Brasil, quanto a Espanha seja em Madrid, Barcelona, Saragoça,La Corunã ou outra qualquer cidade espanhola não existe aquela sensação de segurança como muitos aqui descrevem, não será isso um falar para descarregarem a vossa frustração do mal que existe no Brasil? e que gostariam de ver o vosso Brasil melhor? sim é possível, mas não falem assim da Europa pois aqui nesta Europa como já referi, não e nenhum mar de rosas nem jardins do paraíso.

  232. Teté says:

    ótimo post. ótimas reflexões. eu morei grande parte da minha vida fora do Brasil e costumo dizer que não só aprendi muito sobre como viver a vida, como vc conta aqui no post, mas também é importante sair do Brasil para compreende-lo. Depois de muitos anos fora, eu voltei. Estranhei muitas coisas e ainda tenho alguns choques culturais, mas vejo beleza também em muitas coisas. Me lembro dos dias morando nos EUA e na Espanha, e como muitas pessoas eram mal humoradas, arredias. Adoro o jeito otimista e simático do brasileiro, como estranhos de tão dão bom dia. Em algumas cidades aqui no Brasil você também consegue viver bem e se divertir com pouco. Aqui tem muita beleza também. Enfim, o bom é transitar com leveza, ir e vir e ver beleza em cada lugar que passar.
    abraço!

  233. Vivian says:

    Obrigada, Glenda…estou vivendo agora o momento da decisao….Penso e me sinto exatamente como voce, sem tirar nem por…Vamos ver que supresas me traz a Espanha…Boa sorte!!

  234. Guilherme says:

    Oi Glenda,

    Muito legal seu comentário. Morei 7 anos na Europa, inclusive a maioria do tempo na Espanha, entre Barcelona e Ibiza. Concordo com quase tudo que vc falou, pois pensei em tudo isso por muito tempo antes de voltar. Posso dizer que esses 7 anos foram os melhores da minha vida. Mas a verdade é seguinte, pelo menos no meu caso: Voltar para o SEU país, com SUA família, com SEUS amigos de verdade (que vao dar vida pra fazer o que for por vc) nao sao pequenos detalhes, sao fatores que com o tempo começam a pesar mais e mais. Você pode passar 30 anos aí na Espanha que você nunca vai ser tratado com um espanhol, você será eternamente uma estrangeira. Ou você vai me dizer que fez amigos espanhois tao bons quanto os que tinham no Brasil? Bom, eu pelo menos nao cheguei nem perto disso. Realmente a mentalidade do brasileiro é irritante (eu voltei faz 2 anos e sigo me estressando com muita coisa), porém graças a Deus tive a oportunidade de morar esses anos fora que sei que a vida nao é bem assim e tento ser fiel as conceitos que aprendi por aí, apesar da sociedade ir te corrompendo pouco a pouco. Bom, poderia escrever muitas coisas aqui mas vou resumir o que quero dizer: se tivesse continuado morando na Espanha, apesar de todas essas vantagens que você comentou, sempre haveria uma vazio na minha vida (por isso de familia, amigos, meu país, etc). Passar um período, da vida, que sejam 10 anos, é uma coisa, quando vc pensa em uma vida toda (criando sua familia, seus filhos, etc) a coisa muda. Por aqui obviamente sinto falta das coisas que tinha por aí, e penso com muita frequencia em tudo que passei por aí, porém tenho certeza que tomei a decisao certa. Caso vc volte, pode ser até que passe por um periodo de incerteza e arrependimento (que eu particularmente nao passei mas tem gente que passa), mas passado algum tempo vc lembrar com saudade dos tempos daí e só. A vida continua…

  235. Amaury says:

    Não li todos os comentários.
    Compartilho desta vontade de morar no exterior, não sei se pra sempre.
    Mas dadas as condições expostas no texto, eu pergunto:

    E o Futuro? E quando você tiver 60, 70 anos, o que irá fazer? Viver de quê? trabalhará com quê? Você pensa em aposentadoria??
    Acredito que poupança seja uma das obrigações dos imigrantes. né??
    ou estou errado??

    abraços

    Amaury

  236. olavo padaratz says:

    texto maravilhoso. adoraria conhecer vc pq o q vc escreveu diz tudo o que eu penso tanto de la como daqui. pobre pais! abraço

  237. Ana says:

    Oi Todos,

    Obrigado Glenda!!! Esse texto é uma boa oportunidade de reflexão.Todas as experiências de imigração são únicas e um deve morrer para renascer em um nova sociedade. Essa morte voluntária deve ser sem ter que abrir mão de quem a gente era, nossa essência. Uf!!! Que duro. Minha experiência de imigração foi bonita. Hoje posso falar que estou realizada. Não perdi meus princípios Minha dignidade. Descobri a importância e o verdadeiro valor da palavra dignidade Acho que a oportunidade de morar na Europa é bela e ao mesmo tempo dura. Cresci e amadureci muitos esses anos em Barcelona. Mas acho que hoje não voltaria a imigrar a nenhuma parte. O processo de morar na Europa como estudante é muito duro. Ter que provar a todo mundo quem você é, conseguir a autorização de residência e Trabalho, dividir apartamento, não saber como no final do mês vamos pagar as contas, estudar, trabalhar… Aprender a cozinhar, limpar, lavar… Não ter uma rede de apoio. Ter que trabalhar em qualquer coisa, no mercado informal, trabalhar doente ou não vai ter dinheiro para passar a semana. É duro. É uma opção e sempre lembro do meu pai que me disse: – Você vai deixar sua vida no Brasil para “romper el culo” na Europa? E quando eu cheguei no aeroporto de Barcelona que não tinha ninguém esperando-me me perguntei? – O que eu estou fazendo aqui? Para tomar a difícil decisão de voltar ao Brasil a gente deve perguntar porque imigrou? No meu caso nunca fui assaltada, saia muito, tinha trabalho e era feliz. Vim estudar e ter uma experiência fora do Brasil e acabei ficando. Pensar em voltar ao Brasil? Sempre penso que lá fui feliz como agora sou em Barcelona. Quando entra a saudade do Brasil penso na quantidade de coisas que poderia ajudar a melhora e ao mesmo tempo o coração fica pequeno porque já sinto essa terra como minha. Existem coisas que a experiência de viver em Barcelona deixou impressa em mim e não vai sair nunca. Que é independente do país que eu viva. O relato de Glenda é lindo e todos compartimos as mesmas sensações. Só que quando deixamos de ser estudantes e entramos na etapa profissional temos que trabalhar muitas horas, dividir um mercado competitivo em que você deve todo o tempo lutar para mostrar que merece esse lugar. A classe média catalana é igual a Brasileira. E a classe baixa vive melhor que a brasileira e tem mais estudos, cultura, salários e acesso as coisas.Sem dúvidas a sociedade de bem estar espanhola é muito melhor que a Brasileira.Agora penso em ter um fiho e me pergunto? Qual seria o melhor lugar para ele nascer. Vejo as escolas públicas perto de minha casa e a verdade é que não queria meu filho em nenhuma delas. O imigrante infelizmente em alguns âmbitos é tratado como o negro e pobre do Brasil. Sem direitos. Aqui quando se queixa das injustiças corre o risco de escutar “Porque no volves a tú pais”, não podemos votar e alguns brasileiros na Espanha nem sabe que é o presidente ou o prefeito da sua cidade. Atualmente mesmos com todos os problemas que têm Espanha é o pais em que sou feliz e posso realizar-me Perguntas? Somos críticos com Espanha como somos com o Brasil? Não acho que seja difícil ter vontade de voltar ao Brasil. O difícil é ter vontade de voltar para melhorar o Brasil. E sentir-se participe de tudo isso. Aqui muitas vezes não pensamos na dimensão politica de ser imigrante. Ao final sempre pensamos que estamos de passagem. E não entramos na vida real da cidade. Eu dizia que antes vivia em um universo paralelo e no dia que você decide que não vai voltar ao Brasil sua vida muda. O bom mesmo al final de tudo é sempre ter um lugar para onde voltar e recomeçar.

  238. Roberta Gomes says:

    Nossa Glenda, adorei o seu texto. Ele apareceu aqui na minha frente meio que out of the blue e quando me dediquei a lê-lo, pensei que talvez vc tivesse lido o meu diário como fonte de inspiraçao. :) Passei por praticamente todas essas situaçoes, percepçoes e aprendizados. Morei 3 anos em BCN, que para mim pareceram séculos. Cheguei uma pessoa e voltei outra em muitos e importantes aspectos, melhor e mais madura.

    Hoje já faz 5 meses que tive que retornar à Fortaleza, pois perdi o meu trabalho (la puta crisis!!) e nao consegui encontrar nada na minha área (comércio exterior) que pagasse o mínimo suficiente para me manter por lá sem ajuda do Brasil.

    Eu sabia que os únicos motivos que me fariam voltar seriam 1)trabalho, 2)família e amigos.

    E aqui estou. Metade de mim é saudade e a outra metade se divide em enorme tentativa de (re)adaptaçao, confusao, alegria e felicidade. Afinal de contas, como TUDO nessa vida há dois lados: o bom e o ruim. E no Brasil, há que ressaltar a alegria do povo, amabilidade, amizade, essa coisa do “teu problema é problema meu tb”, que aí no exterior aprendi justo o contrário, pois cada um tem que cuidar da sua própria vida sem grandes apoios dos demais, pois a cultura lhes ensina isso (sao mais frios, saem de casa mais cedo, trabalham mais cedo, se tornam independentes mais cedo, etc).

    Quanto à tentativa de readaptaçao, é complicado. Tenho que lutar para manter conceitos como consciência coletiva, respeito às diversidades, respeito às regras (meu, o que eu me estresso com o tal do “jeitinho brasileiro” de burlar todas as regras para satisfaçao pessoal sem jamais considerar os demais…Faço um constante exercício de “inspira, expira” para nao ser uma chata de galoche reclamona com todos ao meu redor), e outros tantos. Pouco a pouco vou tentando plantar essas ideias nas mentes dos que me cercam “a ver si” um dia eles decidem ampliar a mente.

    Obrigada pelo texto. Vai decerto ajudar os que me rodeiam a compreenderem parte do que vivi aí e o quao difícil pode ser adaptar-se a Fustcha City! – Um caso sério que engloba pessoas feitas “em série”, futilidade à décima potência e pouca aceitaçao do diferente. Mas tenho detectado mudanças positivas e fico muito feliz de ter comigo alguns casos como o meu, de pessoas que moraram anos fora e agora estao de volta, o que serve como “refúgio” pras horas de desespero. Nada como sentir-se compreendida. E vamo que vamo!

    Suerte en la crisis y que todo te vaya muy bien!
    Abraço,
    Roberta

  239. Leonardo says:

    Se for julgar seu post por sua qualidade na escrita! Está de parabéns! Você escreve muito bem. Foi bem gostoso ler o seu texto.
    Mas infelizmente, não é só de bom portugues que a escrita vive.
    Seus comentários engrandecedores de um universo forjado por sangue e suor, principalmente dos latinos americos, são uma piada. Além disso, você rebaixa o brasil a uma sub condição evolutiva que não é senão o resultado de sua própria exploração. Exploração que se faz até os dias de hoje.
    Fique decepcionado em ler seus sentimentos e o seu relato prazeiroso do caminhar pelas ruas da cidade, sentindo cheiro de flores e o escambau. Esse comentário foi exatamente a prova de que você não mudou nada! Você só finje que mudou. Diz do lixeiro e da faxineira de uma forma simplista e descontextualizada! Além do mais, você, o lixeiro e a empregada, são da mesma classe social. Você é estrangeira, é diferente. Você não tem como sentir as classes sociais da mesma forma que um Espanhol. Você é brasileira, sempre vai ser, seja com cartão de cidadã ou não. Quando você pedala sua bike pela cidade, você é brasileira. E as pessoas sabem disso. Você se engana do contrário.
    Enfim, discordo do seu texto em quase todas as partes. Achei que, se vocÊ veio de uma classe média no Brasil (e o fato de fazer mestrado na Espanha aponta que sim) você aprendeu bastante coisa, menos o mais importante. Tudo tem uma preço e a questão do ponto de vista, citado a cima em algum dos trocentos comentários, se junta a isso.
    Você tem que ver as relações sociais mais aprofundadamente. Ver que as coisas existem em todos os lugares e a intensidade é uma mera questão histórica e de ponto de vista.
    Além do mais, você se mostra extremamente egoista! Porque não volta ao Brazil e faz uma revolução. Uma revolução no seu micro mundo! Começe a tratar as pessoas de modo diferente, ande de bike, se esponha a perigos, não queira ter celular, não queira comprar, não queria viajar para frança no seus breaks…
    Seja a revolução que você gostaria de ver no mundo! (Gandhi)

    Ou você acha que não dá? Não dá porque?
    Ou a Espanha é legal porque não tem pobres?
    Fácil viver alegre e contente quando o lixo é mandado para o sul…

    Uma dica – suave – Leia veias abertas da américa latina, do Eduardo Galeano… Acho que você vai começar a entender mais o que você vê.

    Parabéns pelo blog.
    Abraços.

  240. Cindy says:

    Oi Glenda! Parabens (e obrigada) pelo post, mto bem escrito, lindo!
    Tambem cheguei aqui atraves do facebook, e se nao li todos, li quase todos os comentarios (outro obrigada aos demais comentarios, sempre me encanto com estorias de viagens, conquistas e afins – dentro e fora do Brasil.)
    Assim como muitos, tambem estou fora do Brasil ha um tempinho…pra mim, foi e sempre sera o Brasil com S, patria amada, a terrinha, com os pros e contras (como em qualquer outro lugar do mundo.) Porem, infelizmente, ja nao ME vejo mais no dia-a-dia brasileiro. Don’t get me wrong, amo o Brasil. Mas por agora, so quero para ferias.
    Nao posso reclamar da vida que tive, muito pelo contrario…gracas a ralacao, aprendi a me virar, a correr atras. E e examente isso que estou fazendo. Por opcao: fora do Brasil, pois no meu parecer, eh relativamente mais facil fazer as coisas acontecerem, ver resultado (em uma visao geral.)
    Quando sai do Brasil, em 2005, nao sabia o que iria encontrar pela frente, nao sai pensando em nao voltar. Fui para Massachusetts, nos EUA, onde passei 1 ano. Nao amei MA de paixao, mas foi la que vivi uma realidade totalmente diferente da minha, e quando a vontade de nao voltar comecou a despertar. Depois, fugindo do frio violento e da neve, fui pra California. Um EUA beeeeeem diferente dos EUA da costa leste! Me apaixonei por Santa Barbara, e a decisao de abandona-la foi extremamente dificil e dolorosa. Mas por varios motivos, eu sabia que do jeito que eu estava, nao daria para continuar. Foi maravilhoso enquanto durou, mas nos EUA estrangeiro eh estrangeiro, e ponto final (nao que nao haja excecoes, mas…sao excecoes!) A crise mundial bateu, o desemprego alastrou, o tempo vai passando e a vida toma outros rumos.
    Achei super interessante os relatos de quem esta ha 15, 20 anos fora do Brasil e esta voltando/ pensando em voltar. O mundo da voltas, as prioridades mudam, e no fim das contas, fazer o que te faz feliz eh o que realmente importa!
    Atualmente estou na Australia, em Sydney. Vim pra ca com outro foco, estou determinada a fazer certas coisas diferentes da forma que fiz nos EUA…la eu estava explorando, descobrindo, e teve um ponto que me acomodei de certa forma.
    Como ja mencionaram, a Australia eh super mega multicultural! Ouvia dizer que os EUA eram o melting pot, pais das oportunidades (long time gone)…mas depois que vim pra Sydney, especificamente, vi que as oportunidades aqui sao inumeras, e que cada pessoa eh de um lugar diferente. Sinceramente, levei um choque cultural quando cheguei aqui, mas isso eh topico pra outra hora.

    Entre US e OZ, passei uma temporada no Brasil. Foi otimo! Matei as saudades, comi super bem, e comida de excelente qualidade (nao tem melhor comida do que a nossa!), curti Carnaval, nossas praias, nossas belezas naturais, mas…fiquei frustrada varias e varias vezes! Primeiro dia no Brasil, ligo a TV, politicos enfiando dinheiro em cueca, bolsa, meia. Ok, corrupcao tem em todo lugar, mas pera lah! Inaceitavel essa corrupcao descarada, essa impunidade infinita, essa falta de respeito com o povo brasileiro. Mas ai vem o povo brasileiro em epoca de eleicao, e pede BIS! Tiririca no governo sendo o 2o deputado mais votado na historia do Brasil!? Faca-me o favor!
    Infelizmente a politica do pao e circo eh a que reina no Brasil, e a maioria aceita.
    Admiro demais aos que estao no Brasil lutando por um pais melhor, os que postaram e tantos outros que nao postaram. Desejo-lhes o melhor, mesmo!
    O processo eh gradativo, mas toda uma cultura tem que ser mudada, a forma de pensamento.

    O preco de morar fora eh ALTO, muito ALTO. Nao eh facil ficar longe de familia e amigos, mas por agora, eu escolho ficar por aqui.

  241. Natalia says:

    Acontece que as pessoas aceitam coisas no exterior que nao aceitariam no Brasil, só pq estão no exterior.
    Conheço mtas pessoas que vão pro exterior e aceitam ser garçonete, faxineiro, moram em apto ruins, ficam sem carro, ficam sem suporte para saude, são discriminados, e acham tudo uma maravilha… essas mesmas pessoas aqui no Brasil, não aceitam ficar sem carro, e não aceitam trabalham num emprego qualquer…

    “Embora muita gente siga pensando ao contrário, dinheiro não é e nem nunca foi garantia de felicidade..”
    acho engraçado isso, pq sem dinheiro não teria intercambio, não teria estudar no exterior…

    • Glenda DiMuro says:

      Natalia, com relação a se “aceitar” trabalhar de qualquer coisa, queria te dizer uma coisa que digo a todo mundo que tem a mesma opinião. A questão não é o trabalho em si, mas o salário que se ganha por ele. Quem quer ser garçom no Brasil e ganhar um salário mínimo tendo um curso superior e pondendo ganhar o quintuplo (ou mais)? Aqui os salários são mais igualitários e quem trabalha no setor de serviços pode ganhar mais dinheiro que qualquer diplomado… Simples assim… a faxineira do escritório de arquitetuta que eu trabalhava como arquiteta ganhava a mesma coisa (as vezes mais) que eu (e ambas éramos estrangeiras).

    • bruna says:

      vc nunca trabalhou de outra coisa realmente mesmo..nao precisa nem falar….. trabalhar de garconete NO BRASIL te restringe a uma vida mediocre pois um salario de garconete é baixo e o brasil é um pais MUITO CARO…..o que ela quis dizer é que no exterior (nao todos paises, referimos a ESPANHA, q esta em questao) se vc é garconete vc pode ter atendimento a saude publica que funciona bem melhor que a saude publica da garconete do brasil, vc pode comprar carro sim pq aqui e barato, vc pode alugar apartamento, vc pode frequentar a mesma balada que a filha do presidente, vc pode comprar roupa da diesel ou da loja q vc quiser…vc pode ir pra outro pais por menos de 150 pila..e vc pode comprar um super casaco pro inverno por 30 pila….no brasil com garconete vc compra o casaco de inevrno por 500 reais e nao tem dinheiro pra mais nada, pq la é um absurdo o preco que as pessoas aceitam pagar pelas coisas mega faturadas!!!! pq aqui nao existe esse abismo social que existe no brasil !!! vc entendeu agora? primeiro entende e depois vem falar mal onde nao foi chamada

      • Joyce says:

        em outras palavras .. pessoas que não tiveram um bom desenvolvimento profissional .. e não são nada no brasil .. buscam ser nada e ter empregos mediocres que pagam suas contas .. falar serioooo … o gente frustrada … vai estudar .. vai ser alguém filha …

        É fácil demais querer ser garçonete e ter tudo na vida .. vai perder um pouco do seu tempo se profissionalizando e sendo alguém ao invés de querer ser algo totalmente desqualificado e querer ter uma vida de alguém que se qualificou e dedicou tempo a isso.

        2 frustradas acomodas que falam em desapego mas buscam a qualquer preço seja onde for .. blaaa … reunião gente frustrada reunida nesse blog …

        Vão dedicar tempo a se qualificar e ser alguém, ai sim vcs vão ter o que querem .. é mais digno que querer ser uma garçonete e ter a mesma vida de alguém que dedica seu tempo pra te-la.

        Get a life …

  242. Bianca says:

    Parabéns…lindo texto…falou tudo!!! Aqui no Brasil, vivemos em um mundo “maquiado”, onde todos dizem que ele é lindo mas que cotidianamente nao é o que vemos. Onde as pessoas fazem tudo e passam por cima de qualquer coisa por causa de dinheiro.

    Parabens novamente pela bela expressão dos sentimentos.
    Abraço

  243. Cris Rudolph says:

    Oi Glenda que legal seu texto, relata muito bem a vida de quem está fora do Brasi!!! Eu vivo em Singapura a 3 anos e meio e te confesso não gostaria de voltar ao Brasil tão cedo!!! A qualidade de vida aqui é incrível!! Eu adoro!!!
    Quando saí do Brasil não queri deixar o meu quadrado de segurança!!! e agora adivinha??? Meu quadrado de segurança é aqui!!!! Vou ao Brasil e me sinto um peixe fora d’agua!!!
    Parabéns elo seu texto!!!
    Bjkas

    Cris Rudolph

  244. Bibi says:

    Vc expressou meus pensamentos… e vou te contar! Eu voltei, mas não pq quis, pq precisei! E lhe digo, não me readaptei onde vivi por 28 anos!! Estou de volta pra Europa…por tudo, tudo que vc falou!
    Beijos

  245. Cássia says:

    excelente o texto, só acho q voce se confundiu numa frase, em vez de: “não é pobre o que menos tem, mas o que menos necessita” como voce diz – e sim: “não é pobre o que menos tem, mas o que mais necessita”…

    eu também moro na espanha e comparto dos mesmos sentimentos ;)
    obrigada pelo texto

    • Glenda DiMuro says:

      Oi Cássia! Tá certo sim, quem acha que necessita de muitas coisas para sobreviver é pobre. Uma pessoa pode ser pobre sob diversos aspectos…

  246. Bruno Brandão says:

    Fico triste, como brasileiro, em saber que você precisou ir até Sevilha para aprender que:

    “não preciso de luxos para viver feliz, que com pouco dinheiro no bolso posso me divertir, ter uma vida cultural relativamente agitada e ainda viajar de vez em quando. Aprendi que a felicidade não se encontra em shopping e que autoestima não está diretamente relacionada com chapinha e unhas bem feitas”.

    Aproveite sua vida, de verdade. Já que agora, depois de um bom tempo, você tem convicções que lhe ajudarão a ter uma vida melhor. Aqui no Brasil, na Espanha ou em qualquer lugar do mundo.

    • Mob says:

      Bruno, confesso que também fico triste. Pois conheço muita gente no Brasil que já descobriu isso há muito tempo. Mas enfim, cada um sabe a realidade em que viveu, e cada um necessita seguir os seus caminhos!

  247. Odessa says:

    Olá… vi seu blog compartilhado no facebook e pelo título resolvi ler. Sabe, são seis meses que voltamos ao Brasil (plural porque compartilho esta experiência com meu marido), ficamos 5 anos fora, 4 na Itália e tudo, exatamente, tudinho que você descreve é o que passa em nossos corações todos os dias em que estamos fora e intensamente no momento de retornar. Nós temos cidadania européia, nem precisávamos mais voltar. Mas, chegou um momento em que deveríamos começar a lutar na Itália também. Lutar na Itália onde seremos sempre estrangeiros (mesmo que nossa família ainda tenha parentes diretos por lá) ou retornar ao Brasil e levar um pouco de nossa experiência para tentar mudar, nem que seja nosso mundinho (entendendo como familiares e amigos). Continuo vendo as mesquinharias por toda parte, a imaturidade dos colegas, a banalidade das mensagens na televisão. Continuo vendo a pobreza, a miséria e o preconceito. Mas isso tudo está fora de mim agora, são só meus olhos que veem, porque não existe mais isso em meu coração. Quero dizer, que não faço mais parte desta massa. E cada um mudando o seu mundo, a sua realidade, a sua história, é um pedacinho que muda o Brasil. Nós, aqui, somos dois, você, caso algum dia volte, será mais uma, e assim quantos? Tenhamos fé e façamos a nossa parte, tragamos para cá nossas experiências que um dia, com muita luta – como foi na Europa também – alcançaremos menos desigualdade, corrupção, ganância e estaremos direcionados ao equilíbrio. Que assim seja. Um abraço e parabéns pelo blog!!!

  248. Flavia says:

    Ola,

    Na verdade, eu discordo em partes.
    Morei na Espanha durante um ano, em Madrid, e conheci praticamente o país todo.

    Existem coisas que só se vê no Brasil, e que para mim, são imprescindíveis, como a felicidade e a simpatia do povo. A educação espanhola, talvez, os torna rudes, e para mim, independente da qualidade de vida, você precisa de pessoas agradáveis e “quentes” ao seu lado.

    Apenas minha opinião.

    Boa sorte por ai

    Bjos

  249. Thais says:

    ‎”aprendi que se trabalha para viver e não se vive para trabalhar. Isso significa realmente aproveitar a vida”. Há controvérsias. A gente trabalha muito mesmo mas trabalha com orgulho. E se fosse tão ruim assim a gente não era considerado um dos povos mais felizes do mundo né! Além disso o melhor do Brasil é o brasileiro e isso não tem igual mesmo. Ser brasileiro pra mim não é sonhar com um país perfeito, mas trabalhar (mesmo que muito, porque a gente não é preguiçoso) pra ter o melhor Brasil que a gente pode ter. Porque todo lugar tem seus problemas, a gente só tem que decidir o que é mais importante e o que no fim faz mais diferença. Como diria o Tom Jobim, quando voltou de NY pro Brasil: “Lá é bom, mas é uma merda. Aqui é uma merda. Mas é tão bom…” sou dessas!

  250. Fernanda says:

    Fiquei muda com seu texto. É como me sentia, é como me sinto. Eu voltei para o Brasil e me arrependo. Me sinto enganada pelo tal boom econômico que não vejo acontecer. Estamos atrasados anos-luz de certos países europeus. Não volte. Não sou nada de especial para aconselhar alguém, mas já vivi isso que você descreveu. Não volte. Tudo o que eu mais quero é partir de novo, e é o que eu farei assim que conseguir :)

  251. Diogo A.C. says:

    Oi Glenda, uma amiga postou seu blog no facebook agora fim de janeiro 2011 e entrei para ler. Já morei no exterior e realmente é muito diferente do Brasil. Concordo em muito com o texto que vc escreveu. Ao mesmo tempo sei que mais difícil do que se adaptar a um ambiente tão mais civilizado e adequado ao ser humano é trabalhar no ambiente hostil proporcionando a melhoria dele. O Brasil cansa qq um, que tenha um coração bom, que valorize bons costumes, boa música e diversos programas culturais, que valorize a igualdade racial, de oportunidades, que tenha o classe média vivendo de forma adequada, que não seja PARANÓICO por viver com MEDO da violência cotidiana e por isso se encerrar em carros com vidros fechados, alarme, muros de casas, condomínios, shoppings (porque praça é perigoso), com seguranças em todos os lugares… É mais dificil viver em um ambiente que não é o que você é por dentro. Um ambiente em que as pessoas sempre querem passar a perna nas outras, seja não devolvendo o troco que veio errado, vendendo um serviço de pintura, uma obra, um acabamento e fazendo outro bem pior, seja educação no trânsito, na fila do banco e outras filas…. seja onde quem tem dinheiro mata com carro novo e rápido que comprou e é imprudente de diversas outras maneiras mas não é preso nem punido, que o governo tem uma das maiores arrecadações de importos do mundo, e nada a nós retorna porque há ROUBO na cara dura. Um país onde a saúde é precária e abandonada… enfim, vou encerrar porque enumerar essas coisas não é necessário na verdade pois todo mundo que tem bom senso percebe e se sente indignado com isso.
    Mas aí você vai a Europa ou aos EUA, Canada, AU, NZ… e encontra “um outro mundo”, outra civilização.
    Realmente a sensação é: “NOSSA, é o que quero pra mim. Combina mais comigo.”
    É verdade…estão adiantados em muitos aspectos… mas são séculos de guerras, matanças entre si, duas guerras mundiais que poderiam ter destruido o planeta… escravizaram e dominaram povos menos bélicos, e hoje os controlam através das grandes coorporações, bancos e grupos de investidores. Olhe os países Sul Americanos que a Espanha colonizou, como ficaram. Olhe o Brasil, tanto explorado pelo império espanhol e português. Olha a Europa que domina e manda na África até hoje, que junto com os EUA detêm bancos de sementes para controlar a produção alimentícia mundial. Aos custos de milhares de escravos, matanças, violências etnicas e financeiras os países de primeiro mundo estão aí. E se o sistema fosse tão bom, não estariam em uma crise a tanto tempo.
    Se for comparar, o Brasil se “civilizou” muito mais rapidamente, sem escravizar, dominar e destruir outros povos. Ok, muito provavelmente pelo simples fato de que não houve organização bélica, tempo, nem força para isso…tudo bem.
    Mas quero acreditar que existe um processo contínuo de melhoria. No Brasil, e fora também. Como as coisas vão, a impressão que sempre dá é que as coisas no Brasil caminham para pior em termos de sociedade, mas quero acreditar que é uma impressão geral…pois a mídia em geral só vende desgraças, “peitos e bundas”, cerveja e futebol, e se retroalimenta com isso trazendo pouco incentivo consciente de mudança de comportamento ou percepção da realizade para a massa da sociedade…que então apenas reproduz e mantém a engrenagem rodando. E a massa da sociedade, para fins dessa reflexão, não difere classe social, mas comportamento moral e ético geral, reproduzido pelo inconsciente coletivo.
    Tá certo que…na maioria dos lugares do mundo… o “sistema” não é tãaao diferente. Existe um consenso que volta o ser humano ao consumo, a fantazia do carro novo, da riqueza material, do Status Social, do Poder (desqualificado), e…futebol (que reproduz a alienação dos jogos Romanos – pão e circo).
    Um francês gerente de uma multinacional em âmbito mundial, ao qual eu conversava aqui no Brasil, me dizia: a Europa está velha, em decadência, costumes arraigados, pouca liberdade. A América Latina (e o Brasil) é o novo, o lugar para se criar, para fazer, construir, para crescer, desenvolver. Interessante o ponto de vista dele não?
    Mas aí que vejo, voltando a sua reflexão, que viajar e descobrir o novo, é magnífico. Estar em um sistema diferente, observar sociedades e grupos organizados diferentemente das suas raízes é belíssimo. Vestimenta, arquiteturas, estrutura, comida, interações sociais… A experiência de morar fora enriquece indiscutivelmente qualquer ser humano.
    Mas….e a questão de…..Voltar ou não?
    O importante não é a descisão em si. E descisões não precisam ser eternas e estáticas. O importante é a reflexão, vivência e experiência que cada ser humano recolhe nas estradas da vida, aprendendo e ensinando. O importante é que essas experiências nos transformam, e se estivermos com o coração e mente despertos, nos transformam para melhor.
    Estar no Brasil ou no exterior? Diversas vezes em momentos diferentes já me fiz essa pergunta. Hoje sei que o importante é reconhecer nosso limite, nosso ponto máximo onde a partir dali estamos tirando menos proveito e mais sofrimento, tristeza, desequilíbrio… da nossa oportunidade chamada…vida…… e é então que apartir dali é hora de voltar.
    Mas voltar para onde? Para dentro de si. Essa é sua mais importante morada, e onde encontrará tudo o que precisa.
    Mas e a questão de morar no Brasil ou no exterior? A resposta é facil… Esteja onde você estiver que estar, apenas e tão somente pelo tempo que for necessário. Para descobrir isso esteja sempre desafando-se, seguindo o caminho do seus sonhos e respeitando sua intuição… ou seja, equilibrando coração e mente.

