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Glenda DiMuro On March - 15 - 2012

Há algumas semanas atrás o governo brasileiro anunciou que vai dificultar a vida dos espanhóis que decidam entrar no nosso país. O assunto já deu o que falar nas redes sociais e o governo espanhol já arrepiou os cabelos, chamou a medida de exagerada e perguntou por que os vizinhos europeus (os companheiros do espaço Schengen) também não vão receber o mesmo tratamento. Parece ser que meus amigos ibéricos finalmente estão se dando conta de que pimenta no olho do outro não é refresco.

Desde muitos anos (eu diria desde muito antes de 2008, quando aquela estudante foi barrada no aeroporto de Barajas/Madrid e foi parar na TV, denunciando maus tratos e o diabo a quatro) brasileiros, brasileiras e toda uma lista de nacionalidades latinas são impedidas de entrar na Espanha. Muitas sem motivo aparente, a maioria por descumprir a normativa bastante conhecida (passagem de volta, dinheirinho no bolso, uma cartinha dizendo onde vai ficar nos dias da viagem, entre outras cositas más). Desde os tempos de apogeu econômico e boom imobiliário a Espanha “sofre” com a imigração (i) legal. Enquanto existia trabalho para toda a torcida do flamengo (e um pouco mais) o país era o destino de muitos em busca de uma vida melhor, e controlar quem entra parecia fundamental.

Mas o que acontece agora quando mais de 20% da população ativa está desempregada? Quem pode está abandonando o barco e buscando novos horizontes: Londres, Berlim, Paris… São Paulo, Florianópolis… estes foram os destinos de alguns conhecidos no último ano. Os fluxos migratórios sempre existiram e desde que o mundo é mundo as pessoas se mudam em busca de oportunidades, mas nunca encontraram tantas dificuldades burocráticas como atualmente.

Costumo dizer que um tomate pode dar uma volta ao mundo com mais facilidade que um ser humano. Fronteiras, nacionalidades, vistos, passaportes… E duplas nacionalidades, cidadanias, apátridas… Coisas de um mundo mundializado. Acontece que o que vale aqui não vale ali, e vice-versa. E é onde começam a surgir os problemas.

Sempre tive a sensação de que a Espanha atua no estilo roleta russa. Os “deportados” (aqui uma questão importante, deportado é uma coisa, expulsado é outra – esta última é quando a pessoa é impedida de entrar no país por X anos) são escolhidos a dedo. Se um policial não foi com a sua cara ou a pessoa tem pinta de suspeito (mulher solteira que vem vender seu corpinho, idosos que vêm se aproveitar do sistema de saúde, indígena que vem vender bolsa falsificada na rua), toca a revisão de documentos e, se for o caso, a maldita salinha e depois, dependo da sorte do sujeito, uma viagem de volta ao seu país. Reza a lenda urbana que os policiais da imigração têm que realizar um número de deportações ao mês, independente das nacionalidades (desde que sejam sudacas, óbvio). Claro que nenhuma fonte oficial jamais confirmou esta suspeita, mas cá entre nós, muita coisa me faz pensar que é exatamente isso que acontece.

Nos tempos de fervor econômico, a Espanha aceitava de braços abertos à imigração legal daqueles que vinham ocupar postos de trabalho que nenhum espanhol queria: domésticas internas (daquelas que entram no domingo de noite e só saem no próximo sábado pela manhã – as escravas do século XXI), babás, faxineiras, catadores de frutas, pedreiros, ajudantes de cozinha, entre outras profissões, digamos, menos reconhecidas (injustamente, está claro). Sempre dificultou a vida de profissionais qualificados, exigindo que a vaga a ser ocupada por um estrangeiro estivesse enquadrada numa lista trimestral de cargos de difícil cobertura (leia-se que nenhum espanhol queria para si) e, em certos casos, com a exigência da homologação do diploma de graduação. Toda uma série de estratégias e políticas visando se aproveitar de mão de obra barata e, ao mesmo tempo, protegendo seus “cérebros”.

Com a mãe colonizadora a beira da morte, nossos vizinhos da América do Sul ficaram órfãos. E que se dane o idioma, o Brasil é a bola da vez e é lá onde vão parar não apenas aqueles que antes cruzavam o oceano, mas agora também os europeus que nunca tinham pensado em cruzar.

