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Glenda DiMuro On January - 18 - 2012

Então que alguém de bobeira (que espero que não tenha sido meu pai) resolveu ressuscitar pelo Facebook um post meu do ano passado, sobre porque eu sempre digo que a decisão de voltar a viver no Brasil vai ser muito mais difícil da que um dia foi decidir morar na Espanha.

Então que vivemos num mundo onde estamos todos “enredados” e porque um curtiu aqui e outro compartilhou ali (menos Luiza que está no Canadá), acabei caindo na boca do povo. Passei o domingo (de chuva, diga-se de passagem) recebendo mensagens de amigos dizendo que meu texto estava “bombando” nos seus murais e TLs da vida.

Então que comecei a receber uma enxurrada de comentários de todos os tipos (e sigo recebendo). E euzinha, que estou acostumada com a minha vida modesta e tranquila, acabei ouvindo muitos elogios e depoimentos legais, mas também teve muita, mas muita gente mal educada que me escreveu direta e indiretamente.

98% dos comentários das pessoas que moram ou já moraram fora me apoiaram em algum sentido. Gente que conhece o “problema” de primeira mão. Alguns até conseguiram emocionar esse coração duro, demonstrando sensações e experiências de vida tão parecidas com as minhas. Ninguém é cego, a Europa está cheia de defeitos, mas em muitos quesitos os pontos positivos se prevalecem sobre os negativos. É assim, acredite quem quiser, viva quem puder.

Por outro lado, 98% dos comentários das pessoas que nunca saíram do Brasil – ou só saem de férias e com dinheiro no bolso – me criticaram negativamente. O engraçado é que a maioria parecia ter raiva do meu depoimento, muita gente me chamou de idiota, de deslumbrada, alguns disseram que eu desprezo o país onde nasci (oi?), que pessoas como eu não deveriam voltar mesmo ao Brasil (teve um que disse que eu nem deveria ser chamada de brasileira), que com a minha vida de “estudante solteira” era fácil viver bem já que não deveria ter preocupações (inclusive um dito cujo sugeriu que eu me casasse com um gringo rico, já que aqui “a cenourinha parece mais atraente”), outro disse que tinha pena de mim por eu querer fugir do Brasil (oi? de novo), que tenho medo do Brasil, e tantas outras barbaridades, muitas impublicáveis e bastantes desrespeitosas que foram parar diretamente na minha lixeira.

Certas pessoas (desculpem por devolver a grosseria, mas imagino que faltaram a aulas de leitura e interpretação de textos), disseram que eu generalizei e que a Europa não é tudo isso que eu pintei. Detalhe: em nenhum momento eu sequer citei a palavra “Europa” no texto e fui bastante clara quando comentei que estas eram as minhas preocupações e reflexões comparadas ao meu contexto imediato (cheguei sim a citar que vivo em Sevilla, por razões óbvias, e que isso é o «sul» da Espanha). Afinal, como divagar sobre o lado negro da Europa se o texto era exatamente para salientar as suas qualidades e o porquê eu acho difícil pensar na ideia de voltar à terrinha? Ora bolas, se eu começasse a reclamar só dos defeitos era melhor sair correndo, né não? É im-pres-si-o-nan-te!

Das pessoas que eram contrárias a minha opinião, grande parte fez o seguinte julgamento: definitivamente estou dando as costas ao meu país (um comentarista disse que eu “negligenciei a minha evolução aos meus pares”). A conclusão deles é de que eu (e você expatriado e expatriada, também se incluía no montante) deveria voltar ao Brasil e fazer dele um lugar melhor. E é aí que eu fico na dúvida. Será mesmo que todo mundo que critica quem vive fora está fazendo algo pelo nosso país? Falar que o outro não faz nada (isso sem saber se o outro, no caso eu, faço alguma coisa) é realmente bastante fácil… Difícil é fazer em exame de consciência e descobrir se você mesmo está fazendo alguma coisa. Onde está o povo na hora de lutar contra a corrupção? Você se lembra em quem votou nas últimas eleições? Você faz parte de alguma associação de bairros ou vizinhos? Participa de algum centro cultural? Faz algum tipo de trabalho voluntário? É do tipo que dá esmola e ajuda às criancinhas carentes somente no Natal? Quem ai saiu às ruas nas últimas manifestações contra os governos e os bancos apoiando um movimento a nível mundial? Quem conhece o movimento da democracia já (por citar um movimento que propõe uma nova democracia, mais participativa)?

Tenho plena consciência de que o Brasil está cheio de gente interessada no bem comum, na luta pelos direitos humanos, na preservação do meio ambiente, no acesso à educação, enfim, são muitas as organizações sérias compostas por cidadãos comprometidos com um futuro melhor para o Brasil (organizações e movimentos formados por gente do povo, porque os governos, estes sim, só estão comprometidos com a folha de pagamento de seus funcionários e olhe lá). Seria realmente muita injustiça afirmar que ninguém está ai para nada, porque isso não é verdade. Mas duvido que metade dos que aqui me julgaram por “abandonar” o Brasil estejam envolvidos diretamente com alguma causa social ou ambiental.

De todas as críticas, as que eu considerei mais fundamentadas são as relacionadas com a dívida cultural e ecológica que os países do norte têm com os países do sul, ou seja, algumas pessoas argumentavam que a qualidade de vida que se tem aqui é à custa da exploração dos países mais pobres. E em certo ponto tem razão, mas não acho que atualmente precisamente o Brasil seja uma vítima. É bem verdade que temos uma história recente de exploração que em boa parte nos transformou no que somos hoje. Mas convenhamos que para quem aparece hoje como a 6ª economia do mundo, esse papo de dizer que ainda somos explorados é contraditório. O Brasil hoje em dia está na condição de ditar as regras, bem diferente de países da África, alguns da Ásia, da maioria da América Latina e até mesmo de muitos da Europa. E de que adianta estar entre os 10 mais do PIB e ocupar a 84ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano? Algo na nossa maneira de planejar o “desenvolvimento” está errada. Mas isso dá muito pano para manga e é melhor deixa o assunto para outro post.

Enfim, passei 25 dos meus 32 anos em Pelotas, cidade no extremo sul do país, anos felizes. Não sai fugida e nem porque vivia mal ou estava louca por um trabalho, mas sim porque queria ter a experiência de morar no exterior, aprender outro idioma, conhecer novas culturas, novas formas de viver e de se relacionar diferentes das que eu conhecia. Vim, vi e gostei. Não me arrependo de forma alguma e sinto muito se isso incomoda a quem nunca pode/quis fazer o mesmo.

Sigo com a dúvida se o Brasil é, hoje, o melhor lugar para mim neste momento. Sigo pensando que gostaria de passar aqui mais um tempo. Sigo achando que em muitos aspectos a vida que tenho aqui é melhor da que tinha no Brasil. Aqui, aqui mesmo na Calle San Vicente, 47 / Sevilla, e não na França, Alemanha ou Itália. É aqui que eu moro e é daqui eu tiro as minhas conclusões e comparações. É aqui que sinto falta da minha família e dos amigos e amigas de toda vida, mas também é aqui que fiz outros tantos amigos (não necessariamente brasileiros) que me beijam e abraçam. Entre as frases sábias dos comentaristas estavam muitas que diziam que o melhor lugar para se viver é aqui e agora. Agora vivo aqui, amanhã, quem sabe…

No momento prefiro fazer a minha parte aqui, fazendo meus trabalhos voluntários em ONGs que ajudam a países do sul (quem sabe economicamente muito mais desfavorecidos que o Brasil), participando de grupos de consumo de produtos locais e ecológicos, estudando um lado do urbanismo que pouco de aprende nas Faculdades de Arquitetura. Não sei se um dia eu conseguirei aplicar tudo o que eu aprendi, e venho aprendendo com essa gente do lado de cá, no Brasil. Mas eu gostaria. Estou estudando para isso, para intercambiar experiências e ajudar a formar novos arquitetos e urbanistas que se preocupem com o direito que todos temos às cidades, e não somente com a sua conta bancária.

Felizmente, fico apenas com as críticas construtivas. Das mais de 30 mil visitas em três dias que o Coisa Parecida recebeu (tudo devido as curtidas alheias), espero ter conquistado mais leitores e leitoras. Gente que volte aqui porque tem interesse em saber como funcionam as coisas na Espanha, algumas coisas parecidas, outras nem tanto. Espero visita de pessoas que gostam de ler as coisas que eu escrevo e, principalmente, que consigam manter a conversa com certo nível, seja para discordar ou concordar com a minha opinião. Não preciso de visitas de pessoas que necessitam descarregar sua raiva, angústia ou frustação.

