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Trabalhando de qualquer coisa na Espanha

Postado por Glenda DiMuro em January - 22 - 2012 49 Comments

Devido a repercussão dos últimos posts, resolvi eu mesma ressuscitar alguns textos antigos e bastante pertinentes. Um deles é sobre a questão da crise e o trabalho na Espanha, já que volta e meia alguém, que está disposto a largar tudo no Brasil e se mandar para o lado de cá, me pergunta como anda a coisa…

Acho engraçado quando uma pessoa que nunca lavou as suas próprias calcinhas (leia-se também cuecas) me conta que quer morar na Europa e trabalhar de qualquer coisa. E não pensem que estou avacalhando com os garçons, faxineiras, ajudantes de cozinha, recepcionista de hotéis, babás, porteiros, etc. chamando o seu trabalho de qualquer coisa. Trabalhar de qualquer coisa, neste caso, significa ampliar o leque de opções de trabalho, incluindo aquelas que nunca, jamais, certa pessoa se empenharia em trabalhar no Brasil.A questão é sempre a mesma: Ok, já sei que a Espanha está em crise. Mas crise como? Será que eu não arrumo um trabalho de qualquer coisa?

Está claro que na Espanha as diferenças entre classes sociais são menos abismais que no Brasil. Tem pobre, uma imensa classe média e alguns ricos. O X da questão é que na prática todo mundo ganha quase a mesma coisa (ok, os ricos ganham muito mais, como em qualquer lugar do mundo). Tanto faz limpar o chão como ser balconista de loja de grife (e me arrisco a dizer como uma simples arquiteta num escritório de arquitetura), trabalhando de qualquer coisa você consegue ganhar um mínimo justo para pagar suas contas e, quem sabe, ainda sobra um pouco para o supérfluo. Sendo assim, aqui em Sevilla é bastante comum encontrar num mesmo restaurante a mulher que limpa os banheiros da academia e instrutor, o cara que distribui panfletos e o professor universitário, ou mesmo ter como dono do apartamento que você aluga (com 4 quartos, dois banheiros, condomínio com piscina em uma zona residencial de um bairro bom) um motorista de caminhão do lixo, já que o poder aquisitivo (e o acesso ao crédito, claro) são parecidos.

Ou seja, trabalhos considerados por muitos de nós, brasileiros, como qualquer coisa, por aqui são atividades profissionais com renumerações como qualquer outra. O conceito de subemprego não está sempre relacionado diretamente com a atividade exercida, mas com o tipo de contrato e vínculo empregatício. Na Espanha são os chamados contratos “basura” (lixo): salários baixos em relação ao número de horas trabalhadas, contratos temporários, baixos custos de demissão… e estas são apenas algumas características dessa “nova” forma de empregar do falido Estado do Bem Estar. Na maioria das vezes não existe nenhum contrato assinado e muito menos garantias ou ajudas na hora da demissão. É daí vem o adjetivo lixo: usa e joga fora, um profissional totalmente descartável,  independente do nível educativo.

É o mais parecido que podemos encontrar com o famoso “bico” no Brasil. Só que aqui, não só de subempregos (no sentido brasileiro) se alimentam os bicos. Na Espanha, profissionais qualificados, com diploma de universidade e tudo mais (principalmente cidadãos estrangeiros) vivem de bicos, quase nunca relacionados com a sua profissão. Pós graduação em Gestão de Empresas Multinacionais trabalhando como barman. Mestre em Ecologia e Recursos Naturais e “passadora” de roupa, recebendo, em alguns casos, 3€ por hora.

Basicamente, existem dois tipos de pessoas que cruzam o oceano para viver a vida do lado de cá: os temporários e os que vêm “buscar la vida”. No primeiro bando estão os estudantes de intercâmbio, aqueles que chegam por um tempo determinado e estão dispostos (ou não) a trabalhar de qualquer coisa para pagar suas viagens pela Europa. Já vi socialite da minha cidade no Brasil de balconista de loja de roupas em Sevilla, trabalhando 12 horas e recebendo 35€ por dia (no final do mês parece bastante, mas é menos de 3€/h, e comparado com outros países da Europa é um salário ridículo). Em seis meses juntou dinheiro e conheceu boa parte da Europa.