Li uma notícia em dezembro sobre um empresário gaúcho que tinha viajado ao norte do Brasil para “resgatar” centenas de haitianos ilegais e sem trabalho. Obviamente há muita coisa por trás dessa boa ação, entre elas um salário mínimo e duras jornadas de trabalho num contexto totalmente fora da sua realidade, como pode ser a periferia de Porto Alegre. Está claro que não sou a favor de fechar as portas para a imigração, ainda mais vinda de países tão pobres como o Haiti, mas também já li reportagens sobre bolivianos, peruanos e uma série de hermanos latinos que estão se debandando ilegalmente para o nosso lado, muitas vezes se sujeitando a condições adversas de trabalho. Não se pode bancar o bonzinho com uns (quando na verdade não se preza pelas boas condições de vida dos imigrantes, pelo contrário, se favorece os benfeitores empresários e, em alguns casos, pode até destruir empregos para brasileiros) e o malvado com outros. Pagar na mesma moeda, barrando meia dúzia de espanhóis sem nenhum critério de eleição é piada, mas infelizmente parece ser o rumo que as coisas estão tomando.

Por outro lado, tem muito europeu (espanhol, já que é a nacionalidade em questão) que acredita que o passaporte vermelhinho lhe abre as portas do mundo inteiro, e aproveitando a condição do oba oba, se debanda para o País Tropical sem se preocupar com visto, condições de entrada, permanência e coisas do tipo. Suponho que seja um lapso de colonizador…

O Brasil sempre foi um país de imigrantes, mas os tempos eram outros. A atual legislação brasileira que trata da imigração é do tempo da ditadura, e embora nos últimos anos os governos de Lula e Dilma andaram fazendo algumas mudanças aleatórias (visto para casais gays, regularização de imigrantes ilegais) o Estatuto do Estrangeiro necessita de mudanças para adapta-lo ao mundo globalizado. Mas segundo organizações que apoiam imigrantes no Brasil, o Projeto de Lei está parado na Câmara dos Deputados porque não interessa aos políticos. Minha opinião? Dentro de muito pouco tempo as coisas podem perder o controle (por enquanto a população de imigrantes no Brasil é ao redor de 1%, mas o número aumenta a cada ano), e se o Brasil não preparar uma boa lei de imigração (incluindo questões relacionadas principalmente com vistos de permanência e trabalho, entre elas a regulação profissional), estará, mais cedo ou mais tarde, jodido (dito em espanhol não fica tão feio). Barrar espanhóis porque em Barajas também se barra é, no mínimo, uma infantilidade, e bastante imprudente legalizar milhares de haitianos porque foram vitimas de um terremoto, sem ter por trás uma política de adaptação.

A questão é complicada, mas acima de tudo, tal como fizeram anteriormente os países ricos, o Brasil precisa proteger seus brasileiros. Mas se antes criticávamos os europeus lhes chamando de racistas e xenófobos, não podemos atuar da mesma maneira, repetindo o modelo tu-entra-tu-fora. Sendo assim, não acho que a resposta esteja na tal lei de reciprocidade, mas na elaboração de uma política sensata que considere os erros cometidos pelos ex-ricos e valorize as liberdades, o direito à igualdade, o respeito, entre tantas coisas. Me parece que muitos brasileiros ficaram felizes com a decisão do governo, demonstrando um sentimento vingativo e rancoroso que se assemelha a linha de pensamento do velho continente. Podemos ser muito melhores que isso… continuar nesse caminho do tomá-lá-dá-cá é uma irresponsabilidade com os estrangeiros e, por que não dizer, com os próprios brasileiros em um futuro próximo.

Não tenho a solução para este grande problema, mas para mim a velha história do olho por olho, dente por dente, está longe de ser a ideal. Certamente dentro do próprio Brasil existem milhares de pessoas capacitadas para tratar esse assunto muito melhor do que eu, cabeças pensantes capazes de enriquecer o debate e aportar ideias sensatas e humanas, dignas de uma política tão importante quanto essa.

