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Glenda DiMuro On October - 16 - 2011

Umas das coisas mais legais de morar na Europa é que a gente acaba conhecendo gente do mundo todo que, assim como nós, decidiram também sair por ai para conhecer gente de todo o mundo.

Franceses, colombianos, italianos, portugueses, alemães, argentinos… mas o povo que eu mais me relacionei, e me relaciono até hoje, é o mexicano. Nunca imaginei que iria conhecer tantos mexicanos na minha vida, e estando tão longe do México!

Estas amizades trouxeram um pouco mais que boas risadas, já que o senso de humor como o nosso, americano, é imbatível. Afinidades “piadísticas” à parte, aumentei meu vocabulário hispano-americano e, principalmente, aprimorei meu paladar. Agora salsa picante é tão importante da nossa geladeira como água gelada.

Aprendemos a fazer “tortillas de maíz“, tacos, flautas, enchiladas, sincronizadas… e uma variedade de pratos mexicanos que levam as tais tortillas. Tenho plantadas “guindillas” em casa e, seguramente, qualquer prato que sai da nossa cozinha é mais apimentado que anos atrás.

Esses dias fomos apresentados a um prato chamado “Pozole“. Definitivamente venho quebrando paradigmas pessoais, e esse dia não foi diferente. O pozole é uma sopa de feita de grãos de milho (uma espécie que não se usa muito na culinária brasileira, muito menos na gaúcha, com um grão bem grande e macio) e carne de frango ou porco. Até ai, tudo normalzinho. A novidade veio depois de servido o caldo quente, quando cada pessoa acrescentou no seu prato rabanete cru, alface, torresmo frito, salsa picante (muita sala picante), tortillas de milho (aquilo que se parece com Doritos) e um pouco limão espremido.

Confesso que a ideia de misturar rabanete cru e alface na sopa no inicio não me pareceu muito saborosa, mas acreditem: é bom demais!!!!

Uma receita “bien chingona“! Vou tentar repetir a  qualquer dia em casa…

Categories: Europa

3 comentários

  1. karine smith says:

    E agora que deu vontade de experimentar?

    Aqui na Irlanda a gente também tem essa vantagem, a geração do meu marido e a mais nova são abertas a experimentar coisas novas e a globalização acontece em todos os setores da vida, mas a geração mais antiga se recusa.
    Minha sogra, por exemplo, não se aventura nem um pouquinho nas delicias culinárias mundo afora….pra ela, se não for irish, não serve…azar, né?

  2. Apesar de eu ainda ter alguns nojinhos na alimentação, ainda sim consigo adaptar-me a qualquer tipo de cardápio. No início deste ano, após comer comida espanhola por praticamente uma semana, fui a um restaurante nordestino em São Paulo/SP e comi… sarapatel! Espero que eu também consiga adaptar-me à comida pernambucana – e sem engordar – no início do ano que vem.

  3. Cassia says:

    Sou casada com mexicano e queria fazer pozole vermelho ou branco aqui no Brasil. Fiquei entusiasmada qdo li receita de pozole mas tremenda decepção qdo leio o texto e nada da receita…se puder publicar a receita. Agradeço. Eu queria tentar com canjica mas não sei como ficaria…

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Glenda Dimuro