  252. Rodrigo says:

    Olha, sinceramente…. lindo texto…mas não me tocou.
    Acho que cada um tem as suas necessidades, cada um vê as coisas de uma forma diferente. Quem mora na Espanha, EUA, etc… pode vir ao Brasil e se apaixonar com o que temos aqui. Como é o seu caso em se apaixonar pela Espanha.
    Tudo que você experimentou aí eu já experimentei aqui no Brasil. A “x” da questão é que nós escolhemos o rumo de nossas vidas e, por incrível que pareça, escolhemos sempre o mais difícil. Eu, por exemplo, moro numa cidade de 500.000 habitantes, com características de grandes centros, onde temos que trabalhar duro, e ainda possui todos os malefícios de falta de segurança, custo de vida alto e onde o status está acima de tudo. Ok, foi minha escolha, mas… conheço cidades com 100.000 habitantes, até com menos, que tem tudo o que você relacionou, mas de forma e características diferentes. Onde se vive bem com pouco dinheiro, pouco estresse, as pessoas se conhecem.
    Concluo dizendo que, no meu ponto de vista, não tem sentido a comparação dos países ou de cidades, apenas sim, uma necessidade individual de suprir as nossas expectativas e carências, baseadas nas nossas escolhas que por vezes são errôneas e acomodadas, pois não buscamos dentro do nosso próprio mundo a solução dos nossos problemas.
    Por fim, alguns perguntarão: Está contente? e responderei que “mais ou menos” Então porque não muda? Porque não quero. Quando quiser, o farei.

  253. Nina says:

    Olha, não poderia ter lido este texto em melhor época! Morei por 4 meses em Toronto, voltei há menos de um ano e já estou vendo para ir pra Europa por tempo indeterminado. Sou paulistana/mooquense não só de nascimento, mas de alma e coração. Sou totalmente apaixonada por minha cidade e meu bairro, acho ambos lindos, contudo, não consigo mais morar aqui. Fui como estudante para Toronto, então não tinha muito dinheiro, e vivi uma vida muito mais plena do que a que vivo aqui. Lá, com pouco dinheiro você vive bem. O custo de vida em SP é absurdamente alto, tornando quase impossível viver a vida que vivi lá ganhando o que ganho aqui. Sem contar que o abuso aqui é muito grande; todos os países tem problemas, corrupção, violência, mas do jeito que tem aqui, é quase inigualável. O mal atendimento das prestadoras de serviço, tanto descaso de tanta gente. E em Toronto não passei por isso nem uma vez. É bem isso que disse, o Brasil é muito bom, mas é muito ruim. Gostaria que fosse possível viver bem aqui, mas não acho que isso será possível tão cedo.

  254. Manoel says:

    Parabens pelo texto Glenda!

    O assunto eh muito complexo e que abre espaco para um grande debate.

    1- Quem nunca viveu fora tem uma visao diferente de quem ja morou.
    2- Depende muita da condicao que vc tinha no Brasil e a que vc encontrou no exterior.
    Uma coisa e imigrar por necessidade, como muitos brasileiros que foram legal ou ilegalmente para paises da Europa, USA e Japao, para tentar uma vida melhor ou fazer algum dinheiro, a outra eh ir como estudante ou a passeio e depois decidir ficar.

    Nao sou de familia rica, desta forma, meus passos devem ser + bem planejados, ja que, nao posso ficar na dependencia dos meus pais. Logo, em 2005 quando decidi estudar na Australia, foi uma aposta de alto risco, pois eu nao sabia o que aconteceria depois. Apos 6 meses eu ja tinha decidido que lah era o melhor lugar para morar.
    Resumindo a historia, passei 5 fantasticos anos da minha vida lah. No final de 2010 resolvi voltar pois meus visto ainda era de estudante e achei que estava na hora de ter talvez algo mais consistente no Brasil, talvez tivesse alguma boa oportunidade de emprego no Brasil.

    Em Sydney onde eu morei, uma grande parte da populacao eh imigrante ou tem algum parente imigrante.
    Nunca me senti excluido por ser brasileiro. Sempre me senti seguro, nunca me encontrei em uma situacao de perigo.
    Qualquer emprego que vc tenha lah, vc consegue ter uma vida decente, na existe esse abismo social que nos temos no Brasil. Eu tinha amigos que poderiam ser considerados ricos e outros pobres para o padrao australiano, e ambos me tratavam com respeito como se fosse um deles.
    Ninguem fica reparando na roupa que vc usa.
    O transporte publico assim como os locais publicos sao frequentados por toda a sociedade.
    Se vc for de chinelos no Shopping, ninguem vai ficar comentando.
    Nao existe essa competicao para ver quem tem mais dinheiro ou esta + na moda.

    Os brasileiros que eu conehci lah e nao gostavam do pais, eram aqueles filhinhos de papai mimados, mal educados, que nao sabiam nem fazer um miojo e soh ficavam arrumando confusao como fazem aqui no Brasil. A diferenca eh que lah eles nao podem usar a frase” Vc sabe com quem vc esta falando?’ Lah todos devem respeitar as leis, seja o refugiado, policial, juiz(ou filho de um), etc.

    Meu maior conflito vivendo de volta ao Brasil, por incrivel que pareca nao eh a violencia, ou economia, ou transito, etc.
    Acho que o mais dificil eh aturar os brasileiros(nao todos). A maioria vive essa vidinha mediocre, trabalha a semana inteira, para ficar se exibindo nas baladinhas (que sao uma fortuna), um monte de gente que ta devendo ate as cuecas, mas nao perde a pose. Uns caras gordinhos que se acham fortoes, umas garotas insuportaveis(nao todas), que bebem ate cair, ai depois pegam o carro e causam acidentes, e geram esse caos.
    Pessoas que nao sabem votar, reclamam, mas aceitam a corrupcao. Pessoas mal-carater que lesam o governo, a empresa que trabalham ou ate os proprios amigos e acham que sao Malandros.

    Nao estou aqui soh pra meter o pau no Brasil e enaltecer a Australia ou qualquer outro pais. O que o brasileiro precisa entender, eh que ser um pais desenvolvido, nao consiste em usar uma roupa de grife ou andar de carro importado blindado. Ser desenvolvido eh ter a mente aberta, respeitar os outros e saber que vc tem os mesmos direitos que os outros, nem mais, nem menos, sem a necessidade de usar uma roupa de grife ou dirigir um carro importado para tentar provar alguma coisa ou conseguir algum respeito.

    • Flavia says:

      Se eu tivesse que voltar para o Brasil, depois de certo tempo aqui eu me sentiria agoniada, claustrofobica de certa forma, vivendo a rotina no meio de pessoas com cabecinha assim, que nao tem a mente aberta e vivem na mediocridade…o bom eh que la fora eu consigo evitar esse tipo de convivencia

    • Sabrina says:

      O texto eh sensacional e o seu comentario Manoel foi exatamente o que eu queria dizer, eu moro em Sydney e entendo perfeitamente o que ambos dizem!
      Nao tenho saudades em ter que andar de vidro fechado e de olho no retrovisor, nao tenho saudades de ligar a tv e ouvir o noticiario, nao tenho saudades em chegar na balada e ver aquele povo que ta ali de vitrine e para a fofoca do dia seguinte e nao tenho saudades de tantas outras coisas, que na verdade ja ate esqueci…..
      Mas Tenho saudade dos “meus”, meus amigos, meus pais, minha familia, e tenho sim Saudades do Brasil, nao eh pq eu nao quero voltar que eu seja menos patriota que os outros, pq patriotismo nao esta em vestir a camisa do Brasil no dia da copa e chorar quando nao vai p/ a final, ser patriota significa tambem vc vir para fora do pais e fazer bonito, mostrar o que eh um Brasileiro digno, que eh honesto, que trabalha e que acima de tudo que sabe RESPEITAR o pais aonde vive!
      Ser patriota eh responder para um gringo que o Brasil eh violento sim e que eh desigual, mas que mesmo que ele esteja na casa mais pobre, alguem sempre vai oferecer um cafezinho!A minha opcao em nao morar no Brasil eh MINHA opcao, nao eh por falta de amor!

  255. Paulo says:

    Oi Glenda,

    Morei 7 anos em Barcelona e voltei ao Brasil ano passado.
    Voce conseguiu traduzir tudo que sinto e penso. Aqui todos vivem pelo quanto voce vai ganhar e fazer de dinheiro. Pobre pensamento brasileiro, nao sabe o que realmente é bom na vida. Parabéns de verdade por esse relato.

  256. Raquel Amarante says:

    Muito bacana! também me identifiquei muito! =)

  257. Clicia says:

    Bom, queria só dizer vc descreveu exatamente o que penso. Moro em Salamanca e conheço Sevilla e várias outras cidades da Espanha. Cheguei a pensar a princípio que toda ese direito de ir e vir exercido lá onde moro fosse algo de cidade pequena. Mas pelo jeito, em terras andaluzas tb! Eu venho sempre ao Brasil, e tento ter uma vida parecida. Mas empre me deaparo com umas arrogâncias com relação a isso de dinheiro, aparência, etc! Desejo, como vc que tudo melhore no Brasil, mas parece que não posso fazer muito por isso agora. Eu estou começando o doutorado e rezando para conseguir algum trabalho mesmo que não seja na minha área ou alguma bolsa, porque definivamente quero vir ao BRasil de férias por enquanto. Não só porque curto um estilo de vida mais simples e onde a cultura está mais acessível a todos, como tb porque eu acho que posso até colaborar mais com o Brasil se eu voltar com mais bagagem. Eu acho que o ser humano pode ir mais além! Tenho tantos sonhos… voltar pro Brasil e ir de casa pro trabalho e do trabalho para casa não é algo que me veja fazendo… Eu gosto de estar na rua, sair do trabalho à pé, andar de bici e eu quero fazer isso em outros países. Espero puder!!! Tenho tanto sonho de viver uns anos na França, outros no Canadá… enfim! Bjo grande e desejo sorte para nós todas nessa vida meio intinerante e que é tão difícil de vivê-la porque aqui no Brasil a gente é a conta bancária e o carro que se tem… lá fora vc é apenas a pessoa que passa, que lê, que participa, que conversa, que vai à biblioteca, que vai e que vem sem ter que ficar olhando pra trá o tempo todo (no sentido simbólico inclusive!)…

  258. Vivien says:

    Parabéns pelo texto, pois está bem escrito e baseado em uma reflexão importante.
    Me mudarei para a Alemanha no final de abril e me identifiquei com muito do que você escreveu.
    Boa sorte para você e para todos nós que fizemos essa opção.

  259. Lauren says:

    Glenda, gostei muito do seus pensamentos e eu concordo muito com os percepções que vc tem. eu sou dos EUA (desculpe se meu escrita for errado) queria te monstrar que tem similaridades com minha experiência- eu tenho 27 anos, morava nos 4 paises, tinha varias trabalhos de
    de engenheira ate faxineira. Acho que esses lições que vc aprendeu tem mais a ver com saindo do seu lugar e abrindo a mente, mais do qualquer diferencias entre o brasil e a espanha. tem um phrase no ingles “não é o destino, é a viagem.”

    para quem ja pode ver que vc pode tem alta qualidade de vida sem muito dinheiro, sem morando no outro lugar, eu acho eles sortudos. mesmo depois meu primeiro experiência fora, eu ainda não consegui mudar meu mente completamente. mas agora, sim.

    obrigada pelo compartilhando suas ideas, gostei do ver a ponta da vista do alguem do um outro pais. e acho interesante que meu experiencia está muito pareceida. tb ver como é ser immigrante, e mesmo ser o vitima do racismo, tava morando no austria, e nao conseguei falar alemão perfeito, e tambem nao sou brancinha e loira como eles, ouvir falar muito como ‘esses turcos’ são males….eu nunca foi racista (sou de nova york, tem todo mundo morando em paz mais ou menos!) mas depois disso sinto solidaridade com os imigrantes.

    valeu glenda, boa sorte e parabens, vc esta morando a vida mais cheia do sentido do que muitos pessoas no mundo tem.

    espero que dar para entender o que eu escrevei :X

    eu salvo seu site vou visitar no futuro!

    Lauren

  260. Carlos Velasso says:

    Excelente texto…
    moro no brasil…
    mas, penso como você, vivo como você, e me sinto um peixe fora d’água.

  261. Renata says:

    Nao vivo na Europa, mas em Buenos Aires,e tudo o que voce disse é exatamente o mesmo aqui. Aqui ja temos nossos documentos de residentes definitivos, temos todos os direitos de um Argentino. CLaro que a Argentina tem vários defeitos, mas eu nao volto pro meu pais pra ganhar metade do que eu ganho, trabalhando o triplo, adoro a seguranca de poder andar pelas rras , como vc disse, as 3 da manha, com meus dois filhos pequenos, uso transporte publico, ando muito a pe, meus filhos estudam em colegio publico, brincam no parque, se sujam de terra, andam de bicicleta pela rua. Acho o maximo poder ir ao mesmo restarurante que o faxineiro do predio, frequentar a mesma faculdade que baba dos meus filhos, saber que o seguranca está estudando direito, que a faixineira da escola fala 4 idiomas simplesmente porque todos tem acesso a isto. Adoro que eles vivam com gente de todo lugar do mundo, e principalmente, porque aqui eu pude realizar meus sonhos> ser mae, tabalhar fora e ainda estudar medicina, e tá sobrando tempo pra comecar meu mestrado. Pode ser que eu nao viva pra sempre na Argentina, mas a minha resposta ao ” Quando voce vai voltar? ” ou Mas tua faculdade fao vai valer no Brasil! Eu respondo com um ” E dai???????????????????? Que me importa??? Varios lugares aceitam meu diploma, e a frase que mais gosto, que voce citou,O mundo e grande demais pra viver e morrer no mesmo lugar!

  262. Gabriela says:

    Quando li seu texto, me identifiquei totalmente com ele. Tive a sensação de que lia um diário meu, da época em que morei nos EUA, na época em que era adolescente. Costumo dizer que foi a melhor fase de minha vida. Apesar de ser privilegiada como você, é assustador e revoltante como o nosso país pode ser tão aquém de outros. Quando percebemos que o povo brasileiro poderia ter uma vida tão diferente daquela que possui, chegamos a nos indignar com a realidade. É surpreendente quando nos damos conta que há lugares onde o povo não é tão sofrido, tão esquecido, tão ignorante (sou obrigada a reconhecer que é!), nos quais o cidadão não é apenas aquele que vota, obrigatoriamente, nos dias de eleição. Cidadão é aquele que conhece seus direitos e sabe fazê-los valer. É aquele que se revolta e declara isso para quem quiser ouvir, de forma respeitosa, mas também séria. É aquele que não pensa apenas em futebol, carnaval, cerveja, aparência física e consumo. É aquele que aproveita o 1o de maio para reivindicar seus direitos e não para assistir show no Aterro do Flamengo. Só quem já teve uma experiência como a sua pode, de fato, entender o quão densas e perfeitas são as suas palavras, ao longo do seu texto – que diga-se de passagem, é repleto de sabedoria e, infelizmente, de razão. Sempre haverá os que te julgarão mal. Não se incomode com isso.

    • Márcio says:

      Parabéns Glenda e Gabriela! Falaram tudo o que eu penso. Obrigado por descrever tão perfeitamente em palavras tudo aquilo que eu sinto dentro de mim… pois me sentia um tanto sozinho em meus pensamentos e análises da nossa realidade brasileira.

      Eu me sinto aqui no Brasil como se conhecesse um “segredo” que poucos conhecem, pois sei que existem sim um lugar onde o cidadão é de fato um cidadão, um lugar onde se pode viver com dignidade, onde se respeita mais as diferenças e onde sua conta bancária não define quem você é.

      Glenda, não se abale com as críticas, pois elas são inevitáveis e algumas pessoas estão tão fechadas em suas convicções que não conseguem (ou não querem) ver essa “nova” realidade que vemos. Siga seu coração e sua intuição. Te desejo toda sorte e felicidade do mundo!

  263. Karina says:

    Me identifiquei perfeitamente com seu texto. Morei nos EUA e voltei recentemente ao Brasil e definitivamente te aconselho, voltar eh muito dificil e desgastante. Se acostumar com o “apego” material que as pessoas tem aqui eh decepcionante. Viver em um pais, onde as pessoas dao mais valor a quem dirige um carro melhor, q veste uma roupa melhor, ou tem um emprego melhor, eh muito dificil se acostumar. Vejo em todos os sentidos, a diferenca cultural que existe entre os brasileiros e os americanos. Inclusive no tratamento homem/mulher, onde la eles tem o minimo de educacao pra conversar, fiz muitos amigos em pubs, baladas, sem precisar sair ou ficar com nenhum deles…apenas amizades divertidas que me trouxeram muito conhecimento e convivem comigo ate hoje. Coisa que no Brasil nao existe, vc sai sozinha com suas amigas aqui, logo vem uma enxurrada de homens muitas vezes nos tratando como objeto, achando que podem falar qualquer absurdo. La, em uma unica turma de amigos, pode existir pessoas de todas as classes. Eles nao ligam se vc tem mais ou menos… La, qualquer roupa que vc use, nao te faz melhor ou pior. ninguem te olha ou te recrimina por isso. A diferenca, liberdade de expressao e a seguranca que temos fora do Brasil eh tao notavel, que me faz diariamente pensar em voltar pra la! Nao tem preco andar a pe de madrugada, dirigir de noite com o vidro do carro aberto, ser bem atendida em todos os locais, e pagar precos justos pelas coisas que consome…sair de casa somente trancando a porta…viver sem muros, sem cadeados…vc ve que o seu dinheiro pago em impostos eh usado para fazer boas calcadas, para fazer bons asfaltos, criminosos sao imediatamente punidos…justica seja feita, acho que nunca vou ver isso no brasil… infelizmente nao penso em viver mais aqui. =( NAO VOLTE rsrsrs!

  264. Tamires says:

    Texto mto bem feito…me emocionei lendo o segundo trecho.

    não que eu concordo c/ tudo, pois eu morei 2 anos no Canadá e acho é lá que as pessoas (os brasileiros em especial) ficam mto deslumbrados pelo dinheiro sem perceber e passam a viver pra trabalhar :S

    mas tb há o outro lado, que é de não se importar c/ as aparencias e que todos (independente da classe social) podem frequentar um msm ambiente…maravilhoso isso.

    Eu tb acho que todos deveriam ter essa oportunidade de poder viver “em um mundo lá fora”…amplia demais nossa visão e nos torna seres mais justos, menos preconceituosos…

    Porém eu decidi voltar pq tenho a necessidade de me realizar profissionalmente, o q nas minhas condições em Toronto…eu jamais teria.

    Estou mto bem aqui no Brasil, estranho algumas coisas…mas me sinto em casa e que aqui eu posso ser o q eu quiser…apesar das dificuldades.
    Qdo me lembro de Toronto, bate um sentimento de realização de ter chegado onde cheguei, passado por experiências q jamais imaginei viver…me vem uma sensação de alegria! Mas não me imagino passado por td aquilo novamente. Pretendo voltar pra lá, mas só para passear.
    A “sdd” q sinto de Toronto é diferente da que eu sentia do Brasil (queria estar perto das pessoas q me amam incondicionalmente).

    A maioria dos brasileiros que vive no exterior tem essa dúvida de voltar ou não. Acredito que facilitaria na decisão se as pessoas soubessem melhor o que elas querem, ou melhor dizendo, o que elas necessitam p/ se sentir bem.
    No meu caso, é a realização profissional.
    Por isso, voltei! ;D

  265. Joana Soares says:

    comentários bons, mas acho hipócrita e em cima do muro você chamar o país de “pátria amada”. você só deu os defeitos brasileiros, não deu as qualidades. não tem nenhuma? nem os bares e restaurantes sem hora pra fechar -que pelo menos aqui em Fortaleza, existem?

    você não tem vontade nem de viajar de férias pra cá?

    você, na sua crônica, parece expor anseios de uma cidadania espanhola, ao menos ideologicamente. cuidado pra não estar se alienando do seu torrão natal!

  266. Eduardo Sales says:

    Lembrando: só existe primeiro mundo pois existe o terceiro.

    todo esse desenvolvimento foi alcançado pela exploração de um povo ou país.

  267. Gabriela says:

    Oi Glenda, eu li seu texto porque muitos amigos que vivem fora publicaram no Facebook e resolvi dar uma palavra.
    Eu te entendo perfeitamente. Já vivi toda essa sensação. Não sei se ainda concordo com tudo isso. Não porque não ache real mas é pq as percepções mudam. Vivi quase 5 anos fora e voltei. Voltei pra ficar perto da minha família e amigos e pq amo o Brasil.
    Foi uma decisão difícil exatamente pq eu tinha a mesma percepção que vc. E bom não foi fácil voltar. É um processo, uma readaptação. Mas viver fora e voltar me fez ver o Brasil com outros olhos. E o mundo tb.
    Problemas todo lugar tem, são diferentes, mas existem.
    Não existe lugar ou situação perfeita mas temos que e tentar.
    O que importa não é onde estamos mas a vida que queremos viver, a gente vai se adaptando. Faz concessões de um lado ou de outro. O importante é não ter medo. Conheço muita gente que não volta pro Brasil por medo. Medo da idéia pré concebida que o brasileiro tem do próprio país. De começar de novo, de se adaptar.
    Acho que depende de mim viver feliz e bem onde eu estiver.
    Nada é definitivo.
    E não me arrependo por voltar. Muito pelo contrario! E tb sinto falta da vida que levava fora, mas é aquela coisa: é difícil escolher entre duas coisas boas. Tem coisas que só o Brasil tem para oferecer.
    Um dia você pode mudar de idéia.

  268. Roberta says:

    Belissimo texto. Pelo menos pra mim vc conseguiu traduzir todo sentimento de quem mora fora do Brasil. Amei!!

  269. Givago says:

    Eu vivi em Toledo, e sei exatamente do que vc está falando!

    excelente texto….

    Me lembra aquela musica: “Camiñando por la vida, sin pausa pero sin prisa”

  270. Kamilla says:

    Ola Glenda recebi este texto por amigos no FB e nao poderia ter dito melhor. Moro na Nova Zelandia ha quase 3 anos mas ja estou fora do Brasil ha 8 anos (morei na Irlanda e trabalhei 4 anos em navios) e me sinto desta forma adoro o Brasil mas nao me vejo morando la nem hoje nem nunca (talvez nunca seja muito tempo mas e assim que me sinto agora).
    So estou escrevendo para parabeniza-la pelo texto e como voce disse que tem visto de estudante ai e ainda esta indecisa sobre o futuro ja pensou na Nova Zelandia? De uma olhada na lista de profissoes em demanda no pais no site da imigracao ate pouco tempo atras arquitetura estava na lista em demanda e depois do terremoto em Christchurch area de construcao esta em alta nesta regiao. Consegui minha residencia definitiva atraves da lista de profissoes em demanda. A Nova Zelandia e um pais maravilhoso eu sou tenho coisas boas a dizer realmente amo viver aqui.

    Tudo de bom

    Abracos

    Kamilla

  271. EVA says:

    Pues yo llevo dos anyos fuera de Espanha, Colombia (amazonas), ahora estoy en Brasil, y comparto totalmente lo que hablas..de hecho yo tambien comparto o he compartido muchas de las ideeas tuyas..pero inversas claro, yo cruze el charco en la otra direccion. SOy de Barcelona, aki toda la genta esta maravillada con esa ciudad, a muchos brasileros les encanta..yo estoy huyendo de alli.
    Y hec ese crecimento personal del que hablas, me di cuenta de muchas cosas, y tb rechazava mucho mi tierra…y aun tengo siempre el dilema de si volver.Ahorita voy a ir unos meses al fin a ver que..(pero no a kedarme). Pk lo que te hace abrir los ojos no es el lugar, sino salir de la borbuja donde naciste..pero una vez has heco ese proceso puedes vivir en cualquier logar del mundo. Lo bueno no se ha de buscar externamente, todos los lugares tienen cosas bonitas y feas, lo que los hce especiales es la forma con la que los vives!

  272. Alisson says:

    Sinto muito, mas se precisou sair do país pra ser tolerante e achar que é melhor ficar fora do país pra evitar dar o exemplo e conseguir alguma mudança aqui, só tenho a lamentar.

  273. Márcia says:

    Glenda DiMuro,

    Parabéns! É tudo isto e mais um pouco.Eu moro há dez anos em Lisboa,e vou voltar mes que vem justamente por amor aos meus lindos e amáveis pais. Se eu pudesse ficaria pra sempre aqui. Minha família fica aqui. Filhos e netos são os que mais me põem na balança. Mas vou de férias prolongadas e logo se vê, como dizem os amados portugueses.

    Tudo de bom pra vc.

    Márcia da Cunha.

  274. Dani Marques says:

    Lendo o texto realmente foi tudo que senti quando morei na Australia por 3 anos.. posso dizer que voltar foi dificil, mas hoje estou bem mais feliz que antes.
    Acho que o que vale é sempre levar as experiências positivas de onde viveu para qualquer lugar e acima de tudo buscar ser feliz sempre!!!

  275. Alexia says:

    PERFEITO , adorei !

  276. Li, entendi o que você quis dizer, mas, com todo respeito, não concordo. É muito fácil se acostumar com a qualidade de vida que a Europa e os EUA oferecem. É tão fácil, aliás, que realmente surge a dúvida sobre voltar ou não.

    Dizer que no Brasil há muitos defeitos que não existem nesses outros lugares é afirmar o óbvio, por mais que seja verdadeiro. Mas essa afirmação esconde um lado por vezes egoísta e covarde.

    Egoísta porque quem pensa assim parece preocupar-se apenas consigo mesmo. Ou seja, prevalece a ideia de deixar o barco afundando sem ajudar quem não sabe nadar.

    Covarde pq essa pessoa desistiu de transformar o Brasil num lugar decente – claro, a tarefa é difícil, para alguns impossível, mas já imaginou se todo mundo pensasse assim? Não sobraria ninguém e o nosso país afundaria de vez.

    Por isso, admiro quem realmente acredita no Brasil e luta, à sua maneira, para que este seja um lugar melhor. É graças à perseverança dessa gente que será possível que nossos filhos tenham no futuro uma qualidade de vida superior à nossa.

    Não estou criticando quem escolhe viver no além-mar e não quer voltar. Sei que parece isso, mas não é. Acredito que todo mundo deve ir em busca de seus sonhos e se isso significa batalhar a vida no exterior, ótimo. O que critico, na verdade, é a ideia simplista de achar que o que existe lá fora é sempre melhor do que o que se tem aqui.

    Quem já viajou bastante e morou em lugares diferentes deveria saber disso: o lugar é a gente que faz, é a gente que constroi. Não podemos nos acovardar diante da imensa tarefa que é erguer um Brasil melhor, mais justo, mais seguro, mais honesto. Refugiar-se no além-mar, acreditar que lá tudo isso já existe, é uma grande ingenuidade.

    Vou tentar resumir minha ideia: não são os defeitos do Brasil diante das qualidades da Europa e dos EUA que devem ser colocados na balança na hora de decidir se a pessoa deve ou não retornar para cá. O que deve ser avaliado, na realidade, é a capacidade da pessoa em construir oportunidades, em enfrentar desafios, em vencer e ajudar a vencer.

  277. VIVI says:

    Nasci e cresci no Brasil, moro aqui até hoje, tenho 34 anos.

    Posso te dizer que existem escolhas e como já disse Ivan Lins “Aqui É O Meu País…”.