Categories: Brasil

32 comentários

  1. Excelente reflexão que infelizmente só fazemos depois que passamos à condição de imigrantes. Acho valido questionar a legitimidade de certas praticas baseadas em distorções de conceitos diplomaticos e de apontar uma falha não so na administração da situação, mas também na forma como enxergamos determinados acontecimentos. Certamente essa atitude dita de reciprocidade vai causar um certo “alivio” e uma sensação de justiça por parte de quem viaja pro exterior com anseio de ser barrado na imigração, e torcer pra que a repercussão não seja fogo de palha!

    • Paulo says:

      Ola gostaria de saber como faço para denunciar um Espanhol que esta tendo açoes de racismos e assedio moral no Trabalho em uma Plataforma da Odebrecht a Norbe VI , aqui em Macae .

  2. Ana says:

    Menina, eu não tinha pensando por este lado. Fiquei contente quando o Itamaraty anunciou que ia pedir as mesmas documentações aos espanhóis que a Espanha pede aos brasileiros, mas pensando por este lado, é meio um atraso né? Se bem que tem muito gringo metido que acha que pode fazer tudo. Obrigada por me falzer pensar mais sobre esse assunto.

  3. Vitor says:

    Eu acho que esses espanhóis tem que aprender que aqui não entra qualquer um. É assim com os americanos e deveria ser assim com todo mundo. Somos uma economia forte e temos que cuidar os nossos negócios.

  4. Samanta says:

    Oi Glenda!
    Pois é, acho que depois que a gente vira imigrante acabamos vendo as coisas por um outro lado. Só nós sabemos como é difícil a integração fora do seu país e como é importante uma política de governo que favoreça este processo. Para mim o Brasil ainda falta muito para alcançar os níveis de população imigrante da Europa e ainda vai demorar a ter problemas, mas se a coisa seguir assim, logo logo vai pipocar de europeus na nossa terra. Também acho que barrar por barra não tem nada a ver, se fosse por isso, deveriam barrar os italianos que enchem nossas praias para fazer turismo sexual… isso sim é muito pior!
    Beijos!

  5. karine smith says:

    Eu não tenho uma opinião super formada e estou disposta a mudar meu raciocínio, mas dizer que eu não gostei de ver a polícia federal “dando o troco” seria mentira, gostei, achei justo, mas sei que não em todas as situações.
    Ano passado um time inteiro irlandês foi barrado de entrar no Brasil porque eles já chegaram bebados, e aí eu te afirmo que se eles estivessem indo para o Eua não teriam tomado uma gotinha de álcool, as vezes acho que os Europeus precisam se situar de que o Brasil não é o tal do oba-oba que eles pensam ser e adoro quando acontece uma coisa dessas para provar que apesar da gente gostar, a gente não vive só de festa.

  6. Denise says:

    Olá Glenda.
    Me deu até um frio na barriga!!!!!!
    Meu filho vai em maio estudar espanhol
    na escola Enforex. Vc tem alguma informação
    sobre esta escola?
    O curso é de 4 semanas, mas meu medo
    é mesmo da imigração .
    Beijos.
    Adoro seu blog.

    • Glenda DiMuro says:

      Oi Denise! Tem problema não, se ele vier com visto ou com a documentação direitinho não vai acontecer nada com ela. É bom nem pensar, sabe aquilo que dizem que atrai? Pois é…

  7. Já falei aqui sobre o chá-de-cadeira que eu e minha esposa sofremos assim que chegamos a Madrid, em janeiro do ano passado. Só não fui deportado porque apresentei minha carteira funcional da Câmara Municipal de Sorocaba a um dos policiais em plantão no Aeroporto de Barajas. Até citei o caso numa das últimas publicações de meu blog (confira o link em seu perfil no Facebook).
    Perto de minha atual residência em Sorocaba existe um restaurante que tem um espanhol de Granada (!!!) como um dos sócios – ou empregados, sei lá. Creio que a presença desse andaluz a aproximadamente 200 m de minha casa se deve à diáspora espanhola que você cita neste artigo. Talvez os órgãos oficiais do governo brasileiro estejam, direta ou indiretamente, propagando aos demais países que o Brasil agora é o “país do emprego” ou que está resistindo bravamente à crise econômica internacional, pois Lula dizia mais ou menos isso em seu governo (“É só uma marolinha”) e Dilma, pelo jeito, repete o mesmo discurso.
    Será que estamos voltando ao tempo das imigrações em massa de europeus para o Brasil, ocorridas principalmente entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX?

