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Glenda DiMuro On January - 22 - 2012

Devido a repercussão dos últimos posts, resolvi eu mesma ressuscitar alguns textos antigos e bastante pertinentes. Um deles é sobre a questão da crise e o trabalho na Espanha, já que volta e meia alguém, que está disposto a largar tudo no Brasil e se mandar para o lado de cá, me pergunta como anda a coisa…

Acho engraçado quando uma pessoa que nunca lavou as suas próprias calcinhas (leia-se também cuecas) me conta que quer morar na Europa e trabalhar de qualquer coisa. E não pensem que estou avacalhando com os garçons, faxineiras, ajudantes de cozinha, recepcionista de hotéis, babás, porteiros, etc. chamando o seu trabalho de qualquer coisa. Trabalhar de qualquer coisa, neste caso, significa ampliar o leque de opções de trabalho, incluindo aquelas que nunca, jamais, certa pessoa se empenharia em trabalhar no Brasil.A questão é sempre a mesma: Ok, já sei que a Espanha está em crise. Mas crise como? Será que eu não arrumo um trabalho de qualquer coisa?

Está claro que na Espanha as diferenças entre classes sociais são menos abismais que no Brasil. Tem pobre, uma imensa classe média e alguns ricos. O X da questão é que na prática todo mundo ganha quase a mesma coisa (ok, os ricos ganham muito mais, como em qualquer lugar do mundo). Tanto faz limpar o chão como ser balconista de loja de grife (e me arrisco a dizer como uma simples arquiteta num escritório de arquitetura), trabalhando de qualquer coisa você consegue ganhar um mínimo justo para pagar suas contas e, quem sabe, ainda sobra um pouco para o supérfluo. Sendo assim, aqui em Sevilla é bastante comum encontrar num mesmo restaurante a mulher que limpa os banheiros da academia e instrutor, o cara que distribui panfletos e o professor universitário, ou mesmo ter como dono do apartamento que você aluga (com 4 quartos, dois banheiros, condomínio com piscina em uma zona residencial de um bairro bom) um motorista de caminhão do lixo, já que o poder aquisitivo (e o acesso ao crédito, claro) são parecidos.

Ou seja, trabalhos considerados por muitos de nós, brasileiros, como qualquer coisa, por aqui são atividades profissionais com renumerações como qualquer outra. O conceito de subemprego não está sempre relacionado diretamente com a atividade exercida, mas com o tipo de contrato e vínculo empregatício. Na Espanha são os chamados contratos “basura” (lixo): salários baixos em relação ao número de horas trabalhadas, contratos temporários, baixos custos de demissão… e estas são apenas algumas características dessa “nova” forma de empregar do falido Estado do Bem Estar. Na maioria das vezes não existe nenhum contrato assinado e muito menos garantias ou ajudas na hora da demissão. É daí vem o adjetivo lixo: usa e joga fora, um profissional totalmente descartável,  independente do nível educativo.

É o mais parecido que podemos encontrar com o famoso “bico” no Brasil. Só que aqui, não só de subempregos (no sentido brasileiro) se alimentam os bicos. Na Espanha, profissionais qualificados, com diploma de universidade e tudo mais (principalmente cidadãos estrangeiros) vivem de bicos, quase nunca relacionados com a sua profissão. Pós graduação em Gestão de Empresas Multinacionais trabalhando como barman. Mestre em Ecologia e Recursos Naturais e “passadora” de roupa, recebendo, em alguns casos, 3€ por hora.

Basicamente, existem dois tipos de pessoas que cruzam o oceano para viver a vida do lado de cá: os temporários e os que vêm “buscar la vida”. No primeiro bando estão os estudantes de intercâmbio, aqueles que chegam por um tempo determinado e estão dispostos (ou não) a trabalhar de qualquer coisa para pagar suas viagens pela Europa. Já vi socialite da minha cidade no Brasil de balconista de loja de roupas em Sevilla, trabalhando 12 horas e recebendo 35€ por dia (no final do mês parece bastante, mas é menos de 3€/h, e comparado com outros países da Europa é um salário ridículo). Em seis meses juntou dinheiro e conheceu boa parte da Europa.

 

Mas existem aquelas pessoas que vêm buscar algo mais na Europa, seja vivenciar uma cultura e forma de vida diferente, estudar por tempo indeterminado, mas principalmente são as que pensavam no Velho Mundo como seu futuro e sua garantia, na esperança de melhorar suas condições econômicas (suas e muitas vezes de seus familiares que continuam no Brasil – mas a história se repete com qualquer latino americano, africano, etc.), mas que no final acabam sendo alvo predileto dos contratos “basura”. Principalmente aquelas pessoas que não têm visto de residência ou trabalho. A questão já não é trabalhar de qualquer coisa, mas sim sob qualquer condição, qualquer salário e qualquer jornada de trabalho.

Em tempos de crise, a situação tende a piorar, não só para os estrangeiros (ilegais ou não) como para os próprios espanhóis. Se antes, quando a economia espanhola ia de vento em popa, os estrangeiros era bem vindos para fazer o “trabalho sujo” que nenhum espanhol queria fazer (lavar pratos, cuidar de crianças e idosos, construção civil, fábricas), agora o resultado é um bando de gente desempregada, de ambos os lados. Obviamente, situações como esta provocam sérios problemas também sociais porque todo mundo agora quer trabalhar de qualquer coisa, e as vagas são escassas. Muitos imigrantes já fizeram suas malas e voltaram ao país de origem e outras centenas de espanholes emigraram a outros países da Europa, e inclusive para o Brasil. As próprias medidas do governo, que facilitam a propagação de contratos temporais (e com isso diminuem os direitos dos trabalhadores e facilitam a vida dos empregadores na hora de demitir), contribuem para fragilizar ainda mais o mercado de trabalho atual na Espanha.

Por isso pense bem antes de se largar de mala e cuia para estes lados, principalmente para os países mais “pobres” da União Europeia. A coisa está feia e a nuvem negra seguirá por alguns bons anos, principalmente se seguimos (seguirem) apostando pelas mesmas políticas econômicas. Não sou eu quem vai dizer se vale ou não a pena viajar tantos quilômetros em busca de uma vida melhor, até porque o conceito de “vida melhor” é muito relativo e pessoal – e não me atrevo a defini-lo com meus escassos conhecimentos psicossociais. Mas se o que você vem buscando é “fazer dinheiro” ou encontrar uma oportunidade de trabalho na sua área profissional, a coisa complica, e muito.

Se mesmo assim decidir encarar a empreitada, respire fundo e, principalmente, não venha pensando que o mar está para peixe.