É isso, vivendo e desaprendendo. Obrigada a todos os comentários construtivos via post, twitter, face, e-mail.

E bora mudar de assunto que esse já cansou!

********

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Categories: Brasil

78 comentários

  1. mirelle says:

    Sua louca, tira o seu endereço dai ja! Não viu que tem gente rancorosa e maldosa a dar com o rodo na internet e mesmo aqui, no seu blog? Ja falei no post citado e volto a repetir: o seu post sobre voltar ou nao pro Brasil é tão perfeito que eu não mudaria uma so linha. Disse tudo o que eu penso e sinto morando na França. O Ernani uma vez me disse que comentarios ofensivos e incomodados so chegam pra quem faz sucesso, então….

    O seu blog é um dos meus preferidos, não so pq vc escreve deliciosamente bem, mas tb pq vejo o quanto vc eh engajada e esclarecida em relação aos problemas do Brasil, da Espanha e tb do mundo.

    Muitos beijos!

    • Glenda DiMuro says:

      Mirellez! Obrigada! Não se preocupe que ninguém me encontra… Hahaha… Beijocs

    • Lucia says:

      Adorei o post original anterior e este! Geniais! Moro no Canada e nao teria escrito melhor sobre o que sinto do que voce escreveu. Mas, preciso dizer: apague o seu endereco!!! A inveja e’ uma “voce sabe o que”, ne’? Nao vacile!

      Be happy!

    • Lucy says:

      Quem já viveu fora do Brasil com certeza absoluta te entende….nada como viajar com seus próprios pés para compreender os prós e contras disso…
      Já vivi em três continentes diferentes e aprendi que os que criticam desta forma são os que NUNCA saíram do seu país (a não ser por passeio.
      Como dizem os portugueses nem que aquece nem me arrefece os comentários de quem não vive a minha vida…
      Parabéns!!! Faço minhas as tuas palavras nos dois posts…
      Sucesso, paz, saúde e que você encontre o seu gringo rico como sugeriu algum maldoso hahahahahahaha..
      Um beijinho com carinho e desejo de tudo de bom 🙂
      Estamos juntas!!!
      Lucy – Angola – África

  2. Joyce says:

    Morei na Irlanda e, assim como a Espanha, acho que as coisas não estão mto boas.
    Porém, com todas os pontos negativos (que são muitos, sim) quando se compara ao Brasil, as vezes me pergunto se não seria melhor eu ter ficado por lá e viver uma vida onde as pessoas não se metem na sua vida, num lugar onde qualquer emprego te dá o minimo de conforto p/ viver e não “sobreviver” como se faz aqui (mesmo com um salário razoavel).
    Assim como vc, quando eu abro a boca p/ falar, vejo q mtos torcem a boca, te olham com a feição de jugalmento e mtos dizem “indiretamente” durante uma dizendo que as pessoas “têm que conhecer o seu país primeiramente”!! (oi?)
    Gosto do meu país, tem lugares bonitos e outros passam longe da tal boniteza… mas em que lugar está escrito da obrigação de conhecer o país?? Oi? No fundo são pessoas que não tem coragem de fazer o que fizemos e nunca vão ter coragem p/ tal. Então, é mais facil apontar.
    E com essa frase, só tenho o q concordar: “O mundo é grande demais para nascer e morrer no mesmo lugar… “

  3. Di says:

    Oi Glenda!
    Ontem encontrei seu blog através desse post ressuscitado.
    Algum amigo do FB publicou e eu curti 🙂
    Gostei tanto do que você escreveu e do seu blog que o inclui na minha listinha de expatriados pelo mundo afora. Estarei de butuca nos seus posts 😉
    Não liga não para tudo que as pessoas falam, a opinião e julgamento de cada um são reflexos de suas experiências, lições vividas e aprendidas, informação E falta de informação (para não falar ignorância), portanto, ignora!
    Bjoks :***

  4. Mayara says:

    Sensacional!

    Faço suas minhas palavras (facebook já esta propagando-as). Há muito tempo não me identificava tanto com um relato. Só quem já viveu esse tipo de experiência, só quem vive, sabe como é difícil lidar com as pessoas quando se fala sobre isso.

    Texto de alta qualidade, honesto, claro, inteligente.
    A habilidade de expor opiniões e a capacidade de debate-las com inteligência é para muito pouca gente.

    Parabéns pela dignidade 🙂

    • Denise says:

      Concordo plenamente. Acho que somente quem ja viveu fora do Brasil pra entender tudo que vc disse.Na verdade voce me tirou um peso da conciencia, pois sempre que comentava algo aqui no Brasil, qdo voltei a morar aqui, depois de 10 anos fora; as pessoas sempre me criticaram; ate que eu pensei que EU que fosse a errada, desnaturada, etc….
      Fico contente em ver que meu pensamento nao eh nada pecaminoso! Abraco.

  5. Ivie says:

    Vc ganhou mais uma admiradora do seu blog!!

    Muito bom seus ultimos posts, certa vez ouvi de alguem, algo assim que “so sente ou sabe e pode falar com conhecimento de causa, aquele que ja passou pelos mesmo caminhos que vc”, entao esta ai… em nenhum momento vi vc desprezar o nosso pais, somente vi um comentario inteligente de quem sente, sabe e pode falar daquilo que conhece, portanto fique tranquila, vc arrazou.
    Nos que vivemos fora (ou ja viveu) do nosso pais sabemos perfeitamente o que vc quis expressar, em nenhum momento estamos desprezando nosso berco, mas amar o que esta se vivendo eh previlegio de quem tem coragem.
    E diga-se de passagem, algumas pessoas se irritam com o sucesso de quem teve coragem de ser ousado. Vc eh uma vencedora! Ameiii!!

    • Ana says:

      “amar o que esta se vivendo eh previlegio de quem tem coragem.”

      ADOREI! É exatamente isso. Eu já tinha lido o post original, Glenda, e concordo com você. Moro no Canadá já tem 5 anos e compartilho os mesmos sentimentos.

  6. Glenda, vc tem total razão. Já tive oportunidade de viver em Salamanca e em Toronto (onde Luiza deve viver) por um curto período e com tudo de ruim que esses países possam ter, ainda são infinitamente superiores ao Brasil no quesito qualidade de vida e cidadania, e olha que moro em uma cidade maravilhosa: Natal. Parabens!

  7. Perdoe-me se em algum momento pareci forçar você e meu xará para que voltassem a viver no Brasil. Os poucos dias em que permaneci em solo espanhol no ano passado me fizeram perceber uma série de coisas e posso afirmar convictamente que vocês deve permanecer aí onde estão durante o tempo que for necessário. Porém, creio que este será um ano de profundas mudanças que definirão qual será o rumo a ser tomado por vocês a curto prazo. Explico:
    a) a mudança de governo na Espanha, já que tenho lido sobre a intenção de Mariano Rajoy de dificultar ainda mais a vida dos imigrantes, tanto os legais como os ilegais;
    b) o novo negócio de seu marido no Brasil, que eu conheci por meio da compra daquelas camisetas da campanha “Arroz de Leite”;
    c) o fim de suas atividades estudantis em solo espanhol, a não ser que você resolva matricular-se em outro curso.
    Estou a par de todas as vantagens de viver na Espanha e de todas as desvantagens de viver no Brasil. Creio que a situação atual de vocês é um presente de Deus, pois num país onde o desemprego está acima dos 20% vocês estão conseguindo manter certa estabilidade, inclusive para visitarem seus amigos e familiares brasileiros de vez em quando. Já em nosso caso, serviços públicos essenciais como educação, saúde e até transporte caminham para o colapso, isso sem falar no urbanismo desenfreado.
    Portanto, ao colocarem tudo numa balança e analisarem todos os prós e contras, que Deus os oriente a tomarem a decisão certa no tempo certo, seja para permanecerem mais alguns anos na Espanha ou para voltarem definitivamente ao Brasil até o final deste ano.

  8. Milena F. says:

    Eh verdade que um dos principais problemas desses tipos de “leitores” é a interpretação de textos! Cada um interpreta como lhe convém!!!
    Eu diria “projeções”!!!
    Quando vim morar fora uma pessoa próxima da família fez o comentário desagradável que em 2 anos eu voltaria com o rabinho entre as pernas e com 2 filhos debaixo do braço!!!
    Já estou aqui há pouco mais de 3 anos e isso ainda não aconteceu! E a filha dessa pessoa está no quinto casamento, dois filhos, sendo um de cada pai… E um desses filhos (neto da criatura que me disse isso) tem sérios problemas com drogas, passa de uma clínica a outra, envolvimentos com a polícia… Triste mesmo. Mas aí eles decidem falar de mim que vivo aqui a minha vidinha?
    Você disse tudo, será que quem ficou está fazendo algo para melhorar a situação do país? Vejo poucas pessoas realmente engajadas… A maioria reclama mas está contente do seu conforto…

  9. Lidia says:

    Oi, Glenda!