    • Glenda DiMuro says:

      Em massa não sei Paulo. Mas que tem muita gente querendo aprender português e muito empresário (não digo multinacionais) pensando em investir no Brasil, isso tem. O Consulado Honorário Brasileiro aqui em Sevilla não serve para muita coisa…Mas vejo que apoia e dá muitas informações a investidores espanhóis de olho no Brasil.

  8. mirelle says:

    Demorei pra comentar pq tive que pensar no assunto. Nao acho que seja sentimento de fingança e sim de igualdade. Oras, igualdade é um dos pilares da Republica, coisa que o Brasil diz ser, certo? Acho justo que o governo brasileiro exija dos espanhois o mesmo que os espanhois exigem dos brasileiros, principalmente nesse momento que, como vc bem explicou, a roda gigante esta parada em outro ponto e os pequenos cresceram e os grandes estão fragéis.

    Tb não concordo que o que deve ser pedido de um espanhol seja o mesmo que pra um haitiano. Aqui mesmo na europa não é assim e o mesmo serve para todos os outros paises do mundo. Tem lugar que brasileiro não precisa de visto e francês precisa, em outros é o contario. Tudo isso é baseado nas relações que os paises têm ha dezenas de anos e nos acordos que estabelecem.

    acho um absurdo, por exemplo, que brasileiro tenha que mendigar visto pra entrar nos EUA e os americanos nao passem pela mesma situação para visitar o Brasil. Exigir o que o outro pais exige é se colocar em pé de igualdade com ele. antigamente nos não o faziamos pq não tinhamos cacife pra isso, hoje nos temos.

    • Glenda DiMuro says:

      Eu acho justo que seja solicitada a mesma documentação. Mas não acho correta a forma como isto está sendo aplicado. Sempre ouvi dizer que europeu é quem trata mal sul americanos… e agora vamos fazer o mesmo? Aqui na Espanha eles não tem critério para escolher quem entra e quem sai… e parece que o Brasil está indo pelo mesmo caminho. Outra coisa é sobre os vistos de permanencia e trabalho. Não acho correto legalizar de forma generalizada os haitianos e privar os arquitetos de um visto (conheço gente nessa situação) porque são europeus… Isso é se aproveitar de mão de obra barata (em muitos casos escrava mesmo) sem se preocupar com tantos outros fatores (como a integração, por exemplo) e fazer igualzinho os europeus fazem com os latinos. Não é porque isso é assim na Europa que está certo, precisamos evoluir e não repetir os erros. É a história do tomate, alguns países tem ótimas relações comerciais… mas e as sociais e humanas? Posso ser uma sonhadora, mas no meu mundo ideal isto está longe de ser o correto.

      • Monique says:

        Glenda, acho que você está equivocada quando diz que o Brasil está indo pelo mesmo caminho de escolha aleatória de quem entra e quem sai pois o Brasil ainda não começou a cobrar a documentação dos espanhóis, só começará em abril.. é esperar para ver…
        Ademais, os haitianos não são arquitetos (portanto não precisam passar pela burocracia de validar diploma, etc) e ainda se encontram em situação vulnerável, por isso o visto sai mais rápido.

        • Glenda DiMuro says:

          Monique, não sou uma experta no assunto, mas acho que o Brasil pode ir pelo mesmo caminho que vejo aqui na Europa. Facilita a entrada de mão de obra barata… e politicas de integração, tem alguma? Não é tão fácil, a França pode ser um exemplo. Vulnerável lá, vulnerável aqui. Não digo com isso que o Brasil não possa fazer ajuda humanitária, mas que faça de forma responsável. Fico imaginando a vida desses haitianos, sem falar o idioma, na periferia de Porto Alegre… não deve ser moleza. E a normativa era para entrar em vigor em abril, mas se você vê as noticias já estão dizendo que os esanhóis estão sendo barrados (não são um nem dois, a maioria com intenção de fazer turismo, dizem). Começar a aplicar uma lei mesmo antes dela entrar em vigor também não me parece algo responsável.