 

Mas existem aquelas pessoas que vêm buscar algo mais na Europa, seja vivenciar uma cultura e forma de vida diferente, estudar por tempo indeterminado, mas principalmente são as que pensavam no Velho Mundo como seu futuro e sua garantia, na esperança de melhorar suas condições econômicas (suas e muitas vezes de seus familiares que continuam no Brasil – mas a história se repete com qualquer latino americano, africano, etc.), mas que no final acabam sendo alvo predileto dos contratos “basura”. Principalmente aquelas pessoas que não têm visto de residência ou trabalho. A questão já não é trabalhar de qualquer coisa, mas sim sob qualquer condição, qualquer salário e qualquer jornada de trabalho.

Em tempos de crise, a situação tende a piorar, não só para os estrangeiros (ilegais ou não) como para os próprios espanhóis. Se antes, quando a economia espanhola ia de vento em popa, os estrangeiros era bem vindos para fazer o “trabalho sujo” que nenhum espanhol queria fazer (lavar pratos, cuidar de crianças e idosos, construção civil, fábricas), agora o resultado é um bando de gente desempregada, de ambos os lados. Obviamente, situações como esta provocam sérios problemas também sociais porque todo mundo agora quer trabalhar de qualquer coisa, e as vagas são escassas. Muitos imigrantes já fizeram suas malas e voltaram ao país de origem e outras centenas de espanholes emigraram a outros países da Europa, e inclusive para o Brasil. As próprias medidas do governo, que facilitam a propagação de contratos temporais (e com isso diminuem os direitos dos trabalhadores e facilitam a vida dos empregadores na hora de demitir), contribuem para fragilizar ainda mais o mercado de trabalho atual na Espanha.

Por isso pense bem antes de se largar de mala e cuia para estes lados, principalmente para os países mais “pobres” da União Europeia. A coisa está feia e a nuvem negra seguirá por alguns bons anos, principalmente se seguimos (seguirem) apostando pelas mesmas políticas econômicas. Não sou eu quem vai dizer se vale ou não a pena viajar tantos quilômetros em busca de uma vida melhor, até porque o conceito de “vida melhor” é muito relativo e pessoal – e não me atrevo a defini-lo com meus escassos conhecimentos psicossociais. Mas se o que você vem buscando é “fazer dinheiro” ou encontrar uma oportunidade de trabalho na sua área profissional, a coisa complica, e muito.

Se mesmo assim decidir encarar a empreitada, respire fundo e, principalmente, não venha pensando que o mar está para peixe.

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O livre arbítrio da interpretação

Postado por Glenda DiMuro em January - 18 - 2012 59 Comments

Então que alguém de bobeira (que espero que não tenha sido meu pai) resolveu ressuscitar pelo Facebook um post meu do ano passado, sobre porque eu sempre digo que a decisão de voltar a viver no Brasil vai ser muito mais difícil da que um dia foi decidir morar na Espanha.

Então que vivemos num mundo onde estamos todos “enredados” e porque um curtiu aqui e outro compartilhou ali (menos Luiza que está no Canadá), acabei caindo na boca do povo. Passei o domingo (de chuva, diga-se de passagem) recebendo mensagens de amigos dizendo que meu texto estava “bombando” nos seus murais e TLs da vida.

Então que comecei a receber uma enxurrada de comentários de todos os tipos (e sigo recebendo). E euzinha, que estou acostumada com a minha vida modesta e tranquila, acabei ouvindo muitos elogios e depoimentos legais, mas também teve muita, mas muita gente mal educada que me escreveu direta e indiretamente.

98% dos comentários das pessoas que moram ou já moraram fora me apoiaram em algum sentido. Gente que conhece o “problema” de primeira mão. Alguns até conseguiram emocionar esse coração duro, demonstrando sensações e experiências de vida tão parecidas com as minhas. Ninguém é cego, a Europa está cheia de defeitos, mas em muitos quesitos os pontos positivos se prevalecem sobre os negativos. É assim, acredite quem quiser, viva quem puder.

Por outro lado, 98% dos comentários das pessoas que nunca saíram do Brasil – ou só saem de férias e com dinheiro no bolso – me criticaram negativamente. O engraçado é que a maioria parecia ter raiva do meu depoimento, muita gente me chamou de idiota, de deslumbrada, alguns disseram que eu desprezo o país onde nasci (oi?), que pessoas como eu não deveriam voltar mesmo ao Brasil (teve um que disse que eu nem deveria ser chamada de brasileira), que com a minha vida de “estudante solteira” era fácil viver bem já que não deveria ter preocupações (inclusive um dito cujo sugeriu que eu me casasse com um gringo rico, já que aqui “a cenourinha parece mais atraente”), outro disse que tinha pena de mim por eu querer fugir do Brasil (oi? de novo), que tenho medo do Brasil, e tantas outras barbaridades, muitas impublicáveis e bastantes desrespeitosas que foram parar diretamente na minha lixeira.