    A diferença sócio cultural é clara, mas na educação que tive sempre aprendi a conviver com ela. Sou de uma família de classe média, sempre tivemos empregadas domésticas que sempre foram tratadas como irmãos, não no sentido religioso, mas como uma pessoa igual a mim, mesmo e nunca nem passou pela minha cabeça que devesse ser diferente eles trabalhavam lá assim como eu trabalhava em outro lugar, comíamos na mesma mesa, ia na casa fazer visitas tanto que hoje, pessoas que trabalharam como domésticos conosco conseguem ter uma vida melhor, inclusive a Maria que trabalhou lá em casa a alguns anos me doou um sofá que adoro, ótimo, ela já trocou sei lá quantas vezes, viaja, tem seus filhos em escolas particulares…outra que mora em Portugal, a outra hoje é uma super cabeleireira e viaja o mundo, ela pode, todos são iguais, caminhoneiro ou lixeiro, não me espantaria eles morarem no meu prédio, não precisei sair daqui para aprender isso.

    Não preciso de luxo, tenho uma casa legal, num bairro bom, viajo a praia aos finais de semana, faço viagens anuais e conheço muitos lugares interessantes pelo mundo. Vivo tranquila e muito feliz junto aos meus, se quisesse uma vida menos agitada e mais segura iria para alguma cidade do interior de SP como Taubaté por ex e viria visitar todos os FDS minha família e amigos.

    Muitos e cada vez mais “gringos”estão vindo morar aqui. Amo o Brasil e aqui é meu porto, seguro sim, tenho meu trabalho que eu escolhi, duas profissões distintas que me dão liberdade e autonomia para ir e vir e ganhar dinheiro nesta cidade deste país com pessoas tão maravilhosas, o Brasil é o país do presente.

    Volte para o Brasil e seja feliz! Informe-se, estamos CRESCENDO! ORGULHE-SE!

    Abraços,

    Vivi

  278. Gustavo says:

    Gustavo, aonde vc quer morar? Em lugar nenhum, mas todos os lugares! Moral da historia: o mundo eh pequeno e se pudermos pq nao conhecer o maximo possivel?!!!! No final das contas, sempre tem o lado bom e ruim de onde estiver…. Esse bla bla bla de que o brasil eh isso ou aquilo de bom weh estorinha…. Vivo em sydney, australia aa 3 anos e logo mudando pra algum lugar na africa pra conhecer e aprender e se possivel ajudar! Viaje, aprenda e nao viva segundo certo costumes e habitos capitalistas e consumistas… Dinheiro traz mais problemas do que solucoes e somente nos limita em milhoes de situacoes!!!!! Status eh coisa de quem nao confia no proprio taco! Vivam a vida sem se preocupar com o alheio….. Boas energias pra todos e muitos voos…. Hahahahahahahahah….

    • Caro Xará,

      Há um autor bastante conhecido – talvez vc já tenha ouvido falar dele – chamado Amyr Klink, cujas viagens tocam literalmente todos os cantos do planeta. Diz ele que “um homem precisa viajar para entender o que é seu”.

      Apesar dos seus três anos de Austrália, acho que vc precisa de mais tempo para compreender isso. O comentário que vc fez, de que “Esse bla bla bla de que o brasil eh isso ou aquilo de bom weh estorinha….” demonstra que vc ainda tem que viajar bastante. Espero que com os seus próximos destinos vc seja capaz de aprender um pouco.

      Além da África, que vc disse que irá visitar, há outros lugares interessantes, como vc deve saber. Todos eles podem contribuir para a sua formação como pessoa, como cidadão do mundo e como brasileiro. Para ajudá-lo a se inspirar, sugiro uma visita ao blog:

      http://pontopacifico.blogspot.com

      Um abraço.

  279. mario maluco says:

    Simplesmente adoreiiii….. moro fora do BR amo meu pais mais a verdade tem que dita… Não da.

    beijos e boa sorte.

  280. Alan says:

    Sensacional texto. Me identifquei muito. FIquei 5 anos fora do Brasil, e voltei devido aos terremotos. Ao voltar infelizmente me deparei com coisas que já tinha esquecido, como por exemplo: Ir ao centro de São Paulo e ver usuários de crak por todo lado.

  281. Ricardo López Fetter says:

    Bela reflexão! Estou 100% de acordo, depois de ter vivido quase 5 anos na España e mais 14 anos na Alemanha. O “sin pausa pero sin prisa” foi a cereja em cima do bolo, parabéns!

  282. mario maluco says:

    Simplesmente adoreiiii….. moro fora do BR amo meu pais mais a verdade tem que ser dita… Não da.

    beijos e boa sorte.

  283. Márcio says:

    Não sei se concordo. Ja morei no exterior (America e Europa)e pelo andar da carruagem vou voltar. Não porque as coisas aqui não estão bem ou algo parecido. Mas minha mulher e europeia e a família esta precisando dela. Acredito que tudo que você diz esta relacionada a “maturidade” que adquiriu. Também está relacionado de onde veio, que fazia,com quem fazia e o meio atual. A forma de trabalho e cultura européia e diferente da nossa a prova disto esta em todos os noticiários. tem gente que gosta disto e gostaria do mesmo aqui, mas por sorte não somos assim. Só fazer essa reflexão. não e voltar para o Brasil, é voltar a ter os costumes de vida daqui e tentar viver com sua força não com a dos outros.

    Forte Abraço!

  284. Marina says:

    o problema do Brasil é que as pessoas precisam sair de lá pra perceber tudo isso, pra começar a andar de ônibus, metrô, pra se misturar. Se as pessoas fizessem isso lá também e não só na Europa, talvez as coisas por lá estivessem bastante diferentes. Mas claro, sempre há desculpas: a violência, o transporte publico que é ruim e bla bla bla. Nasci e cresci em São Paulo, tenho 25 anos e durante todo o tempo que trabalhei lá, usava transporte público. Não pq não tivesse grana pra comprar um carro, mas porque achava o fim do mundo olhar pela janela do ônibus e ver uma pessoa em um carro que transportaria 4 confortavelmente. Queria saber quantas dessas pessoas que aprendem tudo isso na Europa, voltam pro Brasil e deixam o carro na garagem. Morei um ano em Paris e moro em Portugal agora. Também me deslumbrei no ano que morei na França, mas não me iludi. Sabia bem que se não tivesse o passaporte português, a hora que acabasse o que tinha que fazer lá, ia tomar um chute bem grande no traseiro porque a xenofobia na Europa existe, sim. Xenofobia, racismo e agora também desemprego. Não há qualquer oportunidade para os jovens hoje. Faço mestrado aqui e vejo que no país do terceiro mundo, cheio de problemas, tive oportunidades que meus colegas não têm nem de longe. Quando falo pra eles que fiz estágio remunerado, ficam com o queixo no chão. Bolsa de mestrado? Nossa! Eu também posso? Enfim, falta muita coisa no Brasil. Mas falta porque quem tem dinheiro, anda de carro, coloca filhos na escola particular, paga seguro de saúde. É mais fácil do que lutar, exigir melhores condições do governo. Nem tudo na Europa são flores. E nem tudo sempre foi cor de rosa assim. Eles lutaram, passaram por guerras até conseguir o que querem. Nós estamos no começo. O país tá crescendo, as oportunidades e possibilidades são inúmeras. Cabe a nós decidirmos que futuro queremos.

  285. Adriano Fernandez says:

    Hola, Glenda
    Tambem estou passando por essa situação. Vivo em Madrid pouco mais de 8 meses. Já tenho residencia comunitaria. E nesse periodo aprendi muito aqui. A principal lição foi a de vida: todos somos iguais. Falar um “Hola” para um desconhecido e ser bem recebido em qualquer lugar que seja. Essa visão que tenho da Espanha foi fator fundamental para minha decisão. Educação, segurança, igualdade e respeito. Coisas que não existe no Brasil!
    Tive uma oportunidade de voltar no fim de 2011, mas senti um medo tão grande, que pela primeira vez descobrir: que a vontade de estar aqui, vinha pela medo de voltar E pelo tudo que vim aprendendo aqui.

    Por fim, seu texto é otimo. Compartilho contigo suas palavras! Não está só!

  286. Fábio says:

    Parabéns!! Excelente texto… Sou dentista brasuka e adoraria fazer as malas e exercer minha profissão fora, pena ser tããããão burocrático!

  287. Martim says:

    Tu merece os mais sinceros parabéns por esse texto. Explicou bem. Muita gente vai descordar e é porque não viveu fora, e se viveu não percebeu isso. Mas o Brasil é um país onde o dinheiro da o valor das coisas, isso é PODRE. Novamente, parabéns pelo texto.

  288. Paola says:

    E experiência depende da história de cada um, do sentimento, das motivações. Concordo e respeito o Texto e também entendo as opiniões contrárias. Sem julgamentos…

  289. Heloisa says:

    Olá
    Estou na Suécia, gosto muito, o povo sueco é organizado, sério com o que precisa ser, dá valor ao que tem valor, é humilde, trabalhador e respeitoso. Aliás, a vida aqui se baseia em ¨respeito ao próximo¨. Amo o meu Brasil, vivo um pouco lá, um pouco cá!
    Li seu post – gostei!
    Abraços, Heloisa

  290. karla says:

    Interessante o texto, gostei do ponto de vista seu, mas esta e a sua vida e a que vc foi exposta por necessidade ou querer…enfim, vivo na Inglaterra, ate acho realmente muito bom, tudo isso que vc relatou e um fato, mas eu como crista, ja tenho outro ponto de vista do que e ter uma vida prazerosa…ao mesmo tempo que nos temos as pessoas que nao se importam com o que a outra veste, faz…ou que socialmente se e respeitado…temos tbm o descaso das vidas, vc nao e ninguem…ninguem se importa com ninguem, as pessoas sao distantes uma das outras, e para beber e se juntar numa rodinha…isso temos em qualquer canto do mundo! a realidade europeia e solidao nas familias, e digo isso com propriedade, pois faco servico voluntario social, e muitos morrem sos em suas casas, pois o vizinho e desconhecido entre si. Claro, todo lugar tem seus altos e baixos..dependo por onde queremos ver dentro das nossas necesssidades…mas nao acho que vc esteja errada, apenas esta e sua vida e a forma que vc aprendeu a enxerga-la. Existe realmente muitas coisas boas aqui e muitas coisas ruins quando estamos inseridos no contexto social…e te digo, o contexto social esta muito longe dessa beleza aparentemente tranquila como foi relatado. Nao estou tentando falar mau, acho ate que se vc nao quer mais voltar, isso e uma decisao particular pessoal e intransferivel, pois cada um com sua experiencia e cada um da conta da sua vida e sabe onde mais lhe doi…mas uma coisa e certa! viver aqui e ter uma vida relativamente tranquila nas suas obrigacoes socioeconomica…nao e para qualquer um ( nunca desmerecendo ninguem, e claro).

  291. Phelipe says:

    Feito presente de amigo, recebi o convite de ler o seu post. Li. Reli. E, claro, me emocionei. Cada linha costurada por você trouxe aquela fina poesia (algumas vezes ausente dos poetas), que fala com a alma. Há anos, ensaio minha ida em busca de algo que ainda não sei. Gracias, te lo agredezco por todo lo que ojalá pueda vivir.

    Phelipe.

  292. Maira says:

    Vamos ver se vc vai ter paciência pra ler todos os comentários.

    É que o caso é realmente grave. Também estou morando e estudando na Espanha (um mestrado em Madrid), e mesmo estando tão pouco tempo aqui, já noto a diferença da qualidade de vida. Como você, também não tenho previsões de conseguir me sustentar com um emprego, quando todos os meus amigos espanhois recém-formados estão no paro.

    Mas que cada dia que passa eu sinto menos vontade de voltar, isso é verdade. Dá saudade dos familiares e amigo? Dá. Mas Skype e Facetime tão aí pra provar que a distância se apequena.

    Além do mais, é preciso observar que a Espanha é um país absolutamente encantador: as pessoas são como nós, acolhedoras e simpáticas (ok, não taaanto) e absorvemos a adaptação muito rapidamente. Sou apaixonada por Madrid e nem consigo imaginar como será voltar a viver no Brasil… muito menos em perder a liberdade que consegui, me esfolando viva em um emprego qualquer, só para poder pagar um quartinho.

    Decisão difícil!

  293. Claudia says:

    Só acho que quanto mais as pessoas inteligentes, que compreendem que é preciso respeito, educação e qualidade de vida numa sociedade, “fogem” do país, menos o Brasil vai evoluir.

  294. Pedro Segatti Hahn says:

    Glenda.

    Meus parabéns, nota-se pela sua narrativa e por suas respostas claras e coerentes antes de qualquer coisa o excelente nível de educação que teve (educação familiar principalmente), fica nítido que você é uma mulher madura, segura de si e que conhece o próprio potencial e portanto é óbvio que você se dê bem em qualquer lugar do mundo pois quem tem potencial de verdade aliado a sede de conhecimento e não se limita ao lugar comum se insere em qualquer sociedade e cultura cedo ou tarde e sem o menor problema, ser aceito é sim um trabalho difícil mas dependendo do caso não impossível de maneira nenhuma nem aqui e nem aí.

    Podem dizer o que quiserem mas uma educação e um comportamento adequado aliado a esforço legítimo de lutar abrem portas e conquistam pessoas em qualquer lugar do mundo, já estive varias vezes na Europa e embora nunca tenha morado (mas cheguei a ficar mais de um mês num mesmo país certa vez) não foi preciso muito para compreender de A a Z o que você quer dizer com o bem estar que sente aí entre tantas outras coisas óbvias, mas para ver tudo isso só mesmo estando aí e não vendo através da TV.

    Nessas andanças também vi o outro lado (como tantos outros também já viram) e entendi melhor o porque muitos talvez (não generalizo no entanto) nunca consigam se inserir no meio dos povos daí como se deveria, por exemplo, presenciei no metrô (e tbém cheguei a ver nas ruas) pessoas daqui que claramente eram moradores (e não turistas como eu, não sei se legais ou ilegais no entanto e não eram adolescentes não) falando alto, gritando uns com os outros (uns sacaneando os outros de brincadeira) na NOSSA língua e diante de todos como se estivessem num quintal de uma casa durante festa enquanto todos os passageiros do vagão estavam lendo silenciosamente seus jornais cada um na sua…tudo acontecendo como se para os nossos conterrâneos isso fosse a coisa mais normal do mundo e sendo os naturais de lá obrigados a aceitar isso como uma coisa perfeitamente “natural e alegre”…uma coisa lamentável na minha opinião pois confundir alegria com ser inconveniente dependendo do lugar e da hora é algo muito distinto e eu me senti envergonhado por eles, envergonhado por estarmos sendo expostos aí fora dessa maneira como se todos tivéssemos esse mesmo tipo de comportamento, isso sem falar em coisas piores que fiquei sabendo entre outras coisas mais. Quem quer viver na casa do outro tem que ter em mente que tem o dever (e não a escolha) de se adaptar ao lugar e não o contrário, ter suas tradições e costumes ouvir sua música etc etc tudo é normal mas isso deve ficar limitado a ser extravazado dentro da casa onde se more e claro sem perturbar os vizinhos.

    Na minha opinião um turista a passeio em qualquer país do mundo (incluindo estrangeiros que aqui nos visitam é claro) não tem a obrigação (embora seja muito útil) de falar a língua do lugar, mas se um estrangeiro se torna um morador com pelo menos mais de 6 meses em outro país aí tem sim a obrigação de se esforçar e aprender o que puder e ter a educação de falar o idioma do lugar quando no meio dos habitantes locais mesmo estando entre conterrâneos pois considero uma falta de educação se falar em outra língua diante de alguém do lugar onde se convive (se mora) e que não compreenda o que você esteja falando, pode-se passar a impressão de se estar falando mal, tirando sarro etc etc mas isso é uma questão de princípios, uma vez na casa dos outros você tem a obrigação de dançar conforme a música, infelizmente muitos confundem isso e se acham no direito (e a coisa mais natural do mundo) já que aqui é costume um Norte-Americano nunca passar apertado porque todos tentam ajudar, mas como eu disse a maioria das vezes tratam-se de turistas e de turistas não se pode exigir nada…e não é mérito nenhum ajudar a um turista e sim um favor, conheço aqui muitos estrangeiros que moram e que aprenderam sim e muito bem o nosso idioma e em curto espaço de tempo.

    Enfim, foi através de alguns desses infelizes episódios que eu presenciei que compreendi o porque muitos nos julgam tão mal pelas atitudes mal educadas de outros aí fora, sem falar em coisas piores, como disse não generalizo de forma alguma mas volto a dizer, educação é a chave fundamental para qualquer um ser aceito em qualquer comunidade, conheci brasileiros muito esforçados e que vivem há anos por aí e que estão perfeitamente adaptados e felizes com a vida que tem e com planos para o futuro e não vejo nisso nenhum crime ou ofensa já que em primeiro lugar vem a INDIVIDUALIDADE de cada um antes de sua NACIONALIDADE e portanto não faz o menor sentido atacar ou discordar de alguém como você que decidiu e acredito lutou muito (porque não é fácil não!!!) começar tudo de novo em outro lugar como se fosse básicamente uma criança tendo que aprender TUDO desde o idioma aos milhares de costumes diferentes, as leis, todas as regras pessoais etc – admiro muito pessoas como você que tem essa garra e determinação de enfrentar uma luta desse tamanho e que não é simples como muitos imaginam, pegar um avião chegar aí tirar umas fotos e botar no FB e tudo certo! Não…a coisa é muito mais séria para quem quer vencer de fato e afinal de contas (obviamente) pessoas como você, com esse seu perfil se dão bem em qualquer lugar do planeta simplesmente porque tem um potencial que independe de fronteiras.

    Quanto a voltar, olha, acredito na minha humilde opinião que você não conseguiria ser feliz novamente a 100% aqui (embora junto de seus familiares novamente) simplesmente pelo fato de que pessoas como você que atingem esse grau de entendimento sobre tudo e tem nas mão as rédeas da própria vida, que tem esse grau de desprendimento e que se integram de verdade fora daqui (como eu disse tendo que reaprender tudo o que é muito mais difícil) na verdade ficam sem um lugar certo para onde voltar pois o mundo se torna um lugar menor e sem dúvida nenhuma muito mais interessante…uma mente depois de aberta dessa forma não tem mais como ser limitada seja pelo motivo que for sem que a pessoa sofra muito com isso caso decida dar um passo atrás.

    Desejo de coração toda a sorte do mundo para você, seus pais devem ser orgulhar muito da filha que tem.

    Pedro

    • Glenda DiMuro says:

      Olá Pedro. Obrigada pelo comentário. Sinceramente, eu acho que as pessoas que vieram para a Europa e não se “adaptaram” são aquelas que achavam que a vida aqui seria igual a do Brasil. Realmente somos mais escandalosos, falamos alto, rimos, nos intrometemos na vida privada de companheiros de trabalho, nos envolvemos emocionalmente mais facilmente… e aqui não é assim. E olha que o povo do sul da Espanha é bastante “expansivo”, mas nada comparado ao perfil brasileiro. Eu reconheço muitos brasileiros de longe, só pela maneira de se comportar… E não é que você precise mudar a sua personalidade para se integrar na sociedade, mas obviamente precisa de adaptar a outras regras sociais, bem diferentes das nossas, se quiser se aproximar. E ai é que está o problema… dai vem aquele papo (irreal e generalista) de que todo “europeu” é frio, não abraça, não ri, é racista, enfim, uma série de coisas que o brasileiro constuma reclamar do caráter do povo daqui. Um exemplo disso que estou falando foi um documentário que vi recentemente sobre agências com psicólogos e trabalhadores sociais especializados em ajudar gringos a se integrar no Brasil (já que agora somos “desenvolvidos” está cheio de estrangeiro querendo trabalhar ai, né?. A primeira lição: o brasileiro tem dificuldade de diferenciar vida privada de vida pública, ou seja, é comum as relações de trabalho serem mais pessoais que o normal. Não sou eu que estou dizendo isso não… e ainda tinha o depoimento de um americano que dizia que a primeira coisa que ele aprendeu no Brasil é que no trabalho dele todo mundo queria saber da sua vida pessoal e tinha encontrando duas meninas falando sobre ele no banheiro. Disse ainda que não estava acostumado a isso, pois sempre foi muito profissional no trabalho e anteriormente ninguém sabia se ele era casado ou não. Sei que não deve ser 8 nem 80, mas a gente sabe bem do que ele estava falando… Já mudei de assunto, desculpa, mas é que seu comentário me lembrou esse episódio. Um abraço.

  295. Ingrid Frank says:

    Oi Glenda!
    Legal o teu texto! Só não entendi a frase “não é pobre o que menos tem, mas o que menos necessita”.

    Outra coisa, o Brasil tem uma história de colonização, sua independência é muito recente, e por isso estamos muuuuitos anos aquém de um país com a Espanha, que tem uma história oposta, de país imperialista e conquistador. Só muito recentemente foi possível para os brasileiros “vencerem” na vida com trabalho e suor, e isso faz com que eles queiram, sim, ter bens, roupas, carros e outras coisas que não podiam antes.
    Esses problemas culurais que você elenca me parecem ser decorrência de termos sido colonizados, e vai levar ainda um bom tempo para que isso comece a mudar… Mas se todo mundo que estuda e pensa sobre essas coisas se mandar para outros países, aí, realmente, vai ficar ainda mais difícil mudar a situação do nosso país… ;-)

    • Uk Lima says:

      Os EUA ficaram independentes um pouco antes, o Canadá, Nova Zelândia e Austrália, até depois, isso não é desculpa e já é conhecida no exterior por alguns historiadores como ” Síndrome do Coitadinho”, e é usada como desculpa por vários países do terceiro mundo.
      A Bjork fala disso num doc, a avó dela viveu em uma Islândia colônia ainda, e hoje, é primeiro mundo.

  296. Luis Vilar says:

    Parabéns por conseguir expressar o vdd sentimento do forasteiro.
    “Só voltaria pelos meus.”

  297. Victor says:

    Moro no Brasil e já morei nos EUA e Europa. Apesar do belo texto apresentado, não concordo, para mim o Brasil é em todos os sentidos, o melhor lugar do mundo para se viver. Que adianta ter segurança, ter melhores médicos e outros afins, se você é tratado como um Zé ninguém lá fora, como se não devesse estar naquele local?? O que adianta se sentir um peixe fora d’àgua à todo instante??

  298. Filho says:

    Eu teria escrito esse texto se não tivesse voltado para o Brasil. Mas como voltei, não tenho mais tempo para “besteira” como eles dizem aqui. Afinal, a única coisa que não é besteira aqui, é estudar, trabalhar e pensar em dinheiro. O resto, cultura, tempo, família, viajem, parque… é tudo ‘besteira’.

    Só fico pensando, se alguém em sã consciência abandonaria a Europa depois de morar legalmente lá por alguns anos. Bom, eu fiz isso! E fiz porque pensava que podia mudar alguma coisa para melhor aqui no Brasil, mas a cada dia a escuridão no fim do túnel aumenta, e a saudade do velho continente também.

    Começo a achar que pátria mãe, é aquela que nos trata como filhos, e não como bastardos, então nesse caso, minha pátria mãe já não é mais o Brasil, aliás, nunca foi. Abraço

  299. ingrid says:

    Excelente suas reflexões.Parabens!

  300. Sebastian says:

    Glenda,
    Você é muito inteligente e sensível.
    Estou apaixonado.

  301. Daniela says:

    Obrigada por dividir seu pensamento conosco. Eu nunca morei na Europa, mas morei 4 anos nos EUA, literalmente no meio da classe média-alta. A verdade é que a maneira que vivemos aqui no Brasil é simplesmente um reflexo da mentalidade americana, o de que “você é aquilo que você tem”. Nem muitos americanos (os chamados out of the mainstream)aguentam mais essa mentalidade. A diferença entre o Brasil e os EUA é que lá as leis ainda funcionam, mas se não funcionassem, seria a mesma várzea que vemos aqui. Não entendo porque não conseguimos nos inspirar no estilo de vida dos Europeus, dos Japoneses, Australianos, Canadenses. O que me motivou a voltar para o Brasil além dos “meus” foi exatamente a possibilidade de fazer alguma diferença, mínima que seja. As pessoas já não estão suportando viver da maneira que vivem, mas estão perdidas, não sabem como mudar isso. Então é aí que a gente entra…mas realmente tem que ser corajoso, dar a cara a tapa, lutar muito para fazer a diferença. Parece utopia, mas creio que nós ex-expatriados podemos fazer algo sim. Senão nós, então quem? Alguém comentou aqui que algumas viagens de ferias feitas já mudaram sua percepção. Como? Em tempos onde as pessoas viajam para tirar fotos só para postar no Facebook? Que tipo de experiencia relevante uma pessoa pode ter viajando dessa maneira? A diferença estão as nossas histórias. Pode até não surtir um efeito imediato, mas certamente uma sementinha pode ser plantada em muitos corações. E dessa sementinha pode nascer uma esperança. Venha! Divida isso conosco! Abraços!

  302. Naiara says:

    Seu texto toca em assuntos muito interessantes, mas cheguei ao final sem conseguir pensar em mais nada além do “Aprendi que viver no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo e comer no mesmo restaurante da faxineira da piscina é uma coisa absolutamente normal.” Quer dizer que algum dia comer no mesmo restaurante da faxineira não era normal? Sinceramente, não tenho nem palavras para descrever o quanto isso é podre. VERGONHA de saber que alguém pode pensar assim. Se sair do Brasil fez vc perceber que faxineiras tb são seres humanos, então viva a Espanha!

    • Glenda DiMuro says:

      Naiara, acho que lhe faltou um pouco de sensibilidade para interpretar o texto. Pelo menos nos restaurantes que eu costumo frequentar no Brasil (e olha que não sou de família abastada ou frequento restaurantes finos e caros) NUNCA uma pessoa que ganha um salário mínimo (leia-se exerce uma função de doméstica, varredora, lixeira) teria condições de pagar um almoço. Ou seja, não é que questão de ser ser humano ou não, é de ter um mínimo poder aquisitivo. Dificilmente uma pessoa que ganha 600 reais ao mês para sustentar uma família de 3 pessoas consegue jantar fora no mesmo restaurante que uma pessoa que ganha 5 vezes mais (ou até duas vezes mais)… ou tô errada?

  303. Pedro Rist says:

    Eu morei uns anos fora do Brasil e tive a oportunidade de conhecer alguns paises,um deles como a Espanha que morei quase 2 anos, hoje estou no Brasil pela segunda vez muito arrependido de ter voltado , pois a gente acostuma com a vida la fora com o tempo passando e temos saudade de voltar achando que podemos viver igual , ilusão total, não se compara com o Brasil, isso é fato. Antes viver com qualidade q viver nessa fantasia brasileira.

  304. Samy Cooley says:

    Adorei o texto!
    Amo de paixão meu país com S, rs, mas só quem realmente já morou fora sabe e entende o significado do que vc escreveu. Podem falar o que for, que seu texto é hipócrita ou sei lá o que, mas sinto informar que é a realidade de nosso país.

  305. Rogerio says:

    O Brasil só é o que é pelo desprezo que os brasileiros tem dele…
    Sintomático é que, o sonho do brasileiro não é tornar o Brasil um lugar maravilhoso pra se viver, mas sim “morar na Europa”.
    O Brasil é “uma porcaria” porque ninguem ta nem ai, e só pensa no bem próprio.

  306. jeane says:

    Ola a todos.

    Pra começar quero dizer que acho que todos estao certissimos no que dizem, porque simplesmente; ” o homem é a medida de todas as coisas”. Cada um enxerga o mundo com os seus olhos e é impossivel enxergar com os olhos de um outro.
    Eu morei 6 anos em Barcelona, amo aquela cidade na minha opiniao uma das melhores pra se viver, mas so posso falar dentre as 3 que vivi (bcn, bh londres), como poderia falar de outras?
    Voltei ao Brasil para cuidar do meu pai que teve cancer e faleceu fazem 3 meses, se nao fosse por isso com certeza nao teria voltado. Porque? Por tudo isso que a Glenda falo., Mas isso nao é uma critica arrogante ao Brasil, tampoco elogio desmesurado a europa, é que simplesmente me identifico mais com aquilo que com isso aqui. Prefiro sim trabalhar de garçonete que numa grande corporaçao vivendo estressada e agarrada no transito. Mas ha gente que gosta do stress do mundo dos negocios por exemplo e quem sou eu pra dizer que isso é loucura?! Mas posso dizer que é uma loucura pra mim!!!
    Estou me preparando pra voltar a bcn e logo em 2 meses ir-me a viver na Asia. Sei que vou encontrar muitos dos problemas brasileiros la, e talvez isso faça com que nao me adapte tambem, mas a ideia de viver uma nova cultura me encanta sobremaneira
    Eu trabalho, nunca fui rica e nao tenho nada. Bom, nada que se possa mostrar! Meu imperio foi construido dentro de mim e vai comigo quando desencarne. Isso é meu bem valioso!
    Acho que cada um tem que seguir seu coraçao e juntar-se a pessoas que tem a ver, sejam elas de onde for. Para mim esse sentimento de nacionalismo é besteira. Devemos amar e respeitar todos os lugares, todas as pessoas, todos os paises, sem distinçao ou detrimento.
    Mas também nao se pode negar as limitaçoes. Ficar bravo com criticas nao ajuda a crescer (leia se crescer em termos de social, de pessoas e nao economico).
    A mim o que me importa o Brasil ser a sexta economia do mundo se aqui tem muito mais miseraveis que em muitas economias que estao abaixo dele? Se a insegurança é muito maior, se os politicos riam da nossa cara na nossa car, etc.? Essa é minha indagaçao! Porem nao quero diminuir o Brasil colocando isso em voga, ao contrario. Eu quero que o pais cresça, mas nao so economicamente, eu quero que qualidade de vida nao seja confundida com quantidade de coisas, mas mesmo se for, porque isso esta arraigado na cultura, tudo bem. Porem seja quantidade de coisas para a maioria tambem. Que a maioria possa ter quantidade de coisas. Entendo o caminho das coisas, entendo que o pais é jovem ainda, que Europa é o velho continente (apesar que USA e Australia sao jovens tbm) Porem opiniao é opiniao.
    Ja me estendi demais e sai do foco que respeitemos as opinioes. O que é bom pra mim pode nao ser pra vc.