    Eu já conhecia seu blog, assim como o Brazil com Z, embora nunca tenha comentado antes. Eu ainda moro no Brasil, mas entou em processo de imigração para o Canadá e espero estar lá antes do final do ano…

    Quando eu vi outros blogs de imigração citando o seu texto até estranhei e fiquei me perguntando por que diabos ressucitaram um post do ano passado… Agora que você explicou, é óbvio: só pode ter sido pelo bendito Facebook mesmo!

    Eu li os comentários que começaram a te deixar e fiquei com raiva, me sentindo mal mesmo. Poxa, quanta incompreensão, quanta inveja reprimida! (Para não citar a incapacidade de fazer uma simples interpretação de texto da galera!) Eu, hein! Até entendo que as pessoas queiram ser patriotas e até ufanistas, mas pra quê ofender os outros para exercer esse ‘direito’?

    Enfim, como já disseram aí em outro comentário, as pessoas só sentem inveja, só atacam quem faz sucesso. Pelo que pude ver e você também constatou, a grande maioria dos comentário negativos partiram de pessoas que ou nunca moraram fora ou tiveram algum trauma com imigração mal-sucedida e convenhamos que essa última opção é bastante corriqueira.

    Eu nem ia comentar nem nada (sou tímida até pela Internet!), mas achei que deveria, pois concordo com tudo o que você escreveu nesse artigo e no outro. Ah, e também porque você escreve muito bem!

    Abraços e sucesso, seja em Sevilha, seja no Brasil.
    Lídia.

  10. Mirella says:

    Oi Glenda, vim aqui, pois de repente apreceu várias visitas no blog vinda daqui do Coisa Parecida eheheh… e hoje sem querer meu marido disse que um blog estava dizendo que os motivos de não querer a voltar ao Brasil, na hora lembrei e você e liguei os pinos eheheh…
    E esse post veio só a comprovar 🙂
    De qualquer forma… adorei o primeiro texto e gostei mais ainda desse aqui! Ignore as besteiras e carregue com você só o que vale a pena!
    bjos

  11. Oi Glenda! entendo perfeitamente o que diz, eu tbm fui viver por aí com as mesmas intenções que você… fui achando que ficaria meses, ou no máximo um ano e fiquei 4. Morei em Barcelona, Lugano, Bolgona e Milano.
    Foram anos incríveis, como se eu tivesse vivido várias vidas dentro da minha.
    Voltei a viver no Brasil há dois anos e meio, foi uma decisão muito pensada e difícil, porque viver na Europa é de verdade muito bom, o trabalho é muito digno, ser garçonete pode te proporcionar uma vida confortável e gostosa ao contrário do Brasil.
    Desde que voltei tenho pagado o preço dos anos que fiquei por aí, pelas dificuldades financeiras que existem por aqui. Mas não me arrependo nem um pouco, me arrependo um pouquinho foi de não ter investido mais em cursos por aí, eu trabalhava muito e no tempo livre queria relaxar e passear… foram anos maravilhosos e ainda não me senti de novo tão dona de mim como me sentia vivendo esta experiência, principalmente os anos que fiquei na espanha.
    Minha conclusão é que a europa, pelo menos na época que fui, me recebeu de braços abertos, tudo foi fácil e bom, arrumar um trabalho, lugar para morar, amizades…eu só voltei porquê fiz 30 anos, e com 30 anos a gente vai tomando rumos que depois fica mais difícil desfazer, se eu tivesse 20 e poucos ainda, permaneceria mais alguns anos morando nesses países lindos, cheios de coisas e pessoas interessantes.
    Acho que todos deveriam ter a oportunidade dessa experiência, é uma pena que na realidade poucos a tenham…
    Curta muito por aí, tudo o que viver aí oferece e se um dia resolver voltar, o Brasil é a sua casa, e a nossa casa sempre terá as portas abertas… beijos!

  12. Raquel says:

    Todo mundo acha que morar fora do Brasil é um mar de rosas e se falarmos que não desejamos voltar somos ingratos.

    Eu quero voltar para o Brasil, mas pelo meu amor que não conseguiria nunca emprego na área dele por estas bandas, mas tenho certeza de tudo que snetirei falta. COisas que já sinto falta em um mês de férias por aqui.

    Sou de Rio Grande, do ladinho de Pelotas, passei 30 anos por lá, só estou do lado de cá há 3 com o objetivo específico de acabar meu doc, mesmo tendo prazo de validade para voltar ( o namorido é via skype há esse tempo todo!) meu coração apertará na hora de dar adeus as terras lusas.

    Pequenas segurançs do dia-a-dia que tenho aqui farão falta, mas como cada um sabe onde aperta o seu calo e decide a hora de voltar ou não, que venham meus 10 meses restantes! (ou quem sabe não :P)

  13. Graciela says:

    Ih, não liga pro zé povinho não, são todos gentalhas, gentalhas, gentalhas! 😉 Por causa destes que o nosso querido Brasil infelizmente não mudará tão já nem tão facilmente. Dinheiro não é tudo! Moro em Londres e estou em São Paulo visitando minha família em férias. O sentimento de insegurança é gigantesco, mas não parece incomodar aos demais que vivem felizes e se preocupam tanto comigo pois acham difícil entender como sou feliz sendo gorda, solteira, sem carro! Como dizem por aí ´ignorance is bliss´ portanto ainda bem que estas pessoas existem assim podemos valorizar a liberdade de respeitar e ser respeitado. Cada um no seu quadrado…

  14. Paula says:

    Oi Glenda,
    gostei muito do seu post. Sei que voce quer mudar de assunto, mas pode ser um tema relacionado?
    Também sou expatriada, mas desde muito antes de sair do Brasil venho pensando em algo que voce citou naquele post, sobre a ingenuidade de achar que podemos mudar o Brasil… É uma opiniao que mudo o tempo todo: podemos, devemos, nao podemos, tentar só desgasta e nao leva a nada.
    É tao desanimador constatar que tantos brasileiros que conheco e que nao conheco só querem saber do seu próprio conforto e conveniencia, e nao estao nem aí para o coletivo brasileiro (claro que isso existe em todo o mundo, mas no Brasil me parece tao mais, comparando com minha experiencia de vida mundo afora). Aí eu penso: pra que se desgastar e nadar contra a corrente? Melhor agir onde vemos que nossas acoes sao mais valorizadas e geram resultados mais concretos. Podemos diminuir nossas pegadas mas curtir o lado bom do mundo, em vez de lutar em vao contra o “lado negro da forca”.
    Mas depois encontro posts como o seu, ou pessoas que estao fazendo coisas tao legais e do bem no Brasil, às vezes de formiguinha mesmo, e fico achando que talvez nao sejamos tao poucos quanto pensemos… talvez sejamos o suficiente pra fazer a diferenca.
    Concluindo, espero que o destino um dia nos leve de volta ao Brasil e os ventos nos ajudem a disseminar o pensamento e a acao a favor do coletivo e do respeito ao indivíduo, e talvez a gente consiga contribuir na formacao de uma sociedade mais saudável.
    Ah, e voce escreve super-bem. Parabéns!

  15. Daniela says:

    Muito bom o teu depoimento. Realmente quem fez críticas absurdas com certeza não sabe interpretar textos. Parabéns pelo desabafo, isso tocou na ferida de quem mora no Brasil e não faz nada para mudar, e pelo contrário, segue na sua vidinha mediocre e pior se achando! Quem cria raiz é árvore, nós somos seres livres e como tal devemos correr atrás das oportunidades, da felicidade e ficar onde o coração se acalma… Tudo de bom pra ti!!!

  16. Gabriela says:

    Fiquei fã do blog neste rolo todo de “curtidas” em redes sociais. Só tenho uma coisa a dizer: me sinto exatamante como você. E não mora na Europa: moro no Canadá, uma cultura diferente dai. Parabéns pelo texto e pelo blog! Realmente quem se incomodou com seu texto é porque nunca saiu do Brasil pra morar e não sabe o que é viver duas vidas em uma só!
    Belo texto e belo trabalho no blog!