Categories: Espanha

72 comentários

  1. Luiz Alberto Peter says:

    imigrar é mais questão de “satisfação de sonhos” do que de necessidade… claro que só não o foi para os escravos que vieram da áfrica… acredito que essas raças européias tiveram e continuam tendo a idéia de seres humanos superiores…hahaha. eles tem mania de escravizar outros seres humanos… mas, atualmente essa escravidão é consentida por ambas as partes, daí ser questão de cada indivíduo, um que oferece o serviço, outro que se submete… é aquela questão básica da sobrevivência. tendo o que engolir prá manter a vida tá bom. SERÁ????

    • glenda.dimuro says:

      Em muitos casos é “necessidade”. Há um tempo atrás, na Espanha principalmente, havia muita oportunidade de emprego, principalmente para mão de obra vinculada com a construção civil. O pessoal ganhava bem, um pedreiro poderia ganhar mais de 1000€ ao mês, com direito a férias e tudo mais. Condição que lhe permitia trabalhar com dignidade e ainda enviar dinheiro para o resto da sua familia no seu país de origem. Isso hoje em dia, é algo mais complicado de ser ver. Só aqueles que se estabeleceram há mais tempo estão conseguindo sobreviver ao regime atual.

      É como o ANdré disse, as pessoas se aproveitam dos ilegais…mas aqui na Espanha, até os legais estão sendo utilizados, infelizmente.

      • Mile says:

        No boom da construçao 1000 euros era o mínimo que um pedreiro ganhava. O marido de uma colega era pedreiro e ganhava fácil, fácil seus 3 mil euros mensais.

  2. Luiz Alberto Peter says:

    quando falta dignidade se engole sapos… hahaha

  3. André says:

    Oi Glenda,

    Aqui na Suíça as coisas não são muito diferentes. Fazer faxina, servir mesas (garçom), lavar pratos ou qualquer outro tipo de trabalho que não seria bem visto no Brasil aqui é considerado digno e quase tão bem pago como qualquer outra profissão.
    O problema é que muitos empregadores se aproveitam da situação precária de muitas pessoas (ilegalidade, desemprego..) pra explorar, fazendo essas pessoas trabalharem no ‘negro’ (sem contrato) e, portanto sem nenhuma garantia social.
    Com relação ao que se paga aqui o valor é um pouco maior (cerca de CHF 20,00 – CHF 25,00 por hora ou cerca de 8 – 10 Euros).

  4. mirelle says:

    Vixe, ta coisa ta feia ai hein? Aqui na França a crise chegou tb, mas nao com a força que chegou na espanha, por ex. aqui é muito raro ser contratado debaixo dos panos, o povo sempre registra. Tb nao se encontra muita gente disposta a trabalhar abaixo do minimo, que é de 8€ e uns quebrados a hora. O salario minimo é de 1300€, e vive-se muito bem com isso. Eu trabalhei de baba por 2 meses, 20h por semana e ganhava quase 700€ por mês. Achei bastante, pq o trabalho era muito, muito simples.

    E vc tem toda razao sobre essa coisa do sub-emprego, aqui nao se tem esse pensamento. a faxineira da empresa do Léo é quem tem o carro mais novo e caro da empresa dele, e nao o diretor.

  5. Alessandra Mosquera says:

    Putz! Nem me fale! Vira e volta recebo emails assim tambem… E o que posso dizer pra essa gente? Estou desempregada há um ano e meio, nesse intervalo só fiz 3 entrevistas que não davam contrato indefinido e ofereciam salários que eram a metade do que eu ganhava antes. Em 2004, também demorei pra arrumar emprego, mas quase todos os dias tinha entrevista. Agora, nem isso. E eu falo idiomas, trabalhei em empresas grandes aqui… Na empresa do meu marido baixaram o valir da hora extra e volta e
    Meia demitem. Tenho medo do que vai acontecer aqui, sinceramente.

  6. Alex says:

    Oi Glenda. gostei do novo formato do seu blog, que já acompanho desde o começo do ano. eu tentei te escrever, mas não consegui obter resposta. Vou tentar de novo…rsss. Minha situação é exatamente esta que vc escreveu nesta coluna. Estou tendo que decidir se vou ou não para a Espanha. Eu sou espanhol (dupla nacionalidade), e, tenho família em Granada, e queria poder conversar com vc para trocar idéias sobre ir ou não. Sou advogado, mas, cansei da nossa pátria aqui, ainda mais se o PT ganhar de novo, o Brasil já deu para mim, acho que farei o caminho de volta dos meus avós 100 anos depois… Por isso, se vc puder entrar em contato comigo agradeço a atenção. bjs. Parabéns pelo novo blog.

  7. Nos últimos dois anos, muitos brasileiros têm dirigido as maiores imprecações (xingamentos) possíveis contra os espanhóis por causa do rigor contra a imigração ilegal e do excesso de burocracia para que se entre na Espanha. Porém, se analisarmos bem a situação do desemprego no país atualmente (cerca de 20% de “paro”), dou a mão à palmatória e ouso até dar razão a eles em dificultar o acesso dos estrangeiros, especialmente os provenientes do Brasil e de outros países latino-americanos, ao mercado de trabalho local. Afinal, como você se sentiria se, ainda morando no Brasil, você ficasse desempregada e de repente a vaga que seria a sua numa empresa brasileira fosse ocupada por um espanhol nativo?
    Portanto, cabe aos governantes de nosso país uma série de medidas para diminuir a emigração de brasileiros para os países mais ricos. Melhor qualidade na educação e na saúde pública, melhor saneamento básico e melhor distribuição de renda levarão à diminuição dos índices de violência e duma série de outras mazelas sociais, estimulando nossos compatriotas a permanecerem no Brasil e dando aos espanhóis desempregados, bem como a outros europeus nessa situação, uma melhor perspectiva no mercado de trabalho local.

    • glenda.dimuro says:

      Concordo em partes… Muitos dos estrangeiros agora desempregados são do tempo em que a Espanha necessitava muita mão de obra. Escrevi um post sobre isso uma vez: Sirvo, logo existo. Não pode explorar mao de obra estrangeira por tanto tempo e depois simplesmente dizer que devem voltar ao seu país. Muita gente criou raízes e fez uma vida aqui…ajudou a construir muita coisa e merece respeito. E prestem atenção, essa semana eu li que bateram récord as autorizações de residência e trabalho no Brasil concedidas à estrangeiros (graças ao tal desenvolvimento econômico pelo qual nosso país está passando). Acaso já não tem mão de obra suficiente no Brasil? Precisamos importar mais? A diluição das fronteiras faz com que as pessoas se movam… e pessoa é pessoa em qualquer lugar do mundo. As leis de extranjeria devem existir, mas não podem passar por cima da dignidade de cada um e o governo deve cuidar de quem um dia já contribuiu. Se alguém vem pra cá é por necessidade…

      • André says:

        Glenda, aqui em Genebra conheço vários brasileiros que vivem no exterior a vários anos, tem boa formação e ocupam boas posições nas empresas onde trabalham que fizeram ou estão a ponto de fazer o caminho de volta.
        Por aqui todos concordam (e não só os brasileiros) que a economia brasileira está melhorando e não vai parar por aí e quem entrar nesse ônibus primeiro vai conseguir um lugar melhor. Várias empresas estão buscando pessoas que tenham o ‘brasileiro’ como língua materna.
        o Brasil está em alta e está se tornando cada vez mais atrativo para pessoas altamente qualificadas.