  307. VANNUZI says:

    Fiquei um pouco constrangida ao ler a mensagem, pois percebi que, ainda hoje, muitas pessoas mesmo considerando-se cultas, avaliam seu próprio comportamento com base no meio em que estão, ou seja, o meio onde vivem influencia completamente o seu modo de viver pessoalmente ou, ao menos, assim imaginam.

    Ao afirmar que “ Aqui aprendi que não preciso de luxos para viver feliz”, a escritora GLENDA DIMURO, INFELIZMENTE SE REPORTA AO FATO DE TER APREDIDO ESSA E DEMAIS LIÇÕES, VALIOSAS, APENAS GRAÇAS AO FATO DE ESTAR RESIDINDO EM UM LOCAL, FORA DO BRASIL.

    “Aprendi que a felicidade não se encontra em shopping e que autoestima não está diretamente relacionada com chapinha e unhas bem feitas”

    “Aqui aprendi que se trabalha para viver e não se vive para trabalhar”

    “Aprendi a ser tolerante, a respeitar mais as diferenças, a descobrir a diversidade de raças, culturas, estilos de vida e pensamento muito diferentes dos nossos, brasileiros, muitas vezes machistas, egoístas e hipócritas.”

    “Aprendi que viver no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo e comer no mesmo restaurante da faxineira da piscina é uma coisa absolutamente normal”

    Em parte, são essas as declarações de aprendizados conseguidos apenas e, somente após a escritora sair do Brasil e vir a residir em outro país.

    Realmente me entristeceram certas afirmativas, eis que, percebi que uma jovem, no caso a escritora, não havia aprendido nada enquanto desfrutava a infância ou o início de sua juventude.

    Afinal, não menosprezar um trabalhador em seu ambiente de moradia ou em um restaurante é algo que faz parte da educação que repassamos aos nossos filhos, isso geralmente. Que a felicidade não se encontra em shopping, que devemos ser tolerantes e respeitosos com todos os indivíduos também são ensinamentos que repassamos e vivenciamos desde pequenos, em nossos lares, portanto, aprendemos todas essas pequenas e importantes lições em casa e as vivenciamos.

    Por isso eu não entendo que a felicidade só possa estar em um local e sim, que a felicidade lhe acompanha, afinal cada pessoa é responsável por sua vida.

    É claro que, a vida, no geral poderá ser mais fácil ou não, dependendo do local onde residimos, porém, não é o local onde residimos que nos ensinará a viver, temos que ter um caráter reto, descente e um comportamento honesto onde quer que estejamos residindo. Por certo, assim, será mais tranqüila e agradável a nossa vida onde quer que estejamos.

    O Brasil possui inúmeros problemas, é fato, porém, não adianta acreditar que somente fora daqui existem pessoas educadas, felizes ou mais inteligentes. Assim como aqui temos nossas dificuldades, em outros locais também existem dificuldades.

    Em inúmeros países a intolerância entre as pessoas é tão grande que muitos cometem assassinatos “em nome de deus”. Em outros locais, a fome mata parte da população e, em outros locais o estrangeiro é considerado “mercadoria de segunda”.

    Existem coisas ótimas em outros países assim como existem coisas ótimas aqui.

    Mas alguém dizer que, é preciso sair do Brasil para se APRENDER a como ser educado, tolerante ou respeitar um indivíduo, isso realmente não é aceitável.

  308. Priscilla Rodrigues says:

    Você disse tudo que eu diria. Vivo em Portugal e as coisas aqui também não estão nada fáceis, me questiono muito sobre voltar e não voltar por esses mesmos motivos. Agente aprende que o simples e o pouco é muito mais do que imaginávamos.

  309. caio says:

    Concordo e discordo, pois vivo fora e estou decidido a voltar. Quem se deixa incomodar pelo que os outros pensam precisa viajar…se tu viajou e aprendeu tudo o que aprendeu nao tem o porque ter medo de enfrentar o que as pessoas pensam, simplesmente pq tu nao vais dar bola. Pode-se ser feliz no Brasil sim, é só querer. Inclusive alugando móveis… Agora concordo que a segurança, educaçao infantil e publica em geral, saude, infra estrutura e outros deixa muito a desejar. Mas como minha namorada americana diz: Eu vou para o Brasil ctg sem problemas, afinal a felicidade depende de nós a nao dos outros.
    A decisao que tu fizeres é a melhor para ti e vai ser a mais acertada ;), independente de qual seja.

  310. Ana says:

    Acabei de ler seu texto parei pra refletir quais são os reais motivos pelos quais, depois de oito anos morando na Austrália, decidi retornar ao Brasil.
    Concordo plenamente com o fato de que em países desenvolvidos a segurança é definitivamente o fator que nos ´prende´ fora do nosso país de origem.
    Sem contar a corrupção, trânsito e por aí vai… Eita Brasilsão!
    Mas acredito que façamos parte de uma das culturas mais bonitas, intensas e ricas do mundo.
    Não é a toa que qualquer gringo que venha pra cá aprecia tanto o calor humano, a exuberância e a riqueza da nossa cultura.
    Sem mencionar o fato de que aqui valorizamos muito e temos aquilo que acredito que nos torna o serem humanos que agora somos: a família; que em muitos países de 1º mundo não tem o valor que se tem no Brasil.
    E descobri que a vida aqui, para mim, é muito mais colorida apesar de todos os problemas (que são muitos!), pois se estivesse em qualquer outro lugar do mundo, longe da minha cultura e família, seria só um filme em preto e branco.
    Um filme em preto e branco com roteiro escrito em linhas perfeitas, cenários exuberantes, atores de 1ª linha (se é que você entende a minha analogia aqui), mas ainda assim um filme sem ´cor´…
    E pra finalizar, aprendi que onde quer que estejamos nesse mundo jamais teremos tudo àquilo que queremos num só lugar.
    O que precisamos no fim das contas e decidir o que nos traz mais felicidade!

    • babi says:

      Bonitas palavras Ana. Eu sinto falta da cultura tambem, alem da familia e amigos. Ainda assim nao penso em voltar, mas entendo perfeitamente o que voce diz. Eu torco muito para o Brasil. Principalmente para que as pessoas ai entendam verdadeiramente que o destino do pais depende de cada um, e nao dos politicos, governantes, etc.. Que ajudem a cuidar dos velhos, se juntar para lavar muros pixados, respeitar o transito, coisas assim, sem ficar simplesmente reclamando. A vida ai seria outra se cada um fizesse a sua parte. Porque no final das contas corrupcao e gente ruim tem em qualquer lugar, nao e mesmo? Gostei de saber que voce esta feliz tendo voltado. O que eu sinto hoje e que nunca mais serei completa. Sou muito feliz, nao me interprete mal. E amo viver aqui. Mas sinto falta da cultura e da familia/amigos aqui, enquanto se voltasse sentiria uma falta imensa tambem da minha nova rotina e qualidade de vida. A gente se transforma ne? E nenhuma forma serve mais tao certinho…

    • Elena says:

      Estranho esse conceito que brasileiro tem de “valor a família”.
      Chega a ser desrespeitoso com estrangeiros dizer que não se valoriza familiares fora do Favelão. Típico de gente com auto estima baixa que fica procurando defeitos onde eles não existem para se sentirem melhor consigo mesmos.

      No Brasil não temos valorização familiar, temos dependência financeira e emocional, o que é bem diferente. Os jovens não podem sair da casa dos pais porque não têm dinheiro para alugar ou comprar (salários baixos e mercado imobiliário surreal), e porque não querem trocar a boa vida de roupa lavada, comida pronta e guardar salário pra gastar na balada por ter RESPONSABILIDADE e cuidar da própria vida, pagar as próprias contas. Mas em troca são obrigados a pagar motel pra fazer sexo e aturar pai e mãe se metendo em suas escolhas até os 25, 30 anos de idade. Isso é impensável na Europa e nos EUA.

      Famílias brasileiras são emocionais, histéricas e possessivas. É comum matriarcas fingindo doença pra forçar os filhos a almoçar na casa delas TODO domingo, como se eles não tivessem direito a fazer outra coisa. Dão escândalo quando o filho quer sair de casa, se metem na escolha de namorados, ficam ligando a cada dez minutos, fazem fofoca, intriga e vivem grudados uns nos outros. Isso não é amor, é simbiose.

      E aí o que a gente vê? Brasileirinhos indo morar no exterior e achando tudo uma porcaria porque, de repente, a mamma não está lá pra dizer onde está aquele par de meias, fazer o bolo solado, passar a camisa em tempo de sair pra festa e ajudar a pagar a prestação do carro e do apartamento.

      “qualquer gringo que venha pra cá aprecia tanto o calor humano, a exuberância e a riqueza da nossa cultura.”

      Nem todos, caríssima. Outra mania boba e desnecessária de brasileiro acreditar (e querer convencer alguém) de que todo estrangeiro morre de amores pelo Favelão. Tenho amigos estrangeiros que vieram para cá, acharam quente, violento, sujo e culturalmente umbiguista. Não voltaram mais, e não posso culpá-los. O Brasil PERDE FEIO em número de turistas para qualquer lugarzinho chinfrim na europa. Se é assim mesmo tão encantador, porque será que o maior atrativo do Brasil (o que traz mais visitantes estrangeiros) é o turismo sexual? Duh.

      Mas enfim, continuem acreditando nisso se os faz sentir menos piores.

  311. Marcel Doyle says:

    Parabéns pelo txt, muito bom. Descreve verdadeiramente os sentimentos daqueles que vivem ou já viveram uma dessas aventuras. Agora fazem 2 anos que estou de volta ao Brasil, depois de morar quase 3 anos no EUA, tive o visto negado para cursar o colege. Levei algum tempo para digerir essa resposta. Volta e meia bate uma melancolia a respeito disso, mas o mais difícil de superar e a desigualdade dos brasileiros, e esse monte de sacanagem dos políticos. O Brasil está longe de melhorar e sinceramente não acredito que um dia chegue a ser um país de primeiro mundo.
    Eu insentivo a todos que poder e quem está pensando em fazer uma aventura dessas não pense 2 vezes. just go! “Esse mundo é muito grande para viver e morrer no mesmo lugar”.

    Abraço

  312. Lu says:

    Glenda,

    Também vivi no exterior alguns anos e, apreciava as ruas lindas, a vida segura, o bom balanco entre vida profissional e pessoal, a realizacao profissional etc .

    Cheguei à conclusao que viver no Brasil era realmente difícil.
    Apesar de tudo, voltei. Nao por achar que o Brasil é um pais melhor e sim porque é o meu país.

    Viver no exterior (mesmo estando legalmente autorizada a trabalhar como engenheira etc ) seria como estar desfrutando do bem estar construído por outras pessoas, abandonar o barco.

    Nao acho errado optar por viver no exterior mas eu sentia que lá eu sempre seria um cidadao de “segunda classe”, com o rabo preso, sem direito a opinar livremente pois estava lá de “visita” .

  313. fatima says:

    Ola,

    bla bla bla para os que nunca moraram fora do Brasil. Noa sabemos o que eh sofrer e viver em paz ao mesmo tempo, sentir saudades e nao querer voltar ao mesmo tempo , chorar lamentando por que estamos morando fora e vibrar com a oportunidade de morar fora…querer estar perto dos “nossos” que depois de 6 anos nem conhecemos mais,odiar por ser totalmente esquecido por todos no brasil e amar quando recebe um email depois de tanto tempo… cansar de falar a lingua que nao eh sua, mas se orgulhar de falar tao fluente… Como ja dizia Tom Jobim :” morar fora doBrasil eh uma droga.. mas morar no Brasil eh uma droga tambem….
    Esse eh o eterno verdadeiro dilema de quem mora fora do saudoso Brasil.
    Fatima – residente emNew Zealand por 6 anos.

  314. João Pedro says:

    A Espanha é realmente maravilhosa se você não levar em conta que, pelo fato de você ser brasileiro (a), você vai ser tratado (a) como um esterco, um “terceiromundistazinho”. A Espanha é ideal para os que lá nasceram, pessoas que, em sua grande parte, tem asco por seres humanos de países pobres. Volta pra Brasil. Tu não pertence a esse país.

  315. João Pedro says:

    Respondendo à tua pergunta: “Por que é tão difícil ter vontade de voltar a viver no Brasil?”

    Resposta: Porque a Espanha – que explorou a América Latina por séculos e sugou tudo (ou quase tudo) que pode de diversos países (destaque para o Brasil) – é um país de primeiro mundo, que oferece segurança, educação, lazer, saúde pública para os SEUS cidadãos, pessoas nascidas NA ESPANHA. Para estes, você continuará sendo uma “terceiromundistazinha” que, ao ousar revelar o seu país de origem, vai ser vista e tratada como uma barata.

    É lindo ir para países de primeiro mundo e ignorar fatos históricos.

  316. Carol Ribeiro says:

    Estou morando no Canadá há 6 meses, e já morei 2 naos nos EUA. E sinto as mesmas coisas que a Glenda… Entendo perfeitamente a dúvida de voltar ou não… É a civilização X alegria de amigos e família. Uma dúvida cruel… Mas, o que eu digo é: Lugar perfeito não existe!! E a felicidade está, realmente como disseram ai por cima, onde nosso coração se sente bem e feliz!

  317. Raquel says:

    Olá Glenda, respeito a sua opinião, em parte até concordo, mas sempre soube de td isso sem precisar sair do meu país, tive uma família que me passasse os valores e muitos bons amigos… infelizmente vc não deve ter tido a mesma sorte, mas isso não é um problema do Brasil… pessoas fúteis existem em qq lugar desse planeta… vc q escolhe com quem vai se relacionar e como vai viver… e falar de injustiça e preconceito… vc mora na Espanha, país onde o povo brasileiro é o povo mais barrado para entrar… diariamente vários brasileiros vão a tão sensacional Europa e são obrigados a retornar sem eles darem qq justificativa aceitável… Europa e Brasil são duas realidades diferentes, nosso país foi colonizado e explorado por muito tempo… não podemos comparar… se nosso país tem as dezenas de problemas que vc fala é culpa deles… Da mesma maneira que tem Brasileiros que não querem mais voltar pra cá tem milhares de gringos que chegam aqui e ficam maravilhados e fazem do Brasil sua opção de lugar para viver.

  318. silvia says:

    Que pena, o Brasil precisa muito de pessoas como vc! acabei de mudar p SP depois de 5 anos em NY, e te digo o seguinte: SP tem de tudo, nao soh patricinhas e pessoas futeis… e só achar sua turma, praticar e ensinar o seu estilo de vida aqui. é possivel.
    abs

  319. Moya says:

    Menina,

    Se vc teve q sair do Brazilzaum pra aprenter a respeitar mais as diferenças, a descobrir a diversidade das raças, culturas e estilos de vida eh pq vc passou muito tempo em shopping e salao de beleza.

    A entrada de extrangeiro qualificado (europeu, na sua maioria) em busca de trabalho no Brasil aumentou 50%. Se a Europa eh taum boa assim, pq essa galera tah saindo de lah??

    Sem contar o caso da imigracao espalhola que deporto um numero absurdo de Brasileiros sem motivo nehum. Ate o Itamaraty teve que se involve, pelo tamanho do abuso.

    Bom, vc aprendeu muita coisa na espanha, mas aprenderah muito mais se vc comecar a enxergar o Brasil de fato….

    Adios

  320. Jason says:

    O meu comentário pode ser grande, mas acredito que valha a pena ser lido (ou não).
    A Europa tem pra mais de 4, 5 mil anos, não sei, o nosso continente tem apenas 500 ou 600 anos; aí já tá toda a diferença (ou melhor, semelhança). Na maioria dos aspectos posso garantir a você que postou e a vocês todos que comentaram que o Brasil, na grande maioria absoluta dos aspectos, continua e continuará a ser o melhor país pra se viver.
    Sou de Floripa e estou na Irlanda há sete meses (sim apenas) e aqui percebi que a cultura não difere quase nada da do Brasil. Aqui eles também deixam tudo pra última hora; em Janeiro o país pára e ninguém faz nada (de verdade); o estrangeiro é um escravo mal tratado e mal trapilho e que sinceramente jamais terá sequer uma possibilidade equivalente a qualquer um nativo ou Europeu com que tiver competindo, mesmo sendo em tese melhor; aqui eles amam novelas, programas como o da Ana Maria Braga e Rugby (não futebol, mas é a mesma paixão); as mulheres se vestem mal pra caramba e são feias (e as feias se esforçam para ficar ainda mais feias). Aqui não tem tanta violência pois o país conseguiu implantar uma política de desarmamento e nem a polícia usa arma de fogo, mas temos o mesmo tipo de maloqueiros (aqui chamados de knackers) que zoam todo mundo, roubam todo mundo que dá mole e principalmente o comércio; é um tipo de gente que não tem idade pra roubar. Os knackers passam sua ‘cultura’ de pai para filho e de filho para neto. O governo dá condições muito melhores aos ‘pobres’ que o Bolsa Família brasileiro, ou seja, os knackers daqui ganham muito mais (leia-se R$ 865 Euros [aí você converte para o Real de hoje]) que os desocupados do Brasil, mas aqui eles também são desocupados… O governo também é corrupto e você também encontra na rua três ou quatro servidores públicos para fazer o trabalho de um. E não é só aqui. Tive a possibilidade de viajar para Roma e Paris. Vi as mesmas coisas lá. Em Roma um povo TOTALMENTE arrogante com o turista, fazendo questão de te envergonhar na frente de quem puder (e não falo isso só de mim, a maioria de meus amigos que viajaram pra lá relatam o mesmo). Em Paris, encontrei um povo gentil e educado e que ama os brasileiros. Alguns que tive a possibilidade de conversar, em inglês acreditem, dizem que sentem vontade ou de conhecer ou até mesmo de ir morar no Brasil. O único ponto positivo em relação a Paris e a Roma em comparação ao Brasil é que nos dois países, o simples motorista de ônibus ou mesmo do caminhão de lixo e até mesmo a faxineira falam inglês, pode não ser fluente, mas falam o suficiente pra te ajudar, o que no Brasil você não acha mesmo!
    Aprendi em apenas sete meses que o Brasil é o melhor lugar do mundo pra se viver neste momento. Aprendi que no Brasil é bonito morar no mesmo prédio do motorista do caminhão de lixo e almoçar no mesmo restaurante da faxineira, porque são profissões muito mais importantes do que muitas pessoas que fazem três, quatro doutorados no interior, exterior e por aí vai e são arrogantes e vivem dizendo o Brasil é um lixo… Sou filho de pedreiro e costureira e só Deus sabe como foi, como esta sendo e como ainda será minha vida aqui na Europa!
    Vim pra cá apenas pra aprender a falar inglês porque fiz as contas e percebi que era mais barato sair do país e praticar inglês 24hs por dia e saber que em um ano eu estaria falando o mesmo que muitas pessoas que ficam cinco anos no Brasil e falam quase nada e gastaram o mesmo ou muito mais do que eu vindo pra cá. Tudo isso porque no Brasil temos este problema de não nos preocuparmos com o inglês, em sua maioria. Eu era um crítico do Brasil e quando peguei o avião rumo à Europa pensei que nunca mais voltaria, estou aprendendo que estava errado e ao Brasil eu voltarei o mais breve possível.
    O Brasil tem problemas? Claro que tem! Irão ser resolvidos? Quem sabe se tivermos mais uns 2 mil anos de existência? A Europa tem alguns milhares de anos e vejo muitos problemas que já foram resolvidos no Brasil. No Brasil fumamos pouquíssimo e bebemos quase nada, na Europa, fumar duas carteiras de cigarro por dia é coisa de quem acabou de começar e, não beber um dia da semana e não ser gente. Tem atraso aqui em muito mais coisas. Falamos que o Brasil é burocrático mas aqui leva 15 dias pra abrir uma conta no banco, no Brasil apenas 30 minutos (ou menos). Ficamos sentados porque queremos no banco pra pagar contas no Brasil pois se quisermos podemos pagar pela internet ou na lotérica ou de ‘n’formas, aqui, você pega uma fila gigantesca com dois caixas que conversam o tempo todo e ainda saem de vez enquanto para fumar. Reclamamos do sistema de telefonia, mas aqui pra colocar crédito no seu pré-pago você tem ligar pra operadora e digitar seu código secreto, no Brasil você diz seu número e esta pronto! A vantagem é que aqui a ligação é quase de graça e no Brasil uma fortuna, principalmente aos que usam pré-pagos. Ah, outra vantagem são as viagens de avião que são baixíssimas de um país pro outro, mas experimente viajar dentro do próprio país! Igual ao Brasil! Ah, ainda tem uma boa: os médicos tem as mesmas letras ilegíveis dos médicos brasileiros e os farmacêuticos as entendem também… Engraçado que aqui não tem projeto de lei querendo melhorar isso, no Brasil tem… Hum, lembrei duma vantagem: aqui o carro é praticamente dado pra você. Você compra uma Mercedes ou uma BMW pela metade (ou menos) do preço do Brasil, é verdade verdadeira, mas você não pode nem ligar o carro se não tiver um seguro total que custa o mesmo valor do carro ou na maioria das vezes, mais (e se não tiver seguro, me desculpe, seu carro é guinchado). Vantagem ou desvantagem?
    O Brasil é ruim? Aqui na Europa as escolas de ‘português brasileiro’ (acreditem) se multiplicam e as salas estão sempre cheias. Se não acreditarem em mim, procurem na internet (em inglês, claro) e vocês acharão. Para eles aqui, o Brasil não é mais um país de mato, índio e mulher pelada no carnaval, mas sim, um país em franca expansão que será a maior economia do mundo em algumas décadas os brasileiros querendo ou não. Na verdade, acho que os europeus acreditam (com razão) muito mais no crescimento do Brasil que os próprios brasileiros. Olha, que bom que eu saí do Brasil pra ver e viver tudo isso…
    Voltar de madrugada no Brasil te dá medo? Me dá medo também, mas aqui eu tenho o mesmo medo. Sei onde pisar no Brasil e a que horas pisar porque vivi lá desde criança, aqui, mesmo com a baixa violência, se você esbarrar na pessoa errada, independente da hora do dia, pode fazer de você uma estatística.
    Se quero voltar ao Brasil? É claro que quero! Quero viver lá, ter filhos lá, criar minha vida lá. Se vou mandar meus filhos ao exterior? É claro que vou! Eles precisam ter essa experiência de vida inesquecível da qual estou tendo, ver que não só o Brasil tem dois lados, mas sim o mundo todos tem. Ver que não somos os melhores do mundo (porque ninguém é o melhor do mundo) mas que também não somos os piores (porque ninguém é o pior do mundo). Todos os países tem pontos positivos e negativos que os balanceiam, não é exclusividade do Brasil! Acreditem ou paguem pra ver!
    Se gostei do seu post? Não gostei nem desgostei, é sua opinião. Assim como descrevi minha opinião e minha experiência acima, você também descreveu a sua no post e este é o seu ponto de vista; mas não o meu.
    Não acho que a família e os amigos ‘puxam-nos’ de volta pra lá pois um dia todos se irão (ou pra longe ou pro andar de cima) e somente sobraremos nós. O seu post foi bom para levantar essa discussão, e para fechar, na minha opinião pessoal, deveríamos TODOS nós brasileiros nascidos naquele chão sermos mais nacionalistas, levantar a bandeira verde-amarela, defendê-la e lutar pelos nossos ideais e não apenas nos queixar e esperar que o próximo o faça. Deveríamos todos nós que baixamos críticas ao nosso país (assim como eu fazia) viver alguns meses fora dele e tomar nossas próprias conclusões. Me desculpem mas, 98% dos brasileiros que conheço aqui querem e voltarão ao Brasil nos próximos meses.
    Temos muito a ganhar com isso e com essa discussão.
    Abraços!

    • Elena says:

      zzzzZZZZzZZZzzzz

      Nacionalismo de ocasião é dose. Só porque mudou de país e não foi paparicado lá como era no Brasil fica cheio de mágoa de caboclo e fala em LEVANTAR BANDEIRA DO NACIONALISMO.

      Se tivesse chegado lá, se dado SUPER bem, ganho rios de dinheiro e casado com uma gringa, não estaria levantando bandeira coisa nenhuma. E nem pensaria em voltar pro Favelão.

      • Mob says:

        Pois eu conheço pessoas que tem até mais “mordomia” no exterior e se sentem bem quando voltam pro Brasil. Essas sim, podem ser chamadas de materialmente desapegadas.

    • Olá, gostei muito do seu comentário Jason, tb moro na Irlanda e concordo em grande parte com o que escreveu. Parabéns!!

      Att,

      Luciana Sousa

  321. silvia says:

    Fora que a Europa está quebrada todos sabemos, nao é a toa. Os europeus esqueceram como trabalhar. Sao tantos benefícios… claramente, acima da capacidade de pagamento de seus governos. portanto sua vida é um tanto utópica.

    • Glenda DiMuro says:

      Esqueceram de trabalhar? Nossa, essa constatação é bastante equivocada sibre as origens dos problemas financeiros da Europa.

    • Carla says:

      Concordo com vc alguns paises na Europa sao parecidos com oBrasil em terms de habitos se vc quer morar em um país completamente diferente va para os EUA lá ate os jogos sao diferentes como o bassebal e o football, o povo nao assiste novela na verdade nem passa na tv. La as pessoas sao mais amigavel e abertas q na Europa ..

  322. giovanna dal pra says:

    ola glenda! lindo texto, parabens!
    postei no meu facebook e repito aqui o escrevi la. eu morei 2 anos na frança, morro de saudades de la, mas infelizmente tive q voltar. mudei pra la com meu filho de 2 anos na epoca, hj ele tem 5. nao digo q a frança seja perfeita, mas eu via as coisas funcionarem. saude e educaçao de graça e de qualidade. segurança acima de tudo. aquela historia q vc colocou das crianças correndo… ai como era gostoso ver meu filho correr pelo parque com os amigos, fosse no verao, fosse no inverno! q saudades q tenho. aqui no brasil tem q ficar sempre trancafiado em casa… deus me livre ele sair sozinho!!! antes de me
    mudar eu criticava as pessoas q falavam mal do brasil, eu dizia q provavelmente eram pessoas q nunca tinham saido de sua cidade e nao tinham nada pra fazer alem de criticar. hoje eu faço a mesma coisa, nao q eu nao goste daqui, mas eu vi muitas coisas simples e de bom gosto pelo mundo, tao faceis de serem aplicadas, e ninguem aqui faz nada. nosso país tem uma beleza natural extraordinaria e nao é aproveitada. tanta coisa q o brasil tem a oferecer…. da uma pena ver isso…. sempre digo q por onde andei, os lugares mais lindos das cidades eram beirando rios, e aqui? beirando rios so favelas e poluiçao. critico aqui sim o governo e tbm a populaçao. populaçao desse país q so sabe falar mal mas nao tira a bunda da cadeira pra fazer nada! se cada um fizesse sua parte o país ia pra frente! queria poder te encontrar e conversar sobre isso. porq aqui qdo eu falo essas coisas parece que estou sendo exibida ou qquer coisa parecida…. um grd abraço!!! bom te “conhecer”!!!

  323. giovanna dal pra says:

    complementando meu comentario, agora dirigido aos outros comentarios…
    dos q aqui falaram q podem ser felizes aqui sim: qtas vezes vcs sairam caminhando as 3 da manha sem medo de ser morto? dos q aqui tem filhos: qtas vezes vcs levaram seus filhos em parques publicos e deixaram q corressem ate perder de vista sem ter q correr atras? para os q aqui criticam o fato da escritora ter dito q aprendeu a conviver com classes socias diferentes: vcs colocariam seus filhinhos bem arrumadinhos e limpinhos junto na mesma escola q o filho do lixeiro da rua estuda?
    eu tive essas experiencias tbm e aprendi fora do brasil a mesma coisa q a glenda. meu filho estudou na mesma sala de aula de pessoas q eram subordinadas do meu marido. e SIM, eu aprendi isso morando fora!!! o brasil nao ensina isso. o brasil ensina a discriminar, o brasil ensina q rico paga escola e pobre se submete ao q o governo da. e SIM, aqui no brasil meu filho estuda em escola particular e vai aprender a discriminar.

  324. dee says:

    Morei 6 anos na California. La conheci meu marido americano e quando decidi formar uma familia quiz voltar. Meu marido concordou em vir comigo para o Brazil e tudo o que eu queria quando engravidei era ter filhos perto da minha mae e irmas. Ja estamos aqui no interior do estado de Sao Paulo ha quase 6 anos. Meu marido que trabalha com imoveis depois de duras penas para aprender o portugues e a lingua estranha da burocracia brasileira conseguiu ficar esperto e gracas a protecao de Deus conseguiu sobreviver aos muitos viloes que estao a toda parte tentando tirar vantagens de todos principalmente de gringos. Sobrevivemos, pegamos um momento otimo da economia e crescemos economicamente tambem. Tenho duas filhas e sou abencoada por poder passar pelo menos um mes ao ano na California. Do Brazil amo minha familia e alguns bons amigos so por eles estou aqui. Sou cidada americana e nao admito que ninguem fale mal dos Estados Unidos. La fui sempre tratada com respeito e educacao. Sou biomedica e passei 10 anos como professora por nao achar um emprego na area que pagasse mais. So nos Estados Unidos consegui ter um salario digno de todos os anos que passei estudando. Tive uma carreira, cresci, conclui pesquisas em biotecnologia e as apresentei em grupos de cientistas do mundo todo. La conheci um homem americano que me tratou com educacao e respeito e que tem orgulho de mim e me ajudou a abrir caminhos na profissao. Casei-me com ele. Moro no Brasil e aqui pago muitos impostos e nao uso o dinheiro desses impostos, nao uso escola publica, nem saude publica, apesar de ja pagar impostos de carro, gasolina e ipva ainda pago as estradas, pago condominio e nas ruas tenho medo de sair porque a seguranca dada pelos governantes parece inexistente. Infelismente do Brasil tenho mais coisas para me envergonhar do que me orgulhar. Vivo cada dia, divirto-me com os meus em grupos fechados, nao saio a noite, reclamo do preco das coisas e adoro planejar minhas ferias. So morando ou visitando paises de primeiro mundo para entender que o Brasil esta muito longe de se tornar primeiro mundo. O Brasil tem mais dinheiro hoje eu desejo que tenha ainda mais que seja rico. Nasci e cresci aqui eu quero realmente me orgulhar deste pais, mas dinheiro so nao e suficiente e preciso educar o povo para ser cidadao do mundo para se tornar um pais de primeiro mundo. O momento esta bom para negocos aqui mas sei que vou voltar a California um dia daqui ha um ano ou dez, nao sei. So nao tenho duvidas que nos Estados Unidos quero me aposentar e viver meus ultimos anos de vida com respeito e qualidade de vida em todos os aspectos. Por enquanto planejo minhas ferias e aproveito cada minuto la. Quase choro ao voltar, mas engulo o choro ao lembrar da minha familia. Nao se pode ter tudo e privilegiados somos nos que temos opcoes de escolha quando muitos no mundo todo nao tem. Gracas a Deus!