Certas pessoas (desculpem por devolver a grosseria, mas imagino que faltaram a aulas de leitura e interpretação de textos), disseram que eu generalizei e que a Europa não é tudo isso que eu pintei. Detalhe: em nenhum momento eu sequer citei a palavra “Europa” no texto e fui bastante clara quando comentei que estas eram as minhas preocupações e reflexões comparadas ao meu contexto imediato (cheguei sim a citar que vivo em Sevilla, por razões óbvias, e que isso é o «sul» da Espanha). Afinal, como divagar sobre o lado negro da Europa se o texto era exatamente para salientar as suas qualidades e o porquê eu acho difícil pensar na ideia de voltar à terrinha? Ora bolas, se eu começasse a reclamar só dos defeitos era melhor sair correndo, né não? É im-pres-si-o-nan-te!

Das pessoas que eram contrárias a minha opinião, grande parte fez o seguinte julgamento: definitivamente estou dando as costas ao meu país (um comentarista disse que eu “negligenciei a minha evolução aos meus pares”). A conclusão deles é de que eu (e você expatriado e expatriada, também se incluía no montante) deveria voltar ao Brasil e fazer dele um lugar melhor. E é aí que eu fico na dúvida. Será mesmo que todo mundo que critica quem vive fora está fazendo algo pelo nosso país? Falar que o outro não faz nada (isso sem saber se o outro, no caso eu, faço alguma coisa) é realmente bastante fácil… Difícil é fazer em exame de consciência e descobrir se você mesmo está fazendo alguma coisa. Onde está o povo na hora de lutar contra a corrupção? Você se lembra em quem votou nas últimas eleições? Você faz parte de alguma associação de bairros ou vizinhos? Participa de algum centro cultural? Faz algum tipo de trabalho voluntário? É do tipo que dá esmola e ajuda às criancinhas carentes somente no Natal? Quem ai saiu às ruas nas últimas manifestações contra os governos e os bancos apoiando um movimento a nível mundial? Quem conhece o movimento da democracia já (por citar um movimento que propõe uma nova democracia, mais participativa)?

Tenho plena consciência de que o Brasil está cheio de gente interessada no bem comum, na luta pelos direitos humanos, na preservação do meio ambiente, no acesso à educação, enfim, são muitas as organizações sérias compostas por cidadãos comprometidos com um futuro melhor para o Brasil (organizações e movimentos formados por gente do povo, porque os governos, estes sim, só estão comprometidos com a folha de pagamento de seus funcionários e olhe lá). Seria realmente muita injustiça afirmar que ninguém está ai para nada, porque isso não é verdade. Mas duvido que metade dos que aqui me julgaram por “abandonar” o Brasil estejam envolvidos diretamente com alguma causa social ou ambiental.

De todas as críticas, as que eu considerei mais fundamentadas são as relacionadas com a dívida cultural e ecológica que os países do norte têm com os países do sul, ou seja, algumas pessoas argumentavam que a qualidade de vida que se tem aqui é à custa da exploração dos países mais pobres. E em certo ponto tem razão, mas não acho que atualmente precisamente o Brasil seja uma vítima. É bem verdade que temos uma história recente de exploração que em boa parte nos transformou no que somos hoje. Mas convenhamos que para quem aparece hoje como a 6ª economia do mundo, esse papo de dizer que ainda somos explorados é contraditório. O Brasil hoje em dia está na condição de ditar as regras, bem diferente de países da África, alguns da Ásia, da maioria da América Latina e até mesmo de muitos da Europa. E de que adianta estar entre os 10 mais do PIB e ocupar a 84ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano? Algo na nossa maneira de planejar o “desenvolvimento” está errada. Mas isso dá muito pano para manga e é melhor deixa o assunto para outro post.

Enfim, passei 25 dos meus 32 anos em Pelotas, cidade no extremo sul do país, anos felizes. Não sai fugida e nem porque vivia mal ou estava louca por um trabalho, mas sim porque queria ter a experiência de morar no exterior, aprender outro idioma, conhecer novas culturas, novas formas de viver e de se relacionar diferentes das que eu conhecia. Vim, vi e gostei. Não me arrependo de forma alguma e sinto muito se isso incomoda a quem nunca pode/quis fazer o mesmo.