        • glenda.dimuro says:

          Pois é André, quem chegou antes de 2005-2006 (às vezes beeeem antes) e com qualificação profissional conseguiu aproveitar as oportunidades da época e hoje, grande parte ainda mantém seus trabalhos. O problema é de quem chegou depois….

  8. Ricardo says:

    Oi Glenda,

    Eu vivo em Barcelona faz quase 6 anos e a situaçao atual é infinitamente diferente de quando cheguei, existem pouquísimas oportunidades de emprego e os salarios baixaram drásticamente, um exemplo, para um posto que antes se pagaba 30.000€/brutos-ano agora se paga 20.000€ ou pouco mais.
    Tenho formaçao universitaria e fiz dois masters aqui e me custou muito até conseguir algo na minha area porque quer queira ou nao em uma igualdade de condiçoes com outro candidato o nativo español sempre terá preferencia.
    Em fim Espanha parece começar a sair da crise mas ainda lhe falta, segundo os expertos mais de um ano e meio.
    Sorte a todos.

    • Beth says:

      Eu vivo em Amsterdã há 16 anos e a situação atual aqui também é infinitamente diferente de quando cheguei. E não falo apenas do mercado de trabalho (se até os holandeses estão sofrendo com a crise, quanto mais os estrangeiros que moram aqui), mas de discriminação mesmo! O cabinete prestes a assumir o poder é composto de três partidos de direita, um deles um partido de extrema-direita conhecido por seu discurso xenófobo que não fica devendo nada ao Vlaams Belang (Bélgica) ou ao Front Nationale (França). Tá feia a coisa…

  9. U says:

    Infelizmente, o crescimento econômico brasileiro não é sustentável. Certo, o Brasil vai experimentar(e já está experimentando)uma alta taxa de crescimento. Mas a variável fundamental a ser olhada é a TFP (produtividade total dos fatores)e aí é que fica o problema. Ela está plana faz tempo, tipo a da Espanha na época do boom econômico. É verdade que o Brasil tem fartos recursos naturais, mas também é verdade que a riqueça duma nação não está determinada no longo prazo pela quantidade de petróleo, aço, soja, mineráis,etc. e sim pela qualidade de suas instituições e do seu capital privado, público e humano que possui, e pela eficiência com que combina esses fatores (olhem o caso dos países africanos, ou o da Venezuela ou Bolivia)

    Também deve ser salientado que o estado brasileiro, desde um ponto de vista intertemporal, do jeito que está atualmente, acabará dando calote (obvio que o Governo pode facilmente evitar isso aumentando impostos e cortando gastos, medidas que farão com que o Brasil seja um país com um crescimento estagnado). Os gastos públicos correntes (vagas de funcionários públicos e os salários deles) estão cresciendo a uma taxa claramente insustentável, como se o Brasil fosse um país rico. Da mesma forma, devido ao grande espacio ocupado pelos gastos correntes nos orçamentos públicos, os gastos de infraestrutura aumentam anualmente muito pouco, despesas estas fundamentáis pra promover a capacidade do Brasil para incrementar sua renda e riqueça.

    Mas o maior problema sem dúvida é o atual sistema da Previdência Social. Se o sistema espanhol, americano, francês, etc. precisam de reformas mesmo, o sistema brasileiro é uma bagunça do jeito que está e terá de ser modificado profundamente.

    Resumem: o crecimento brasileiro está baseado no crédito farto, numas expetativas boas, numas taxas de juros históricamente baixas e numa política fiscal expansiva totalmente disparatada. A eficiência da economia brasileira é muito baixa, o sistema impositivo é uma loucura e os empecilhos pra montar um negócio infinitos. É claro que também existem fatores positivos, mas infelizmente as predições no meio prazo são que o Brasil não será um país de alto crescimento.

    Y que conste que soy un enamorado de Brasil…

  10. Andre Santos says:

    O artigo ficou muito bem elaborado, bom na verdade nao falou nem mais nem menos da realidade que vemos todos os dias pelas ruas de madrid, pessoas oferecendo seus conhecimentos por algum duro para ter ao menos 10 euros para entrar no supermecado dia e comprar a janta e o seu cafe da manha.
    Eu fui mais um dos jovens que quando mais novo pensava nao vou me preocupar muito porque quando completar meus 18 vou para europa e volto rico, na verdade isto se concretizou eu com veinte cheguei na espanha conhecia um conhecido de um amigo meu, nao sabia falar a lingua, nao tinha nem ideia de como ia me manter, dai veio a realidade o que eu sei fazer? Quantas vezes eu ja trabalhei na vida? ali eu nao teria a ajuda financeira da minha familia por motivos obvios de orgulho.
    Ja se vao 3 anos desde a primeira vez que pisei em madrid, e ja fiquei muitas vezes rodado aki na espanha, e a maior realidade desta vivencia aqui e que a quem voce poderia pedir ajuda que seriam seus paisanos os brasileiros, sao destes que voce tem que correr, os brasileiros nao sei se em outros paises mas na espanha, estao esperando que um outro venha pedir ajuda para tirar pelo menos o que restou a esta pessoa, uma triste realidade, com excessoes claro.

    Hoje tenho meu trabalho, meus documentos quase em maos.
    E me orgulho de conseguir estar em um pais e sair do nada para ser alguem, somente agora o que me come por dentro e a pergunta aonde quero viver, Brasil ou España?
    estou de ferias no Brasil, e a maior verdade e que aqui com 100 reais voce nao comprar nem mais o leite para os 30 dias do mes.
    mas aqui voce sorri, uma felicidade falsa, pois todas as noites imagino milhares de brasileiros sem conseguir fechar os olhos pensando nas contas que vencerao amanha.

    Andre santos

    • Olá André,

      Concordo com muito do que você escreveu. Estou há três anos na Itália e a cada dia que passa me sinto mais dividida entre os dois países. Aqui eles estão regredindo em muitos aspectos, mas ainda continuam oferecendo uma qualidade de vida melhor do que a do Brasil. Não estou falando sobre salários, pois no Brasil muitos ganham mais do que aqui, estou falando sobre ter acesso à cultura gratuitamente, poder ver a obra de Da Vinci ou assistir um concerto de música clássica a um preço justo, ainda que o estilo musical não seja o seu predileto. Na Europa você não é obrigado a sair na rua e ter que escutar FUNK Carioca, que está tocando no carro da frente em último volume. Consigo fazer uma compra do mês incluindo supérfluos com €200, e no Brasil não se compra nem leite. Mas é isso aí, aqui também tem muitos lados negativose tudo é uma questão da fase que a gente se encontra.