  325. Eduardo says:

    Ola, gostaria de colocar uma pequena questao no topico…Morei por 2 vezes na australia e passei algum tempo em barcelona e tenerife…Hoje tento me focar em ser um cidadao global, pois nao existe lugar ideal, nem situacao ideal, eh a eterna busca do novo, do diferente, do satisfatorio, do feliz…Penso agora em morar na indonesia, pois vi boas oportunidades profissionais, alem de um pais simples como o nosso, mas sem a temivel violencia. Incrivel o constraste de dois paises com pobreza, mas no deles as pessoas sao mais despojadas do material , a religiao tem papel crucial neste aspecto, mantem as coisas frias por lah, muita devocao respeito e tradicao…Agora que morar no Brasil, e mais confortavel, nao ha duvida, temos a padoca da esquina, os amigos, os familiares, as coisas que gostamos de fazer a vida toda, mas isso pra mim nao eh argumento pra se ficar insistindo numa coisa que me parece nao dar pra mim mais…Nao suporto violencia, uma grande parte do mundo NAO eh violenta, entre eles europa quase toda, australia japao e oriente em geral, canada, partes do USA , partes do caribe e quase todas as ilhas do pacifico, indico, etc… da pra ver quanto lugar as pessoas nao ficam tropecando em pequenas pobrezas de espirito… acho que a violencia eh muito nociva, faz mal ao dia a dia, aquela tensao constante, eh muito melhor viver onde nao existe isso…e por sinal demonstra um enorme atraso social…agora, como disse tom jobim, morar no exterior eh bom, mas eh uma merda, morar no Brasil eh uma merda, mas eh bom…Nao ha duvida, mas prefiro vir aqui pra curtir, fazer o necessario e depois pegar a estrada… O mundo eh muito grande mesmo, muito maior do que imaginamos…Com certeza ninguem aqui conhece nem 1 centesimo de suas proprias cidades, imaginem o mundo… GAlera , peh na estrada… abraco

  326. Nilza says:

    Holá Glenda!!!
    Moro no País Vasco, perto de San Sebastian.
    Me emocionei lendo tudo que vc escreveu.
    Antes de vir a Espanha morei em Portugal e França.
    Brasil é maravilhoso,mas penso como vc e no momento nao tenho a mínima vontade de voltar. suerte!!!!

  327. Arlindo N. Imamura says:

    Sabias palavras, por coincidencia…o mesmo que todos passam, este dilema…se eh, que pode-chamar de dilema…O mesmo que muita gente passa, aqui no Japao…mesmo o Japao, tendo tratamento diferente, ate preconceituoso, conosco, brasileiros…Mas olhando as mazelas do Brasil, e mesmo de se pensar….Brilhante post.

  328. Makino says:

    Experimentar a vida é uma preciosidade, a multiculturalidade enriquece, mas a felicidade se encontra dentro de nós, temos o livre arbítrio, na amplitude plena do termo, temos é de frear sempre nosso ego e a inveja, parar de olhar para o lado e achar que a grama do vizinho é sempre mais verde, não acredito que seja o lugar e sim quem somos o que queremos, a capacidade de modificação do mundo ao nosso redor, tão bom fazermos a diferença, o financeiro é consequência e nunca deve ser causa, quanto mais para viver. Ninguém tem a obrigação de plantar, mas uma vez plantado a colheita é obrigatória. Lembremos que estamos aqui só de passagem, tudo passa, principalmente quem mais amamos, por isso faça a diferença, não culpe o governo ou o país, a cultura, os políticos, a violência…e outra nada como a casa da gente, o Brasil é maravilhoso! Como falei a felicidade está dentro de nós, a beleza está nos olhos de quem vê!

  329. silvia says:

    Adorei! Nunca morei fora, já fiz muitas viagns, e sempre achei que a solução é Cumbica! Essa droga deste país, em que vc. pouco encontra profissionais, pessoas que realmente vestem a camisa! Não posso por enquanto cair fora, por causa “dos meus”, mas se tiver oportunidade, será apenas um adeus, e não até breve….

  330. Leo says:

    Sou brasileiro vivo na espanha tb e nunca me passou pela cabeça viver aqui pra sempre sou patriota e meu pais sendo bom ou ruim é o meu lar nunca pense q outro pais é melhor q o seu pois vc no outro pais sempre vai ser outro mais

    • John says:

      concordo plenamente, se a europa é um lugar bom para morar, assim como os estados unidos, é porque a galera trabalhou muito para melhorar, ja morei muito tempo fora e em vários lugares, alemanha, belgica, frança e canada, mas no fundo mesmo quero ajudar o meu pais a melhorar. Sou engenheiro e adoro pensar que posso fazer melhor pelo meu pais, desenvolver um projeto que gere renda para os brasileiros. Por que você não aproveita que no Brasil ainda se tem muito para construir sendo arquiteta? Faça intercâmbio para melhorar e não para desdenhar? Se o Brasil é uma bosta, é porque tem gente como você, que o faz uma bosta!!!

  331. Adorei o texto. Quando li, lembrei da experiência que tive na Europa durante oito meses. Fui muito feliz lá,como sou feliz aqui, de volta a minha velha vida. Cada um sabe aquilo que a deixa mais feliz. Experiências são válidas e nos faz amadurecer. Viva o momento, sem se preocupar com o que vai acontecer. Viva todas as oportunidades. Para não lamentar quando voltar. E se voltar, né? Não vamos ficar ansiando tanto o dia de amanhã. Curta, simplesmente. É em vão discutir onde é melhor morar, porque tudo é muito pessoal e instransferível. Cada um deve viver aonde quer, afinal somos responsáveis pelas nossas escolhas e pela vida que levamos. Boa sorte!

  332. silvia says:

    Glenda, disse esqueceram COMO trabalhar. desculpe acho q fui muito sucinta no meu comentário. se vc conversar c algum economista (como eu fiz) poderá entender melhor, o problema financeiro da Europa está sim relacionado aos tantos benefícios trabalhistas, como poucas horas por semanas, aposentadoria precoce, etc… o que proporcionam uma vida tranquila como a sua, porem geram rombo no caixa de seus governos. Alem disso, americanos e europeus na maioria, vivem com patrimônio pessoal negativo. A soma do que os indivíduos possuem é menor do que suas dívidas. Isso, para mim, é pior do que consumir supérfluos. É consumir supérfluos sem ter como pagar. Como todos nossos problemas, pelo menos o brasileiro (pelo historico de inflacao e juros altos), procura pagar mais a vista (consumo consciente), nao temos a cultura do cartao de credito. diferentemente do europeu, o brasileiro gasta maior parte do ganha em educacao e saude, infelizmente nosso governo nao nos proporciona. o deslumbramento vem por causa de demanda reprimida de consumo da nossa sociedade, mas um dia isso passa, espero!
    Morando fora eu aprendi tb que o brasileiro tem baixissima auto-estima, e quando vive essa oportunidade, ja sai criticando tudo ao inves de tentar ajudar. nao quero dizer aqui q esse é seu caso, pois nao te conheco. é só to tentando colocar uma visao mais MACRO.
    Eu tb vivi fora e te entendo. Quando mudamos daqui, aceitamos trocar de classe social, voltando à classe média, mas em um país “melhor”. Mas é possivel viver aqui bem tb como classe media. Como disse acima, é uma pena se vc nao voltar pois poderia colaborar c isso…

    • Glenda DiMuro says:

      posso garantir que aprendi muito de economia nesses tempos de cris, é sobre o que mais se fala. E uma das coisas é que não é o Estado do Bem Estar em si o causado. Ainda que precise de revisão em certos aspectos (aqui se aposenta aos 65 anos) o problema é a gestão. Mas tb não é só issi, na Espanha a crise se agravou devido aos absurdos gadtos com a construção civil e o exagerado acesso ao crédito (tal como está aconteceno no Brasil). Se a qualidade de vida e todos esses ptos que citas fossem causa direta da crise, países da Europa do Norte e incluisive Alemanha esrariam na mesma situação da Espanha, e isso não é verdade.

  333. silvia says:

    esse é o seu depoimento pessoal, muito bonito por sinal, mostra q vc se abriu para uma nova cultura morando fora. mas nao podemos esquecer que trata-se da comparação de como era a SUA vida no Brasil que como é agora na Espanha. nem todos tem os mesmos dilemas e vivências, nao podemos generalizar. por isso coloquei visao mais global acima.
    só pra explicar melhor: o rombo no governo deve-se a todos os gastos do governo para proporcionar seguranca, saude, etc etc. Mas como os contribuintes trabalham poucas horas, geram poucos impostos, governo arrecada pouco.
    ok, pelo menos nao roubam impostos como aqui… mas o brasileiro é um povo sofrido, trabalhador e sempre com um sorriso no rosto. isso é que meus amigos gringos q mudaram pra ca falam. diferente de muitos paises do mundo. p isso tenho fé que um dia seremos um pais melhor!

  334. Bruna Bordoni says:

    Gostei muito do texto e me identifiquei com muitas partes. Estou voltando ao Brasil pela segunda vez e acho que o que mais pesa sempre é o medo do futuro, a gente nunca sabe… Não acho que seja voltar para o Brasil mas o voltar pra casa. Assim como quase todos os Brasileiros a minha família veio ao Brasil de outras partes do mundo, e assim como eu um dia eles sairam de casa e chegaram em um país completamente diferente, procurando uma nova vida, um recomeço… Talvez seja humano, só queremos aquilo que não temos, nunca estamos satisfeitos. Talvez seja nossa criação latina que nos “prende” em casa pelo resto da vida (nos Estados Unidos você completa 18 anos e bye-bye) que quando saimos de casa sentimos uma liberdade tão grande que tudo parece melhor! Problemas todo país tem, nenhum lugar é perfeito, mas quando saimos de casa acho que nossa percepção muda e o simples fato de estarmos em outro país nos faz pensar que tudo aqui é melhor! Só sei que nada sei…

  335. Mr.X says:

    ola John!!Se vc quer fazer alguma boa para o seu país, entao faca e nao fique só pensando em fazer.
    Glenda, me sinto exatamente como vc!!Moro na Alemanha ja fazem 5 anos e nao sei se volto.
    Tbm gostaria de poder melhorar o Brasil, mas por onde comecar?
    Sinto muitas saudades, mas qdo vou pro Brasil visitar minha família, eu ja sinto que nao quero morar la, pelo menos nao em sao paulo.
    Difícil decisao!!

  336. Beto Moreno says:

    Ola Glenda, recebi o link de seu website por email por uma amiga que tb mora na Espanha e fiquei encantado com a clareza como vc escreve. Estou morando no estado de New York, na região da capital do mesmo Albany e vc escreveu como se estivesse lendo meus pensamentos, minhas emoções. Este texto para mim chegou num momento importante de minha vida pois, terei que partir em breve para o Brasil com Z como diz porém, devo dizer graças a Deus, so estarei visitando meus familiares e amigos e depois estou partindo para viver em outro país neste caso agora de lingua hispana, na América Central. Me casei recentemente com uma muchacha….kkk… Estou encarando tudo com muita naturalidade, até mesmo o desafio de se começar tudo denovo, contudo, a minha vida sempre foi um eterno recomeçar. E isto para mim esta sendo o melhor presente que a vida esta me dando. Aprendi a viver sem muito dinheiro e a ver o mundo de uma forma diferente com minhas experiências vivendo no exterior. Quero mais e preciso ser feliz e no Brasil não me sentia feliz! Seu website já consta em meus favoritos e irei ler seus trabalhos, seus artigos, enfim. Adorei como vc escreve e estarei convidando os amigos para te visitar por aqui tb. Forte abs…..

  337. Manuel says:

    Olá.
    Deparei-me com este seu post (e blogue) porque pensei em fazer o caminho contrário: ir para o Brasil (ou até mesmo África).
    Com a ajuda de alguma literatura e de muita internet (incluindo este seu relato) começo a ter a certeza de que não fui talhado para isso.
    É preciso querer muito para que a nossa escolha não se torne um martírio e que por isso nos impeça de nos integrarmos – passar a vida com saudades e a queixarmo-nos do que se passa à nossa volta?!
    Só mesmo colocando os prós e os contras na balança é que se chega a uma conclusão.
    Se calhar a Andalucia é o seu perfect match! E a crise não durará para sempre (se bem que o Brasil é agora uma meca para os arquitetos….e a crise do ladrillo espanhol é barra).
    Mas há vida além da arquitetura, pelo menos é o que dizem.
    Muito obrigado!
    M.

  338. Manuel says:

    AndaluZia…my bad :)

  339. David says:

    Eu quero discutir este tema por facebook

    Agreguenme

    janfrilove1@gmail.com

    Entiendo vuestra opinion,se debe vivir en Brasil con muchos impedimentos,os quitan calidad de vida y la seguridad…es un problema

    Pero España no es como pensais,aqui se trabaja todos los dias de la vida igualmente,30 dias naturales libres al año,8 horas al dia o mas!

    Y espero que no le den las mismas garantias a los extranjeros que a los propios españoles porque no lo son,igual que si voy a USA,Noruega,UK o cualquier otro pais no me darian las mismas garantias,beneficios,prestaciones,etc. sin contrato de trabajo que no vengan

  340. Marcela says:

    Pessoal, moro em Melbourne ha cinco anos, tenho cidadania australia, e ja morei em outros paises devido ao trabalho do meu pai.
    Eu acho que o grande problema do brasileiro e’ que tudo e’ 8 ou 80. Na verdade, eu percebo que os brasileiros sao uns dos grupos que mais tem problemas na hora da adaptacao. No Brasil as pessoas sao sempre maravilhoas, amigaveis, trabalhadores, nao existe pais igual etc e tal. Muitos se fecham a cultura local e so querem ser amigos de outros brasileiros pois tem medo de se abrir a cultura do outro (mas acha que todo mundo tem que amar o Brasil). E olha que estou falando de gente da classe media pra cima, ok? Eu nao tenho pretencao em voltar ao Brasil tao cedo pois aqui em Melbourne eu tenho tudo o que tinha no Rio: praia, amigos e um povo gente bonissima! Sinto falta de amigos e familia la, mas vou levando com o Skype e visitas a cada ano/ano e meio. Eu quero viver a minha vida com tranquilidade e posso dizer que aqui consegui isso. Nao me sinto derrotada em falar que nao quero voltar, mas tb nao sou ufanista ao ponto de dizer que todo pais e’ violento e tem problemas como o Brasil. Sim, entao voce vai me dizer que o Brasil e’ ao violento quanto Jamaica? Eu nao vou anular minhas possibilidade de crescimento profissional porque eu quero ver o Brasil crescer – desde que sou crianca eu ouco que o Brasil e’ o pais do futuro. Ser classe media e’ otimo la, mas e o resto da populacao? Da um cala-boca com prestacoes de 84x para carro e eletrodomestico, mas educacao e saude publica? Me diz aqui quem e’ de classe media e que nunca pagou seguro de saude?, escola particular, curso de ingles, condominio com grade. Menos hipocrisia, galera.

  341. Ana says:

    Jason, a Itália como país é bem mais nova que o nosso Brasil e é bem diferente. Ela já estive acabada e se reerguei, inclusive meu pai teve que sair de lá para buscar uma vida mais decente naquele momento, pois não tinha trabalho e condições de melhorias e hoje, mesmo com crise, é outra realidade. Ou seja, isso não é desculpa. Parece com a mesma desculpa que usamos para explicar o nosso problema, que temos muitos habitantes e não tem saúde e educação para todos. E o Japão, Tokio por exemplo, que é uma cidade super populosa, com pouco espaço e todos conseguem viver de forma civilizada?
    Ah! Não achei Helida pretenciosa não, que bom seria que todos pudessem fazer uma viagem para outros países, e pudessem vivenciar mesmo pouco e conhecer o andar na rua, a segurança, o respeito ao espaço do próximo.
    Nana nem tudo pode ser conhecido no Brasil, ou melhor vivenciado. Que tipo de liberdade podemos vivenciar aqui, será que será liberdade mesmo, pois não consigo conceber liberdade sem segurança, sem puder andar nas ruas, e João Paulo destacou bem isso.
    Eu não tenho a intensão aqui, como foi o caso da autora, de falar mal do Brasil, eu amo meu país, mas precisamos deixar de ficar doídos com o que se constata da atual realidade e falar do que é ruim para que um dia seja tão bom quanto todos os países que a pessoas aqui falaram.

  342. Luana says:

    Acho que estou bem posicionada para deixar o meu comentario nesse site. Estou fora do Brasil ha 6 anos, ja morei dois anos na Espanha, um ano na China e ha tres anos estou na França. Sinto-me privilegiada por ter vivenciado tantas experiências bacanas e enriquecedoras e acho que é preciso sim, ir morar fora, mas nao para amadurecer no sentido de ser independente e fazer as coisas por você mesma, mas sobretudo no sentido de poder tomar a distancia necessaria para analisar o seu pais com olhos “de fora”. Hoje vejo uma serie de vantagens e desvantagens em viver no Brasil, mas sinceramente acho que isso pode ser aplicado em todos os paises do mundo. Obviamente a questao seguranca, saude publica, educacao e transporte publico sao desvantagens enormes, que so quem ja viveu num pais de primeiro mundo pode realmente entender a real dimensao. Por outro lado, alegria, flexibilidade (nao concordo que o brasileiro tenha problemas de adaptacao, muito pelo contrario, acho que é um dos povos mais abertos que conheco), criatividade e espirito positivo (o problema é que o excesso de pensamento positivo tambem pode ser muito nocivo) ainda sao caracterisiticas raras de serem reunidas em uma unica nacao. Acho que o Brasil esta mudando sim (bem lentamente, diga-se de passagem) mas temos talvez que ser mais pacientes com a patria amada. Quantos anos temos de historia, de real democracia? A propria colonizacao brasileira explica muitas caracteristicas (boas e ruins) do nosso povo. O Brasil (diferentemente dos EUA e Australia) infelizmente foi “criado” para ser unicamente explorado e essa exploracao de ricos/pobres continua até hoje. Acho que o brasileiro foi (e é até hoje) muito pacifico e infelizmente nao luta muitos pelos seus direitos. Talvez seja este o momento que a patria amada mais necessite de nos, filhos exilados com ideias e capacidade critica desenvolvidos, para ajudarmos a construcao de um pais melhor.

  343. David says:

    As cidades do sul do Brasil como por exemplo Blumenau,Itajai,Joinville,Florianopolis…que tal de segurança?

    De Curitiba eu lein que taba voltar perigosa

  344. randal says:

    “Talvez seja este o momento que a patria amada mais necessite de nos, filhos exilados com ideias e capacidade critica desenvolvidos, para ajudarmos a construcao de um pais melhor.”

    feliz comentário

  345. Carlos Roberto says:

    Infelismente aqui no Brasil vivemos um processo anestésico em nosso direito de cidadania não reclamamos os direitos à saúde, à segurança, à educação e a segurança o povo vive sempre em festa sem ter motivos reais, pagamos os mais altos impostos e não recebemos nada em troca quando nos retornam o pouco que volta falam que são beneficios como se ninguem tivesse pagado caro para receber somente as migalhas de um governo corrupto e ladrão que tem o poder de enganar os sem culturas com bolsas de ajuda financeira e os cultos acomodados no seu egocentrismo.Somos uma nação em que os valores são colocados da forma que bem entende os formadores de opinião e o povo os aceita como cordeirinhos de um rebanho de frouxos.Quem tem a possibilidade de visitar e conhecer o que é respeito ao ser humano e ao seu meio ambiente onde os estrangeiros conquistão o seu espaço e o seu patrimonio visitem a Australia país que tem semelhança com o Brasil sómente pelo clima e pelas praias o resto é so diferença.

  346. Oi Glenda, gostei tanto do seu texto e me identifiquei tanto, que meu comentário aqui acabou ficando gigantesco e precisei transformá-lo num texto no meu blog, se quiser dar uma olhada: http://pictolirica.mtma.com.br/2012/01/23/voltar-pro-brasil/

    um beijo!

  347. Mara Resende says:

    Adorei o texto e coincidencia ou nao, penso da mesma forma. Sou residente em New York e quando vou de ferias ao Brasil, fico revoltada com o comportamento de todos por la. Como querer mudar o pais, se os proprios cidadaos nao respeitam uns aos outros? Nao seguem leis de transito, tem o maior descaso com os idosos e alem disso, se sabem que voce mora fora do pais ou te trata com desprezo/inveja ou pensam que vc e metida e que quer mudar a vida deles por la! Eles veem mudanca ou melhoramentos de forma totalmente inversa. Reinvindicar direitos da muito trabalho, entao melhor deixar pra la… Acho nosso pais muito passivo e ao mesmo tempo dependente.Eles sempre dependem ou esperam por alguem pra lutar por eles e fazer justica. Mas sao intimidados por aqueles que tem maior poder aquisitivo e pelo governo que se diz no poder, mas nao ajuda seu povo.Fico triste em saber que com todas as maravilhas que o Brasil possui, suas riquezas e um povo que sim, tem esperanca que dia melhores virao, mesmo com a fase economica alta ainda precisarao de muito tempo para se habituarem a evolucao dos tempos. Por isso, a vontade de voltar a morar no Brasil, ainda nao bateu.

    • SARAH says:

      Eu tb moro nos EUA e quando volto ao Brasil fico muito chateada com tudo q vejo . Aqui nos EUA se respeita muito as diferenças , tudo é acessivel e a justiça é para todos. Amo esse país e não trocaria por nenhum outro lugar do mundo.

  348. Davy says:

    Olá! Com relação a viver no exterior. Já moro fora do Brazil há 11 anos. Entre Europa e Oceania. Quando a autora se referiu a morar no exterior, ela não quis comparar o seu crescimento emocional e espiritual ao de ninguém. O sentido da frase “gostaria que todo mundo pudesse morar no exterior” esta relacionado a vivência, vivenciar uma continua boa educação das pessoas que predomina a falta de “boa educação” na maioria (como não acontece no Brasil, pois uma boa educação êh privilegio de poucos), vivenciar mais segurança (principalmente nas ruas), vivenciar uma reciclagem de lixo para manter as cidades mais limpas (onde aq não se êh apenas uma pratica de poucos mas dever do cidadão), vivenciar a vida de estrangeiro (principalmente os que estão aprendendo a falar a linguagem local, você passa a se alto descobrir e recomeça a aprender as coisas mais simples – volta a ser criança), como estrangeiro aprende a aderir a uma nova cultura e pelo lado positivo dessa nova cultura, gostaria de implementa-lo na sua própria, mas realisticamente êh praticamente impossível pq sabemos a dificuldade para fazer isso pelo simples fato de existir bastante desigualdade social no Brasil e o espaço entre rico – pobre ser tao absurdo como êh. Amo o Brasil, mas assim como a autora acredito que só vivenciado morar no exterior realmente saberemos como êh viver justamente e com boas praticas diárias.

  349. Dani says:

    Uma pergunta, hippie, mas simples: Você tem bolsa?

  350. Kami says:

    Oi Glenda

    Da uma olhada neste blog e neste depoimento de um neozelandes que mora no Brasil. Este blog e bem ‘famoso’ aqui na NZ e conta a historia dessa brasileira que se mudou pra ca nao a conheco pessoalmente mas e como se conhecesse de tanto acompanhar o blog dela anyways ontem ela postou este depoimento de quem fez o caminho inverso saiu daqui e foi pro Brasil.
    Concordo com o Kiwi ele cita muitas das razoes pela qual eu sai do Brasil. Brasil e lindo a passeio.

    http://www.nossavidananovazelandia.blogspot.com/

    abracos

    • Glenda DiMuro says:

      Conheço a autora e este texto é muito interessante! Gostei muito e reflete o que eu sempre digo: o Brasil não é pra qualquer um.

  351. Carol says:

    Concordo com tudo que a Mariana falou..
    Mas, respeito |

  352. Sidnéia A. Ramos de Oliveira says:

    Gostei do que li, mas como sempre terão as pessoas dos prós e as do contra. Coisas da vida, choque de opiniões.
    Fico entre os dois, pois consigo compreender o que cada um vive dentro o fora do seu próprio país.
    A 2 anos e 10 meses, estou vivendo uma nova experiencia fora do meu saudoso Brasil.
    Confesso, que por duas vezes tive uma vontade imensa de voltar. A saudade as vezes dói demais. Tive febres horrorosas por conta disso. Eu achei que fosse fácil mudar!!!
    O choque maior, foi nao ter com quem falar nem um bom dia.
    Qdo eu pensei, e os meus amigos, cade??? O meu trabalho, a minha vida, os meus encontros culturais, as minhas idas ao teatro, festas, cade tudo isso?
    E quando nao sabemos exatamente o que queremos, quando nos sentimos literalmente uma estranha no ninho??? Nossa, isso faz uma bagunça enorme no nosso psicológico.
    Essa foi a sensação que eu senti, pois no Brasil eu tinha o meu trabalho com eventos…Era muito cansativo, mais eu amava o que eu fazia, pois eu tinha sempre a possibilidade de estar em lugares diferentes.
    Eu ria muito dos absurdos que eu via neste meio. Aprendi horrores também.
    Quando eu me vi sem isso, nossa…eu achei que eu não ia aguentar. Tive que arrumar a cabeça pra poder aceitar o novo, a cultura diferente, os costumes…Tive que aceitar que o meu mundo novo ia levar um tempo pra desabrochar, mas tudo dependia/depende única e exlusivamente de mim.
    Eu penei me readaptar com a alimentação.
    Enfim, para mim o que mais me pegou foi exatamente o silencio e não ver pessoas frequentemente nas ruas. Isso chegou a me causar um certo nervoso, alvoroç.o, anciendade.
    E pelas manhãs o vazio que me dava e ainda dá, quando eu acordo e não tenho com quem falar? Isso é um horror, é uma sensação horrorosa e tão inexplicável…Tive até medo de entrar em depressão por conta disso.
    Claro, cada lugar tem seu estilo e modo de vida, mas confesso que sinto falta do burburinho.
    Amava/amo…muitas coisas que acontecem em Sao Paulo e outros cidades grandes, principalmente em níveis culturais, shows, teatros, tomar algo com os amigos, rir de um monte de coisas e até mesmo do nada.
    Sinto falta de quando eu ia ao supermercado, quando andava pelas ruas e até mesmo em filas de banco e do nada surgia alguém pra falar algo comigo, mesmo que fosse pra meter o pau na política…Nossa como eu adorava isso.
    Parece que nao, cada pessoa que vinha conversar comigo aí no Brasil, me trazia algo de bom, me ensinava ao seu modo coisas da vida.
    Aqui é bem diferente…cheguei a me sentir muda às vezes por conta disso, pois não tinha ninguém que puxasse conversa comigo. Nossa, isso é um horror pra quem gosta de conversar.
    Bom, até o presente momento, com ou sem violencia no Brasil, algo me faz querer voltar sim.
    Adoro as expressões que os brasileiros usam no dia a dia pra poder fazer o dia nascer feliz.
    Claro odeio a violencia em qualquer sentido, não gostava das mazelas mas nós temos muitas coisas boas em especial a nossa alegria que é contagiante.
    Aqui, as vezes eu tenho a sensação que temos até hora pra poder dar uma boa gargalhada.
    Vira e mexe quando estou nas ruas, caminhando…dou risada descaradamente, sem medo de ser feliz mesmo que por minutos, pois me lembro de cada coisa, de cada situação, meu deus, até das palhaçadas de algumas freiras, dos bastidores dos eventos, da minha infanto adolescencia, dou risada até do nada pra ter a sensaçao de momentos felizes. Em resumo…gosto de rir de tudo.
    Aqui eu estou reaprendendo a reinventar o meu dia e estou adorando. Em sampa eu não tinha tempo nem pra reinventar o dia e nem pra viver com pausa ou tempo pra um montão de coisas. Mas confesso que mesmo assim eu gostava da vida que eu tinha por lá.
    Eu acho que com violencia ou nao, todo lugar tem o seu lado bom…Pelo menos eu via isso no meu dia a dia.
    Quando eu tinha tempo, eu sempre queria conversar com os meus anjos da guarda(os chamados moradores de rua), não sei por que, mas eu sentia uma protecão enorme.
    Não sei como eles estão agora, pois até eles mudam.
    A noite em São Paulo, me parece macabra, ainda mais hoje em dia, mas eu sempre consegui ver beleza, mesmo correndo riscos.
    Eu não tinha como fugir dos mistérios da noite, pois trabalhar com eventos, como muitos sabem, vc tem hora pra sair de casa mas nunca sabia a hora que ia voltar, tomar um banho, comer algo e quem sabe poder dormir.
    O que eu detestava em São Paulo era a sugeira, isso pra mim é inadimissível…!!! Me irritava profundamente. E o mau cheiro debaixo dos viadutos?
    Eu tenho horror de ver gente jogando coisas pela janela dos carros, onibus, prédios, etc…Várias vezes entrei em conflito com esses mal educados do lixo. Hoje em dia nem pensar em enfrentar essa massa…é pedir pra ser agredido ou morrer.
    Sei lá, cada pessoa tem a sua visão diante da vida e do país que vive. Sei dizer que aquela coisa, eu nao vou me adaptar é coisa do início, pois são tantas coisas, tantas perguntas, a cabeça vira um lio.
    Em resumo, qualquer mudança não é fácil, que dirá de país.
    Gosto de ir e vir com mais tranquilidade, mas sei que hoje em dia já não é tão tranquilo assim não.
    A mentalidade das pessoas no mundo inteiro mudou, a inveja, a violencia, a ganancia, tudo cresceu e com isso a violencia também está mudando de país.
    Claro na proporção que existe no Brasil nem se compara, mesmo por que tem cidades no Brasil que são bem maiores que cidades aqui na Europa.
    Pra ajudar a grande maioria dos políticos já entram com segundas intensões em prol do seu bem estar e não do povo que o elege. Definitivamente eu tenho horror a essa gente e a política do vou levar vantagem em tudo.
    Hoje em dia pra se viver no Brasil, a pessoa tem que ter culhão, estomago, tem que ter coragem, tem que ter muita garra, pois a cada dia que acordamos pra vida nos deparamos com aberrações políticas.
    Essa é a minha visão…!!! Não sei se comentei de acordo com o texto.