Sigo com a dúvida se o Brasil é, hoje, o melhor lugar para mim neste momento. Sigo pensando que gostaria de passar aqui mais um tempo. Sigo achando que em muitos aspectos a vida que tenho aqui é melhor da que tinha no Brasil. Aqui, aqui mesmo na Calle San Vicente, 47 / Sevilla, e não na França, Alemanha ou Itália. É aqui que eu moro e é daqui eu tiro as minhas conclusões e comparações. É aqui que sinto falta da minha família e dos amigos e amigas de toda vida, mas também é aqui que fiz outros tantos amigos (não necessariamente brasileiros) que me beijam e abraçam. Entre as frases sábias dos comentaristas estavam muitas que diziam que o melhor lugar para se viver é aqui e agora. Agora vivo aqui, amanhã, quem sabe…

No momento prefiro fazer a minha parte aqui, fazendo meus trabalhos voluntários em ONGs que ajudam a países do sul (quem sabe economicamente muito mais desfavorecidos que o Brasil), participando de grupos de consumo de produtos locais e ecológicos, estudando um lado do urbanismo que pouco de aprende nas Faculdades de Arquitetura. Não sei se um dia eu conseguirei aplicar tudo o que eu aprendi, e venho aprendendo com essa gente do lado de cá, no Brasil. Mas eu gostaria. Estou estudando para isso, para intercambiar experiências e ajudar a formar novos arquitetos e urbanistas que se preocupem com o direito que todos temos às cidades, e não somente com a sua conta bancária.

Felizmente, fico apenas com as críticas construtivas. Das mais de 30 mil visitas em três dias que o Coisa Parecida recebeu (tudo devido as curtidas alheias), espero ter conquistado mais leitores e leitoras. Gente que volte aqui porque tem interesse em saber como funcionam as coisas na Espanha, algumas coisas parecidas, outras nem tanto. Espero visita de pessoas que gostam de ler as coisas que eu escrevo e, principalmente, que consigam manter a conversa com certo nível, seja para discordar ou concordar com a minha opinião. Não preciso de visitas de pessoas que necessitam descarregar sua raiva, angústia ou frustação.

É isso, vivendo e desaprendendo. Obrigada a todos os comentários construtivos via post, twitter, face, e-mail.

E bora mudar de assunto que este já me cansou.

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Retrospectiva de mais um ano que passou…

Postado por Glenda DiMuro em January - 15 - 2012 7 Comments

Estava a toa na vida, tentando colocar mina rotina em ordem depois de 5 semanas de sol, amigos e muita comilança no Brasil, e pensando em algum assunto para um post qualquer e descompromissado. Foi quando a Mirelle me perguntou sobre a retrospectiva 2011, tal como fiz ano passado, com algumas imagens que marcaram o tal ano que já se foi.

Em 2010 queria que o ano novo fosse, ao menos, divertido. 2011, digamos, foi um ano bastante introspectivo. Não fiz grandes viagens (exceto duas idas ao Brasil…ueba!), me dediquei bastante à tese e nem fiz tanta festa com em anos anteriores. Posso dizer em resumidas palavras que foi um ano de “passagem”, daqueles necessários para quem quer fechar ciclos e começar outros. Aconteceram coisas bem chatinhas e nada muito maravilhoso, mas de tudo isso, sempre tento aprender com os erros e continuar sonhando com tempos melhores, bem melhores.

Enquanto 2012 não começa de verdade (para mim só começa amanhã), fico aqui com os fatos marcantes de 2011.

O ano começou muito divertido, na casa da minha melhor amiga espanhola, que vive em Cáceres. Festinha na discoteca mais antiga e tradicional do povoado que vivem os pais dela, Madroñera. Naquele dia os votos eram de um Feliz 2011 e a gente nem imaginava o que o ano preparava para nós!

Fevereiro foi um mês que passou voando! Do ponto de vista profissional, consegui uma nova co-orientadora para a minha tese (obvio que disso eu não tenho foto, mas foi um episódio bem importante de 2011!). Registro o mês com a montagem do stand da empresa de fotografia do Paulo (Bodalux) que participou de uma feira de casamentos. Foi legal colocar meus dotes arquitetônicos em prática outra vez.

Março (na realidade foi dia 28/02, mas as consequências duraram todo o mês) mostrou que 2011 prometia. Um incêndio no apartamento vizinho acabou trazendo muita dor de cabeça para a gente. Fora os momentos de tensão, a fuga pelas escadas quentes e cheias de fumaça, nossa casinha ficou cinza, minhas roupas fedendo, e meu tapete branco foi para o lixo. Resultado, três semanas fora de casa até que tudo fosse resolvido.