  11. Leo says:

    Realmente quem escolhe a Espanha está meio perdido. Eles são o primo pobre da Europa. A maioria dos empregos de nivel superior no Brasil, pagam mais do que Portugal e Espanha. E na Europa ainda se gasta mais pra viver. Sem contar os espanhois, um povo estranho, sem educação.

    • u says:

      Leo,

      Concordo contigo apenas parcialmente. Muitos brasileiros que escolhem a Espanha procuram fugir da violência e insegurança da vida no Brasil, mas atualmente emigrar à Espanha não é um ato inteligente, pois o trabalho é um bem muito escasso e as chances de não se dar bem muito altas.

      Como já falei antes, o Brasil no meio prazo está indo pro buraco e se você não vê isso é simplesmente porque não quer. Os salários brasileiros acabarão experimentando uma queda importante – em termons reais – (não esqueça que os salários sobem com a produtividade, variável plana no Brasil, e com a demanda relativa à oferta – assim que mais pessoas se formarem, maior a oferta de trabalho qualificado e menor a pressão altista para os salários. Isto já os espanhóis sabemos bem como é.

      Agora, é sacanagem um brasileiro falar que os espanhóis são (somos) maleducados. Somos um povo meio ríspido, brusco e tal, mas deixa eu te perguntar: quanta gente analfabeta o Brasil tem? Existe respeito ao próximo na vida diaria no teu país? Respeito às leis?

      Só dizer que sou nascido e criado na Colombia mas naturalizado espanhol e que adoro o Brasil e seu povo. Mas a realidade é a realidade (la verdad es la verdad, la diga Agamenón o su porquero).

      Saludos,

      U

      • glenda.dimuro says:

        Olá Ulises. Concordo em muitos pontos contigo. O IDH (índice de desenvolvimento humano) do Brasil não chega nem aos pés do da Espanha. O PIB e outras medidas de crescimento econômico só favorecem às empresas grandes, multinacionais principalmente, e dão a ilusão que o brasileiro médio/baixo tem melhor condição de vida e inclusive de compra. Eu acredito que com tudo isso o que aumenta, na verdade, é o poder de endividar-se. Uma grande ilusão… Enquanto isso, não temos saúde pública gratuíta, o grande número de universidade não está de acordo com o baixo nivel dos seus graduados, a educação primária é uma vergonha, a especulação imobiliária destrói as cidades, ninguém tá nem ai para a contaminação ambiental provocada pelo aumento do número de carros nas cidades, o transporte público só funciona em algumas poucas capitais do país, ninguém separa lixo, sem contar a violèngia generalizada que assola o nosso país, os valores de cidadania estão desvirtuados, por contar algum dos probleminhas que o nosso Brasil brasileiro sofre… Não acredito que com desenvolvimento meramente econômico, todas essas questões sejam resolvidas como deveriam, nem a curto, nem a longo prazo.

        Enfim, o povo espanhol é meio grosseiro se comparamos com a “nivel de grosseiria” brasileira, povo mais sorridente e menos gritão. Mas costumo dizer que é 8 ou 80, e às vezes parece que uma pessoa está te xingando por pedir um simples café. Mas na verdade não é nada disso, é apenas o jeito deles, mais rude de ser que o nosso, e isso não significa falta de educação (bom, às vezes sim), mas uma diferença cultural que depois a gente acaba se acostumando (ou não). Mas por acaso os brasileiros não são maleducados também? Não podemos generalizar… cada um tem o seu lado bom e ruim.

        • u says:

          Glenda,

          Muito obrigado pelo seu comentário. Você está certíssima. Na verdade, eu não sei bem por quê estou defendendo o jeito do ser do espanhol, pois sou colombiano e concordo que tem muito pessoal grosseiro e desrespeituoso por aqui. Também tens razão quando afirmas que é o jeito natural de ser deles. Não falam, gritam :-)

          É só que senti que tinha a obligação de intervir neste post porque quando ” as coisas estão dando certo temporáriamente”, as pessoas esqueçem, voluntaria ou involuntariamente, que é isso, uma questão temporária, e que “os fundamentáis”, as condições que determinam o progresso duma nação no meio-longo prazo, seguem sendo ruins, e que, como economista, às vezes um deve dizer a verdade alta e clara, mesmo que seja desagradável. Tem muito brasileiro agora atuando da mesma maneira que os espanhóis antes da bolha imobiliaria estourar.

          Isso não quer dizer que não tenha melhorado muita coisa no Brasil. Tem tido muitas melhoras, mas insuficientes para que o Brasil cresca satisfatóriamente no futuro. Talvez com a Dilma… :-)

          O blog está ótimo, Glenda. Segue com o fantástico trabalho.

          Abrs,

          U

  12. u says:

    Esqueci comentar que acho a Espanha um país mais barato do que o Brasil.

    U

  13. Márcia says:

    Buenas tardes,

    Nem sempre os motivos que fazem uma pessoa cambiar de país sao os laborais. Apesar de ter um bom trabalho em Portugal resolvi vir para Espanha por achar a vida por aqui muito mais agradável. Acho ridículo quando uma pessoa como este “Leo” fala de um povo e de um país com este desrespeito. Penso que isso acontece por algum motivo, que francamente nao me interessa. Desde quando um arquitecto (minha profissao)ganha mais no Brasil do que em Portugal e Espanha? Desde quando um professor (minha segunda profissao) ganha mais no Brasil do que em Portugal e Espanha. Tenho um amigo que é médico e seu salário em Portugal é muito superior do que ganhava no Brasil. Tem gente que fala sem saber o que diz. Nao sei em que país mora esse “Léo”, mas posso dizer uma coisa, a vida em Espanha é melhor do que em muitos países que tive a honra de visitar. Até parece que em Alemanha,Holanda, Bélgica e principalmente França gostam dos brazucas. Essa mania de alguns brasileiros acharem que sao mais simpáticos, mais divertidos do que os outros, é uma das coisas que abomino. O Brasil pode estar com melhorias, mas até chegar ao nível da Europa falta muito. O Brasil tem um índice de violencia que o faz ser um dos piores para viver, de que adianta estar indo bem em alguns pontos, estar gerando trabalho, etc, se enquanto nao resolver a questao da violencia continuará a ser um péssimo país para se viver. Escolhi Espanha para viver, nao é onde um nasce que importa mas onde um se sente bem e feliz.