    • Mob says:

      Gostei muito do seu comentário, Sidnéia! Bastante ponderado, sem tentar mascarar os problemas do Brasil, mas ao mesmo tempo, descrevendo bem essa sensação de saudades da nossa terra. Eu também não vejo a hora de voltar, amo o Brasil apesar dos pesares! E vejo melhorias muito grandes na vida de muita gente que batalha por lá.

    • SARAH says:

      Nossa adorei o seu comentario apesar de nao gostar do Brasil e nem da Europa. Seu comentario estar otimo e deu para peceber q vc é uma pessoa muito legal . Espero q voce tenha sorte e encontre pessoas legais em seu cami
      nho.

  353. Erika says:

    Olá

    Não li todos os comentários, mas gostaria de dar algumas opiniões. Morar fora do país é sim diferente, quebra paradigmas e muda pontos de vista. Vivi isso durante alguns meses na Itália e a experiência foi profunda. No entanto, no caso da Glenda foi maior, significou deixar uma vida de conforto para passar dificuldades sozinha – porque, por mais fáceis que sejam as coisas, estar sozinha pela primeira vez é complicado e abrimos mão de muitas coisas. No entanto, a maior parte dessas experiência relatadas no texto eu já vivi e não precisei sair do país pra isso. Precisei apenas ir fazer faculdade em outra cidade e contar quanto de dinheiro sobrava para a festa no final de semana. Precisei morar no Rio em um quarto alugado com móveis velhos, em apartamentos onde não viveria há 10 anos atrás e com pessoas que nem conhecia, e isso tudo sabendo que meus pais não hesitariam em me dar o mundo se eu estivesse com eles. Precisei contar com a ajuda e boa vontade de muita gente, boa e má, próxima ou que tinha acabado de conhecer. E, mesmo antes de sequer pisar em outro país, me irritava alguém gastar R$ 25 para fazer unhas quando eu contava isso para as compras no supermercado. Itália pra mim foi parecido nesse ponto, só que em outra língua.

    Sair do país é uma experiência enriquecedora, principalmente pelo contato com culturas e pessoas com pensamentos muito diferentes, mas igualmente válidos. Mas voltar ao Brasil não significa de forma nenhuma deixar de ser tudo isso. Essa experiência existe aqui também! Vivo ela a cada dia. E talvez precise achar novos amigos, porque você mudou mais do que o seu antigo grupo e não conseguirá estar com eles o tempo todo. Precisa de mais variedade, contato com estrangeiros. O Brasil de 5 anos atrás não é exatamente o mesmo: o país está se abrindo aos poucos. Voltar a viver no Brasil com a mentalidade de um adulto (leia-se: pessoa que saber viver por si só) é uma experiência muito diferente.

  354. Bruna says:

    Moro na Nova Zelandia fazem 7 anos.
    Tinha uma vida muito boa no Brasi.
    Nunca tinha trabalhado no Brasil, soh estudava e vim para NZ para fazer intercambio de 2 meses.
    Soh curti os dois meses inteiros. Nem estudava direito. Mas pela primeira vez na minha vida tomava decisoes por minha conta e fazia o que eu queria.
    Nao era conhecida pela filha do fulano ou amiga da ciclana… eu era a “ze ninguem”, respeitada pelo que eu sou!
    A-M-E-I! Eu descobri que eu tive uma educacao maravilhosa, com limites para tudo…
    Mesmo assim, me diverti trabalhando como camareira, pedreira e garconete quando decidi ficar aqui mais tempo.
    Eh uma experiencia nova, voce recebe uma grana boa SEMANALMENTE, consegue guardar e viajar! consegue comprar e se divertir.
    Tailandia, Indonesia, ilhas do pacifico… tudo BEM mais barato!

    Por ser um pais pequeno, nao eh tao competitivo como no Brasil. Aqui as pessoas estudam bastante, nao existe a “galera do fundao” como no nosso pais… mas eles estudam menos!!! E por incrivel que pareca, existe trabalho para todos!

    Consegui meu visto facil aqui. Ja sou residente, tenho beneficios de saude e de educacao…. O governo me paga pra estudar… mais ou menos isso!

    Como residente… pago barato uma faculdade que eh bem vista no mundo inteiro!

    Tenho um trabalho bom na minha area e ganho bem. Trabalhar de garconete foi na epoca que eu precisava aprender ingles e conhecer gente!

    Ando as 5am da manha com meu ipod e nada acontece!

    Aqui existem problemas de seguranca como em qualquer lugar do mundo… mas ao contrario do Brasil, todos repeitam autoridades, a policia funciona!

    Minha familia me pede para voltar todos os dias… me machuca como eles nao entendem a minha decisao… mas talvez por eles, um dia voltarei e vou ser uma brasileira diferente… mais exigente… mas como me adaptei aqui, posso me readaptar no Brasil novamente!

    Acho que existem lados postivos e negativos em qualquer lugar… e vc eh quem faz!

  355. Lucas says:

    Respeito muito seu aprendizado e acredito que falta-nos TER a vontade de aprender e perceber isso enquanto estamos morando no Brasil. Muitas das pessoas que moram ou moraram foram tendem a criticar o Brasil e achar que de alguma forma sao melhores e mais evoluidas que nosso pais. Tenho que discordar um pouco da maneira como voce VE e entende a situacao que vivemos e encontramos em muitas cidades brasileiras. EU morei durante 4 anos no exterior e particularmente nao via a hora de voltar para casa, de ter amigos de verdade, de ter de volta aquela satisfacao por estar cercado de pessoas que amo, de ter de volta o sentimento e a preocupacao de FAMILIA que temos por aqui. Julgar que a vida eh mais facil, ou mais dificil, vai da percepcao e forca de vontade de cada um. Eu particularmente nunca recebi nada de mao beijava e tenho exatamente a vida que queria. Moro em um excelente cidade, tenho um excelente emprego, posso fazer tudo que quero: viagem, cursos, entretenimento, lazer, MAS para isso, tive que me ESFORCAR, o que as vezes falta muito para as pessoas que decidem morar fora do pais. Sabe-se que uma pessoa sem estudo algum, e que se esforce de maneira MINIMA, como voce mesma mencionou, consegue ter uma vida relativamente tranquila morando fora do Brasil.
    Falta-nos aqui um pouco mais de patriotismo, amor pela propria patria, respeito pelo proximo, inteligencia na hora de votar e etc. Mas hoje sobram oportunidades, prosperidade e vemos muitos daqueles EXPADRIADOS que antes criticavam e diziam que JAMAIS voltariam para casa, tendo que abandonar paises como Espanha, EUA, UK por falta de emprego e etc.

    Acredito que mesmo nao querendo admitir, MUITO da decisao de morar fora ou nao, esta relacionada a questao FINANCEIRA.

    Enfim, a reflexao eh valida, o aprendizado tambem, mas a forca de vontade tem sempre que prevalecer.

  356. Lugo says:

    Veio em boa hora! Estou em processo de decisao. Concordo em parte, mas ainda nao me convenceu. O Humor do Brasileiro e algo incomparavel. Isso faz diferenca! Acho tambem que onde quer que vc encontre o seu conforto e a sua felicidade, e la que se deve ficar. Se tiver oportunidade de escolha, viva onde e feliz. Isso e que importa. Problema, tem em toda parte. Alem do mais, problemas sao pessoais. Onde quer que vc va, eles sempre te acompanharao.
    Valeu como ideia!

  357. Rianny says:

    Glenda,
    Seu blog é claro, direto,informativo e necessário!
    É algo raro encontrarmos algo assim na internet, tao valioso em informações. Parabéns pela dedicação.
    Me apaixonei pela Espanha (AINDA moro no Brasil) e entendo a sua dúvida. MINHA opinião é: Fique aí e venha apenas a passeio.
    Fique onde faz o seu coração pulsar !
    Bjus

  358. Gi says:

    LINDO texto amei amei, traduziu oq todo brasileiro sente quando mora fora!

    • B.A.C. says:

      “Todo brasileiro”? Se lermos todos os comentários na íntegra, veremos que muitos brasileiros – eu, inclusive – sentem e pensam diferente da Glenda. Cada um com suas vivências! Toda generalização empobrece o debate.

  359. Castro-Junior says:

    Entro, pela segunda vez nesse post. Percebo que ler os comentários aqui meio que me tira a noção do tempo, tão rica tem sido essa discussão e tamanho tem sido o número e o volume dos comentários. O poder de um blog ou de um post pode ser avaliado pela capacidade de discussão que ele gera e esse tem sido, como poucos, intensamente discutido e debatido e diga-se de passagem, uma discussão muito válida. Parafraseando Michel de Montaigne: “A coisa mais bem distribuída no mundo é o bom-senso. Todos acreditam que têm em medida suficiente a ponto de não precisar de mais”. Aqui não tem sido diferente dada a convicção com que todos falam. Isso me preocupa muito pois, após ler certa de 20 comentários, percebo que aprox. 80% das pessoasapoiam, idolatram, e até mesmo “amam” o post da Glenda e são portanto a favor de não voltar ao Brasil. Sou do time dos outros 20%. Do time do Joaquim, Daniel, Igor, Giovana Foglia, Luciano, Andi, Laila, Edna Silveira, Rubens Detanico, Simone, e Jorge Virgílio, dentre outros que corro o risco de não ter lido o comentário, mas que são verdadeiros PATRIOTAS! E por isso, tem o nome digno de ser escrito em vários lugares. Ressalto o comentário do Jorge Virgílio, que, literalmente me fez arrepiar e me poupou muitas palavras a escrever aqui. Honestamente recomendo a todos que procurem abaixo o comentário desse cidadão, para ler. Honestamente, a minha bagagem de conhecimentos históricos não permite com tantos detalhes relacionar o porque de a europa e outros países desenvolvidos serem um lugar “melhor” para viver. Mas a minha experiencia fora (ainda que pequena), de 1 ano, nos EUA, foi mais que suficiente para me fazer enxergar que, se os americanos não tivessem sido PATRIOTAS na construção da nação certamente eles não teriam se tornado a potencia que representam. O Brasil precisa de PATRIOTAS. O Brasil precisa de gente com disposição para mudar o que de ruim existe hoje aqui. Não me julgo ingênuo em achar que em apenas uma geração consiguiremos sequer nos aproximar do padrão de “conforto” que alguns europeus e americanos tem. A mudança requer ENERGIA, disposição, raça, não apenas vontade de caminhar na praça ouvindo jazz no seu IPOD. O nosso país precisa disso, e aqui não é lugar para covardes. Achar erros, problemas é fácil. Difícil é corrigi-los. É facil perceber que aqueles que realmente deixam um legado para uma nação não são aqueles que detectam os problemas, mas aqueles que agem para transformá-lo. Quero fazer uma menção ao programa ciência sem fronteiras, que almeja mandar cerca de 70 mil estudantes brasileiros para fora. Achei uma iniciativa louvável, pois agussará a mentalidade crítica de uma massa enorme de estudantes. Se seguir a proporção que vejo aqui, calculo que mais de 50 mil fique maravilhado com o exterior e talvez queiram permanecer por lá. Será ótimo ver tanto hipócrita pulando fora de um barco que não gosta e que não tem nada a fazer por ele. Será ótimo tambem ver outros 20 mil patriotas voltando com mais garra e com mais disposição e conhecimento pronto para ser utilizado a transformar nosso país em um lugar melhor. Morei 29 anos da minha vida aqui e 1 ano fora. Nunca fui assaltado. Tenho um círculo maravilhoso de convivência formado por família e amigos. Vivo num país, que já não é mais visto como barco em naufrágio, graças a muitos heróis que aqui vi atuar e citar seus nomes seria motivo de outros debates. Termino aqui compartilhando um pouco da filosofia do ambientalista Betinho. ” a gente não precisa fazer muito para transformar radicalmente uma situação, mas se todos fizerem uma pequena parte, ah, isso resultará numa grande mudança. ” Nõs que já moramos fora temos muito a ensinar ao povo daqui. POde parecer difícil, mas não é, isso apenas gasta energia. Penso que, se cada um desse forúm, ao longo da vida conseguisse convencer outras 3 pessoas sobre a importância da leitura, nossa isso já seria um grande resultado. Acho que a gente tem que ampliar o debate de como promover mudanças, muito mais do que simplesmente achar defeitos…

  360. Leandro says:

    Excelente texto! Muito verdadeiro e tocante. Ao final, lia-o com lágrimas nos olhos.

  361. ana says:

    Acho que vc poderia ter sido mais parcial….a vida no brasil nao eh tao ruim assim nem a europeia tao boa assim.

    eu moro na italia e aqui o lixeiro com certeza nao mora no mesmo predio de um medico.
    um estrangeiro eh sempre tratado como inferior a um italiano ou europeu.

    e ta cada vez mais difcil de achar emprego na europa mas a violencia eh bem melhor sim

    sei q nao tem nada a ver mas uma das coisas que mais me irrita aqui eh como eles cheiram mal! nao tomam banho , fumam muito , nao escovam dente com frequencia…

  362. Sidnéia A. Ramos de Oliveira says:

    só pra retificar, eu acho que o problema näo é da grande maioria do povo do brasil, mas sim de muitos seres humanos.
    independentemente de onde eles vem, esse problema existe no mundo todo.
    essas pessoas sim precisam mudar a sua mentalidade, seu modo de pensar e agir, para que as coisas fiquem melhor pra todos os que vivem no brasil e no mundo.

  363. Adorei!!!
    Moro a quase 9 anos no USA e conconrdo com tudo o que vc falou!
    Só tenho (será?) vontade de voltar por causa dos ‘meus’.
    É uma decisão extremamente dificil e que eu não to com pressa de tomar! :)

  364. Giulia says:

    E muito relativo….e extremamente complexo falar, pensar, julgar e discutir sobre um assunto que ja tocou muitos que tiveram a oportunidade de viver fora da bolha, do berco-pais de origem! Dentre “muitos”, estou eu! E posso falar apenas por mim, assim como voce podera falar apenas por voce. As controversias podem ser inumeras e os a favores, infinitos. Aquilo que buscamos e daquilo que fugimos, depende apenas de nos mesmos..e cada um segue um rumo…alguns com espirito aventureiro…outros com raizes firmes e orgulho no coracao…mesmo que seja podre e escuro para os olhos de uns.

    Moro no norte dos EUA….tenho 28 anos, um marido americano e um lindo filhos de quase 2 anos! Comecei na California com 9 anos…voltei para o Brasil com 14…fui morar na Florida com 23 e hoje aqui em Wisconsin. Minha familia eh de Sao Paulo. Tenho uma vida confortavel e moro num lugar bem “seguro” e tranquilo. Vivo as 4 estacoes do ano e aprendi mto de mim. Acho que o maior aprendizado eh sem sombra de duvida, o VALOR das coisas…das pessoas….dos sentimentos…morar “fora” significa abrir a mente para coisas que voce jamais tivesse imaginado. Tudo o que esta fora do nosso alcance passa a ser totalmente excessivo ou praticamente nulo. A saudade, a cultura, a musica, a comida, o amigo, o amor, o idioma, o transito, o meio de transporte, a liberdade, a solidao, a independencia…uns sentem falta do que tinham antes enquanto outros anulam e nao se apegam. Sinto falta de milhares de coisas do Brasil – ficaria aqui ate amanha para cita-las (o calor humano, a aproximacao das familias, o povo hospitaleito, as praias, os musicos e etc)…e de outras, prefiro nao lembrar, tais como o transito, o ar poluido, a miseria nas ruas e a cidade excessivamente populosa. Aprendi a dar valor a mtas coisas e aprendi a me desprender de outras…Como ja havia dito, tdo eh relativo e mto generalizado. Cada um enxerga de uma forma diferente, evolui e tambem destroi….acredita e perde a fe! Nada eh perfeito assim como ninguem eh perfeito. Depende soh de nos fazer a diferenca em nos mesmos e consequentemente nos que estao ao redor.

    Acredito que a vida eh curta demais e o mundo coberto de coisas para nos ensinar e nos mostrar…nos iludir e tambem nos fazer questionar. O importante eh manter a mente aberta e coracao forte para o que der e vier…o mundo pode ser mto lindo ou extremamente cruel. Depende realmente de voce e de como voce quer viver a sua vida. Nao ha regra, limites e nem formulas…eh voce contra voce mesmo!

    Mas no fim eu digo, quem tiver a chance de explorar o mundo a fora, nao perca tempo pensando…va e faca acontecer!!!!

    -O mar escuro, trara o medo, lado a lado, com os corais mais coloridos-

  365. ana lucia says:

    Castro Junior, fiquei muito emocionada em ver seu post, pq è exatamente isso que penso. Vivo hà 16 anos na italia, e estou me organizando para voltar, neste momento me enocntra em salvador, terra que amo, povo que adoro, e cheguei num momento super critico, com a greve dos policiais, mas to cheia de gàs, garra , e vontade de ajudar meu povo, com minha experiencia de tantos anos na europa. E nao pretendo quem sabe , coisas mirabulantes, mas uma conscientizaçao melhor, ajudar meu condominio, ajudar a melhor o que tà a minha volta, engajar-me em qualquer movimento interessante, dar minha contribuiçao de alguma forma. Porque o que vivi , me ajudou muito muito a crescer, a aprender, mas meu MAIOR DESEJO è APLICà-LO AQUI, NA MINHA TERRA. Nao vou entrar nem nos pormenores, e nem nas comparaçoes, pq teria uma lista enorme para mostrar o quanto cada lugar tem seu lado luz e seu lado sombra, e na italia nao è diferente nao, a começar pela palaavra violencia; a diferença è somente que uma a vista, è visivel, e a outra è silenciosa, e mata sem que vc se de conta, mas isso è assunto para outra pagina enorme. Sou psicologa e terapeuta,e comusto dizer que a europa è um manicomio a cèu aberto, sò para voces terem ideia.
    PORTANTO, reafirmo , quero sim, VOLTAR PARA MEU PAIS, e aplicar aqui tudo o que de bom e ruim pude aprender là,, e as coisas ruins posso sim transformar aqui, e as coisas boas posso sim innciar a aplicar aqui, começando do simples do pequeno, e ir contaminando a todos que me cercam, pelo menos eu QUERO TENTAR EU QUERO FAZER.
    Um exemplo è: cheguei e ao laado do meu condominio existe um terreno que tà cheio de lixo, mas ninguèm liga para os orgaos competentes, ninguem tem paciencia de ficar atràs, de cobrar , de encher a paciencia deles, mas adoram reclamar e falar mal do Brasil isso è sempre na ponta da lingua, mas eu QUERO FAZER DIFERENTE, vou ser a pedra no sapato deles atè que eles venham e tomem consciencia que isso nao è possivel, esse descaso, nòs CIDADAOS NAO ACEITAMOS, pelo menos QUERO TENTAR SIM, e to cheio de esperanças. Quero sim respeitar a CIDADANIA que temos, o que aqui falta tanto, e que nos paises da europa tem muito, mas tb tem o outro lado, UM CONTROLE ABSOLUTO DE TUDO, QUE VC MUITAS VEZES NAO PODE NEM FAZER QUASE NADA, tudo tem seus dois lados kkk. Estou esperançosa e aceitando adesoes kkk.
    E digo mais, nunca vi um povo falar mais mal a sua pròpria terra como os brasileiros, e tb nunca vi povo mais acomodados e querendo tudo pronto kkkkkk . Vamos aprender com eles tb as coisas boas, pq aqui nao è um pais de mordomias ou de facilidades è um pais novo que precisam que arregacemos as mangas e nos coloquemos realmente a serviço dessa terra maravilhosa. Eu falei kkkkk

    a

  366. Barbara says:

    O texto tá muito bem escrito e de fato me tocou… mas acho que não da mesma maneira de como tocou muitas das pessoas das quais li o comentário…..
    Parece que tudo o que foi aprendido, não foi aprendido.
    No Brasil, frequentar um determinado lugar, uma determinada escola e um determinado shopping é mostrar de qual classe e de qual tribo vc faz parte. Mas se o que aprendemos morando fora é que isso tudo importa pouco, podemos morar em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil, que isso não vai mudar, aprendizado não se perde.
    Será que foi mesmo aprendido? Por que o medo de voltar a reproduzir velhos hábitos?? Sera que eles nunca deixaram de existir?? só estavam apagados porque não tinham meio de se expressar??
    Eu nunca vi em nenhum lugar do mundo tantos guetos voluntários, como por exemplo alphaville e tamboré, como se vê em são paulo. Agora onde é que essas pessoas tiraram a idéia de morar em pavilhões?? Muitas dessas familias já moraram fora, ou tem filhos morando e continuam acreditando que no brasil NÃO SE PODE comer com a faxineira, quando na verdade a frase correta é NÃO SE QUER comer com a faxineira nem morar com o caminhoneiro.
    Morar fora não vai determinar ou mudar um comportamento, o que vai fazer isso é a sensibilidade de assimilar algo verdadeiramente.

  367. Bruna says:

    Olá!
    Eu também moro na Espanha, em Madrid, e já pensei td isso ai tb!
    Por sinal, belíssimo texto! Obrigada por compartir conosco essa sua reflexao!
    A verdade é que é uma decisao dura mesmo, eu tenho alguns anos aqui ainda até terminar meu curso, mas é um pensamento que sempre ronda pela cabeça. O fato é que seria perfeito poder levar isso td de alguma maneira pro nosso país, unir com a alegria do povo brasileiro, com as belezas naturais, com a comida brasileira e, principalmente, viver isso com nossos amigos e família.

  368. Eduardo says:

    Prezada Articulista.
    O link deste seu texto me foi enviado por uma sobrinha no Brasil e gostei muito dele porque expõe em poucas palavras vários sentimentos e fatos de que eu e minha família compartilhamos. Enviei a amigos e parentes no exterior e no Brasil e eles também concordaram com tudo que disse. Empolguei-me tanto com o que li que acabei escrevendo demais, mas, mesmo que não publique, fica aqui minha opinião. Vivemos no mesmo país que você, na cidade de Vigo, há quase 3 anos e fazemos nossas suas palavras e digo o porquê: como você, vivemos de aluguel em imóvel mobiliado; paramos nosso carro na rua (aliás, um modelo que jamais poderíamos ter no Brasil, não só pelo possível preço, mas simplesmente porque não existe); andamos pela cidade de madrugada conversando sem a menor preocupação, etc. etc. etc.. Tanto minha mulher como filhos têm a cidadania espanhola e eu a italiana, ou seja, em nosso caso as coisas foram muito mais fáceis. Contudo, isso apenas demonstra o quanto você está correta nas suas comparações e conclusões, pois, mesmo enfrentando dificuldades pela falta da cidadania e com um visto de estudante, constata as vantagens de viver por aqui, ou, a “contrario sensu”, as desvantagens de voltar. Desde que chegamos, meus filhos conseguiram passar nas provas de acesso à Universidade de Vigo (a mesma que há 3 semanas atrás colocou em órbita 2 satélites produzidos na própria Universidade); minha mulher realiza um curso superior de comércio internacional e eu estou homologando meu título de direito (faltam só 5 matérias..rs). Sabemos que não é um paraíso na Terra, pois existe corrupção, crimes, pobreza, crise econômica e demais problemas que ocorrem nas sociedades. Alguém poderia afirmar, e com razão, que tudo isso poderia estar ocorrendo em qualquer lugar, mesmo no Brasil. Então, qual a diferença? A diferença está em tudo que você disse em seu texto e que pode ser resumido em uma palavra: valores. Aqui vivemos em uma sociedade que adotou como regra os valores ocidentais de dignidade, honestidade, justiça, igualdade, dentre outros, mas com total aversão a tudo que contrarie esses valores. No Brasil temos a nítida impressão de que esses valores, embora existentes, se tornaram a exceção e não a regra, ou seja, houve uma inversão na escala do “bem e mal”. Isso quer dizer que o elemento humano da Europa ou EUA é melhor que o elemento humano brasileiro? Claro que não! São todos seres humanos, porém, com um código de valores diferente no conteúdo, no rigor e na forma. Nesse sentido, transcrevo um texto muito interessante e que, mesmo sendo em espanhol, dá para entender e parece ter sido escrito ontem na Praça dos Três Poderes. “Cuando advierta que para producir necesita obtener autorización de quienes no producen nada; cuando compruebe que el dinero fluye hacia quienes trafican no bienes, sino favores; cuando perciba que muchos se hacen ricos por el soborno y por influencias más que por el trabajo, y que las leyes no lo protegen contra ellos sino, por el contrario, son ellos los que están protegidos contra usted; cuando repare que la corrupción es recompensada y la honradez se convierte en un auto sacrificio, entonces podrá afirmar, sin temor a equivocarse, que su sociedad está condenada. Ayn Rand (1950)”. Parabéns, siga em frente e aceite um abraço. Eduardo.

  369. Tati says:

    Oi Glenda! Eu adorei o seu texto. Morei um curto período na França e agora estou em Cingapura há 3 anos. Não tem preço voltar pra casa caminhando sozinha as 4h das manhã meio bêbada com o Iphone na mão sem preocupação. Poder caminhar na rua em qualquer lugar, a qualquer hora. Poder viajar porque é barato. Poder ir a shows de bandas internacionais por preços acessíveis. Comprar roupas, maquiagens e sapatos sem a alta carga tributária do Brasil.
    Mas eu acho que o mais importante do que mudar de lugar, sair do nosso país, é mudar a nossa cabeça, a nossa forma de pensar. Muitos brasileiros nunca trabalhariam de garçom no Brasil, mas fazem isso bem felizes no exterior. Muitos brasileiros não morariam num apartamento mais simples no Brasil dividindo com outras pessoas, mas no exterior dividem um apartamento bem meia boca com mais 5 pessoas de todos os lugares do mundo e hábitos de higiene completamente diferentes. Eu moro num apartamento do governo aqui, tipo “Minha Casa Minha Vida” bem melhorado. Divido com outras duas pessoas. E muitos brasileiros que vivem aqui fazem cara de nojo quando conto isso. E quando falo que fico em hostel quando viajo então… Não adianta sair do lugar e não mudar a forma de pensar, experimentar coisas novas. Já vi muito brasileiro reclamando de besteiras e querendo voltar pra Brasil pra poder comer feijão e arroz.
    Aqui tem muita coisa ruim, e como! Mas o balanço final ainda é positivo.

  370. Aparecida says:

    concordo em tudo q vc falou…morei 6 anos em Portugal adorei td mto diferente.

  371. Edu Brazuca says:

    Ja morei 6 anos nos USA e ja voltei para o Brasil a 4 anos… concordo com mtas coisas que disse dos problemas que existem aqui que nao mudaram ate hoje… e nem sei se um dia ira mudar!

    Conclusao e o seguinte, podiam fazer um pais so com gente legal eheheh honestas to lugar tem problemas quando nao e o ser humano e o clima! Tem horas que desejo que existisse outro planeta pq este aqui esta muito complicado de se viver!! Abaixo ao materialismo!!

    Boa sorte a todos!!

    edu_ny_usa@hotmail.com / http://www.fotolog.com/edu_brazuca

  372. Luiza says:

    Querida autora,
    depois de 5 anos em Berlim, retornei ao Brasil. Por isso entendo bem seu ponto de vista. Mas, ao mesmo tempo, quero lhe dizer que viver bem no Brasil, sem se preocupar com aparências, luxo, altos salários e até esquecendo dos problemas, é uma opção da pessoa. Moro em cidade de praia, muitas vezes vou a praia durante a semana, quando todos estão ralando, pois não tenho emprego fixo, não cumpro horário, ou seja, não ganho muito, mas curto muito a natureza, amigos, família, alegria de viver aqui. Outro exemplo, quase não vejo noticiário brasileiro, então não fico sabendo dos casos de violência que a imprensa quer sempre propagar como a regra, mas não são não. Depois que fiz isso, o Brasil passou a ser um lugar super seguro pra mim. Enfim, por aí vai. Voltar ao Brasil não é tão ruim assim. Tem suas grandes vantagens tbm. Acho que depende muito do espírito da pessoa, de como ela encara as coisas… Bjo!

