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Glenda DiMuro On April - 24 - 2012

Dentre os inúmeros costumes curiosos dos sevilhanos (quem sabe dos espanhóis), tem um que eu me deixa especialmente irritada: perguntar quem é o último da fila para o último da fila.

É batata. No banco, na feira, no cinema, no banheiro… Se tiver uma fila formada, o último que chega sempre pergunta quem é o último. Poxa, quando uma pessoa está atrás da outra não está claro quem é o último?

Mas ai que vem o X da questão. Se eles conseguissem ficar em fila, seria fácil ver quem está atrás de quem. Acontece que muita gente tem o péssimo costume de “guardar lugar”, ou seja, avisa que está detrás de uma pessoa e sai (e repito, avisa que está atrás… normalmente a pessoa da frente está pouco se lixando pra quem está atrás, né?). Se a pessoa está no banco se senta numa cadeira a metros de distância, se está no supermercado vai seguir fazendo as suas comprinhas. Daí fica realmente difícil saber quem é o último.

Não consigo entender porque é tão complicado manter um pouco de ordem. Custa aguentar alguns minutinhos parado? Por aqui parece que sim… E por ai?

 

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Categories: Cotidiano, Espanha

13 comentários

  1. Hahaha, uma vez pensei em escrever sobre isso também, acho que um dia desses acabo escrevendo… aqui em Madri também existe esse costume… vejo muito na fila de embutidos/carne/frango do supermercado e também quando vou fazer exame de sangue no centro de saúde… é assim mesmo, o pessoal nao forma uma fila, SE ESPALHA… entao tem que acabar perguntando, mesmo… hahahaha… taí uma coisa tipicamente espanhola que eu nao consigo entender, seria mais fácil se organizar, mas esse povo parece que tem formiga, nao para quieto, hahaha…

  2. Eve says:

    Se vc faz isso aqui na Alemanha, sair da fila, perde o lugar. Se quiser voltar para o mesmo, vai ouvir um sonoro “NEIN!” do seguinte da fila e se insistir, vai rolar uma leve discussão (entenda: o alemão vai te deixar mais baixo que o chão). Aqui, vc só tem um lugar na fila, se estiver NA fila. 🙂

    P.S. Esse “seu” povo me lembra um pouco a Bahia. hehehehe

    Bjs!

  3. Oi Glenda!
    Muito engraçado isso!! Cheguei em Sevilla a dez dias, to começando a pegar esses costumes locais! ahuiahuhaa
    Fiz um blog tbm, pra contar das coisas daqui, da uma passada lá! to começando ainda, mas adorei a idéia!
    Beijos

  4. Aqui (pelo menos em Sorocaba, talvez por causa da imigração espanhola) isso também é normal. Só que tem um agravante, principalmente nas filas onde existem estudantes: o sujeito está na fila, de repente chega um para conversar com ele, depois mais um, mais um… Aí vira aquele bolo de gente e você, que antes era a quinta da fila, por exemplo, passa a ser a oitava, nona, décima…

  5. Darla Ribeiro says:

    Glenda, confesso que sempre tenho vontades de responder: O último és tu! Mas nao sei se os espanhois levariam isso com bom humor, no Brasil muitas vezes respondia dessa forma.

  6. Realmente é um comportamento curioso e um tanto irritante pra quem sempre tem que responder à infame perguntinha! Aqui na França nunca reparei nessa questão do ultimo da fila, vou prestar mais atenção, mas se tem uma coisa que é bem comum é o tal de encontrar um conhecido na fila e se juntar à ele. No cinema tudo bem, mas o problema é quando tem aquela fila de estudantes do restaurante universitario e a gente ta ali, esgotando as ultimas forças pra chegar nossa vez de ser servido, quando aparecem uns dois ou três e encontram o conhecido… logo na sua frente. O francês geralmente reclama disso, mas não diretamente com a pessoa, fica resmungando no canto dele pra quem esta em volta escutar. O golpe do joão-sem-braços não tem fronteiras!

  7. Fábio says:

    Gente, mas aqui no Brasil, pelo menos onde moro, é rigorosamente igual. Acho que um costume leva a outro. Como aqui as pessoas que estão na fila tambem saem ou dao “passeios” a pessoa que chega supostamente por último sempre pergunta: “Voce é o ultimo da fila”? Daí vira um pouco aquela esquete da antiga revista de humor MAD “Respostas cretinas para perguntas imbecis”. rs

  8. Gisley Scott says:

    Por aqui eles perguntam tb pq tem sempre gente na fila que não estão na fila, estão sempre papeando…Isso pra mim é mais irritante ainda. A fila e as pessoas lá conversando, aí eles dizem: oh não estamos na fila, you can go ahead! grrrrr….Isso me dá nos nervos!

  9. Beth Blue says:

    Aqui na Holanda é a mesma coisa! E pior, eu mesma já acostumei e sempre que vou na farmácia, por exemplo, faço a fatídica pergunta…a verdade é que depois de 18 anos num país, a gente acaba assimilando certos hábitos sem nem perceber! E eu só percebo isso quando estou no Brasil, faço ou falo algo totalmente “normal” e as pessoas ficam me olhando, rsrsrsrs.

  10. Milena F. says:

    Aqui na França tb é impossível saber!!! Como foi dito nos comentários acima, a palavra é bem essa, as pessoas se “espalha”. Praticamente todo dia tenho que ir ao banco para a empresa, e a fila ali é uma confusão. Para começar o banco parece daqueles de filme de velho oeste, com a janelinha e o funcionário atrás da gradezinha.
    Mas o espaço para acolher a fila é tão minusculo, que cada um entra, pergunta quem é o último da fila e fica onde tem lugar. A nossa única forma de saber quando é a nossa vez é ficando de olho em quem “era o último” antes da nossa chegada!!!

  11. luana says:

    Em Londres o pessoal não quer nem saber, se tu te distrai um pouquinho, furam a fila na cara dura. E ainda te olham feio.

  12. Nívia says:

    Que bobagem….
    Acho natural perguntar isso, afinal, qdo se tratam de certas filas, sobretudo quando existem cadeiras, e são filas para pessoas portadoreas de necessidades especiais, pessoas com criançs pequenas,gestantes ou mesmo idosos, é justamente à última pessoa a quem se deve perguntar se é o último da fila, pois, pode ser que este tenha querido apenas descançar um pouco , e assim tenha se sentado, outra é apenas sentar-se para esperar alguém que já está adiante na fila, também pode ser.
    Então tdo é uma questão de respeito mesmo…de civilidade.
    de educação doméstica eu diria, e incivildiade, falta de cidadania, de educação e respeito, existem exmplos em todo lugar não é só no Brasil ou em cidades do nordeste,afinal a IGNORÂNCIA não é privilégio de países menos favorecidos, é questão de informação, de conhecimento, de escolaridade, existem ignorantes em todo lugar…

  13. Nívia says:

    ainda bem que moro na minha casa..no Brasil.

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Glenda Dimuro