    • U says:

      Márcia,

      ¡Olé con mayúsculas!. Não preciso dizer mais. Os espanhóis e a Espanha têm defeitos e problemas, é claro, mas o Brasil ainda dista muito de ser um bom país para se morar. Eu mesmo perdi há pouco lá um parente próximo pela violência. Uma pena, pois como já disse adoro esse país e seu povo, mas…

      Eu também cheguei na Espanha de outro país e foi recebido muito bem, tanto que resolví me naturalizar faz um tempinho. É claro que tem pessoas doidas e com a mente fechada, mas a grande maioria dos espanhóis é gente solidária e hospitaleira.

      Abrs,

      U

  14. Beth says:

    Isso significa ir ao mesmo restaurante que a mulher que limpa os banheiros da academia e ter como dono do apartamento que você alugou (com 4 quartos, dois banheiros, condomínio com piscina em uma zona residencial de um bairro bom) um motorista de caminhão do lixo. Ou seja, trabalhos considerados por nós, brasileiros, como qualquer coisa, por aqui são atividades valorizadas como qualquer outra.

    ———————————————————————–
    Eu pensava exatamente assim quando me mudei pra Holanda, 16 anos atrás…Com o passar dos anos descobri que aqui também existe divisão de classes (o que em cidades como Amsterdã ainda fica mais óbvio, com bairros brancos e bairros negros, mas isso o turista não vê). Não só existe como até no meu bairro tem escolas brancas (com crianças holandesas) e escolhas negras (com filhos de imigrantes). Nem as crianças se misturam!!!

    Enfim, como em qualquer lugar do mundo existem aqui pobres e ricos (ou seria melhor dizer uma classe média com padrão de vida confortável, emprego fixo, casa própria e duas viagens de férias por ano). Os filhos de imigrante nascidos aqui são discriminados nas escolas e no trabalho. E acabam fazendo o trabalho sujo que o holandês não quer fazer.

    Hoje em dia se alguém do Brasil me pergunta se recomendo emigrar eu digo: depende do que você tem a perder. Depende dos seus planos, da sua idade…Se fosse tem menos de 30 anos (e eu vim pra cá com menos de 30 anos) e quer conhecer novos lugares e gente diferente, venha…Mas depois não reclame com as pedras no caminho. Toda a experiência é válida…quando se tem 20 anos. Depois de uma certa idade, as coisas mudam de figura.

    Mas vir para cá com a ilusão de trabalhar na mesma área…é complicado!

    • glenda.dimuro says:

      Cada vez mais percebo, seja viajando ou escutando depoimentos de gente que vive/viaja em outros países, que a Espanha acolhe bastante bem os seus estrangeiros. Óbvio que existe preconceito, mas a coisa não é tão descarada… e todo mundo meio que se mistura mesmo. Pobres e ricos existem em todos os lugares, a diferença é que aqui a grande maioria é média, então não se nota tanto as diferenças…
      Com a crise, o tal do trabalho sujo é “ouro” e os estrangeiros lutam lado a lado com os espanhóis pelas vagas, ainda que, claro, os últimos levem mais vantagem…

  15. jonas says:

    ola me chamo jonas e vi pra españa buscar la vida como se disse aqui atualmente vivo en malaga e posso dizer que estou feliz apesar da crise estou trabalhando como albanil autonomo ( pedreiro ) e nos ultimos 2 anos a minha media de salario 2800 euros mensal minha mulher trabalha limpando casa por las manhana enquanto as criasnças estao no colegio e ganha uns 600 euros . amim nao me tem faltado trabalho as famosas chapuzas ( gambiarras) eu tive sorte trabalho bem feito pontualidade formal com meus clientes , um pouco de tudo talves . mas nen sempre foi um marde rosas o 1º ano foi uma luta un sofrimento ate poder trazer minha familia . mas estou contente depois de tudo que passamos agora ja estamos estavel crise???? nao sei o que e isso.

  16. Wallace says:

    Eu sempre tive vontade de ir a Sevilla. Já pensei em me mudar praí, com a esposa e me estabelecer na cidade.

    Eu não vivo mal no Brasil, tenho um pequeno escritório onde prestamos serviços em informática e tiro um salário razoável. Não sei se iria pra españa pra ganhar menos do que ganho aqui.

    Se eu me mudasse, seria muito mais pela qualidade de vida do que por necessidade financeira.

    Eu penso em estudar o mercado de internet por aí, para ver se existe oportunidades de negócios interessantes pra eu me estabelecer até como prestador de serviços.

    O que vocês acham?

  17. olá, estou pensandhu em ir tentar a vida em madri, queria um conselho seu ?
    ql e a melhor maneira, ql oportunidade que terei la , ql a minha oportunidade de emprego e ganho qts + ou – gastarei com a moradia? desde ja obrigado eu estou muito ancioso sem saber o q faço?

    • Glenda DiMuro says:

      Olá Luis Fernando. Sinto muito, mas nem eu nem ninguém pode responder a estas tuas perguntas com sinceridade. Tudo é muito relativo. O que existem são fatos: não há trabalho para todo mundo. Nem para espanhóis e muito menos para estrangeiros. E ponto final. Oportunidades? Dependendo da sua profissão, são quase nulas. Quanto vai gastar por mês? Em Madrid no mínimo 800€ para gastos gerais. A Espanha não é o melhor pais para trabalhar e “tentar a vida” neste momento.

    • ADRIANA says:

      Eu estou vivendo em palma de Mallorca , nao estou vivendo mal, porque tenho trabalho e meu marido tambem, mais nao aconselho ninguem salir do Brasil para vir aquí, as coisas aqui esta difícil, tem muita gente que e formado e esta sem .

  18. jessica rodrigues says:

    Olá gente,minha tia mora em galicia,la coruña eu queria ir para la, a trabalho,bom eu nao iria gasta com moradia,o que vcs me disse?
    des de ja agradeço!
    bjus e espero a resposta!

  19. Ytamara Clara says:

    Olá Glenda!

    Te add no msn ,queria trocar umas ideias contigo sobre morar na Espanha…ate mais bjoo

  20. João Antonio says:

    Olá.Glenda estou com mesmo objetivo do Luiz, querendo ir para Madrid mas não sei quanto vou gastar. Mas como o pais esta em crise,qual seria o melhor pais no momento para se imigrar e tentar uma vida melhor??
    Dentro da Europa.

    • Glenda DiMuro says:

      Olá João…pergunta difícil. Depende do que vc pensa por vida melhor! Na Europa? Acho que a Alemanha e os países mais do Norte estão mais estáveis economicamente. Mas em geral a coisa não está boa para imigrantes, ainda mais para os que querem buscar a vida (economicamente falando).