  373. SERGIO says:

    Boa noite
    Fico feliz em saber que vc glenda encontrou o que procurava em termos de ser feliz ,infelizmente aqui e no resto da america do sul por conta de espanhois e portugueses ,os barbaros do passado não tivemos chance ,tenho dois sobrinhos no canadá que tb não querem voltar pelos mesmos motivos seus ,concordo,mas como alguem escreveu acima essa qualidade de vida europeia custou o sangue de negros ,e indios que habitavam o sul da américa ,inclusive civizações adiantadas para a epoca , como sou descendente de europeus e meio judeu , tive uma educação diferenciada da maioria do nosso povo ,mas sendo brasileiro de natureza nascido na maior cidade do brasil ,sinto na pele o que a falta de uma colonização responsavel e a despolitização do povo nos causa, até hoje ,tb tive vontade de partir mas aos 51 anos é dificil ,mas ainda acho que aqui podemos mudar a coisa nem que para isso seja preciso uma guerra civil ,para mudar valores e acabar com a roubalheira e corrupção que se instaurou em nossas vidas por conta de tantos absurdos sociais e politicos ,mas é preciso o povo querer e até agora parece que não quer ,o problema não está no atrsaso nordestino ou no sul onde não é tão maravilhoso , mas sim na educação como um todo ,no controle de fazer filhos sem estrutura ,em açoes sociais realmente eficazes , enfim um todo .
    Vamos torcer
    abrs.

  374. karla says:

    Vivo hace dos años y medio en Alemania y realmente cuento los meses q me faltan para regresar a mi ciudad de residencia, que tampoco es mi ciudad natal, pero que he adoptado como si fuera mi segundo país. Ambos quedan en sudamérica, he leído algunos comentários y vivir en una cultura tan diferente, tan fría con los extranjeros en general y que con todo su derecho tienen razón de rechazar debido a que representan un costo social muy alto para los bolsillos de los propios alemanes que pagan altos impuestos de sus sueldos y salarios. Es con TODO extranjero que no pertencece a la unión europea que ellos tiene rechazo, sin importar su color de piel o religión, TODOS representamos un costo de sacrificio alto para sus bolsillos apretados, porque no piensen que acá todos tienen bolsillos llenos, por supuesto que no, son simples humanos como todos,´sólo que con la amargura de llevar en sus consciencias el peso del nazismo y matanzas en la segunda guerra, y esa amargura de dolor la llevan muy adentro, queriendo ser perfectos e implacables y creyéndose que son perfectos y que no deben equivocarse, ya que ellos nunca se equivocan. Todas las familias han sufrido en su antepasado por lo menos una muerte en la segunda guerra, de alguna u otra forma, y muchos son también nazis reprimidos, que en su espíritu siguen llevando su aire racial de superioridad, sólo que no lo divulgan, es un lenguaje que no se habla, pero que sí existe. YO vivo en una buena situación económica acá, imagino los que no tienen mi situación los pobres todo lo que deben padecer !! y admiro su fuerza y muchas veces resignación por no volver a su tierra ya que no encuentran una manera mejor de vivir que ésta, y prefieren vivir de forma indocumentada a volver a su tierra natal, pero TODOS, ansían volver a su país de orígen, hasta hoy no he escuchado a casi nadie que se quiera quedar acá porque sí, es la necesidad, en cambio vemos muchos europeos que encuentran tan buena la vida en nuestros países que al regresar a Europa a la mayoría les cuesta mucho, ya que saben que acá para vivir como viven en sudamérica deben ser millonários. Y los europeos que tienen la suerte de poder quedarse en nuestros países sudamericanos viven y mueren felices allá, con buena comida, buen clima casi todo el año, buenos servicios médicos, mejor atendidos en hospitales privados que en su propia Europa.Esa es la realidad, en sudamérica, se vive muy bien, como un millonario de acá, lamentablemente los malos y corruptos gobiernos han malogrado nuestros países, haciendo que haya fuga de tanto talento intelectual o mano de obra, y al final la desingualdad se vive tanto acá como allá, pero acá en una sociedad desgastante, fría e inhóspita, donde si te abren las puertas de su casa es porque tienes educación (y no es que acá todos sean cultos y educados o sepan vivir, alimentarse o expresarse) y viéndote de arriba para abajo por meses o de abajo para arriba por meses,sino no.

    En conclusión, cada uno debe analizar bien su propia situación económica, afectiva y con la mente fría pensar y si se decide en regresar debe ser con un buen plan de negocio o trabajo, y así tendrá mejor, mucho mejor vida que acá en Alemania. El trabajo rinde frutos y luego de años esta gente que fue trabajadora, honesta y educada,tuvo sus ahorros regresan a su tierra natal a vivir tranquilamente. Con la situación económica que se viene en Europa cada vez habrá más dificultades para los extranjeros de nuestros países poder mantenerse aquí y habrán más batidas de indocumentados, pero SOLO LAS NECESARIAS, que aseguren un equilibrio de cantidad necesaria de mano de obra operativa de más bajo nível que es para los que los emplean (si es que tienen documentos de residencia, claro).

    No es en vano que muchos europeos van y se quedan, FELICES y viven como reyes, y nosotros que somos tan abiertos a otras culturas, les abrimos nuestras puertas y corazones, de par en par, y casi casi en algunos casos se los ve como superiores a nosotros, en cambio acá eso no es para nada recíproco, nos consideran inferiores racial, económica, socialmente e intelectualmente.

    Habrán muchos que estarán de acuerdo con mi puntos de vista….

  375. Renata says:

    Depois de viver sete anos fora do Brasil. Se eu voltar eu vou ter um choque cultural. Boa sorte!!

    • cris says:

      Olha respeito o texto da Glenda, mas não concordo com muita coisa, sou designer,tenho um bom trabalho na Espanha (Catalunha), como dizem aqui “trabajo cualificado”, mesmo assim vivi muito racismo e preconceito, sou de aspecto europeu, quando dizia sou do Brasil: ufff me olhavam esquisito…como se fosse de outro mundo.Como posso viver em um país que muita gente não sabe que idioma falamos em Brasil? Que quando vê uma brasileira logo pensa que é prostituta? Que dizem na tua cara que Espanha esta fálida por culpa dos imigrantres que vieram aqui roubar seus trabalhos e seus benefícios? Pois me estranha muito que vc Glenda, não tenha esbarrado com essa gente mal educada, pobre de cultura e sem nenhum afeto pelos que vem de fora. Por isso decidi deixar tudo para tras,e voltar pro meu Brasil…pobre mas feliz, e não somos hipocritas quando dizemos que somos felizes…simplesmente essa é nossa cultura…assim fomos educados e assim somos vistos pelo mundo, por isso volto pra casa! Com 40 anos e depois de viver 8 anos em Espanha, deixo meu trabalho, minha vida e bons amigos que fiz aqui, em sua maioria estrangeiros! Quero estar com os meus…sentir o cheiro do nosso café, nossa comidinha e ver nossa gente humilde ou não…sendo feliz com muito ou com pouco! Beijos a todos.

      • Celia says:

        Lane,parabèns pelo seu comentàrio, você tem toda razão, eu tambèm sou uma pessoa muito apegada a famìlia, e sinto falta tambèm das pequenas coisas que você citou ao finalizar o seu texto.
        Para mim, è nas pequenas coisas que encontramos grandes tesouros!
        Fazer amizade aqui na Europa è muito difìcil, infelizmente não è
        o Brasil.Sou uma pessoa educada e simpatica e não consigo entender, porque os europeus não fazem amizades com facilidade.

  376. Marcio Serafim says:

    Muitas opiniões vejo por aqui!!Mas só uma pergunta de quem já esta´ fora do país a 12 anos.
    Será que tudo isso não se troca pelo carinho da sua Mae e de seu pai e sua familia.
    Os amigos que nao ver a muito tempo,as pequenas coisas que voçe relembra da sua infancia quando vai lá!!
    Só nao podemos esquecer de uma coisa,somos imigrantes e um dia vamos querer pelo menos tentar voltar e ha de prepararmos para isso!!!
    Um grande abraço a Todos!!

  377. pablo jose says:

    eu entendo oque ela diz ela na espanha fez novas amizades e tem ( otra vida ) e tem medo de perder oque consegui, voltando ao brasil perderia tudo e duro eu estou pasando por iso eu tenho nacionalidade espanhola por meu pai que sua familia e espanhola e duro, tenho 2 irmaos que vive no brasil e a familia da minha mae e alguns do meu pai, eu e meu pai moramos aqui ja 4 anos en valencia, com minha vó e uma tia minha e primos, eu to confuso si volto pro brasil por meus irmaos que estamos longe ou fico aqui na espanha ja fiz amizade aqui minha vida eu gosto daqui, mas por o lado meus irmoes no brasil me deixa triste pois sempre fomos unidos, eu sei que eu for pra la meu pai vai e logo acho que ja nao voltaria pra ca pra recomecar tudo otra vez, estou confuso nao sei oque fazer

  378. Digo says:

    Oi. Belo texto. Morei no Canada por 2 anos e voltei ao Brasil. Estava com saudades da familia. Acontece que agora estou arrependido de ter voltado. O Brasil é desanimador. País sujo, cheio de ignorantes, desorganizado, corrupto, média salarial baixa….parece que nada dá certo aqui, nada funciona. O Brasil vive de fachada

  379. clara says:

    Eu moro na Holanda há 5 anos, aqui psicologicamente nao é mar de rosas, aqui tem muitos mulçumanos que nao se misturam a cultura nenhuma, sao isolados no mundo deles. Uma grande parte dos holandeses sao racistas de carteirinha, muitos olham para vc e se vc se parecer diferente deles, eles já nao querem mais falar. A tao economia estável já nao está tao estável assim, houve muitos cortes de benefícios e aumento de impostos. Para quem vem de um país quente, aqui é frio o ano todo . O vizinhos mal se cumprimentam com “bom dia, alo”. As crianças das escolas para brincarem juntas fora da escola tem marcar com horários e data antes do dia, a formalidade é típica aqui, se vc for vizitar alguém tem que telefonar antes, nunca vá de supetao, nao é educado.
    Olha! Isso de voltar ou nao é uma questao pessoal, cada um tem sua própria percepçao. Voces podem me perguntarem ‘Porque eu estou aqui?’ Eu também me faço a mesma pergunta todos os dias, tem dias que dá vontade de chutar o pau da barraca e ir embora, mas aqui eu tenho um filho que estuda numa escola publica de qualidade o dia todo, eu nao pago um centavo por ela, tenho condiçoes de conhecer Paris (inclusive levei meu filho na Disney de Paris) Grécia, Dinamarca, Alemanha, enfim, aqui tudo é perto e mais barato para se viajar, aqui pobre e rico pode desfrutar de comer caviá, as diferenças sociais, por enquanto, sao menos do que no Brasil, mas olha, envelhecer na europa, aí é onde está o meu ponto, NAO(para mim) só tenho um filho, aqui as familias mandam os filhos embora da casa logo cedo, os laços familiares nao sao tao entrelaçados como a nossa quente cultura. Eu nem quero me imaginar aqui numa casa de velhos, ou mesmo dentro da minha própria casa, com 70 ou mais de idade, neste frio, sem amigos, quando eu morava na Alemanha, ouvi por 3 vezes dá no noticiário na rádio velhos que moravam sozinhos e morreram dentro das suas próprias casas, os vizinhos por sentirem o cheiro da putrefaçao chamaram a polícia. Aqui a cultura é isolada, os vizinhos nao conversam na porta, nao existe isso! Ë como dizia Tom Jobim “O Brasil é bom, mas é uma merda, aqui é uma merda, mas é bom”!
    Voltar ao Brasil, para mim sim, com certeza, deixe eu arrumar o meu capital.

  380. Uk Mendonça says:

    Bom, uma humilde opinião:
    Moro em BH, em um bairro classe média – Cruzeiro/Anchieta, não sei onde começa um acaba outro.
    Ano passado, em uma rua próxima daqui, um advogado cortou a cabeça de 3 pessoas, jogou os corpos de um viaduto na 040, e sumiu com as cabeças. Comprou uma faca no Carrefour da esquina, e demorou a cortar as cabeças porque a faca era pequena.

    Na minha rua, o primeiro prédio é assaltado quase todos os meses. Alguns anos atrás, um cara decaptou outro tb neste predio, a 100 m da minha casa.
    Semana passada, uma estudante classe média foi morta em outro bairro classe média daqui, com um tiro na nuca. Normamente acontecem de 9 a 15 assassinatos por dia.

    Um dos bairros mais tradicionais da cidade, a Savassi está se transformando em um cracolândia. Só nos cinco primeiros meses do ano, foram 715 assaltos lá.
    Um amigo meu foi assaltado em um restaurante lotado, as 6hs da tarde, os ladrões entraram no restaurante armados e assaltaram todos que estavam presentes. Não temos tranquilidade nem em lugares cheios e de dia.

    Eu moro perto de uma universidade, FUMEC, durante o dia inteiro, inclusive durante a noite tb, tenho que aguentar o som automotivo de centenas de estudantes que acham que temos obrigação de ouvir o lixo que eles ouvem. A altura é insuportável, os vidros da casa tremem. Mas nada os detém. Isso acontece todos os dias. Não temos tranquilidade para dormir ou descansar.
    Não posso viajar de ônibus para cidades próximas com computador, pois os ônibus são assaltados constantemente.
    Trabalho a noite com filmagem, e não tem uma única noite que conversando com outros fotógrafos ou cinegrafistas não ouço um caso de assalto, geralmente todos que encontro foram assaltados na semana ou na anterior. Desisti de ser independente e só trabalho como freelancer, sem equipamento.
    O ex-presidente da república tentou chantagear um juíz da suprema corte, para livra um cúmplice dele de julgamento.

    Tem gente que ainda pensa em voltar, eu penso em fugir. Estamos em meio a uma guerra civil, das mais violentas. O brasil matou mais gente nos últimos 10 anos que todas as guerras travadas neste período no mundo inteiro. Um dos países mais corrúptos do mundo, o mais violento, um lugar em que ninguém segue nenhuma regra.

  381. Marcio says:

    Glenda, toda vez que sindo que ninguém entende os meus motivos de querer morar fora do Brasil, venho aqui e releio seu depoimento. Então tenho uma sensação de alívio e conforto ao perceber que outras pessoas compartilham do meu ponto de vista e das minhas prioridades na vida. Parabéns pelo post muito bem escrito. Você expressou perfeitamente em palavras o que muitas pessoas descobrem ao morar por um tempo no exterior… alguma coisa muda dentro de nós… e ao voltar nos sentimos “peixes fora d’água”. Obrigado pelo relato!

  382. laiza says:

    eu moro em londres e aqui e muito bom nici no brasil des do meus 8 anos eu fui mora em londres estudo la e moro la naum sinto falta do rio de jeneiro mais eu queria de novo mora com minha mãe
    eu moro com meu pai aqui naum tem coisas abisurdas como ai no brasil aqui vc pode vir de uma balada na madrugada e naum vai acontecer nada com vc mais no rio pode eu naum estou falando mal do brasil naum mais aqui e melhor

  383. Fabyo Cardoso says:

    Eu tenho 29 anos vivi 13 anos em Portugal e estou mudando-me para França… sinceramente sintome estrangeiro em todo lado… ja pensei em voltar para a minha familia no Brasil… mas depois de ir passar ferias no Brasil viver la passou a ser algo que só será concretizado nos meus criativos sonhos… porque o Brasil dos sonhos é muito diferente do Brasil real… ja não consigo viver com tamanha violencia, tamanha diferença… tamanha falta de respeito pelo proximo… etc…

    Estou agora numa nova etapa… França me aguarda… um novo começo… estrangeiro como sempre mesmo tendo praticamente 3 nacionalidades diferentes… aprendi que as minhas raizes estão em todos os lugares que passei em todas as pessoas que conheci, em todos os momentos que vivi…

    Por isso sou cosmopolitan um cidadão do Mundo que vai viver no Mundo… os conhecimentos adquiridos nessa minha viagem… como aprender a ver a vida de diferentes angulos… com os olhos do proximo… isso NÂO TEM VALOR….

  384. Elisabete says:

    …existem muitas pessoas que so aprendem ver ou ter valores se sofrerem algo ou ter que ir para longe e aprender se virarem sozinhas.Infelizmente o maior problema do Brasil e a educacao e nao digo tanto a educacao em escolas, pois estudei em escolas publicas e cheguei a passar em vestibulares de boas faculdades, e sim formacao social-familiar, por que tanta gente necessita sair de seu pais para ver coisas obvias. Eu por exemplo sai do Brasil e so senti mais vontade ainda de viver aqui, depois de anos morando fora do Brasil na Europa e hoje no Estados Unidos a percepcao que tenho e que so senti sofrimento fora de meu pais, a comecar pelos aeroportos onde fui barrada, interrogada e constrangida, digo ate humilhada pois nao achavam nada de errado em mim e ficavam procurando, sendo que sempre viajei sozinha para todo lado no Brasil e exerci meu direito de ir e vir, sempre sem problema algum, morar em lugares onde sempre te olham diferente por que voce e de cor latina, onde se chamam atencao por qualquer coisa e se e marcada como uma referencia todos sabem que e estrangeiro, nao tem como se misturar como no Brasil(gente de todas as cores e familias de todas as misturas), mesmo falando a mesma lingua e ter vida social, voce sempre se sente exclusa, diferente, fora do ambiente, quando nao nunca tera verdadeiros amigos por que as pessoas quando sim forcam ser educadas, mas e cada um por si. Nasci numa familia mista, sempre tive amigos de todas as cores e falo que minha vida no Brasil era colorida e quando sai se tornou cinza, as vezes negras nas noites frias em todos os sentidos desde o frio terrivel de invernos com metros de neve aos de solidao cultural, social, familiar, local, pessoal, etc…aquela sensacao que ate Deus te desamparou, ai vem a depressao…, perde-se a saude,desenvolve-se um medo, um medo diferente nao o medo de ser assaltado ou etc e tal, mas sim o medo que da a impressao que se vai deixar de existir, pois voce nao e nada e nao tem ninguem; perde-se a juventude naquela tristeza nostalgica e melancolica e depois se olha para o que construiu e nao se ve nada de verdadeiramente solido. No Brasil se voce consegue constituir algo e tudo mais solido, por que seu suor foi derramado e se tornou agua fresca em terra fertil onde se plantou e as reizes foram profundas, fortes, solidas. La fora o que se perde nunca mais voce consegue recuperar,por que sempre sera estrangeiro e nunca tera raizes, voce fica com cicatrizes na alma, machucado no espirito no qual nenhum trabalho por pior que seja no Brasil te faz.
    O que se ganha fora do pais, nao vale o que se perde, perde-se a essencia que e obrigada a ser mascarada por culturas que tinham que aprender socializacao e globalizacao com a gente e nao nos parar de sorrir por que eles nao sorriem, nao usar a roupa que gosta por que a maioria pensa isso ou aquilo por que se e brasileiro(a), perde-se a vaidade e com ela a auto-estima, nao sou de exageros mais a vida sem auto-estima sem se gostar nao e vida. Voce nao precisa ser uma Patricinha, mas o fato de se cuidar e vestir como quer faz voce se sentir melhor. Eu nunca mudei meu jeito de ser, nao aprendi isso fora de meus pais, tive uma solida formacao moral-social, nao precisei sair de meu pais para aprender educacao, ou respeitar o proximo, fazia isso aqui mesmo, mesmo nao sendo comum passava isso a frente, e nunca me arrependi de nao ser uma”Maria vai com as outras” no Brasil, pois e isso que a maioria e, nao tem e nao se forma identidade propria e segue a maioria de hipocritas, como vivi no interior, atencao; “BRASIL NAO E SO CIDADES GRANDES VIOLENTAS E PRAIAS”, e so olhar a extensao territorial do Brasil, e vera que tem lugares maravilhosos, com pessoas super do bem, simpaticas,educadas, hospitaleiras como em nenhum lugar do mundo.Pode se andar de bicicletas em cidades sem trafico, caminhar nas ruas de dia e de noite fazer caminhadas com amigos, tomar agua de coco e caldo de cana numa sombra prazerosa de uma arvore, pode se comtemplar a natureza, comer frutas no pe(achei um absurdo ver macieiras perdendo nos caminhos da Europa e ser proibido pegar uma), solidariedade acho que os gringos nunca ouviram falar disso e nem sabe o que e, tanta coisa para aprender com os brasileiros e esses aprendem apenas o egoismo, individualismo e conformismo dos estrangeiros que nao sabem o que batalhar de verdade, nao sabem o que trabalhar de sol a sol, esperam tudo de governo, imagine se esses paises nao tivessem uma politica governamental boa e todos tivessem que trabalhar para comer e nao tivesse assistencia alguma, morreriam todos de fome por que o tanto de gente que conheci que vive por causa de auxilio governamental. Gente, ser dependente de governo e perder a liberdade, aprendamos a lutar e ser independente e ter uma formacao moral social, por que quem tem essa formacao nao precisa ir para a violencia e corrupcao moral e social, e ” nao foge a luta” com diz o hino nacional. E se o governo e bom isso ajuda mas nao e tudo, nao esperamos de politicos facamos com nossas maos e eles serao obrigados a seguir nosso exemplo e nunca mais o pais deixara de ser livre por qualquer tipo de Ditadura, infelizmente o que nao falta mas esta se perdendo no Brasil e a educacao e sim aquela que comeca em casa na base familiar, pois nao existe mais base nas familias e quando nao se a base nas familias um pais perece e nao ha bom governo ou politicos que possam resolver esses problemas.

  385. Elaine says:

    Eu sou casada com um italiano e moro na itàlia hà 4 anos, e sinto muita falta do meu pais, das pessoas da alegria vou uma vez por ano, queira ou nao as pessoas por aqui te ver apenas como uma “estrangeira” q chegou p roubar o posto de trabalho dos outros, sao pessoas frias, tristes e muitas vezes falsas, mal educados vejo por todo o lugar e a violencia tbm, tem maior violencia do q o preconceito,a discriminacao, aqui sofremos muito com isso, e fora q sao poucos os q veem uma brasileira com bons olhos, è dificil p fazer amizade pq quase ninguèm confia nos estrangeiros, eu tenho alguns amigos q conheci atravès do meu marido da academia etc…, Mas me sinto sozinha igualmente porque è do meu povo q sinto falta, nesse pais sò o e me faz feliz è a minha filha e meu marido, a vida è melhor mais o custo de vida è muito alto, e fora q mais do q no Brasil as pessoas por aqui vivem de aparencia, escuto quase todos os dias alguns dos meu amigos dizer “chega agora os estrangeiros tem q ir embora, aqui jà tà cheio de mais dessa gente”…
    Eu amo o meu Brasil na tem preco viver na tua terra, as pessoas pensam q vir morar fora sao so flores se enganam, mas sò com o tempo vc vai entender as pessoas por aqui sao muito interesseiras muito pior q no Brasil!!!

  386. Flávio says:

    Interessante o texto! Também estou morando em Sevilha há uns 7 meses, mas já pronto pra voltar (mais cedo) ao Brasil, já que terminei os estudos.
    Realmente esse jeito deles de trabalhar só o suficiente nos faz pensar um pouco em como tocamos as coisas no Brasil.. Eu na verdade confesso que não consigo ver todo esse lado bom da Espanha (ou melhor, de Sevilha), mas acho que em parte por culpa dessa crise que tá feia por aqui e também por preconceito, admito.
    É legal ver como eles parecem ser menos afetados pela idéia de consumismo que chega mais forte no Brasil, talvez vinda dos Estados Unidos, não sei. Mas ao mesmo tempo eu fico pensando “que gente vagabunda é essa que lota a Alameda todo dia pra beber cerveja com toda essa crise??”.
    Não vi seus outros textos ainda mas acho que eu devo estar tendo as mesmas reações que vc teve. Essa falta de educação deles (pelo menos para a ideia que costumamos ter de que as pessoas aqui são bem educadas), as amizades que parecem ser bem fortes (pelo menos entre eles mesmos..), o jeito relaxado de ser (“abrir” o restaurante as 20h e “pedir” que espere mais 15 min pq as 20h eles começam a arrumar as mesas), enfim..
    É uma experiência muito boa e que todos deveriam ter algum dia, viver em outro lugar do mundo.. Neste momento não estou nesse dilema de voltar ou não para o Brasil, mas realmente pensando em todos esses problemas que temos lá até desanima. E tb espero que não seja a última vez que more fora. Não viveria na Espanha, mas certamente com tantos paises por ai algum outro deve agradar..
    Enfim, já estou transformando isso aqui num monólogo, talvez devesse criar um blog meu.. No final, acho que que isso que estou sentindo é culpa daquela velha ideia estupida que criaram na nossa cabeça de que a Europa o melhor lugar do mundo para se viver.

  387. J.F says:

    GOSTEI MUITO DO TEXTO ..INTERESSANTE !!!

    So quero falar uma unica coisa : ee tudo de bom ser IMIGRANTE
    Eu ja morei em outras cidades do Brasil mais ser imigrante ee fantastico …..

    Sou mega feliz na terra dos gringos ….nao quero saber quando eu volto ou se voltarei ao meu pais de origem ( como diria marcelo taz em uma entrevista ..”nao tenho saudades do passado e nem ansiedade do futuro … vivo o presente” :) …o passado se foiii e talvez amanha eu nao acorde ..ou sabado que vem nao chegue para mim…quem se importa?? Amanha ee um outro dia como diria meu avooo ……So sei que o meu destino pertence a Deus e minha vida me cutuca a cada segundo …!!

    Morar fora do pais na minha opiniao nao ee dar as costas ao compatriotas …ao contrario ; ee representar lo ate o fim da vida ..diretamente ou nao , independente da hierarquia !!!!….Afinal …Nao foi assim com os italianos , japoneses, portugueses , alemaes e outros tantos estrangeiros que ajudaram e ajudam o Brasil??? Devemos ficar gratos por eles ..certo?? se nao ..como teriamos tantas diversidades de culturas e racas ?? troca de valores ???etc …sempre eee bom esse mistura toda !!!!!! …Achooo fantastico quem se muda de vez ou nao …quem volta, quem ficou ou aqueles que querem ir !!! …nada ee por acaso, todos tem seus sonhos ..seus desejos e cada um tem seu livre arbitro e sua EXPERIENCIA … o importante ee colecionar historias !!

    A proposito pessoal , nesse planeta sempre teve e tera guerras de todos os generos, crises economicas, catastrofes naturais , desentendimentos, etc etc ..mais fazem parte para as MUDANCAS …mudanca ee desafiar o homem …ee ver ele cresecer !!! …Sem mudancas nao ha evolucoes …

    Dizer que um pais eee melhor que o outro …que aqui eee melhor que acola , pode atee ser um direito de livre expressao ..( opiniao ), mais nao ee bomm alimentar ilusao ou apaga o desejo de alguns ..Vivem o que querem viver …..Experiencias novas para alguns sera maravilho !!!!outros irao se assustar e odiar e por ai vai … o importante que cada um de vcs encontrem o caminho que iraoo faze los realmente felizes …e as consequencias fazem parte do livro de vida de cada um ….

    Eee isso

    Paz e amor a todos ^^

    J.F

  388. Gilberto says:

    Texto super bem escrito, porém tenho dúvidas se estamos falando mesmo da Espanha. Embora eu more na França (estou aqui ha 11 anos e nao vejo a hora de voltar para o Brasil), conheço muito bem a Espanha, pois os meus pais são espanhois.
    Serah que você não estah confundindo a Noruega, a Suécia ou a Dinamarca com a Espanha, que estah mais para norte da Africa do que para Europa?

  389. Stefan says:

    A questão da segurança pública no Brasil não deve ser encarada como impressões e experiências pessoais e sim como estatística. E em se tratando de estatística, o mapa da violência, com o número de homicídios para todas as cidades brasileiras, indica a real situação em que vivemos. Infelizmente o Brasil, como um todo, não é um país seguro para se viver. Existem cidades no interior muito seguras, comparadas até com cidades européias, principalmente nos estados de SP, RS, SC. Mas olhando para as capitais e cidades de médio porte, a situação está cada vez mais complicada. No norte e nordeste nem as pequenas cidades estão a salvo dessa doença social.

    Fora a questão da violência, ainda temos um risco sério de vida no trânsito das cidades e nas estradas… a falta de respeito com a vida no Brasil impera. Isso sem falar nas condições dos hospitais.

    O Brasileiro está perdendo cada vez mais o senso de humanidade, de coletividade. Cada um é cada um e que se exploda o outro. Não acho q é só no Brasil que acontece isso, mas aqui esse pensamento permeia de forma muito mais ampla.

    Aqueles que voltam ao Brasil pensando que aqui estamos livres de uma crise estão muito enganados, nossa dívida interna está beirando o absurdo e uma hora a bolha vai estourar tbm… assim como na europa.

    A europa por sua vez, bom, com essa situação econômica, o estado de bem estar social será cada vez mais deteriorado e as consequências disso irão se refletir na educação e tudo que isso implica para a tão sonhada qualidade de vida européia.

    Eu morei em Londres por 2 anos, voltei depois do primeiro ano para terminar a faculdade, retornei para londres, fiquei mais 1 ano e depois voltei para o Brasil para resolver a cidadania italiana. Estive num dilema sem fim se voltava ou não… e cheguei a seguinte conclusão, se eu continuar pensando eu não vou chegar a conclusão nenhuma. rsr Pq ambas as escolhas têm seu lado positivo e negativo.. então se você decidir ficar ou ir já vai sabendo, problemas tem em todos os lugares e quando vc supera um, a tendencia do ser humano é procurar o próximo problema a ser resolvido…

    O mundo está em processo de intensas transformações e já está difícil achar um lugar que seja ao mesmo tempo seguro financeiramente e seguro no sentido da violência urbana.

    No meu caso, o sentimento de segurança na Europa mencionada pela Glenda me cativou, junto com a fato de morar numa cidade grande que oferece inúmeras atrações, parques, facilidade no transporte enfim…

    Cabe a cada um procurar um meio termo para ser feliz onde quer que seja. Mas a decisão normalmente é sempre difícil, não há como escapar.

  390. BlackNegona says:

    Nunca morei fora,mas conheço bema Itália, onde mora parte de minha família, inclusive meu pai. Sinceramente, o que encontro lá, ainda que vá apenas duas vezes ao ano em férias é realmente viver. Pretendo ir de vez um dia e, se isso acontecer, morar no Brasil, jamais.
    Parabéns pelo blog. Adorei sua postagem!