          • Andréia says:

            Oi, Glenda, concordo com vc quando diz que o Brasil deve abrir ou não as fronteiras de maneira inteligente. Com relação aos haitianos, também, muito bem pensado. Concordo com a vinda controlada de haitianos prá cá, pois, sua situação é por demais desesperadora,mas, há que se pensar em condições mínimas de dignidade social para eles. Isso não pode ser esquecido. Entretanto, no que se refere a europeus, principalmente pessoal qualificado, como arquitetos, por exemplo, penso que, deve-se priorizar o profissional brasileiro, e até, o sul americano. Por que haveríamos de ceder posições de trabalho privilegiadas, apenas atualmente possíveis à maioria dos brasileiros, à estrangeiros? Concordo com a aplicação da reciprocidade com relação aos espanhóis e até outros estrangeiros, como portugueses, por exemplo, pois sabemos que nosso povo também é destratado nos aeroportos de Portugal, e dentro do país, desrespeitado muitas vezes por funcionários públicos portugueses. Aliás, penso que, as leis brasileiras precisam ser revistas, quanto aos privilégios que os cidadãos portugueses têm no Brasil, atualmente. Apenas não concordo com a reciprocidade, em relação aos maus tratos, que têm sido efetuados pelos espanhóis, com relação aos devolvidos.
            Mas, vc em razão, a inteligência e o bom senso devem prevalecer nessas situações.

          • Glenda DiMuro says:

            Oi Andreia! Pois é… eu acho que teria esta mesma opinião se não morasse na Espanha, não tivesse vontade de trabalhar aqui e não fosse tão difícil (trabalhar legalmente, com responsabilidades técnicas e etc). É complicado, mas quando a gente vê algumas portas serem fechadas simplesmente por conta de uma nacionalidade, ficamos pensando se isto está certo ou errado. Independente de onde nascemos, somos todas pessoas, com capacidades e CVs que devem ser avaliados, por cima de uma certidão de nascimento! Te juro que fico p. da vida quando vejo um monte de engenheiros estrangeiros desembarcando no Porto de Rio Grande, quando a Universidade de lá forma profissionais todo semestre… mas por outro lado, fico mais p. quando vejo muita gente capacitada aqui na Espanha trabalhando de garçom (não apenas agora que estamos em crise, estou falando dos tempos de “riqueza”). Às vezes penso que “proteger” as vagas para “nacionalidades” é como a questão das costas para negros e indios nas Universidades… não se resolve como somar 2+2.

  9. Elisangela says:

    Com toda certeza dar o troco não é a melhor opção…mas mudar nossa política pública relacionada a imigração seria sim muito importante…o Brasil precisa estar de olho no futuro…e por que o Brasil não pode adotar a mesma política que muitos outros países usam? Mas isto deveria ser com “todo” imigrante que entrasse, não simplismente para dificultar, mas também para mostrar um pouco mais de seriedade…é claro que gostamos de ter turistas…de ter mais alguns ‘cérebros’ pensando por aqui…mas nossos ‘cérebros’ também precisam de mais incentivo…mais investimento…

    • Glenda DiMuro says:

      Concordo Elisangela. A coisa tem que ser bem pensada, e principalmente atualizada… Lei do tempo da ditadura? Os tempos são outros!

    • Monique says:

      Elisângela, o Brasil não pode aplicar a mesma política para todo imigrante porque, apesar de ter se tornado a 6ª economia do mundo e ser um país continental com inúmeras belezas naturais, nós estamos muito atrás em termos de atração de turistas, o que é de grande importância para nossa economia… a facilidade de entrada é para atrair turistas, gente que gaste seu dinheirinho aqui, e não para repelir… se é pra ter que tirar visto muitos irão preferir visitar um país de 1º mundo e não o Brasil.