  21. João Antonio says:

    Hum estou indo para Barcelona com uma amiga que morou lá e esta voltando.Vou como namorado dela para passar na Policia.Mas depois vou me separar e buscar meu rumo.Aqui no Brasil não tenho recursos de arrumar um trabalho bom por que a onde moro as condições estao bem ruis ate para quem tem um Superior.E se tenho que me mudar para buscar algo melhor invés de ir para SP ou RJ cidades de grande porte melhor ir para fora do brasil já que tenho uma oportunidade sem contar a taxa de criminalidade que la em bem menor e condições de vida .Eu estou disposto a trabalhar de qualquer coisa mesmo e com máximo de tempo possível quero dizer se der para trabalhar de camareiro de dia e garçom a noite.Não vou me dar ao luxo de dormir.Quero uma vida melhor.

  22. wilma says:

    Esse Brasil está mau mesmo, depois de ler que o amigo aí quer uma vida melhor trabalhando de dia e de noite, dormir é luxo, só rindo,kkkkk
    Mas ele já começa mal, mentindo ser o que não é…já soube de um rapaz que voltou da Austrália porque foi pego na mentira no próprio orkut dele, BOA SORTE PRA VOCÊ, mas fique esperto!!!

  23. Oi Glenda,

    Aqui na Itália os empregadores elaboram contratos que sejam conveniente somente para eles. A maioria é a tempo determinado, que acaba sendo renovado inúmeras vezes e pode ser cessado a qualquer momento, sem direito a nada. Poucos têm contratos dignos. Existem zilhões de tipos de contratos, exatamente para que o empregador possa camuflar do modo mais favorável a ele.

    Eu cheguei em um período em que a segurança no trabalho já não existia nem para os italianos, imagine para os estrangeiros. Saí do Brasil há três anos, onde trabalhava como jornalista em uma das melhores agências de comunicação do país e estava disposta a “fazer qualquer coisa” por aqui, desde que me proporcionasse experiência, cultura, linguas, etc. Vim com meu marido que profissionalmente estava muito bem e ainda hoje estamos por aqui. Digamos que hoje conseguimos nos sistemar um pouco e deixamos muitas coisas que valorizavamos no Brasil de lado. Na verdade mudamos muito nossos valores. Não é fácil sair de um lugar onde você é reconhecido como profissional, como pessoa e ingressar em um país, muitas vezes xenófobo, no qual você é visto somente como mais um estrangeiro que chegou para incomodar.
    A questão do trabalho e valorização de mão-de-obra não existe mais por aqui. Eu particularmente acho uma vergonha a questão trabalhista e teria histórias longuissimas para contar.

    Se vale a pena sair do país? SEMPRE! Não com foco exclusivo de melhorar o salário ou enriquecer, mas como experiência de vida, como modo de conhecer seus valores, limites e enxergar além das fronteiras. Antes eu não conseguia imaginar sair da cidade, hoje eu seria capaz de recomeçar inúmeras vezes, mesmo que com dificuldade.

  24. Concordo com a Erica.
    As coisas estão difíceis sim e tentar algo diferente não é pra qualquer um.
    Sair do seu país, da sua comodidade e de sua rotina vale MUITO á pena, pois o aprendizado e auto-conhecimento será infinito.
    Um conselho para quem quer tentar “la vida” por aí: Vá! Não olhe para tráz, somente olhe o quanto esse mundo é lindo e o quanto ele tem SIM a lhe oferecer…
    Se vai ser difícil? Claro que vai! Alguém disse que não seria?
    Vá! Viva! Aprenda!

    Demetrio

  25. Brenda Lopes says:

    Olá,Glenda,
    Gostei muito do texto,tenho super interesse de trabalhar,estudar na Europa,é claro que precisa ser uma atitude madura e bem pensada.
    Você tem alguma idéias? dicas para dar?
    Me adc no msn..brenda-lopess@hotmail.com

  26. Claudia says:

    Olá, Glenda. Eu também vivo na Espanha e sei tanto quanto a maioria dos que aqui estao que a crise nao está para brincadeira, mas nao sei de onde você tirou a informaçao de que se paga 3€ por hora. Eu nao trabalho por hora, mas conheço um monte de gente (a maioria imigrante) que diz ganhar pelo menos 5 ou 6€.
    Abraços.

    • Glenda DiMuro says:

      Cláudia, eu conheço um monte de gente que já trabalhou a 3 eurecas a hora. Inclusive eu por uma semana, 3,15 euros.

      • Jackson says:

        Oi Glenda

        passa teu msn, quero conversar com você, tirar algumas duvidas;

        eu ja te add mais e so pra confirmar;
        Abraço

        • Glenda DiMuro says:

          Jackson, vc pode me mandar um email pelo formulario de contato.

          • Jakson says:

            Olá gostei muito do blog.
            Recentemente sutgiu no meu coração o desejo de mirar na Espanha. Tenho algumas dúvidas. No meu caso irei aposentado, tenho 42 anos. Gostaria de saber se um salário de aproximadamente 14.000, 00 reais mais 3 pessoas eu coseguiria uma vida razoável na Espanha, penso em Málaga. Penso tb no estudo dos meus filhos. Ou seja, qual seria o meu custo de vida? Se puder dazer parte do seu blog agradeço.

          • Glenda DiMuro says:

            Falar de custo de vida é muito relativo… pois depende de quanto vc gasta ao mês! Uma familia de 3 pessoas vive bem, segundo meu padrão de bem, com os 4 mil euros que vc recebe de salário.

  27. Josi says:

    Oi Glenda,
    Adorei o blog, a qualidade de tudo o que foi postado. Parabéns pela iniciativa!
    No meu caso, que ainda não fui mas pretendo fazê-lo em 1,5 ano, é uma decisão do coração. Tive a oportunidade de conhecer várias cidades na Europa e momentos diferentes. Tenho cidadania e na Espanha estão minhas raízes. Realmente sinto que meu lugar é lá, entre Galicia e Catalunha.
    Mas a estratégia que pensei foi ir em duas etapas. No primeiro momento ir para o Reino Unido trabalhar o meu inglês e ficar lá por seis meses (queria muito ficar em Edinburgh). Lá a idéia é trabalhar no “qualquer coisa”. Mas queria saber como se procura esse “qualquer coisa”. Quanto ao trabalho em si não tenho medo, sou uma mulher madura de 40 anos, embora tenha uma carreira no Brasil, encaro super bem trabalhos considerados braçais, até porque nunca tive empregada. Existe algum que tenha maior oferta. A pergunta é a mesma para a Espanha. Obrigada e um abraço.