  391. Daniele li says:

    Olá pessoal!Gostei das criticas,é um assunto que deve ser discutido.
    Eu nunca morei no exterior,não tenho experiência de como é morar fora,Mas tenho uma base de como é.Não tiro as razões de todos,e nem apoio,porque a liberdade de expreção é algo que deve ser respeitado. Se muitas pessoas gostam de morar no exterior,e sente-se bem,ótimo.E outros sente-se bem em morar no Brasil feliz deles.A violência,a falta de segurança, tem em qualquer lugar,assim como estabilidade financeira,bem estar,emprego,lazer,felicidade,
    cultura,sociedade hospitaleira.Então o que define o ambiente onde o índividuo mora é ele próprio,muitas pessoas não precisam sair do Brasil para sertir-se feliz,outros já gostam.Digo, se um ser não se acostuma com o ambiente onde vive, a primeira coisa que tende a fazer é mudar de local[País]. Tchau!Fica com DEUS!

  392. Gabriela says:

    Glenda, esbarrei no seu blog por um acaso do destino. Estava fazendo uma pesquisa no Google e acabei aqui. Parabéns pelo blog e pelo texto! Você escreve muito bem! Venho te visitar mais vezes com certeza!!! :)

    Stefan, adorei o que vc escreveu!!! “O mundo está em processo de intensas transformações e já está difícil achar um lugar que seja ao mesmo tempo seguro financeiramente e seguro no sentido da violência urbana.” Gostei muito disso aqui também: “O Brasileiro está perdendo cada vez mais o senso de humanidade, de coletividade. Cada um é cada um e que se exploda o outro. Não acho q é só no Brasil que acontece isso, mas aqui esse pensamento permeia de forma muito mais ampla.”

    Beijos a todos!!!

  393. bruno says:

    concordo !!
    infelizmente tb
    temos todo um histórico lamentável , fomos colonizados por um povo que não visava o crescimento do Pais e sim sugar tudo que tínhamos.
    acho que se fossemos colonizados por ingleses acho que nosso pais seria hoje um pouco diferente .

  394. Leandro says:

    Este post é, na verdade, uma poesia. Parabéns!

  395. ANA says:

    LEIAM O BLOG “ESCRAVAS MODERNAS NOS ESTADOS UNIDOS”…

  396. Gian Luca says:

    Oi Glenda, li muitos desses comentários e bem, realmente só quem morou fora do Brasil pode relatar suas experiências e opiniões sobre morar no exterior. Eu sou Italiano e quando tinha 10 anos fui forçado a ir morar no Brasil com a minha mãe.

    Sabe, eu passei muito tempo com ódio do Brasil, não suportava morar lá, mas eu era apenas uma criança que foi forçada a abandonar seus costumes, cultura, amigos, familiares e bem, qualquer um ficaria frustrado. Enfim, morei por 7 anos no Rio de Janeiro, nos mais variados lugares. Passei por altos e baixos, morei na zona privilegiada, barra da tijuca, Copacabana, Ipanema e recreio dos bandeirantes. Assim como morei na baixada fluminense, nova iguaçu. Sei que o Rio de janeiro é um lugar muito perigoso mas sinceramente? Eu nunca fui assaltado lá é tudo uma questão de sorte isso eu sei, porém se pensar por esse lado é a mesma coisa em qualquer lugar, pois em qualquer lugar vemos notícias absurdas de mortes, assassinatos, roubos, violências absurdas e assim é o mesmo na Itália, você fica assustado em ver as notícias e o mesmo é no Rio de Janeiro. Acho muito fácil simplismente Falar desse modo, manipulando a questão “é muito violento ai”. Na Itália por exemplo, em Milano onde fui criado e crescido, esta um lugar inabitável praticamente! A violência esta crescendo a cada dia que passa, você anda pelas ruas e vê muitos bêbados jogados pela beirada da rua, africanos, albaneses, romenos que pedem esmola e mexem com as pessoas na rua.

    Outra coisa que não suporto na Itália é o nariz empinado das pessoas, sabe? Se acham superiores e melhores do que os outros, se acham pessoas muito superiores pra fazer um trabalho como pedreiro, cabeleireira e essas coisas, acham que essas coisas tiram a dignidade deles enquanto não tem pudor algum á viver em função a um status social, a ficar com alguém por apenas interesse. Fora que não suporto a mente feixada das pessoas provenientes de paesini (cidades pequenas), enfim. Depois de morar 7 anos no rio de janeiro, voltei a morar na Itália, eu achava que iria ré-encontrar a minha felicidade, que tudo de ruim iria acabar, e bem, percebi o quanto eu senti a falta do Brasil. Já não sabia mais falar em italiano, tiver que me virar nas escolas e sofri preconceito sendo tratado como estrangeiro por Italianos. Eles se acham muito superiores, fora a superficialidade. Mas essa é uma caraterística do norte, no Sul dizem que são mais acolhedores, porém nunca morei no Sul.. Passei apenas uns 6 meses. E adivinhem? O Sul é mais acolhedor mas???? Mas tem mais violência, é menos desenvolvido, tem muitos problemas e etc etc.

    Mas sabem o que? Hoje vejo que um sorriso no rosto por estar em meio a pessoas calorosas e com alegria de viver vale muito mais a pena que morar em um lugar falso, cheio de gente superficial onde se preocupa com a bolsa da Gucci, perfume chanel e roupas da Prada. Quando voltei para a Itália fiquei apenas 2 Anos, quis sair daquele lugar correndo!!! Não estava suportando sinceramente, fora o mal humor e frieza das pessoas na rua, se você sorri pra alguém te olham de cara feia. Acho isso horrível, quer saber?

    Fora que os Italianos sao muito acomodados, reclamam de tudo. Eles tem sim um espirito bem festeiro e essas coisas e tal, acho muito agradável de ir passar umas ferias pra você que busca uma diversão. Porém nada além disso, não acho um ligar ideal de se morar ‘pra mim’. Além de tudo, aqui é como vi que contaram nos comentários igual a Alemanha na questão de ‘você só é Italiano se for de raça pura’.

    A Itália é linda, as estruturas, as estatuas, As construções antigas, é tudo lindo realmente. Você é capaz de ficar um dia inteiro na rua só para apreciar essa beleza toda, mas sabem.. Vocês nunca irão presenciar a simplicidade de umas pessoas comendo uma empadinha no meio da rua, bebendo um chopinho com os amigos, fazendo farra com música, ver gente dançando na rua haha. E eu também reclamava dessas coisas quando morava no rio, mas agora vejo o quanto é lindo a simplicidade e a alegria de viver assim.

    O Rio de Janeiro pode ser violento sim, pode ter muitos lados negativos sim, mas o calor e felicidade de viver das pessoas, as risadas, a diversão com qualquer coisa… Isso tudo não tem preço! Hoje estou morando na Flórida, em Miami. Vim por estudos e estou achando maravilhoso aqui, essas pessoas sao calorosas que nem no Rio de Janeiro, alegres e vivas. Pessoas vivas que não vivem por obrigação de viver, pessoas que vivem por ter vontade de viver. Acho maravilhosa essa experiência, muitas pessoas aqui sao do centro america, as vezes Tem lugares que nem falam em inglês, só espanhol! Enfim, estou adorando mas sinceramente quero voltar pro Rio de Janeiro…

    Bem, hoje sou grato a minha mãe por ter me ‘arrastado’ para o Brasil, aprendi que não é o pais que moramos que determina a nossa felicidade, que nao precisamos ir pro outro lado do mundo para buscar a felicidade em coisas só porque sao mais refinadas e etc. Dizem também que as pessoas na Europa sao muito educadas, sinceramente? Eu acho o a ‘educação’ deles bem falsa e forçada, concordo que não vai ter a chance de uma mulher sair na rua e ouvir um ‘gostosa’ hehe (dependendo do lugar, obvio)

    porém eu não vejo essa educação toda e respeito que vocês dizem e vêem lá, as pessoas chegam a ser desumanas com o preconceito delas. Sao capazes de rir na cara de alguém que acaba de perder parentes, que não tem um lar, já presenciei muitas crueldades lá como essas. Garotos que só encontram alegria em drogas e festas com bebidas, garotos de 14 anos que se divertem, filmando o estupramento de uma garota quieta ou tímida ou estrangeira e sabem que quem ira arcar com as consequencias serao os pais deles.

    Muitas coisas desumanas do tipo. Bem, cada um tem uma experiência diferente obvio, e essa foi a minha. Não estou a criticar ninguém, apenas compartilhando o que vivi. Desejo uma boa sorte a todos que querem se mudar, viajar e explorar países novos, faz muito bem sim e abre muito a sua mente! Aprecio de uma maneira incrível vocês que apreciam a própria pátria sem ter saído do pais pra dar valor, porque eu não fui capaz de fazer isso. Só agora longe do Brasil sou capaz de enchergar isso, e estou ansioso para voltar!

    Sou Italiano mas me sinto mais Brasileiro do que Italiano, com todo o acolhimento maravilhoso e calor que só os Brasileiros tem capacidade de ter. Já viajei por muitos lugares e posso afirmar isso com certeza

  397. Saulo Pinto says:

    Legal tudo o que li aqui, opinioes variadas sobre todos os aspectos positivos e negativos de se viver fora do Brasil,e, sobretudo, de se voltar à patria amada.
    O que posso relatar, apòs 6 longos anos(para mim foram longos demais!) é que, aqui( vivo em Roma) aprendi muito sobre relacionamentos humanos, vi e vivi muitas coisas boas ,como tambem me decepcionei com outras nao menos importantes. A primeira coisa: Um estrangeiro imigrante, serà sempre isso, serà sempre visto e rotulado como um nao pertencente àquela terra!!! por mais que te acolham com simpatia e um certo entusiasmo, como é o caso do povo brasileiro que esta aqui, a realidade é que raramente se ocuparà um posto de igualdade com os nascidos ali!!! Obviamente, isso nao é uma regra geral, pois conheço pessoas que se sobressairam, e hoje ocupam uma posiçao confortavel, falo em termos economicos e sociais, mas isso é um acaso e muito depende da sorte. Segurança( questionavel), em proporçoes, Roma é sim mais segura do que o meu Recife, mas nao quer dizer que eu nunca tenha encontrado o meu carro arrombado no meio da estrada!, Regularmente vejo na midia que mulheres foram estupradas em praça publica no meio da noite, que idosos sofrem agressoes pelas ruas,que casas sao invadidas e roubadas…Viver fora do Brasil é algo muito maravilhoso pra quem nunca saiu de casa, mas nao sabe como é a realidade de ser um imigrante. Estou voltando, e certamente, nao sou mais o mesmo de quando sai, aqui aprendi muita coisa, uma delas, valorizar o meu trabalho, e tenho a consciencia que posso conquistar muitas coisas em meu pais mantendo o ritmo que mantive aqui por 6 anos,pq, ao menos no Brasil, serei o dono da casa, e nao terei tantas barreiras a mais a vencer somente por ser estrangeiro!

  398. reginaldo says:

    Resumindo toda essa parafornalha , o Brasil so ta nessa (merda)por causa da mal adiministraçao e corrupçao dos nossos orgaos politicos ,pois isso gera mal distribuiçao de renda que ocasiona a mau qualidade de vida que gera a violencia a falta de cultura e assim por diante , pois se nao fosse por isso o brasil seria um dos melhores paises para se viver , com belissimas praias , em materia de clima em tao nem se fala , um pais tropical mas os orgaos politicos acabao com tudo isso forçando assim muitos buscarem la fora oque nao tem aqui dentro .

  399. Rafaela says:

    Ola Glenda,

    depois de 500 comentarios nao imagino que ainda va ler este.
    So quero expressar o meu intenso apoio ao seu post. Fiquei feliz de alguem ter expressado ja em palavras escritas aquilo que sinto morando na Alemanha ha dois anos e meio devido a meu mestrado.

    A unica coisa que me deixa triste e que, pelos fatos que voce menciona, todos nos que conhecemos este mundo que descreveu nao temos vontade de voltar ao Brasil. Isso reduz a um minimo a possibilidade de levarmos para casa toda essa vontade que temos de ver nosso pais melhorar. Uma pena. Mas quando penso nisso com atencao, nao encontro nenhuma resposta imediata para este impasse. Eu amo o meu pais, com seus problemas e suas belezas. Amo meu Rio de Janeiro. Mas como voltar, depois de saber o que e andar pela noite sozinha, de bicicleta, e nao ter medo de tiroteiro e coisas de genero? Como voltar a um lugar onde muitos desejam que a educacao nao melhore para todos, de modo que um determinado grupo somente continue a gozar de privilegios? Como viver novamente que numa sociedade que nao se entende como um tal? Seres humanos sao iguais em suas qualidades e defeitos no mundo todo. Mas a proporcao de uso dos mesmos difere de lugar para lugar.

    Um grande abraco!

  400. Roberto says:

    É mais um desabafo… odeio a cultura brasileira, odeio clima tropical, odeio falar português, odeio esse povinho de m *****, sem educação que joga lixo nas ruas, urina em via pública e adora andar de carro com o som altíssimo,.Esse povo não tem sequer noção do que seja educação e respeito ao próximo. odeio novelas ,corrupção e o tal jeitinho brasileiro( é de dar nojo).Odeio as leis ridículas desse país que não pune os bandidos, odeio ver gente morrendo em corredores de hospitais por falta de atendimento, odeio toda a hipocrisia que impera nesse inferno tropical.E que ninguem venha me criticar, eu não tenho obrigação nenhuma de gostar do brasil, pq eu não pedi pra nascer aqui.

    • Nina Souza says:

      Sem críticas, só por curiosidade mesmo : e está faltando o que para vc, Roberto, sair fora deste país (para você) tão odiável?
      Glenda,
      Adorei o seu texto! Embora não concorde com alguns pontos (e viva a diferenca!)
      Moro há três anos na Suécia, sei comensurar perfeitamente bem o que há de melhor e pior entre os dois países. Mas ainda sou, de fato, extremamente agarrada aos “meus”. Tenho a nítida sensacão de que quanto mais o tempo passa, mais tenho vontade de voltar ao Brasil. Talvez com o tempo isso mude. Talvez eu me desagarre dos meus … Só sei, que podemos ser felizes no Brasil ou no país que escolhemos imigrar, no final, somos nós q fazemos e enxergamos as diferencas que nos levam a felicidade que é tão subjetiva.

  401. Sergio De Assumpão says:

    Comentando a respeito de voltar ao Brasil, é um assunto muito pessoal, depende da situação de cada um . Eu foi para os EEUU com 18 anos, hoje tenho 63, residi lá até os meus 55. Sempre visitei o Brasil e estava sempre de olho nas mudanças economicas globais, Nunca acreditei na fortaleza economica americana, sempre acreditei que que as mudanças de uma economia industrial que se tornava uma economis de prestção de serviços era insustentavel. Ao contrario do Brasil que a trancos e barrancos se movimentava lentamente na direção certa. A questão era quando!! O fato é que em poucos anos de Brasil tive um desnvolvimento economico melhor e mais sustentavel que em todos os anos de America.
    Com disse , depende de cada um, sua capacidade , desejos , e capacidade de se ajustar.
    Aqui quando se diz tenho uma casa, esta casa esta paga, é sua , lá e do banco, ipotecada por 30 anos!!
    Meu patrimonio no EEUU era de mais ou menos US250.000,00, hoje ultrapaça os US2.000.000,00 aqui no Brasil.
    Ai voê diz é muita sorte!, Não, é aplicar aquilo que se faz nos EEUU, trabalhar, trabalhar e trabalhar juntamente com o sitema brasileiro de poupar, poupar , popupar.
    Espero ter contribuido.
    Sergio

  402. marcio says:

    Verdade esse post ,pois somente quem viveu fora do pais sabe do que fala , tenho até hoje essa vontade de voltar a morar fora ,mas devido a minha profissao náo tenho essa possibilidade .Masi de 15 anos que morei no Canada mas ate hoje penso como era bom… CIDADANIA,, VIajo sempre de ferias ao exterior e sempre qdo volto é a mesma sensaçao de depressao no Brasil …

  403. suzana says:

    É certo que, depois que se vai embora, seu coração vive em eterna dúvida e uma melancolia saudosista. É quase impossível não se deparar com essa questão e passar por vários momentos de reflexão com outros tantos momentos em que se tem certeza de uma coisa e logo após, mudar completamente de ideia.
    Eu sou brasileira (com muito orgulho com muito amor), mas moro fora já há alguns anos. Aos 16 anos tive a sorte (e escolha) de poder conhecer a Europa pela primeira vez. Fui para a Inglaterra, país pelo qual tenho enorme carinho e admiração. Cheguei sem pretensão. Não fazia ideia do que iria encontrar. E me surpreendi. Foi lá que vi pela primeira vez uma caixinha de moedas perto a jornais e as pessoas colocavam moedas e pegavam seu próprio jornal. Me choquei: Isso era mesmo possível? Ninguém rouba as moedas e nem os jornais? Assim começou minha romântica visão sobre a Europa.
    Voltei ao Brasil e sofri muito pra me readaptar. A vida na Inglaterra era boa, eu estudava, conhecia pessoas do mundo todo, as roupas de usar de dia eram as mesmas da noite. Nada de luxos. Nada de superficialidades. As pessoas gostavam de mim porque quem eu era e não porque era filha de fulano, morava no bairro tal, trabalha em tal lugar. Era tudo mais simples. Pra piorar, voltei com uns tantos quilos a mais, o que me fez sentir ainda pior num país onde ser magra é mais importante do que ser inteligente.
    Passei anos pensando em voltar. E sentia uma saudade do que eu ainda não tinha chegado a ver. E os anos foram passando, até que arrumei um namorado (quando já tinha perdido os quilos adquiridos) que estava seriamente pensando em se mudar pra Portugal. Eu, querendo fazer mestrado, pensei: pq não tentar esse mestrado por lá? E assim, aos trancos e barrancos c um namorado inseguro sobre o relacionamento, voltei à tão sonhada Europa.
    Ah Lisboa, cidade lindíssima. Eu acho q poucas vezes na vida conheci cidade mais linda. Cheguei bem diferente de quando fui para a Inglaterra. Eu agora tinha expectativas e eram boas. Eu tinha q tentar passar na prova de seleção de um mestrado e tentar achar um emprego pra me manter por lá. Assim, pela primeira vez, descobri o que era o “subemprego”, como meus amigos gostam de classificar. Comecei a trabalhar em um restaurante onde eu não era apenas garçonete, mas tb tinha que limpar e fazer quase tudo por um salário miserável num processo claro de exploração. Eis que a visão ingênua da Europa perfeita começou a se desfazer. Comecei a conhecer a xenofobia, palavra até então que eu só escutava em notícias internacionais. Tive q mudar minhas roupas “pq uma saia mais curta e um decote um pouco mais generoso poderiam dar a ideia de que eu era prostituta”. Conheci a vida de imigrante e poucos portugueses abriram as portas para mim ou meus amigos. Vi a luta de vários amigos tentando sobreviver, isso pq éramos estudantes e por isso diminuía consideravelmente a xenofobia com a gente. Mas apesar disso, a gente saia muito, divertia mais que no Brasil, conhecia pessoas, viajava pelo mundo. Aqui isso é bem mais fácil. Mas passei por péssimos momentos com péssimos empregos e péssimas pessoas (não estou dizendo que isso não acontece no Brasil, simplesmente relato experiências pessoais). Posso dizer q o fato de ser estudante e saber q aquilo ali “vai passar” torna a vida de imigrante menos amarga do que ela é. Ser estudante na Europa é uma experiência única. Vc aprende a dar mais valor nas pessoas do que nas coisas, isso no Brasil é mais difícil. Nesse meio termo, entre o péssimo e o melhor que já vivi, fui passar férias no Brasil (ahhh como eu tinha saudades). E em um mês lindo vendo amigos, família, comendo pão de queijo e tudo q minha mãe preparava deliciosamente para o meu deleite, decidi q era hora de voltar. Que a vida de imigrante já tava cansativa e já era hora de voltar a me sentir parte. Voltei a Lisboa somente pra me organizar pra voltar e eis que o inesperado acontece: me apaixonei por um francês (sim, ainda bem, o namorado inseguro já era parte do passado). E de repente, aquela certeza de voltar ao Brasil deu lugar a um: e como seria morar na França? (aliás, a diferença entre homens brasileiros e europeus merece um capítulo (e clichês) a parte. Fica pra próxima).
    Enfim, depois de um tempo fui para a França passar umas férias e eis que meu namorado me surpreende com um apartamento alugado pra eu finalmente me mudar. Nesse processo decidimos nos casar no Brasil e depois voltaríamos pra viver na França. Com alguns acontecimentos familiares, fui passar uma temporada de 6 meses no Brasil e esperar pelo casamento para que resolvêssemos os papéis e voltássemos. Só então que fui redescobrir o q era o Brasil.
    Depois de + de 5 anos fora eu não fazia muita ideia do que iria encontrar pq tudo q se fala na Europa era sobre como o Brasil havia se tornado o país do momento. Voltei então e meus olhos viam as coisas de outra forma. As pessoas tem uma amabilidade quase que superficial. O ter continua sobressaindo ao ser (disparaaaado). As pessoas são bajuladoras e normalmente se divertem falando mal dos outros. Na hora de sair é aquele sufoco, pensar a roupa q vai usar, no que pode ou não fazer. Confesso que eu nunca me importei muito com a opinião alheia, mas tem hora q incomoda o “faz de conta”. Tirando que as pessoas são muito acomodadas com as coisas ruins do país. Não reclamam da violência, da corrupção, no Brasil é tudo “normal”. Meu irmão me contou que foi assaltado com a filhinha recém-nascida dele dentro do carro quase como se conta que foi comprar pão no mercado. E a gente só ouve e diz: ainda bem q nada aconteceu a vcs. Somos reféns dos bandidos e as pessoas “odeiam” política. Inteligência é pouco valorizada, amizades tem preço, vc é o que vc tem e a grande preocupação é com o corpo. Se vc tem senso crítico é chamado de polêmico, rebelde e outros adjetivos parecidos. O povo tem preguiça de pensar e ainda mais de agir. E de repente, olhei pro lado e me vi perdida no meio de conhecidos. Se sentir um estranho em terras estrangeiras é normal, mas se sentir estranha em seu próprio país é quase que bizarro. Eu só queria gritar: e agora, não pertenço a lugar nenhum mais? Passei então pelo processo de desmistificação do “Brasil é o país do futuro”. Logo depois de me isolar por vários meses, resolvi abrir as portas da cabeça e do coração e observar que ainda existem muitíssimas exceções. E comecei a ver um outro Brasil, aquele que eu tinha (e tenho) saudades. Encontrei novos amigos, reencontrei antigos, descobri gente q dá valor a tudo que é realmente importante como amizade, respeito ao próximo. Vi gente engajada na política. Amigos que tinham bons papos em bares (sem ficar falando da vida alheia). Vi muita gente boa, muita coisa legal. Fui ao Rio de Janeiro e me maravilhei novamente com aquela cidade. Tive portas abertas e corações mais abertos ainda por onde viajei com meu marido. Beijei minhas primas. Enterrei minha avó numa cerimônia quase que doce. Curti meus sobrinhos. Bati papo c meus irmãos. Descobri q tenho mais do meu tio que eu jamais pensava. Cuidei da minha mãe e curti meu pai como nunca havia. Bebi com meus amigos (os novos e os velhos). Falei besteira, vi novela, comi pão de queijo até não querer mais (mentira, sempre quero mais). E vivi muita coisa linda q me fez chorar no aeroporto.
    No fim disso tudo, voltei pra França, país do meu marido. Ainda conheço pouco pra falar sobre como são os franceses, como é a vida aqui. Mas estou com o meu amor, feliz e com o coração mais que aberto pra tudo q a França tem a oferecer.
    Depois disso tudo percebi que procurar o lugar perfeito é perda de tempo. Que lugar perfeito é onde a gente está. Que é o que fazemos qdo somos e estamos felizes. A Europa é linda, tem as 4 estações muito bem definidas, eu vou pro bar na garupa da bicicleta do meu marido, sem medo, tem neve e frio (muito mais do que eu gostaria), amigos queridos, e, tem o principal, que é o meu marido. O Brasil tem minha família, amigos da vida toda, tem sol (ai como eu amo o sol), tem praias quentinhas, tem gente feliz e chopp no fim do dia.
    Enfim, independente de onde eu estiver eu vou ter o que amar e o que detestar, isso é inevitável (principalmente em pessoas q tem senso crítico). A visão romantizada de qualquer lugar é uma grande tolice pq os problemas sociais existem em TODOS os lugares. No fim das contas o que me importa não é ter coisas pra gostar, mas sim, ter sempre A QUEM amar. Tenho os pés pelo mundo e o coração também. Por isso, depois de toda essa experiência eu só posso afirmar uma única coisa: a minha nação é qualquer lugar onde eu encontrar gente que me abrace.
    no mais.. ainda torço pro Brasil ser um estado laico.. isso vai melhorar bastante

  404. Rafael says:

    Belo texto. Tenho exatamente essa mesma visao. Morei 8 anos fora e retornei ao brasil há 5. Confesso que nao vejo a hora de me formar e deixar o pais novamente. Justamente pelos vários motivos que voce sitou. Um grande exemplo. Morremos de trabalhar pra ter pouco. Em paises desenvolvidos nao precisamos de nos matar de trabalhar pra poder ter um lazer básico, pra poder fazer algo diferente que nos tire da rotina do dia-a-dia. Isso sim é curtir, aproveitar a vida. Enfim, como voce falou, “no brasil, vivemos pra trabalhar, e em paises desenvolvidos, trabalhamos pra VIVER”. PARABENS PELO TEXTO.

  405. Elaine says:

    Nao entendo, quando as pessoas dizem que odeiam o Brasil, nao veem a hora de acabar os estudos e irem embora. Pra que fazer uma universidade no Brasil se vao morar fora e trabalhar nos empregos chamados “subempregos”. Creio que se o Brasil nao serve, estudar aqui muito menos!!!

  406. Sinara says:

    Oi! Voce realmente disse tudo oq penso em relacao ao Brasil e em viver fora.
    Incrivel como nos nem nos conhecemos e pensamos exatamente o mesmo :)
    Acredito, como voce mesma diz, q todos deveriam ter a chance de sair da bolha e conhecer o novo !
    Abracos :)

  407. Não concordo com seu ponto de vista, pois o Brasil assim como todos os lugares do mundo tem suas vantagens e desvantagens, o brasileiro precisa aprender a ver as vantagens do Brasil, uma coisa que acho vantagem é por termos a melhor esquadrilha da fumaça do mundo, o atendimento e a higiene das lanchonetes, restaurantes e todo o comercio em geral é referencia no mundo, que o sistema de sites de banco e de compras são exportados para o mundo e que o site das casas bahia é o site de compras mais seguro do mundo, tem um texto que circula na internet que supostamente relaciona sua autoria a uma escritora holandeza que acho perfeito pra mostra a verdade sobre o Brasil.

  408. Marcelo says:

    Bom, meu nome é Marcelo e moro em Nova Iorque à 16 anos. Às vezes penso em voltar para o Brasil. Mas a insegurança de voltar para o país instável me faz ficar com o pé atras. Vejo notícias sobre o sistema de saúde precário, corrupção e violência. Isso tudo me desanima. Tenho dois filhos nascido aqui e temos o privilégio de termos um vida tranquila e segura. Aprendemos muita coisas aqui. Aprendemos que a vida não é somente focar nas coisas materiais, mas sim viver a vida e dar valores às coisas que realmente merecem. Gostaria muito de voltar, mas acho que por enquanto, é melhor ficar por aqui.

  409. Gonzalo says:

    Perfecto! Simplemente lograste resumir todo lo que se siente cuando estás fuera. Soy brasileño-uruguayo, viví 1 año en Madrid y no veo la hora de poder regresar.Gracias, me hizo muy bien leerlo!!

  410. Luis says:

    É só a crise européia apertar que a vontade de voltar a morar aqui volta com força total. :)

  411. Rodrigo says:

    Que belas palavras!!! Parabéns pelo texto, esta me ajudando a refletir sobre a possibilidade que estou tendo de ir trabalhar na Inglaterra 2014….mas e a volta depois?! Bom compartilhar conhecimento e experiencia dessa natureza. Um forte abraço e tudo de bom!

  412. Fernando says:

    Oi Glenda tudo bem!, muito legal seu depoimento. Resumidamente…”nem Jesus Cristo” agradou a todos”, não vai ser você que conseguirá. Legal a frase que diz: cada pessoa é um mundo individual, e que devemos nos unir para cuidar do mundo. Opinião: Após seu Doutorado, volte!… mate a saudade do Brasil, case com um brasileiro e leve de volta para Sevilla um pedacinho do Brasil contigo!, mostre a ele que o Brasil é lindo! e que estará sempre retornando ao Brasil para matar a saudade!. Mas que o melhor é adaptar em outro canto “pronto”, conforme seu gosto, possibilidade de adaptação. O Brasil é a bola da vez!, mas longe de ser o ideal. Rola que, uma doméstica nos USA morará com qualidade de vida, num apto de 2 quartos, em um condomínio fechado e terá um carro zero na garagem, poderá tb encher dois carrinhos de supermercado ao mês, e um dia será dona. No Brasil ela mau dá conta de pagar o aluguel e comer com o fruto de seu salário, essa é a questão. Todos o filhos do Brasil que estão no exterior “sonham” retornar, mas o problema é esse.

  1. […] Obrigada pela referência. Fica aqui o link para o post original, que sempre é bom colocar: http://www.coisaparecida.com/2011/07/por-que-e-tao-dificil-ter-vontade-de-voltar-a-viver-no-brasil/ […]

  2. […] no blog Coisa Parecida um texto da Glenda Dimuro sobre por que é tão difícil voltar pro Brasil uma vez que você mora fora. Primeiro, recomendo muito a leitura do texto porque isso é exatamente […]