  17. Glenda,
    Teu texto bombou na minha TL também! haha. Achei tão engraçado, quando vi tava todo mundo que eu conheço dividindo o seu link. Eu não tinha lido ainda e fui dar uma bisbilhotada. Como estava sem tempo guardei o link na minha barra lateral para ler depois, com calma. E então que ainda não li, mas quis deixar registrado aqui que estou tomando coragem para admitir lá no meu blog que não tenho a menor vontade de voltar a morar no Brasil.
    Quanto a polêmica, gente ignorante sempre aparece com a multidão né? Se o texto não fosse bom não teria sido tão divulgado e ninguém teria se doído.
    Ah, ainda volto pra ler, viu?
    Beijo meu
    N.

  18. Mariannemari says:

    Oiii! Vou me meter na conversa também! Primeiro, para te parabenizar, porque vc conseguiu expressar exatamente o que eu sinto em voltar ou nao para o Brasil ( moro em Dublin) em seu post e virei fã do blog! E segundo para te dizer que as pessoas gostam de falar d+ e acabam falando m… Com certeza quem “interpretou ” mal jamais teve a experiência de morar fora, mas lendo o post atual, percebi que tb já sacou isso! Ah ainda nao conheço Sevilha, estou querendo ir em marco, pego umas dicas por aqui! Bjos

  19. Rafael says:

    Adorei o seu post, sei que foi uma moça do mail list canada_immigration_brazil@yahoogroups.com que pegou o seu post e lançou na lista e todos nós vimos. Me parece que o sentimento maior que os brasileiros sentem de quem mora fora é inveja, e que todos deveriam voltar derrotados pra cá com o rabo entre as pernas e dizendo “ah porque que eu saí do Brasil essa porra é maravilhosa”! A maioria fica indignada em pensar que um brazuca não está pagando 41% de Imposto de renda (menos a Luiza que está no Canadá) e sendo roubado discaradamente.

    ATT
    Rafael

  20. Cindy says:

    Moro nos EUA ha 12 (12 maravilhosos anos). Nao deixei o Brasil em busca de emprego ou fazer dinheiro, isso eu tinha la. Porem, no Brasil eu me sentia um peixe fora d’agua, nao gostava de la definitivamente. Amo os EUA e minha vida aqui e acho que as pessoas teem que morar onde se sentem felizes. Conheco varios paises da Europa e da Asia e o mundo esta cheio de lugares bonitos e deslumbrantes. O outro lado tambem e’ verdadeiro, tem muitos estrangeiros morando no Brasil que adotaram la como a Patria deles e respeito a decisao deles. Agora ter que amar um pais so porque nascemos la, me desculpem, nao da. Dou muito mais valor a minha cidadania Americana por ter sido justamente uma opcao minha e nao algo imposto a mim. Te endendo perfeitamente!!!

  21. Agora deu para perceber o verdadeiro sentido da sua dúvida em voltar ou não para o Brasil.

    No outro post eu finalizei o comentário dizendo o seguinte: “não são os defeitos do Brasil diante das qualidades da Europa e dos EUA que devem ser colocados na balança na hora de decidir se a pessoa deve ou não retornar para cá. O que deve ser avaliado, na realidade, é a capacidade dessa pessoa em construir oportunidades, em enfrentar desafios, em vencer e ajudar a vencer.”

    Diante do que vc escreveu neste post aqui, parece bastante evidente que o seu lugar é aí em Sevilla. É aí que vc está ajudando a erguer um mundo melhor, sem dúvida nenhuma. É aí que vc parece ter se encontrado como pessoa. Retornar agora pode ser um retrocesso realmente.

    Suerte!

  22. Rodrigo says:

    Glenda,

    Sensacional seu texto!! Moro nos EUA a 2 anos e as vezes (quase sempre) me faço a mesma pergunta: Será que consegueria voltar a viver no Brasil? Essa dúvida (na verdade ela não existe) fica ainda mais evidente quando por um motivo ou outro tenho que ir até lá (Rio de Janeiro). Percebo claramente que as pessoas banalizam e convivem com absurdos como trânsito caótico, falta de educação e respeito ao próximo, preços abusivos e tantas outras coisas, que me causa um espanto enorme. É lamentável, tenho que dizer…, o Brasil é um país belíssimo, com potenciais gigantescos, um povo maravilhoso, enfim teria tudo para ser o melhor e maior país do planeta, mas infelizmente está muito longe disso. O dia que o brasileiro perceber que tem que deixar de ser permissivo e deixar de aceitar as atrocidades cometidas pela classe governante e efetivamente passar a fazer valer os seus direitos, entendendo o valor que tem um voto, uma democracia, aí sim.., daremos um passo significativo para a direção certa e, quem sabe um dia viraremos uma “Nação”, no sentido literal da palavra e de seu significado.

    Mais uma vez parabéns!!!

  23. FDA says:

    Cara Glenda,

    Foi um estudante em Master na Sorbonne, que me fez descobrir seus dois textos..

    Para ele, seu post “ressuscitado” pelo Facebook do ano passado do “ano passado” encontrou uma grande ressonância com o que ele vive atualmente na França.

    Para mim, que vivo a trinta anos fora do Brasil, seus posts são muito interessantes. Concordo em parte com vc: o “problema” do desraizado, ou seja, daquele ou daquela que vive a experiência de expatriação, é vasto e complexo.. E não seria pertinente de questionar aqui as dificuldades que encontra todo expatriado a fazer o luto do pais de origem, muito menos das melancolias do pais..

    A “enxurrada de comentários” seriam reações de um texto “passado” como se o post fosse ainda atual, quando não é!

    O que é atual são os questionamentos que saíram destas reações: “será mesmo que todo mundo que critica quem vive fora está fazendo algo pelo nosso país?” “Onde está o povo na hora de lutar contra a corrupção?” “Você se lembra em quem votou nas últimas eleições?” “Você faz parte de alguma associação de bairros ou vizinhos? Participa de algum centro cultural?”, etc…

    Valha-me Dei, mas o que deu em vc para passar de um texto-testemunho comparativo a um post problemático sobre o “Livre arbítrio”?

    Sera que sua experiencia francesa lhe fez pegar o síndroma “Jeanne D’arc”?

    Pelo visto, vc esta querendo ser queimada viva! Afinal, questionar nossos compatriotas sobre o que eles estão fazendo vivendo dentro de nosso pais, ou, aqueles que vivem fora do pais, é muito corajoso de sua parte mais, como diz uma expressão francesa, é “chercher le bâton pour se faire battre”, ou, quem sabe jogar lenha na sua fogueira..

    Coragem compatriota, espero que as reações dos comentaristas não mudem em nada seus costumes de “vida modesta” “feliz”e “tranquila” neste “velho mundo”!

    Mas o que seria do “velho mundo” sem o “novo mundo”? Talvez nada, e olhe que o nada já é muito e o muito já é demais…

  24. Adriano Fernandez says:

    Glenda você é Bárbara!
    Isso tudo é inveja do povo que não tem coragem de dar um passo a frente!
    Quando vim morar em Madrid, tive alguns amigos que só sabiam perguntar: “quando você volta?” Afff, cansei! Povo com cabeça pequena! Estão na merda e querem que você esteja junto com eles!
    Eu sinceramente, não tenho coragem de voltar para o Brasil Espanha>Europa estão passando por uma situação dificil. Mas, Sempre serão paises de primeiro mundo, com pessoas e culturas de primeiro mundo! Ate nós brasileiros e o Brasil chegar nesse patamar, vai demorar muito! A fora rapida seria: que os brasileiros saissem do país, para descobrir esse misto de sensações que VIVENCIAMOS AQUI!
    EUROPA NÃO É LUXO! É EXPERIENCIA DE VIDA!
    VOCÊ É OBRIGADO A SE ADAPTAR, A SE EDUCAR, A SE CULTURALIZAR E VIVER!

    O BRASIL SÓ SERÁ “UM PAÍS DE TODOS”, APENAS QUANDO OS BRASILEIROS EVOLUIREM!
    “SE OS GRINGOS” ESTÃO INDO PARA O NOSSO PAÍS: VÃO APENAS SACAR TODO DINHEIRO QUE POSSA E DEPOIS VOLTAR!

    COM CRISE OU SEM CRISE: ESPANHA DÁ DE 10X0 EM BRASIL!

  25. Jão Vitor says:

    Seja sempre você!
    Isso que me faz seguir em frente na minha trajetória! Em poucos meses nesse país, eu tenho plena certeza que evolui bastante e tenho muito mais a evoluir! Brasil, só de ferias… e olhe lá! Descobri um mundo sem medo e quero viver pra ele! Já basta 25 anos de insegurança e que promete piorar cada vez mais!
    Tenho um larga historia para contar! Minhas experiencias aqui foram unicas!