  28. Antonia says:

    Oi Glenda, eu me aposentei e vim pra España em 1999, tinhamos visto de residencia, viemos pra ca porque percebemos que nao poderiamos ter o mesmo nivel de vida que tinhamos antes de aposentar, eu era bancaria e meu marido professor universitario, depois de tres anos ja tinha a nacionalidade espanhola em maos, hoje vivo numa casa muito maior que a que tinha no Brasil, tenho melhor carro minha filha teve uma educaçao primorosa toda com bolsa de estudo e hoje faz um doutorado na Alemanha ja fazem dois anos com uma bolsa tambem do governo alemao.
    Eu concluo disso que a Espanha è um pais barato, bonito de bom clima, com uma gente maravilhosa, quando vou ao Brasil( muiito raramente) fico escandalizada com os preços e falta de realidade quevivem os brasileiros.
    Eu acho que pra mudar de pais uma pessoa tem que ter uma estrutura, a mim nnguem nunca me tratou mal, nunca me levantou a voz, nunca foi grosseiro, claro esta que nao necessitavamos de nenhum favor nem de buscar trabalho.
    Mas eu trabalho sim montei um linha de tarot em 2004, pago impostos e em sete anos vou ter uma aposentadoria espanhola, antes trabalhei tambem num gabinete de tarot desde a minha casa de 2001 a 2003, faço o que gosto sou uma expert em runas, sou historiadora e mestre em historia medieval. Me gusta España me gusta mucho
    Um beijo

    • Rebeca says:

      Boa tarde Antônia. Moro em Salvador-Bahia. Estarei indo morar em Barcelona nas mesmas condicoes que vc. Com marido e dois filhos de 8 e 11 anos. Daqui há quatro anos assim que meu marido se aposentar. Como posso contacta-lá para conversarmos um pouco? Meu email: rebeca.vmomartins@yahoo.com.br

    • Rebeca says:

      Olá Antônia! Como faço pra manter contato com vc? Moro em Salvador-Bahia. Estou indo morar em Barcelona nas mesmas condições que vc e gostaria de algumas dicas. Meu email: rebeca.vmomartins@yahoo.com.br

  29. erika nobre says:

    ola querida antonia gostaria muito de fazer uma consulta com voce assim que eu estiver na espanha como faço pra entrar em contato com vc meu msn é erikapiu-piu@hotmail.com aguardo ansiosa

  30. Felipe says:

    Boa tarde,
    Voltei de Barcelona no meado deste mes, onde pude aproveitar as férias com minha namorada. Realmente a experiencia, mesmo que de férias, é fantastica. Do inicio ao fim se vive coisas fora de nossa realidade brasileira. Não podemos nem mesmo começar a comparar. Me fez parecer que tudo funciona. Sei que existem os pontos fracos, como todo pais deve existir. Porém desde o transporte, saúde pública, ensino, segurança… enfim, tudo funciona, coisas que no Brasil não se vê. Sou nascido e criado no RJ. Adoro a cidade, porém da Perimetral em direção a Zona Sul. A cidade apenas nos faz parecer bonita dali em diante. Nossa economia é falsa. As noticias promissoras sobre crescimento são uma utopia que não serão alcancadas por muitos e muitos cidadãos. Ao mesmo passo que os salários tiveram um incremento interessante no decorrer dos anos, o custo de vida quadriplicou nessa metropole. O custo para moradia teve um aumento de mais de 200%. Um exemplo é a bolha imobiliaria que infla cada vez mais em nossa cidade. Apartamentos que custavam 200mil na zona sul em 2005/2006 hoje em dia custam 450mil facilmente, e um ape de 40 à 50 m2. Um aluguel custam em torno de 1.2mil a 1.5mil um ape de 25 a 30m2. Sem falar no custo de um carro e outros custos. Vide o preço de vestuário, estudo… enfim…
    Em minha viagem, conversei com um brasileiro que foi de férias a 10 anos e nunca mais voltou. Trabalha em um bar. Ja passou por maus momentos, porém nos disse que tudo vale a pena, e nos disse uma frase interessante. O pior momento da crise na europa (que ainda não chegou) talvez seja o melhor momento do Brasil. A economia no Brasil bomba para dois trópicos. Os muito pobres, ganham grande ajuda do governo, apartamento e varias bolsas (familia, etc…)vide complexo do alemão e os mais ricos, no topo da “cadeia alimentar” (politicos, jogadores de futebol, etc… etc…) enriquecem cada vez mais. E a classe média é imprensada com alto custo de moradia, estudo, planos de saúde exorbitantes, imposto de renda e etc. O que temos na economia é uma grande oferta de crédito, parcelamentos a perder de vista, o que dá a falsa impressão de poder. Nossa sociedade nunca esteve tão endividada, vide os indices mostrados na mídia. Enfim, acredito muito que sair do pais ainda é um bom negócio, pois vale pela experiencia, vale pelo aprendizado de uma nova lingua, vale pela grana sim! ficar no Brasil hj em dia só sendo funcionário público pois ai também se participa da mamata da máquina pública.

  31. wal says:

    olá, GLenda , estou pensando, em ir morar na Espanha. tenho primas casadas q já vivem lá, mas não sei se isso iria me ajudar ou não, pra conseguir ficar na Espanha.

    gostaria de tirar algumas dúvidas com vc.

    já te add no msn, abraço.

  32. PATRICIA CASSEMIRO says:

    Adoro Blogs,

    polemicas e informaçáo, fazer pensar é muito bom, eu sou periodista e gostei do bom conselho do PENSE BEM, em outras palavras antes de vir morar fora. Eu mais adolescente morei em Londes e agora vivo na España por um motivo simples, AMOR, conheço outra porrada de gente que nem vem temporário por intercambio e nem para arriscar e muito menos por conta de salário no BRASIL. Os motivos sáo tantos, talvez quando já se tenha 30 os motivos tripliquem….. só para pontuar, a crise ta grande, e subemprego na ESPANHA como vc sabe agora nem é o tipo de contrato , nem o valor, acho que para mim é muito mais quando temos que fazer algo quando estamos muito além do que é exigido….mas, tem coisa pior tem socielite no BRASIL e em TODO VELHO MUNDO, que vive também aquem de seus sonhos,náo pelo trabalho , mas porque náo sabem arriscar, sonhar, amar…isso eu chamaria SUBVIDA, mesmo com milhoes na conta…

    bjs bom ..trabalho adorei o blog

    PATRICIA CASSEMIRO

  33. Vitor says:

    Oi Glenda,
    Nem o pessoal que faz pós consegue umas experiências profissionais mais convenientes?
    Abraço, Vitor.