Abril de belo teve pouco. Mês pra lá de ordinário (do sentido de normal, corriqueiro, sem nada extraordinário). Acabamos não viajando na Semana Santa e tivemos que aguentar as procissões pelo centro de Sevilla. Para não dizer que nada fora do normal aconteceu este mês, minha amiga Elisa, que não sabe muito bem a diferença entre um coador e uma colher, cozinhou no domingo de Páscoa.

Em 2011 a tradicional Feria de Abril caiu em maio! E eu, que nem sou muito dessa festa, mas também não sou de ferro, coloquei a minha flor e lá fui tomar rebujito e bailar sevillana (esta última é mentira).

Quem já viveu ou conheceu Sevilla durante o mês de junho sabe que nessa época o calorzinho já bate forte no lombo. Aproveitamos o ritmo de quase férias da Universidade para dar uma escapada e ver a barriga da minha amiga Ana (aquela mesma do Ano Novo, que naquela época nem imaginava que ficaria grávida). Dias divertidos com amigos muito especiais. (O marido dela é mexicano e o detalhe da foto é a minha boquinha “quente” por causa da pimenta do taco).

Julho… ah julho, que vontade de morar na praia num mês desse. Mas como eu avisei no início do post que este ano o bolso não dava para tanto, acabamos ficando pela cidade e inventando maneiras de se divertir. Churrascos na laje, escapadas à casa de amigos na praia, comidas populares na horta… E claro, a tradicional Sushi Night com a presença do sushiman, direto da Bahia, Ari Mariano, foi uma das diversões do verão.

Em agosto e setembro eu me mandei pro Brasil. Passei dias maravilhosos daqueles que todo mundo que volta para casa de férias conhece muito bem. Um fato que marcou essa ida à terrinha foi a visita de uma amiga espanhola à zona sul do Brasil. Julia estava estudando em Mar del Plata e decidiu conhecer as belezas de Pelotas, Cassino, Porto Alegre e Gramado. Pena que a coitada tinha a ilusão de tomar banho de mar em pleno agosto!!! Ela, que achou que iria passar os dias sambando, acabou conhecendo o vento Minuano nas ruas da capital riograndense, vendo neve pela primeira vez na vida (pasmem, nevou em Gramado quando a gente estava lá) e tomando caipirinha num frio de zero grau. Menos mal que uma noite de pagode e cerveja ela teve, mesmo que entre cachecóis e agasalhos. Também deixo aqui fotos da Luiza, minha afilhada mais linda do mundo.

Outubro foi um mês de muita correria, muito trabalho na Universidade, tudo para recuperar o tempo perdido nos meses de férias e deixar as coisas organizadas para a próxima viagem ao Brasil, em dezembro. Ou seja, pouca diversão, poucas fotos e pouco tempo livre. Aliás, foto até que teve bastante, mas do meu trabalho de campo sobre a agricultura urbana e periurbana em Sevilla.

Novembro mamãe estava aqui! Foram poucos dias, mas suficientes para matar a saudade. Na falta de fotos descentes, fica essa da minha mãe para vocês dizerem se ela não é gata.

Partiu Brasil mais uma vez. Dezembro é, para mim, o mês mais legal do ano! É meu aniver, é o início do verão, é o Natal, é o Ano Novo. Difícil escolher uma única foto que represente a alegria dessa época do ano. Escolhi uma que foi feita no dia da comemoração do meu aniversário no Brasil (tive outra na Espanha) e que simboliza a amizade e a alegria de viver!

Apesar de tudo, 2011 nem foi tão ruim assim. Mas só espero que 2012 seja muito mais legal comigo!

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Coisa Parecida em rádio francesa

Postado por Glenda DiMuro em January - 5 - 2012 4 Comments

Em dezembro a jornalista Daniela Leiras, da Rádio França Internacional de Paris, me convidou para dar uma entrevista sobre o dia dos Reis Magos na Espanha.

Foi bem divertido, contei a ela por telefone um pouco da minha experiência com a Cabalgata de los Reyes e a “briga” pelos caramelos. O resultado pode ser escutado aqui.

Tirando o DimurA (e o fato de achar a minha voz horrorosa), achei que ficou joia! :)

Se quiser saber mais sobre a celebração dessa festa na Espanha veja posts antigos:
Nochebuena y nochevieja
Reis Magos: o lado B das tradições
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Glenda Dimuro