    Mas, tudo foi conquistado com muita força de vontade e certeza do que eu queria!

    Axé e siga em frente: seu blog é otimo!
    Lembro-me que antes de vir a Espanha, tinha feito pesquisas no google e encontrei suas historias (experiencias) que me ajudaram muito!

    me add no face!

  26. Priscila says:

    Oi Glenda!! Não lembro se cheguei a comentar quando você fez esse post no ano passado… mas me lembro que gostei muito e me identifiquei em parte com o texto. Em parte porque eu nunca morei fora do Brasil (irei para Irlanda estudar em Março), mas também não sou cega, surda e muito e muito menos burra para não conhecer os problemas do nosso país. Fiz minha parte com trabalho voluntário por inúmeros finais de semana e para mim foi maravilhoso, realmente não tem preço e é aí que você vê um pouco mais de perto que cada um fazer a sua parte é muito mais estreito do que parece, não porque não vale a pena, mas porque é aí que enxergar de perto o quanto é limitado a justiça em relação ao combate da desigualdade social aqui no Brasil. Leio o seu blog a algum tempo porque gosto da forma deliciosa que você escreve e porque até aqui eu tenho visto e conhecido uma pessoa inteligente e também uma cidadã engajada e esclarecida dos conflitos, vantagens e desvantagens de se morar aqui e do outro lado do mundo.

  27. Fatima Messier says:

    Oi Glenda!

    Enfatizam muito a boa indole dos brasileiros mas esquecem de reconhecer o comportamento invejoso e arrogante. Isto fica mais claro quando olhamos em perspectiva para o Brasil, com distanciamento. Morando fora do Brasil descobri que chegam a ser crueis, (nao estou conseguindo usar acentos, sorry!) claro que nao vou generalizar. Morei anos na Inglaterra e atualmente moro nos Estados Unidos, e nao troco a seguranca e a paz que tenho aqui por nada no Brasil e so vou la rever a familia e amigos. Toda e qq mudanca la deve passar pela melhoria do sistema educacional que nao prepara para o sucesso. Vc expressou em seu texto tudo o que sinto com expatriada. Parabens!
    PS: tire seu endereco do texto. Tem muito maluco solto por ai.

  28. Allan says:

    Glenda,
    Cada cabeça, uma sentença. (se não é um dito popular brasileiro, é italiano)

    As pessoas vão concordar e discordar sempre, dependendo do ponto de vista. Li o post e não achei nada a ser criticado. Mas eu li (ou LI, tudo em maiúsculo). O corolário é que eu – e acho que os demias blogs da sua blog roll – acabei recebendo muitas visitas através do seu post. ‘Brigado.
    🙂

  29. Aloisio says:

    Parabens pelo texto, acredito que vc assim como eu, e pessoas mais sensíveis ao mondo, e toda a cultura que gira ao nossa redor, tenha mais mil coisas para falar, coisas ate vão alem de palavras.
    Ja passei por essa duvida, ja passei por essa vida, voltei ao Brasil para conquistar o que tinha acreditado que não conquistaria fora, e hoje ja me sinto pronto a voltar a um sociedade mais civilizada, acredito q com o tempo e com as boas experiências, nós aprendemos que melhor vivemos em uma sociedade que se preocupa com as coisas e luta por um bem em comum, do que com uma sociedade que se gaba por conseguir resolver tudo num fim de tarde com um copo de cerveja e samba, pessoas que sonegam imposto e faz questão de que seu filho faça uma universidade publica, e ainda questionam se tem um bom serviço, em fim, mil coisas assim, que eu acredito que vc deva ficar, e ser patriota não pelo seu pais, mas pelo lugar e pelas pessoas que fazem da sua vida, uma vida melhor, não de uma forma egoísta mas sim de uma forma completa e sustentável. Felicidades para vc…

  30. Jane says:

    Por que tanto brasileiro, povo misturado do jeito que é, tem tanta dificuldade em entender o tema “movimentos migratorios”? Ok, nem todo imigrante que chegou no Brasil no passado o fez pacificamente (tema para outro post), mas sair de um lugar pro outro em busca de novas perspectivas é coisa que acontece desde que o mundo é mundo! Foi assim com meus tataravós que foram pro Brasil há quatro geracoes pra sair da vida pobre na Alemanha e cultivar terras no sul, e é assim hoje comigo aqui na Alemanha. “Patria amada” é aquela onde voce escolhe ficar e onde voce se sente bem. É por ela que voce vai “fazer algo”. Pode ser que ela seja o lugar onde voce nasceu. Ou não! Se for, voce VAI VOLTAR. Se nao for, vai ser outro lugar. Que brasileiro, que so existe como tal porque um dia no passado alguem veio de outras terras para fazer do Brasil a sua Patria POR ESCOLHA, pode condenar um outro brasileiro que faz o mesmo nos dias de hoje?

    • Glenda DiMuro says:

      Jane! É isso ai, tens toda a razão. Gostei muito da sua opinião e compartilho.

      • Glenda,
        faz pouco tempo que achei o seu blog. Sempre leio e até já fiz um comentário.
        fiquei surpresa com os comentários grosseiros por falta de paciência para ler o seu texto.
        estas pessoas se escondem atrás da internet para mostrarem o pior lado do humano.
        um blog é uma pessoa!
        pessoas merecem serem tratadas com respeito!

        adoro o seus textos e gostei muito do comentário da Jane.
        bjo
        Sandra

  31. Adriana says:

    Achei o seu blog através do 13 anos depois. Me interesso muito em saber como vivem os brasileiros fora do nosso país. Mas pelo jeito caí no meio de uma discussão, rsrsrs.
    Ás vezes fico indignada em perceber como tem gente que perde tanto tempo em criticar a vida e opinião alheia. Não estou falando de debates e discussões úteis mas de xingamentos e grosserias.
    Acho que, no seu caso específico, a maioria tem inveja mesmo. Preciso admitir que sempre quis passar por uma experiência dessa, de viver fora do Brasil, mas nunca tive coragem. Não digo que faltou oportunidade porque as oportunidades acabamos criando. Então eu sinto sim um pouco de inveja da sua coragem, da sua determinação, do seu domínio de outra língua, das suas experiências.
    Mas tem gente que não sabe viver com inveja, ela critica o que deseja e não pode ou faz nada para ter. E esse sentimento de impotência acaba correndo a coitada. Deixa pra lá, nem perca seu tempo se justificando para pessoas que não querem ouvir (ou ler nesse caso)
    Espero que vc continue escrevendo posts para que eu poder acompanhar seu blog, ainda mais agora que acabei de te descobrir.
    Abraços
    Adriana

  32. Rafael says:

    Olá Glenda,

    Parabéns por este post e, principalmente, ao primeiro que acabou dando origem a este. Vivo na Suíça há pouco menos de 1 ano e meio, mas creio que já passei do “momento vislumbre” e cheguei num ponto mais “racional”, de fazer as mesmas perguntas que vc já vem fazendo há algum tempo.
    Muitos desses sentimentos (e comparações) eu acabo suprimindo, guardando apenas para mim, pois é MUITO difícil que as pessoas compreendam isso sem terem passado por uma situação semelhante, sem terem vivenciado na pele.
    Eu imaginava que muita gente criticaria, baseado num nacionalismo barato. Na verdade, eu acredito que essas pessoas ainda vivem um tabu de outro continente = outro planeta. Optar por uma vida não significa abandonar todas as demais. O mundo de hoje é menor que o de antigamente.
    Aqui deixo uma pequena comparação que havia escrito há tempos, mas que descreve o meu choque entre dois mundos:

    http://wp.me/p11n2n-f6

    Continue com esse belo trabalho. Não existem palavras que descrevam uma experiência como essa. Por isso, não dê ouvidos àqueles que não se convencem.
    Abraços

  33. Potira says:

    Baaaaaita post e baita resposta!

    Cheguei aqui por um curtir do facebook de uma amiga intercambista e adorei!