  34. crisolina says:

    Oi Glenda, sou sua fanzoca…parabéns pelo texto maravilhoso que descreve a verdadeira história da Espanha e vizinhos pobres, sou testemunha da realidade européia e espanhola e vivi na pele o que vc escreve no texto! Acompanhei a trajetória de riqueza e bum imobiliário do país até seu verdadeiro inferno astral…chequei a catalunha em 2004 com meu ex marido espanhol e minhas 2 filhas adolescentes, vivi 8 anos nesse país maravilhoso chamado catalunha-Espanha, comecei com um contrato basura e cheguei a diretiva de uma multinacional nórdica, viajava a trabalho por países da europa, senti na pele o sofrimento e a queda das potências, por fim faz 9 meses regressei ao Brasil, com 42 anos decidi deixar meu trabalho na multinacional, as coisas estavam bem complicadas para arriscar voltar ao Brasil tarde demais para recomeçar, voltei ao Brasil, estou tentando voltar ao mercado de trabalho, sofro para adaptarme a meu próprio país e para esquecer os amigos que deixei para trás…aqui tudo esta diferente, me sinto sem pátria, espero voltar a me adaptar e me sentir em casa! Hoje não aconselho NINGUÉM a tentar a vida na Europa, principalmente Espanha, minha segunda Pátria, isso não é uma crítica, simplesmente tento abrir os olhos de meus compatriotas brasileiros…que hoje vale mais lutar na SUA terra…daqui alguns anos voltaremos a Espanha, também aconselho que recebam bem ao espanhóis, porque mesmo havendo sofrido xenofobia lá, conquistei amigos/irmãos que me apoiaram em todos os momentos!!! Beijos a todos…

    • Glenda DiMuro says:

      Obrigada! Boa sorte por ai. Volte sempre ao blog, que está meio parado mas qualquer dia eu volto a ativa!

  35. Daiane says:

    Ola Glenda,
    seu blog é muito legal, parabéns.
    Eu moro em Portugal e vivo escutando gente que pergunta se vale a pena.
    A minha resposta é sempre: DEPENDE! Vc quer ganhar dinheiro agora? Fique no Brasil. Quer segurança? Saia do Brasil…
    Cada um tem algo a perder a ganhar…

  36. Katia says:

    Bom dia galera,

    Estou cheia de duvidas e gostaria que alguém me ajudassem.

    Foi convidada a por uma amiga (senhora) a mora em Barcelona, ela tem cidadania Espanhola, e convidou eu e meu filho de 7 anos para morarmos com ela, claro que ela tem grana suficiente pra nos 3 vivermos bem por la. A minha duvida é: Eu e meu filho podemos ir sem visto pra morar com ela? podemos estudar normalmente e trabalhar sem que eu seja considerada “sin papeles” ? Se acaso precisarmos de visto qual a melhor forma de tirar esse visto, já que não é tão fácil conseguir.

    E as escolas como funciona? posso chegar la em Abril de 2014 e matricular meu filho e transferir meu curso da faculdade pra la.

    Desde já agradeço.

    Bjoss

    • Glenda DiMuro says:

      Obviamente para estar legal na Espanha precisa de visto! Trabalho, estudante, residencia por matrimônio… Em escola particular acho que pode matricular fora de prazo, nas públicas é dificil. faculdade primeiro precisa convalidar materias. Boa sorte.

  37. sirlei says:

    Ola gostei muito dos comentários,Eu também morei em Espana 3 anos e meio, voltei pro Brasil faz 5 anos mas quero voltar pra Espanha tenho muita saudades de lá esta difícil acostumar no brasil de novo, já faz anos que tento isso mas pareço um peixe fora da água, tenho 2 filhas com 13 anos e 18 anos que também querem muito volver a España naõ penso em ficar rica mas sim em viver da maneira que nós vivíamos antes sou brasileira mas amo Espanha se Deus quiser estarei voltando no final do ano, pra ir viver novamente em Espanha. não quer dizer que não amo o Brasil, mas prefiro viver lá do que aqui..um abraço a todos

  38. pilar says:

    Ola,eu vivo em Espanha ha 8 anos,na verdade nasci aqui mas fui levada ao Brasil por meus pais com pouco mais de 1 ano quando muitos espanhois imigraram para “fazer a america”,assim que me considero mais brasileira que espanhola,tenho lá meus filhos e uma neta linda e sinceramente é o que me faz ir sempre que posso ao Brasil.E verdade que aqui trabalho como empregada domestica coisa que no Brasil seria impossivel viver com o salario que pagam a essa classe trabalhadora,aqui tb nao existe,pelo menos no meio em que convivo,essa diferença absurda de classe social,para se ter uma ideia ainda nao vi um unico edificio que tenha entrada de serviço para que os empregados domesticos possam utilizar,trabalho para uma medica e nossa relaçao é natural,eu preciso trabalhar e ela precisa trabalhar,eu cuido da sua casa e da filha para que ela possa exercer a sua profissao se eu nao vou trabalhar ela tb nao poderá ir assim que uma necessita da outra ninguem faz favor a ninguem por tanto nenhuma de nós se sente inferior,ela tem uma profissao importante mas sem a minha ajuda nao poderia exercer,assim de simples.
    No Brasil vi muitos medicos que tratam as cuidadoras dos seus filhos como seres inferiores e esquecem que sao essas pessoas q na maioria das vezes criam e educam suas proles.
    Realmente existe muita diferença entre Brasil e Espanha,falo Espanha pq é o unico país q conheço para poder fazer alguma comparaçao,mas como tudo na vida tem seu lado bom e se lado ruim,gosto da segurança,do respeito pelo direito alheios,arquitetura etc… mas tb há coisas que nao gosto,detesto o tom de voz dos espanhois (altissimo)nao gosto do mau humor,estao sempre reclamando da vida etc…
    Mas sei que se algum dia voltar a morar no Brasil e pretendo voltar pq ali estao meus filhos e pra mim isso é importantissimo,sei que estranharei muita coisa,mas tudo nessa vida tem um preço.
    Aqui ainda tenho meus pais que me necessitam mas é lá que está a razao do meu viver,a familia,nao tem nada que substitua a alegria de se juntar em volta de uma mesa as pessoa que vc ama e que te conhecem na essencia e ficar horas jogando conversa fora,afinal é isso o que levamos dessa vida,bons momentos.

  39. Elisandro Soares says:

    Gente, primeiramente gostaria de parabenizar esse blog que ajuda a gente a entender como realmente funciona em outros países, eu tenho 30 anos e moro no Brasil, mas conversando com meu amigo, decidimos que meados do próximo ano queremos nos mudar para Madrid, e sabe né, começam a aparecer muitas dúvidas, como conseguir trabalho, a quem recorrer, como devemos proceder para conseguir ficar mais que o tempo que nos é concedido, enfim…muitas coisas, muitas dúvidas vem a nossa cabeça. Quem quiser compartilhar ou puder me ajudar ou apenas bater um papo sobre como levar a vida em Madrid de como conseguir ter um trabalho legalizado,como iniciar uma vida nova, ficarei muito grato! Deixo meu e-mail para interessados eli.els@hotmail.com Att Elisandro

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Glenda Dimuro