  10. Elisangela says:

    Você tem razão…e o que acaba sendo uma outra questão a se pensar…o Brasil tem lugares belíssimos e pouco conhecidos até mesmo por nós brasileiros…é claro que não temos tanta história como a França…Inglaterra(com castelos, Torre Eiffel…)mas temos atrações que podem conquistar outros tipos de turistas, que não estes que querem apenas hotéis 5 estrelas … um bom expemplo é a postagem da Glenda sobre o Uruguai…um belo lugar para acampar…
    Aqui onde moro, o chamado Vale europeu tem cada luagar fantástico!E pergunte se o turismo é explorado aqui como deveria, com todo seu potencial…não!!!

  11. Cuca says:

    No caso da velhinha, ela não “soube” dizer onde ia ficar, não tinha carta-convite, a filha dela está ilegal e tem uma ordem de expulsão em seu nome. E quem viu a latinha da filha na TV deve ter, imbuído de todo um preconceito (legítimo), entendido os motivos do governo espanhol. Hoje, a situação migratória entre Brasil e Espanha está se invertendo. Imigrantes ilegais são, cada vez mais, nocivos à economa espanhola. Eles têm razão em serem rígidos nisso. Direito deles.

    • Glenda DiMuro says:

      Imigrantes ilegais são nocivos em qualquer país, seja por questões econômicas ou sociais. Imigração, mesmo que legal, mas descontrolada, é igual de problemática. O quesito integração é normalmente esquecido, se formam os guetos, aumentam as tensões…
      Essa senhora não foi a primeira e nem será última… Volra e meia idosos com cara de suspeitos são barrados. Galera tem mefo de que vem usar o sistema de saúde, que supostamente é “gratuito”.

  12. antonia says:

    Oi Glenda, è claro que a Espanha por si so nao poderia impor nenhuma regra para entrada de estrangeiros,simplesmente segue uma normativa Europeia, e claro os outros paises europeus sao muito mais duros, porem quando a normativa foi feita se decidiu que a Espanha seria uma das principais portas de entrada para Europa por isso todo ri

  13. Paulo says:

    Acredito que os haitianos chegam ao brasil com pedido de asilo, por isto tem a situação regularizada. Seria irresponsabilidade do governo brasileiro negar ajuda, claro que politicas de integração são bem-vindas. Organizações humanitárias como International Amnisty consideram violações aos direitos humanos políticas de paísea nórdicos que tem por finalidade devolver aos países de origem asilados que se encontram em seu território. não pretendes que o Brasil cometa as mesmas violações, né? Também não quero que o Brasil viole a outros direitos humanos dando umas condições indignas para estes haitianos, mas negar-lhes asilo já sería por sí uma violação.
    Por outro lado, impedir a entrada de mão de obra qualificada seria um erro desde o ponto de vista econômico. O Brasil tem poucos trabalhadores qualificados e muitos desqualificados, uma política migratória como a que foi proposta simplesmente geraria um aumento de trabalhadores desqualificados, provocando uma saturação no setor com as consequentes baixas salariais (lei da oferta e demanda), enquanto os qualificados estariam recebendo bem mais, acabaría por gerar mais diferença social do que a que já temos.
    Também não tenho a solução ao problema e concordo que o “olho por olho, dente por dente” não soluciona nada. Alternativas são possíveis e são necessárias, o debate está servido, vamos ver se a sociedade civil brasileira é capaz de discutir soluções e pressionar nossos políticos, porque estes não são capazes de nada!!!

  14. Carlos Camplesi says:

    As pessoas que estao contra as leis de reprocidade Brasileira contra a Espanha acredito que sao pessoas que nao sabem o que e a Europa. Eles acham que Brasileiros vem da miseria e que no Brasil so tem babana. Ouvi isso da boca de Italianos apesar de eu ser um descendente de Italianos a de possuir o passaporte Italiano eu nao gostei nada disso.
    Acho que o Brasil esta mais do que certo em mandar estes Espanhois para traz mesmo e valorizar os Brasileiros assim como eles fazem na Europa. Isso sem falar que realmente na Europa eles dao oportunidade primeiro ao povo deles e se sobrar eles dao aos outros. Paises fascistas como a Inglaterra e um exemplo disso. Entao Brasil, estou bastante contente em ver que ate que enfim estamos dando o troco neles. O mundo da volta…