    Gostei da tua sutileza por aqui…

    =)

  34. Tatiana says:

    Glenda, nem responda.O seu texto foi perfeito,educado e bonito, explicando direitinho o sentimento de viver melhor fora do Brasil..Eh alguma mentira?? Nao vivemos melhor fora do Brasil??Eu o li hoje e eh todo o que eu sempre quis responder quando me fazem a mesma pergunta. Awsome… … Parabens…By the way….estou sharing com todos meus amigos do FB…..Tatiana from San Diego/USA

  35. Isadora Schefler says:

    Glenda,

    Alguns meses atrás escrevi para você perguntando sobre os bairros em Sevilla (muito obrigada pela resposta!) e continuo acompanhando seu blog.
    Estou em Sevilla há 4 meses quase e gosto muito de morar por aqui. Sou arquiteta também e estou fazendo mestrado em Urbanismo pela Universidad de Sevilla. Estava pensando em continuar o doutorado e queria lhe pedir alguns conselhos e ajuda. Teria um e-mail que eu pudesse entrar em contato? Ou talvez você possa entrar em contato comigo pelo que deixei aqui no blog, se puder. Eu lhe agradeço a atenção e fico no aguardo! beijos

  36. Kati says:

    Ei Glenda,

    Eu moro no Canada ha 6 anos e me identifiquei 100% com seu post. Sobre as criticas sem nocao, nao adianta, quem nunca morou fora nunca vai nos entender.

    Parabens pelo seu blog e boa sorte.

    Abraco,

    Kati

  37. Paula says:

    PARABÉNS!!! Passei para dizer que conquistou novos leitores com certeza e que eu sou uma delas. Vivo no Canadá há cinco anos e também conto minha saga no meu blog. E como vc bem disse, aqueles que vivem fora do país entendem muito bem o que vocÊ diz, mesmo que não concordem com um ponto ou outro. Eu Adorei seu primeiro texto e fui uma das que ajudou a disseminar via facebook, porque o que é bem escrito é para ser compartilhado. Esse seu segundo texto então está melhor ainda! Você está coberta de razão! Infelizmente, a internet e as redes sociais abriram uma possibilidade maior de vermos como há falta de educação e , acima de tudo, incapacidade de ler e interpretar um texto por parte de muita gente. Mais uma vez, parabéns da sua nova leitora. Sucesso sempre, independente de onde esteja.

  38. Ernani says:

    Querida, confesso que fiquei com um certo orgulho quando vi seu texto compartilhado por vários amigos meus. Tive orgulho porque vi em todos, mesmo nos que não te entenderam, um interesse imenso no seu assunto e nas suas palavras. As pessoas falam muita bobagem e a maior parte dessa bobagem sai da boca porque o povo não pensa antes de falar. Se espalharam seu relato e se comentaram tanto sobre ele, é pq vc despertou algo importante nessa gente. Pode ter sido uma cumplicidade de quem já passou por isso ou uma inveja de quem nunca teve coragem de tentar, mas vc cutucou o povo de jeito. Well done! E que seus novos fãs continuem a aparecer… 😉 bjs

  39. Bruna says:

    Você acaba de ganhar uma leitora: YO!
    Eu amei o seu post a respeito do difícil que é voltar a morar no Brasil. Morei em Madrid por 2 anos e sinto a mesma sensaçao prazerosa que a sua de morar na Espanha e da felicidade que conquistamos com tao pouco!! Qdo morei lá nao tinha carro, empregada era somente 1 vez por semana, quando ia no supermercado levava um carrinho tipo de feira pois tinha que levar as compras e eram mto pesadas até chegar em casa, usava metrô para sair a noite e voltava as 4 da manha caminhando pelo bairro e era super seguro. Seguirei lendo seus posts e nao liga para esse povo ressentido que nao sabe interpretar um bom texto 🙂
    Beijao

  40. Hilda Maria S. Rebello says:

    Vc levantou uma questão que tem me intrigado ultimamente: O balanço entre ser a 6a. economia e ter 84ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano não fecha!! Tbm penso que algo esta errado. Aguardo seus comentários em um texto.
    Parabéns pelo primeiro texto e pelo comentário posterior á ele..Tudo esta muito bem explicado, só não tentendeu quem nao tem capacidade de entendimento. Abs

  41. Mellina says:

    Nossa… amei seu blog. Uma amiga do face publicou seu post sobre voltar ao Brasil e agora estou ligada sempre!! Adoro pessoas inteligentes com algo bom e interessante para dizer. Vc esta de parabens!! E esse post de agora melhor ainda!! Eu me identifico muito com tudo isso…. eu estou ja 4 anos morando / estudando em Perth na Australia e eh muito dificil pensar em voltar a morar no Brasil. Amo meu pais…. mas depois de viver em um lugar lindo e que tudo funciona, nao eh perfeito pq nada eh, mas fica mesmo muito dificil. A unica coisa que me faz pensar um pouco eh a enorme saudade de minha familia e amigos. Mas com o meu trabalho de cleaner (???!!!! Como assim??… kkkk) eu posso pagar para meus pais virem me visitar e eh isso q vou fazer para a minha formatura no meu mestrado!!!
    O q esse povo que te criticou precisa eh sair da “bolha”, ter coragem e ver o mundo e vao entender que ha muito mais para se viver!!
    Boa sorte em tudo ai!! Bjs!!

  42. Mencio Vidal says:

    Você escreve como quem entende do que está falando e (diga-se de passagem) o faz com maestria. Há quatro anos resolvi deixar uma carreira e vida estáveis no Brasil e mudei com a família para o Canadá. Não foi fácil, não É fácil, mas creio ter feito a coisa certa. E, se o tempo algum dia mostrar que estava errado só o que tenho a fazer é mudar novamente. Fácil? Não é e nunca vai ser. Mas algumas pessoas buscam o melhor ao invés do fácil. Acho que essa noção é difícil de alcançar prá quem não tem coragem de sair da zona-de-conforto. Parabéns pelo texto (e pelas suas escolhas). Muito bom.

  43. Mencio Vidal says:

    Ah… outra coisa… tentei seu site de arquitetura (www.coisaparecida.com/arquitetacia) Não funcionou… tentei com o Chrome (release 16.0.912.75). Ele não funciona nesse browser? thanx.

  44. Cuca says:

    Não liga. Se são só 2% dos que moram ou moraram fora que discordam de ti, tens mais aprovação do que os Beatles. 🙂 parabéns pelo sucesso. They love you, yeah, yeah, yeah!

    • Lores says:

      Cuca, depois que li o texto dela me ocorreu que existiriam esses brasileiros (que moram ou moraram fora) que discordariam dela.
      Eu tenho visto que um expatriado, independente de brasileiro ou não, pode não conseguir deixar seu país apesar de estar morando fora. Tem gente que não consegue se integrar….não aprende a outra cultura, não aprende a outra língua, enfim, não se relaciona, sofre muito e tem muita saudade…..tem gente que mora fora mas nunca deixou de viver o seu país. Geralmente essas pessoas que não se adaptam e acabam retornando, não todos mas alguns sim. Bem, cada um tem sua história pessoal e que bom que foram só 2%!!!! EEEEEEEEHHHHH! <:o)

  45. Lores says:

    Olá, Glenda! Eu sou uma das leitoras que viu seu texto divulgado no facebook por uma amiga também expatriada, sou também quem curtiu e também clicou em share, rs. Acabei vindo ao seu blog e lendo outros de seus textos, gostei do que vi, achei com conteúdo e resolvi me tornar uma das novas leitoras (expatriada recente) e visitar seu blog de vez em qd.
    Me identifiquei com o texto e olha que já pensava parecido mesmo antes de ser uma verdadeira expatriada e fui muito criticada quando ainda morava no Brasil. Achei suas reflexões corretas e muito bem pautadas. Enfim, acho impossível agradar a todos. Continue escrevendo e não se importe com as críticas. E repito sua frase: “É assim, acredite quem quiser, viva quem puder.” 😉

  46. Aldema says:

    Oi

    Seu post é muito bom, tanto na forma como no conteúdo.Eu criei meus filhos ensinando a eles que o mundo é redondo, bonito e fácil de andar!!! Andarilhar é algo fantástico.
    Outro dado muito positivo para você foram as interessantes discussões desencadeadas. Duplo Pasrabéns.
    Também tenho um blog de viagem , desde 2006. http://www.correndomundo.blogspot.com
    Qdo. puderes, faz uma visitinha lá!
    Aldema

  47. Oi Glenda
    Assim como você eu também não consigo entender o comportamento dessas pessoas. Veja alguns comentários que recebi:

    “Pelo jeito a maior diversão na NOVA PUTA QUE OS PARIU, quer dizer Nova Zelândia , É FALAR MAL DO BRASIL, o mais incrível é que são todos brasileiros!!! Não sei o que é pior, o Brasil ou os falsos brasileiros! Tomara que essa porra não acabe em vulcão e acabe engolindo essa raça…”

    “porque fazer comentários de ideologia em outro país é um ato de covardia, já que não tem nem capacidade nem coragem suficiente de encarar problemas de frente, ao vivo. Concordo sim de todos os problemas levantados neste texto, todavia problemas que só os brasileiros que vivem aqui podem enfrentar, resolver e até mesmo comentar, fora disso, é preferível e aconselhável calar-se e viver sua vidinha pacata em outro lugar mesmo.”
    “Muito obrigado por ter disposto um tempo importantíssimo seu para comentar do MEU PAÍS. Mas agora irei dormir para amanhã aproveitar e ir a praia, jogar futvolei e contemplar as muitas Maravilhas que só o Brasil tem: futebol, cerveja e mulher bonita (que só no Brasil tem)”

    Chega a dar uma tristeza né, não estamos fazendo nada contra niguém, apenas expressando a nossa opinião em cima de fatos e levamos pancadas de pessoas que sofrem na pele todos os problemas do Brasil, mas por um motivo incompreensível saem na defesa desrespeitando pessoas inocentes. Dá para acreditar?

    • Glenda DiMuro says:

      Pois é Jeanine… muitos comentários eu fui obrigada a apagar pois eram impublicáveis em um blog família como este! Hahaha… esses tempos eu li sobre isso, são as novas modernidades, as pessoas descarregam sua ira pela web porque assim não podem ser indentificadas. Só pode ser isso… porque não existe outra explicação para tanta agressividade e falta de interpretação de uma opinião alheia. A grande maioria me dizia que eu não tinha o direito de falar do “seu” pais porque mora fora. Pode isso? Menos mal que ainda sobra gente sensata nesse mundo!

  48. Millena says:

    Glenda, sei que é difícil ouvir tanta baboseira e fingir que nada aconteceu, mas ignore, e saiba que suas considerações pessoais são sensatas. Nós brasileiros é que sempre repetimos o histórico erro de dar motivos para tamanha incapacidade…é sempre culpa de alguém, do conquistador, da história, do presidente, do prefeito e nunca nosso. O brasileiro é um bebê chorão, que ri mas não briga, que sonha mas não concretiza planos, porque deseja que as coisas aconteçam de forma mais “tranquila”. Não temos a disciplina necessária pra milhares de coisas, e com isso vamos deixando o bonde da história passar, desenvolvendo de forma lenta e cheia de percalços. Há buracos na nossa democracia populista e não participativa, há abismos culturais e sociais e há retrocesso na educação de qualidade. O Brasil apenas parece, não é. Nunca morei na Europa, mas já fui algumas vezes e sinto, percebo e vejo que aí cada um age com a legalidade, com respeito a normas postas, com maior disciplina ao bem de todos. Respeita-se melhor os espaços, o vizinho, o consumidor, o cidadão. Me sinto muitas vezes mais bem tratada fora do meu país. Aqui a má-fé a regra de muitos serviços (o consumidor é desrespeitado milhares de vezes no dia), as negociatas são a regra de muitos políticos, e tampar o sol com a peneira é o exercício mais praticado.
    Amo meu país, mas isso não vem ao caso. Não sou cega e percebo cada uma de suas antigas e aparentemente eternas mazelas.
    Adoro seu blog e de vez em quando compartilho um post seu no face. Vou continuar fazendo. 😉
    Beijo.

  49. Nailah says:

    Divido seus dissabores de ouvir pessoas me chamando de ‘deslumbrada’ pois estas pessoas, especiamente as que nunca saiu de um pais que privilegia as diferencas e faz de tudo para manter os abismos sociais e monetarios em uma populacao crescente.
    Depois de passar por pelo menos 12 paises viajanto e morar em 3 paises diferentes meu mecanismo de defesa melhor encontrado foi simplesmente deletar. Sim, delete… pois definitivamente nao vale a pena dar asas a este tipo de comentario.
    Boa sorte 😉

  50. Juliette says:

    Oiiii,

    Só vivendo aqui fora para saber e poder falar. As pessoas que criticam a nossa visão, são pessoas que você nao pode falar que o cabelo dela está desarrumado que ela já te esfaqueia…ou seja, pessoas com auto estima baixa, que se sentem o coco do cavalo do bandido por qualquer coisa, fora a aulinha de interpretacão de texto que elas passaram loooonge.

    bj

  51. Dirceu Neto says:

    Descobri seu blog hoje. Li os dois posts sobre voltar ou não ao Brasil (o primeiro gerou bastante polêmica, não?). Como ainda não li os outros posts, estou curioso se, no fim, tu ficou em Sevilla ou acabou voltando.

    No mais, você escreve bem, tem uma visão de mundo incrível que só os incomodados (aqueles que resolvem viajar por aí) entendem. É normal que muita gente não entenda. Mas, não é normal que muita gente seja grosseira. Triste isso, não? De qualquer forma, você parece lidar muito bem com tudo isso. É um alívio ter lido o segundo post.

    Não pare, nunca pare de escrever! (:

    Dirceu Neto

  52. Marçal says:

    Olá Glenda,

    Cheguei ao teu blog por um amigo que mora em Londres e compartilhou teu post que deu origem a este.
    Sigo aqui na nossa terra Brasil. Cnsigo ver e entender bem o que sentistes ao escrever o post. Infelizmente nosso país não é atrativo (por razões óbvias) aos que, como você, por razões pessoais ou profissionais, nos deixaram para adquirir novas experiências. Imagino o quão difícil é para ti viver longe dos teus e da tua terra (Pelotas – muito bonita, a propósito) e, mesmo assim analisar de forma muito crítica se é interessante ou não voltar. Oxalá um dia, possamos ter todos vocês novamente em solo brasileiro, para que a experiência amealhada ao longo dos anos vividos em outros ambientes possa ser replicada e, assim, crescermos e nos desenvolvermos ainda mais enquanto nação, não enquanto indivíduos.
    Enquanto isso não é possível, pelo menos a curto prazo, seguimos apoiando vocês que decidiram somar seus esforços em outros locais desse mundão.
    Quero te desejar todo o sucesso do mundo e que tu sigas firme em teus propósitos, sem se deixar esmorecer pelos comentários negativos.
    Um grande abraço a ti e conte com esse leitor.

  53. Lidiane says:

    Realmente o seu post foi perfeito. Morei por alguns meses na Irlanda e agora estou morando em Barcelona e voltei ao Brasil entre uma coisa e outra para tirar o meu visto, mas o choque foi tão grande que eu nem esperava. Uma tecla em que bato sempre é a questão da segurança, viver com medo é viver? Amo o Brasil, mas não há nada no mundo que pague poder viver em paz, voltar pra casa de madrugada e caminhar sem morrer de preocupação a cada passo que dou, sem a incerteza de que vou chegar em casa ou de que conseguirei chegar bem.

  54. Leonardo says:

    Olá, Glenda!

    Já conhecia teu primeiro post sobre a dificuldade de voltar a viver no Brasil(viral no Facebook) e descobri esta continuação.

    Nunca morei no exterior, mas entendo os ataques que sofreste. Há muito fascismo e patrulhamento na internet com relação a opiniões diferentes dos “donos da verdade do próprio umbigo”. Sofri duras críticas em redes sociais por pensar diferente de pessoas que se diziam democratas e liberais em debates sobre assuntos, por vezes, frívolos.

    Porém, pra corroborar com a tua manifestação, eu, que sempre fui contra a ideia de morar no exterior, que já morei em outro estado e voltei pra minha cidade por gostar de morar aqui, que tenho um emprego público estável, que só conheço o exterior de semanas que passei dentro aviões/trens/ônibus, tenho sentido uma vontade de ir embora do Brasil.

    A gente passa décadas lutando/estudando/trabalhando por um país, mas as coisas ficam cada vez piores. Dá vontade de pular desse barco e viver uma vida mais viva e rica de rica em experiências.

    Um abraço! Té mais!

  55. sabrina says:

    Amei essa continuação… E vou procurar fazer como você diz: mudar de assunto!

  56. Rosana says:

    É cultura do Brasil criticar tudo aquilo que desconhece… Só quem vive no Brasil pode falar mal, coisas do tipo.
    Li o teu outro post e me identifiquei MUITO. Não é questão de Europa e sim de país de Primeiro Mundo, onde as pessoas tem educação, uma vida onde é vivida, onde tu tem essa oportunidade. É ÓBVIO que a gente se acostuma com o que é bom e é ÓBVIO que quando a gente volta pra cá (Brasil), a gente estranha e demoramos a nos readaptar ou não nos readaptamos. Eu morei na Australia durante o ano passado todo, trabalhei de faxineira numa escola e por motivos maiores tive de voltar, tenho apenas 22 anos e já sou formada. Estou há 5 meses aqui e continuo desempregada, já fui assaltada, etc e tal. É bom estar no seu país de origem, mas a vida que temos nos países de primeiro mundo, é MUITO melhor. Quem critica é pq não sabe do que está falando.