  15. rodrigo says:

    nao sou a favor de imigrantes Aitianos no brazil de maneira algulma nem com visto e nem sem visto, a imigraçao e um problema serio, podemos ver oque ela calsou na frança e ealguns paises da europa.
    nao e preconceito, mas fora Aitianos este pais ja tem problemas de mais para ser resolvido, ja ajudamos voces com nossas tropas em teu pais…

  16. maria pereira says:

    Sempre achei um falta de respeito como nos brasileiros somos tratados no mundo todo, no ano de 1982 estve na Espanha,adorei fiquei um mes,achei as pessoas super simpatica,educadas posso dizer que de malaga,porto, banus,torremolinos,madrid,sevilha,galicia,enfim atrvessei a Espanha toda das fronteiras com o continente africano, fronteira de traz dos monte em Portugal ate san sebastian,comi,bebi muito vinho bom, dance,fui ao teatro,mas qua ndo abordada por alguem e dizia que era BRASILEIRA,mudava tudo, pude senitr a descrminacao na pele,acabou as ferias de volta ao meu querido BRAZIL,no aeroporto de Barajas,o policial de imigracao se fez de dom juan,e ensinuava todo,dizendo Brazil,Samba,Carnaval,faltando com respeito para comigo,quando disse para ele se colocar no posto e mi agrediu com palavras asperas e disse que; nos brasileiros somos como os pardais,um passaro improdutivo e que tem no mundo inteiro para para sujar o espaco,tive tanto odio que nao falei nada,levei em consideracao que meu maarido era galego de Ourense(vila velha)uma pequena aldeia com gente maravilhosa e eu o amava muito,mas questao de imigracao tem problema em todos os paises,estou a 18 anos no Estados Unidos,tenho residencia,mas vejo a dificuldades dos indocumentados,nao poder ter uma carteira dde conducao,conta bancaria,ser somemte mais um ,e nao ter direito a nada,nao entendo de leis,mas sei algo tem que ser revisto e urgente.

  17. roberto says:

    Gostaria que o governo brasileiro aprovasse uma lei de controle de imigração, porque está fora de controle, sei que passar por um terremoto não deve se fácil, mas permitir a entrada de muitos haitianos no Brasil para tirar os empregos dos brasileiros é no mínimo ser desleal com os brasileiros.Os americanos arrogantes também não poderiam morar aqui no Brasil, a não ser para visitar (turismo) caso contrário tem que ir embora, não precisamos mais deles e nem de ninguém porque Deus está abençoando o nosso país e irá continuar abençoando. A bíblia diz que bem aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor.Fora a imigração, fora a imigração, acho que cada governo tem que cuidar de sua população.

  18. Christiane says:

    Como posso saber se alguém está ilegalmente no Brasil, e como eu posso denunciar imigrantes ilegais…… Viajei para os EUA em 2001 e um pouco antes de nossa volta o orgão responsável de lá foi a nosso hotel verificar se nossa partida já estava em andamento de nossa volta ao Brasil pq o mesmo não acontece para quem está ilegalmente em nosso pais é injusto e totalmente inaceitável…… Conheço um americano que mora em meu quarteirão que provavelmente está ilegalmente aqui e ainda têm atividades inaceitáveis como trafico e prostituição aqui no Rio de Janeiro Leblon zona sul e area nobre da cidade seu nome é Lazlo Benko e se este for seu nome verdadeiro…….

    Agradeço se puder ajudar de alguma forma

  19. julliana says:

    estou com um problema sério de um imigrante turco que se mudou para
    uma casa do lado da minha que serve de aluguel e desde que veio para minha rua ele está incomodando os moradores que já moravam aqui antes
    ele está trabalhando com máquinas pesadas dentro de casa e faz um barulho estrindente que é insuportável chega a dar dor de cabeça ele tem
    capacidade para trabalhar fora mais diz que só trabalha se for em casa ele está acabando com a saúde de todo mundo ele não pode vir ao brasil
    escolher um lugar para fazer os serviços dele sabendo que está incomodando e ainda achar que está certo se ele quer trabalhar com isto
    precisa arrumar um lugar que não vá incomodar ninguém!!

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Glenda Dimuro