  57. Ayuni Sena says:

    Prezada Glenda DiMuro,
    Adorei os seus textos. Tambem tenho muita vontade de passar um tempo fora do país, justamente pleos mesmos motivos. Adoro viajar (o que é muito diferente de morar) e as minhas amostras são suficientes para entender o seus sentimento sobre as terras tupiniquins. Conversando com varias pessoas vividas e sensatas, chegamos à conclusão de que existe uma barreria cultural muito forte que dificulta e até impede a nossa evolução enquanto sociedade. E isso fica facilmente demonstrado nas opiniões que voce exemplificou acima: apesar da nossa fama de povo simpático e alegre, somos conservadores, fechados, extremamente aversos a culturas distintas e tambem preconceituosos, inquisitores das culturas diferentes.
    Sou servidora pública e costumo dizer que o sistema, as bases sob as quais nossos pais tem sido construido dificultam e muito qualquer transformação relevante, que realmente amenizes as nossas aberrações. Não é só uma questão de vontade, pricnipalmente individual.
    Amo meu país, nao tenho q menor intenção de abandoná-lo, mas nao sou cega, reconheço as nossas falhas. Costumo dizer q o Brasil só não afundou no meio do oceano atlântico, ainda, por duas razões: 1) Temos muitos recursos naturais; 2) A ausência da cultura de guerra. E leia guerra de forma ampla. Nos não somos um povo muito disposto a brigar, por nada, nem no sentido bom, nem no sentido mau. Como temos poucos conflitos, acabamos sobrevivendo na base da inercia.
    Doa a quem doer, eu disse. Isso nao me faz menos brasileira, e sim mais realista.

  58. Júnior says:

    Excelente post! Adorei o “Por que é tão difícil ter vontade de voltar a viver no Brasil?”. Apesar de ser de 2011, continua muito atual e está muito bem escrito. Parabéns, mesmo!!

    Morei 20 anos fora (inclusive já estive ai em Sevilha), e sei como é difícil a decisão de voltar ou não.

    Felizmente, cada um é livre de pensar e fazer o que achar melhor, quer outros gostem ou não, o que realmente interessa é onde e como você está mais feliz.

    Voltei…. depois de 20 anos, por várias razões.
    Aconteça o que acontecer, você vai encontrar o seu lugar.

    Parabéns mais uma vez. ;]

  59. Maya says:

    Não apague o post antigo, está perfeito! Parece que vc leu meus pensamentos. Morei na europa 8 anos e meio, voltei pro brasil em 2011, e quando li o seu post, senti como se fosse eu escrevendo!
    Deixe os críticos falarem, isso é inveja ou pessoas que infelizmente não tiveram oportunidade ou não quiseram viver este tipo de experiência!
    Conto os dias para voltar para Londres <3
    Um grande beijo!

  60. Deisy Aguiar says:

    Oi Glenda, so tive acesso ao teu post e blog agora (final de 2013) através do fb. Isso passa comigo, as vezes post de 2 anos sao “ressuscitados” e de repente eu volto a eles com mais intensidade que no momento em que os escrevi. Coisas das redes sociais. Bem, adorei teu texto, ou melhor os textos. Tambem fiz esse caminho, sai do Brasil para uma pos graduacao na Espanha,tambem vivi o lado bom e ruim de estar longe de casa e tbem fiquei na duvida se voltaria ou nao. E acabei nao voltando, decidi viver outras experiencias em outro lugar, mudei para a Inglaterra onde vivi 3 anos e ha pouco mais de um ano vivo na Alemanha. Cada país tem sua particularidade, mas todos tem algo em comum, inclusive com o Brasil. Como vc escreveu nada eh perfeito, em todos os lugares tem gente preconceituosa, egoista, racista, invejosa. Mas se eu ja pensava assim, depois de tantas andancas descobri que a gente atrai o que a gente emana e portanto nesses quase 10 anos de idas e vindas so tenho convivido com pessoas que acrescentam e que sabem curtir o caminho e nao a linha de chegada. Espero que sigas na Espanha ou em outro lugar que tenhas escolhido. Sorte nessa vida. Muito legal teu blog, passarei a segui-lo.

  61. Lilian says:

    Parabéns pela iniciativa, acho que pontos de vistas diferentes são sempre válidos. Não sai do Brasil, mas tenho imensa vontade de mergulhar em culturas diferentes. Isso não me faz deixar de ter opiniões porque sou uma pessoa que leio muitas coisas e sempre me atualizo. O Brasil tem uma diversidade que poucos países tem, tem um povo que luta com coragem, mas que ainda estamos longe de alcançar benefícios que países como a Espanha oferecem. Concordo que o dinheiro não é detentor da felicidade, porque ela está dentro de cada um de nós, com aquilo que temos. Muito sucesso pra você sempre!

  62. Junior says:

    Ola Glenda, adorei as coisas que escreveu e como traduziu as suas experiencias, as vezes isso e um certo desabafo, certo?! Infelizmente, temos que lidar com essas diferenças a cada dia; moro na Austrália atualmente, estou retornando ao Brasil em janeiro. Nao sei o que me espera, não sei como sera a minha volta, mas sei que como tudo funciona diferente no Brasil, vai ser um pouco estranho me readaptar a “nova” vida. Rever os amigos e a família sera uma maravilha, mas não sera a mesma coisa (eu mudei, eles mudaram, e muitos ja se foram). O Brasil e um pais maravilhoso, não acha?! Natureza como nenhum outro lugar, pessoas felizes e trabalhadoras, gente humilde você também encontra muito naquele Brasil. Contudo, começamos a ponderar as boas coisas, as quais são poucas, muitas vezes raras. Como você mesmo disse: passar a tarde num campo, ou voltar tarde para casa sem olhar pra trás. Eu me vejo na sua situação, adoro a segurança deste lugar, adoro a multiculturalidade existente. Mas me sinto muito fraco, ou as vezes inútil, para tentar alguma mudança naquele pais (não que você se sinta assim, digo em meu caso). Como eu começaria algo, apenas eu em 200 milhões? Começo então, fazendo do meu dia e da minha vida do jeito que eu gostaria que as pessoas fizessem por mim, ou pela sociedade, fazendo a minha parte, tomando as minhas medidas e buscando valores pelos quais, acho que o nosso mundo ainda não absorveu – ou nega essa realidade. Estive na Espanha por quase um mês, me apaixonei por Sitges, fiz varias amizades e achei essa cidade um lugar encantador. Se você esta feliz onde esta, tente fazer tudo por sua felicidade, mas claro, nunca negue ou se esqueça suas raízes – e acredito em suas palavras, sei que isso não sera um dos seus problemas.

    Um grande Abraco

    Junior Ferreira

    PS.: Desculpe-me pelos acentos, meu teclado esta com prolemas (risos)

  63. Flávio says:

    Eu nunca viajei para o exterior, mas não foram poucas pessoas que me falaram sobre essa dúvida de “voltar ou não para o Brasil” após um período fora do país. Diferente da maioria dos comentários negativos que você recebeu, fico curioso de saber como e por quê isso acontece. Ok que eu leio e ouço os relatos, mas a experiência pessoal é mais importante.

    Talvez eu consiga ano que vem ir à Dinamarca (uns 6 a 8 meses) pelo doutorado e aí terei a chance de compreender melhor esse sentimento.

  64. Eveline says:

    Oi Glenda! Tb moro fora, tb concordei com o que você falou, tb achei seu texto ressucitado no fb, bla bla bla hehehe

    Uma coisa que você escreveu aí me fez pensar, a gente sempre comenta do ouro e riquezas que a Europa levou embora, mas fico aqui pensando… E o monte de tipos de frutas e legumes que o Brasil tem, e o monte de rios limpos e o monte de florestas… e a qualidade disso tudo… moro na Austrália e senti falta aqui de coisas que nunca imaginei que sentiria tipo bananas! (Aqui tem, mas nem de longe tão saborosas quanto às do Brasil). A gente realmente não dá valor pras coisas que tem…

  65. Deborah says:

    Oi Glenda!

    Já faz 4 anos que voltei ao Brasil, morei 3 na Inglaterra, e seu post é perfeito!
    Foi dificil me readaptar a realidade brasileira, mas escolhi voltar…
    Quem nunca morou fora realmente não vai entender o que é ter qualidade de vida, pq no Brasil isso não existe.

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Glenda Dimuro